05
Janeiro, 2012
Quinta
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SOBRE O DIZIMO ====Ninguém tem de pagar; o dízimo é uma contribuição generosa feita por quem tem consciência e percebe que ele é responsável pela manutenção do culto e pelo crescimento de sua comunidade.
AS CRUZADAS =====Não deve o católico envergonhar-se de sua história, que é bela, que é grandiosa. Não deve ceder em face dos ataques dos que, ignorando de todo a nossa história,
SOBRE O DIVORCIO ====Duas são as passagens que evidenciam a ordem de Jesus. Antes de Jesus, havia o divórcio, depois de Cristo, o que Deus uniu, o homem não separa. Analisemos Mt 19,1s:
COMO OS APOSTOLOS MORRERAM ? ==== Os doze discípulos - apóstolos eram homens comuns a quem Jesus de Nazaré usou de maneira extraordinária. Pescadores, cobradores de impostos, pastores... O martírio dos apóstolos foi anunciado por Jesus:

Agrotóxicos: um mercado bilionário e cada vez mais concentrado

O mercado mundial de agrotóxicos movimentou US$ 51,2 bilhões em 2010. E o brasileiro US$ 7,3 bilhões. As seis maiores empresas -Basf, Bayer, Dow, Dupont, Monsanto e Syngenta - controlam hoje 66% do mercado mundial. E, no Brasil, as dez maiores empresas foram responsáveis por 75% da venda nacional de agrotóxicos na última safra. As gigantes do setor estão comprando as empresas menores, tanto de agrotóxicos, quanto de sementes, formando monopólios e oligopólios.
Agrotóxicos: um mercado bilionário e cada vez mais concentrado

Pode-se adorar a santa cruz?

Começamos em Hebreus 11, versiculo 1: "A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem. Foi por ela que os antigos deram o seu testemunho. Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem a sua origem em coisas manifestas."
Pode-se adorar a santa cruz?

1.000.000.000 de Pessoas vive com FOME crônica.

O que é a fome? Para os mais afortunados, é apenas a sensação no estômago que lhes diz que "são horas de comer.” Para os que têm menos sorte, e não conseguem ter a comida suficiente todos os dias, a fome fá-los-á sentir débeis e cansados, incapazes de concentrar-se, e até doentes. A única coisa em que conseguem pensar é quando vão ter alguma coisa para comer. Para centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro, esta sensação dura todo o dia, todosos dias, e nunca sabem se, e quando, esta sensação vai acabar. Para eles, a fome pode levar à doença e a danos temporários ou permanentes para a sua saúde.
1.000.000.000 de Pessoas vive com FOME crônica.

Fraternidade e Saúde pública: um grande desafio

Desde 1963, há 49 anos, a CNBB (Conferência Nacional dos Biuspos do Brasil), anualmente, durante os 40 dias da quaresma, promove a Campanha da Fraternidade (CF), que tem colocado para estudo, reflexão e ação assuntos que são grandes desafios – clamores ensurdecedores - no seio da sociedade. O Tema da CF/2012 é "Fraternidade e Saúde pública"; o Lema: "Que a saúde se difunda sobre a terra!" (Eclo 38,8). Somos convidados conhecer as entranhas da realidade do SUS (Sistema Único de Saúde), visitar pronto-socorros, ouvir as pessoas doentes que esperam muito para fazer exames e conseguir uma vaga para cirurgia no SUS. É hora de ouvirmos o apelo de 150 milhões de brasileiros que só tem como rara possibilidade de acessar saúde pública, via SUS.
Fraternidade e Saúde pública: um grande desafio

CF 2012 - Fraternidade e Saúde Pública

Desde o ano de 1964, a Igreja Católica no Brasil, através da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - promove a Campanha da Fraternidade, um movimento que se inicia sempre na quarta-feira de Cinzas, tendo como pico alto o período quaresmal e se estendendo pelo ano inteiro. Em 2012, o tema que será discutido, debatido e refletido será "Saúde Pública", o que reflete a preocupação da Igreja com um serviço público de mais qualidade.
01 de Dezembro de 2011 I Ler matéria completa

Viver Perdoando

Os discípulos ouviram Jesus dizer coisas incríveis sobre o amor aos inimigos, a oração ao Pai pelos que nos perseguem, o perdão a quem nos faz mal. Seguramente parece-lhes uma mensagem extraordinária mas pouco realista e muito problemática.div>
06 de Janeiro de 2012 I Ler matéria completa

O profeta incomoda os maus

A liturgia nos envolve no mistério de Cristo ressuscitado. Somos um povo eleito e estamos a caminho do Reino definitivo. Aqui na terra, temos muitos que vão ser contra a felicidade e o bem comum das pessoas. A palavra de Deus proclamada e quando cai no nosso coração produz muitos frutos de bondade, de amor e de misericordia. Hoje é um dia dedicado ao sagrado coração de Jesus que nos mostra o amor de Jesus por todos...
27 de Fevereiro de 2012 I Ler matéria completa

O Protestantismo e sua Genealogia

Vem de 1529 a origem do termo "protestante", durante a campanha da reforma luterana, quando a Dieta de Espira (conselho político do Sacro Império Romano Germânico formado para discutir assuntos religiosos) resolveu interromper o andamento das transformações religiosas até a realização de um concílio geral.
25 de Abril de 2012 I Ler matéria completa

A PÁSCOA DO CONCÍLIO

25 - Abril - 2012 Reporter: Erick Sávio Comentario

“Neste ano, a festa da Páscoa traz marcas do Concílio. A páscoa sempre evoca o passado, de maneira a trazer presente o significado dos acontecimentos antigos. Pois bem, desta vez, somos convidados a associar as diversas evocações antigas da Páscoa, com acontecimentos mais recentes na caminhada da Igreja. Entre eles, se destaca, com evidência, o Concílio Ecumênico Vaticano II. … [...]

Maria, Mãe de Deus e ela está sempre perto de nós.

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios


No ciclo do natal, nós celebramos o amor de Deus a humanidade. Jesus vem até nós para dar um presente valioso que é salvação para o homem. Na liturgia nos recorda e celebra a o amor de Deus no sim de Maria a nós. Maria nos lembra a bondade de Deus. Inicia-se o ano com a solenidade da Santa Maria, Mãe de Deus. Por que Maria é a mãe de Deus? A Resposta é inequívoca, pois Maria é a mãe de Jesus, o nosso salvador e filho de Deus por obra do Espírito Santo. Como Maria é a mãe do Príncipe da Paz que é Jesus, então a Igreja, pela iniciativa do nosso Saudoso Papa Paulo VI celebrou no dia 01 de janeiro de 1968, o Dia Mundial da Paz. Nesse dia todos são convidados a ser promotor para a paz e entendimento dos povos.
Caminhamos com Deus no inicio de cada ano para que Ele esteja em todos os nossos projetos de vida.A palavra de Deus nos exorta para que as bênçãos de Deus estejam em nós e em todos os lugares em que vivemos e situamos.
No livro dos Números nos relata a presença de Deus na nossa historia e caminha conosco sempre e envia a todos as bênçãos que nos ajuda a termos uma vida em conformidade com a vontade do nosso criador que é Deus. A sua presença bondosa e misericordiosa contínua em nossa caminhada . (cf. Nm 6,22-27)
Nesse livro encontra-se uma linda formula de Benção que era costume usado no Templo de Jerusalém, pois a benção vem de Deus para todos que querem estar em comunhão com Ele. Segue ela:”O Senhor te abençoe e te guarde”!O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! “O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a Paz”. Se estivermos com Deus termos a garantia da paz não só um dia do ano que vai nascer, mas durante toda a nossa vida humana.
O apostolo São Paulo escreve aos gálatas mostrando de modo pleno o amor de Deus, que enviou o seu Filho único ao encontro da humanidade para resgatar e libertar da escravidão da Lei, que não permitia sermos irmãos e irmãs uns dos outros e ainda nos faz seus "filhos" no filho de Deus, que é Jesus. Somos agraciados por Deus e Ele nos dá a dignidade de filhos de Deus na liberdade e no amor Dele. Podemos chamar de Deus carinhosamente de abbá (papai). Jesus tornou-se homem para aproximar cada um de Deus da condição de divino.. (cf. Gl 4,4-7)
O Evangelista Lucas nos Mostra a mãe de Deus recebendo a bela visita dos PASTORES, os primeiros que ouviram a mensagem dos anjos do nascimento de Jesus e foram até a gruta não como curiosos, mas para adorar o salvador da humanidade. Maria meditava estas coisas no seu coração, pois esse menino Deus não é qualquer um, mas o Messias, o Filho de Deus altíssimo. Jesus tem uma missão de paz para todos. Esta paz se traduz em gesto de amor e perdão. Deus vem aos pobres e marginalizados pois els estão aberto a salvação porque são desapegados e livres para encontrar com Deus.
e meditando em seu coração tudo o que falavam do Messias. Deus não vem aos privilegiados, mas aqueles que precisam Deus na acolhida e no amor solidário.(cf. Lc 2,16-21) .
Eles não ficam surdos a mensagem recebida dos anjos e agradecem e louvam a Deus pela chegada da libertação prometida e a graça que vem disto a todos. Assim todos que ouvem a mensagem de salvação que vem de Jesus aceitam e vivem de modo alegre a proposta de salvação de nosso Deus.
Hoje celebramos: 45º DIA MUNDIAL DA PAZ dedicado ao tema: "Educar os jovens para a justiça e para a paz".No natal celebramos a paz que vem do nascimento de Jesus. Jesus se abre os braços para que tenhamos paz permanente. Que Maria nos ajude a viver na paz e na concórdia que vem de Jesus, o príncipe da Paz. O amor de Deus derramou copiosamente a toda humanidade para que o reino de Deus espalha em todos os recantos do mundo. A paz é fruto de justiça social e que o bem comum seja respeitado e que as mesas não faltem o pão necessário para a vida com dignidade. Amém

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 29-12-2011



O Menino nascido na gruta de Belém é nossa salvação, diz Papa

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios
Esta criança que nasce em Belém, pobre, humilde e simples, mas rico de amor e misericordia para com a humanidade. O amor de Deus desce a nós para nos resgatar do pecado e dar a salvação definitiva a cada um de nós. Celebrar natal é assumir a causa de Jesus na vida de família, na sociedade e no mundo. A Igreja dá o testemunho que Jesus é o senhor da Historia. Nós precisamos de Deus, pois sem Ele nós fracassamos e ficamos paralisados na vida e ainda nos leva a morte. Quando Jesus vem até nós Ele atende o nosso apelo que nos salve.
O Papa lê sua mensagem de Natal e realiza a tradicional benção Urbi et Orbi, no Vaticano": Feliz Natal para todos, e que a Luz de Cristo Salvador ilumine os vossos corações de paz e de esperança!" Esta foi a saudação que o Papa Bento XVI dirigiu aos fiéis de língua portuguesa, neste domingo, 25, antecedendo a tradicional benção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo). O Santo Padre expressou seus bons votos de Natal em 65 idiomas. Pouco antes das saudações, o Papa deixou aos fiéis sua mensagem de Natal e ressaltou que o anúncio do nascimento de Jesus é o "eco" que a Igreja Católica faz ressoar por todos os continentes, pois o "Filho da Virgem Maria nasceu para todos; é o Salvador de todos" (1).
"Vinde salvar-nos! Tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos", recordou Bento XVI. O homem precisa colocar sua mão numa "mão maior e mais forte", e esta "mão é Cristo", explica o Papa. "Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor". Este é o significado do nome Jesus: Salvador. O Santo Padre afirmou que Cristo foi enviado por Deus Pai para salvar a humanidade do mal mais profundo: "o mal que é a separação de Deus, o orgulho presunçoso do homem fazer como lhe apetece, de fazer concorrência a Deus e substituir-se a Ele, de decidir o que é bem e o que é mal, de ser o senhor da vida e da morte". Segundo o Papa, este é o grande pecado, do qual os homens não podem salvar-se senão pedindo a ajuda de Deus e o fato de elevar este pedido ao Céu coloca o ser humano na verdade sobre ele mesmo, sobre o que ele é. "Nós somos aqueles que gritaram por Deus e foram salvos (...) Levantar os olhos para o Céu, estender as mãos e implorar ajuda é o caminho de saída, contanto que haja Alguém que escute e possa vir em nosso socorro. Jesus Cristo é a prova de que Deus escutou o nosso grito", ressaltou (1).
O nascimento de Jesus é uma prova de que Deus nutre um amor tão forte pelo homem que não pôde permanecer em Si mesmo, mas veio ao mundo partilhar da condição humana. "A resposta que Deus deu, em Cristo, ao grito do homem, supera infinitamente as nossas expectativas, chegando a uma solidariedade tal que não pode ser simplesmente humana, mas divina. Só o Deus que é amor e o amor que é Deus podia escolher salvar-nos através deste caminho, que é certamente o mais longo, mas é aquele que respeita a verdade d’Ele e nossa: o caminho da reconciliação, do diálogo e da colaboração", explicou. O Papa convidou a todos os fiéis para se dirigirem ao Menino Jesus, neste Natal, com a súplica: "Vinde salvar-nos", recordando tantas pessoas que vivem em situações difíceis, sendo voz de quem não tem. E recordou os povos do nordeste da África - que padecem de fome, e as populações do sudeste asiático, principalmente a Tailândia e Filipinas - que sofrem com as recentes inundações (1).
Bento XVI lembrou também os povos que vivem em lugares de conflitos, que "ainda hoje ensangüentam o Planeta", pedindo a Jesus, o Príncipe da Paz, que dê a paz e estabilidade à Terra Santa, encorajando o diálogo entre os israelitas e palestinos. O Santo Padre suplicou a Jesus também pelo fim da violência na Síria e pela plena reconciliação entre o Iraque e o Afeganistão. E pediu ainda pelos povos de Myanmar e pelos países africanos dos Grandes Lagos e do Sudão do Sul, para que o Natal do Redentor garanta a estabilidade política e o empenho na tutela dos direitos dos cidadãos. Por fim, o Santo Padre convidou a todos para olhar a gruta de Belém, e compreender que o Menino que ali contemplamos é a nossa salvação. "Ele trouxe ao mundo uma mensagem universal de reconciliação e de paz. Abramos- Lhe o nosso coração, acolhamo-Lo na nossa vida. Repitamos-Lhe com confiada esperança: 'Vinde salvar-nos'" (1).
As palavras do nosso papa no dia de hoje nos dá esperança e nos compromete com a causa da paz. Não podemos ser intolerantes e nem omissos na necessidade das pessoas que precisam de nossa ajuda. Precisamos abrir a nossa boca para paz aconteça entre nós. Chega de violência e incompreensão. Precisamos acolher Jesus nos outros, respeitando as individualidades, as crenças de cada um e posicionamentos políticos das nações. Exercer o cristianismo é ser tolerante e promotor da paz que vem da justiça para com todos. A mensagem do natal nos interpela para sermos mais fraternos e irradiadores da paz para sempre no meio de nós. Amém
(1) www.cancaonova.com
Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 26-12-2011



Para encontrar Deus, é preciso descer do cavalo da razão, diz Papa

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios


È natal do Senhor e quanta alegria que inunda o nosso ser. Deus está conosco e veio permanecer entre nós. Deus, realmente nos ama muito, por isso Ele enviou seu filho único que nos dá a certeza que temos salvação. Não estamos mais perdidos na escuridão do erro e do pecado, pois a Luz que irradia do menino Jesus a nós, nos permite reconhecer a nossa fragilidade e mergulhar no amor Dele que nos liberta de todo mal. Temos vida nova na vida de Jesus. Realmente Deus apareceu entre nós e cabe a nós estar com Ele sempre numa adesão completa que se traduz numa vida convertida e coerente ao projeto de vida desse Deus que nos ama muito

''Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens'': certeza nova e consoladora do Natal. O Papa Bento XVI presidiu a Santa Missa da Noite na Solenidade do Natal do Senhor neste sábado, 24. A celebração aconteceu na Basílica Vaticana, às 22h (horário de Roma - 19h no horário de Brasília). Na homilia, o Pontífice recordou que na igreja da Natividade de Jesus, em Belém, o portal de cinco metros e meio de altura foi em grande parte tapado, restando apenas uma entrada com metro e meio de altura. Isso foi feito sobretudo com a intenção de evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus ( http://www.cancaonova.com/ ).

"Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão 'iluminada'. Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus", destacou. Nessa perspectiva, a atitude correta é daquele que se inclina, caminhar espiritualmente, por assim dizer, a pé, para poder entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diferente dos preconceitos e opiniões humanas (http://www.cancaonova.com/ ).

A partir da palavra inicial da leitura litúrgica da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito - apparuit - manifestou-se -, Bento XVI destacou que essa é uma palavra programática escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Na Igreja antiga, a grande alegria do Natal era exatamente afirmar que Deus se manifestou, já não é mais apenas uma ideia. "Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? Deus é pura bondade. [...] 'Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens': eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal. Deus manifestou-Se... como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz", disse. Nesse sentido, o Natal é epifania - a manifestação de Deus e da sua grande luz num menino que nasceu para toda a humanidade (http://www.cancaonova.com/ ).

O Bispo de Roma recordou ainda que, em 1223, Francisco de Assis celebrou em Greccio (Itália) o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, tornando visível uma nova dimensão do mistério do Natal e iniciando a tradição do presépio."Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. Francisco amava Jesus menino, porque, neste ser menino, tornou-se-lhe clara a humildade de Deus. Deus tornou-Se pobre".Por sua vez, hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios que esconde o mistério da humildade de Deus, que também convida o homem à humildade e à simplicidade (http://www.cancaonova.com/ ).

"Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrirmos a autêntica alegria e a verdadeira luz". Enfim, o Bispo de Roma exortou a rezar também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal às margens da sociedade."Na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo" (http://www.cancaonova.com/ ).

Nesse dia em que celebramos o natal de Jesus, possamos comprometer com Ele uma vida coerente aos valores cristãos. Não podemos achar que somos suficiente e que não precisamos de Deus. Devemos procurar ser humildes e simples nas atitudes e no proceder para que muitos nos vendo vejam Jesus que nasce para todos. Que o nosso coração seja um presépio acolhedor de Jesus e que possamos manifestá-Lo aos homens que Deus veio até nós porque nos ama muito. O reino de Deus acontece na medida em que testemunhamos que Jesus é o Senhor, o Filho do Altíssimo, o Príncipe da Paz e que se tornou humano no seio de Maria para trazer a todos nós o projeto de salvação do nosso Deus a humanidade decaída pelo Pecado. A luz de Belém ilumine a todos. Amém

Bacharel em teologia José Benedito Schumann Cunha 25-12-2011



Pregador do Papa: Leigo é protagonista no combate à secularização

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios


Nós somos contagiados por Cristo, apesar de muitos ruídos do mundo contemporâneo que não nos deixa ouvir e seguir Jesus. Precisamos ter a coragem de aceitar Jesus, o seu evangelho e ser anunciadores Dele na comunidade, no trabalho, na família e na sociedade. O cristão não pode ficar paralisado e nem omisso no mundo. Não podemos ficar mornos diante da proposta de Jesus. Não podemos ser cristão e ficar misturado com as coisas do mundo que nos afastam e nos deixam longe de Deus e dos irmãos e irmãs.
Segue a pregação: Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, O.F.M. Cap., saúda o Papa Bento XVIO Papa Bento XVI e a Cúria Romana participaram nesta sexta-feira, 23, da quarta e última meditação ministrada pelo pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, no itinerário de preparação para o Natal. O tema deste dia foi "Recomeçar do princípio". 'Prope est iam Dominus: venite, adoremus': O Senhor está próximo: vinde, adoremos", iniciou o pregador. Este último encontro finaliza a série de explanações feitas por Cantalamessa acerca das quatro grandes ondas evangelizadoras na Igreja Católica ao longo dos séculos, que se diferenciam não pelo conteúdo transmitido, mas sim pelos destinatários: os mundos greco-romano; bárbaro; o novo mundo, o continente americano. E quem é o novo destinatário que permite falar sobre uma quarta onda de evangelização, que está em curso nos dias de hoje? A resposta é: o mundo ocidental secularizado e, em alguns aspectos, pós-cristão. Essa preocupação já era abordada pelo Beato João Paulo II, mas é evidenciada particularmente no Pontificado de Bento XV(http://www.cancaonova.com/ ).I .
Da mesma forma que cada uma das ondas evangelizadoras precedentes tiveram suas próprias categorias de anunciadores - bispos, monges e frades, respectivamente -, também agora emerge uma nova categoria de protagonistas da evangelização: os leigos."Não se trata, evidentemente, do substituir-se de uma categoria pela outra, mas de um novo componente do Povo de Deus que se acrescenta aos outros, permanecendo sempre os bispos, com a cabeça - o Papa, os guias com autoridade e os responsáveis últimos pela atividade missionária da Igreja". Ainda que a essência do anúncio não mude, deve mudar o modo de apresentá-lo, as prioridades, os pontos dos quais partir na atividade de anunciar (http://www.cancaonova.com/ ).
"É preciso ajudar este homem a estabelecer um relacionamento com Jesus, fazer com ele aquilo que Pedro fez no dia de Pentecostes com as três mil pessoas presentes: falar-lhes de Jesus crucificado, a quem Deus ressuscitou. Aqueles que responderam ao anúncio se unirão, como naquela época, à comunidade dos crentes. Não se aceita Jesus com base na palavra da Igreja, mas se aceita a Igreja com base na palavra de Jesus", explica Cantalamessa. Ele indica que há um aliado neste esforço: o fracasso de todas as tentativas do mundo secularizado em substituir o kerygma - anúncio cristão - por outros "gritos" e "manifestos" (http://www.cancaonova.com/ ).
Para Cantalamessa, os leigos, de certa forma, são uma espécie de energia nuclear da Igreja sobre o plano espiritual. “Um leigo conquistado pelo Evangelho, vivendo junto aos outros, pode ‘contagiar’ outros dois. Este dois, outros quatro, e assim como os leigos cristãos podem não só ‘contagiar’ milhares de pessoas, também dentro do clero, milhares desses podem desenvolver um papel decisivo na difusão da luz benéfica do Evangelho no mundo”, salienta. Cantalamessa lembra que o Papa Bento XVI fala sempre sobre a importância da família diante desse protagonismo dos leigos. Para o Santo Padre, em meio a esse “eclipse de Deus”, a nova evangelização e as famílias cristãs são coisas inseparáveis (http://www.cancaonova.com/ ) .
E para quem pensa que falar de Cristo é falar de algo velho e ultrapassado, o pregador da Casa Pontifícia lembra que Jesus jamais será algo do passado, pois Ele vive ainda hoje no Espírito e na Igreja. “Se fossemos nós a nos fazermos contemporâneos a Cristo seria uma contemporaneidade somente intencional; se é Cristo que se faz nosso contemporâneo, esta é uma contemporaneidade real”, explica(http://www.cancaonova.com/ ) .
Um pensamento ortodoxo afirma “a história é uma memória alegre, que torna o passado mais presente do que quando foi vivido”. E, para Cantalamessa, esta frase não é um exagero. “Na celebração litúrgica da Missa, o evento da morte e ressurreição de Cristo se torna mais real para mim do que quando aconteceu para aqueles que assistiram de fato materialmente o evento, porque era então uma presença ‘segundo a carne’, agora se trata de uma presença ‘segundo o Espírito’ ”, elucida. Daqui a dois dias é Natal, e na Liturgia desta noite será proclamado: "Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor" (Lc 2,11.)“Sim, Cristo nasce hoje, porque Ele nasce realmente para mim no momento em que reconheço e creio no mistério. Façamos nossa a invocação feita pelo Santo Padre e repitamos com ele, de todo coração: ‘Veni ad salvandum nos' - Vem Senhor, e Salva-nos!", conclui frei Cantalamessa (http://www.cancaonova.com/ ).
O cristão é animado na Palavra de Deus e na participação da eucaristia que nos levam a uma vida nova que se traduz no compromisso de irmãos e irmãs para a transformação da realidade de morte para uma realidade de vida plena. Celebramos Jesus na vida e na missão. O mundo necessita de uma nova evangelização. A tecnologia não pode jamais esfriar a nossa fé. No natal, Deus vem até nós, por isso que devemos celebrar a bondade de Deus para conosco. Não podemos ficar correndo atrás do comercio sem esquecer do principal motivo da nossa festa que é Jesus, pois Ele nasce pobre com os braços abertos para dar o maior presente que é a sua vida para que todos tenham vida em abundância. Jesus é a luz do mundo que ilumina a todos. Amém
Jesus nasce para mostrar a todos que Deus nos ama. Não há mais escuridão, pois a luz brilhou na noite de natal para todos.

Bacharel em teologia José Benedito Schumann Cunha 23-12-2011



O ignorado Natal

Reporter: Frei Erick Ramon 0 Comentarios
Às vésperas de uma das festas mais importantes e solenes da Sagrada Liturgia, o Natal vem sendo ignorado ano após ano.
Dia desses eu ia em um ônibus a um lugar e não pude deixar de ouvir a conversa de duas moças:
- Pois é, menina! Chegou o Natal!
- Ah, eu nem ligo muito pro Natal. Eu gosto mais é do Ano Novo.
- Já eu não ligo pra nenhum e nem outro.
- É mesmo? Ah, eu não dou bola pro Natal porque não tem nada pra fazer neste dia. No ano novo a gente se agita mais.
- É, tem razão...
- Vou descer no próximo ponto. Tchau. Fica com Deus.
- Vai com Ele. Deus abençoe.
Confesso que fiquei intrigada. A primeira coisa que me veio à mente é: como alguém que não dá a mínima para o Natal roga a Deus que abençoe alguém?

Imagem de Nsa Sra Grávida
Não cabe a mim julgar a atitude de ninguém, mas posso refletir sobre. Creio que a maioria das pessoas que se admitem cristãs não sabem o que, de fato, seja o cristianismo. Conferem-no apenas um sentido supersticioso e determinante, algo como "eu peço a Deus e Ele me faz porque me ama. Amém". Mal sabem estes cristãos que Jesus quis vir ao mundo para salvar a cada homem que existe, existiu e existirá.
Ao vir ao mundo, Jesus quis fazer uma nova aliança com o povo de Deus. Quis vir ao mundo pelo seio de uma Virgem. Desejou esta Virgem em Seu Coração desde toda a eternidade. Escolheu-a com total dignidade. Criou-a para uma única missão: ser Sua mãe. Sendo assim, se cremos que Deus é Onipotente e Onisciente, sabemos que Ele, ao criar Maria, já sabia o que dela esperar. Logo, é inaceitável e perigoso à fé pensar que Maria poderia ter dito não. Apesar de ela ter sido livre, Deus já a havia criado para este maravilhoso fim: gerar o filho de Deus. Maria foi porta do céu para o mundo. A porta da graça.
Contudo, quantos cristãos entendem isto? Muitos nem acolhem Maria como mãe. Ignoram o amor incondicional de Jesus por Sua Mãe como se Ele fosse um machista ou um filho muito mal educado. Confundem amor com adoração ou idolatria porque desconhecem a profundidade desta realidade divina: Cristo se fez um no seio de Maria, e ela a Ele se submeteu como escrava. Humanamente falando é impossível entender. Apenas com a graça e os olhos da fé.
Gerado no seio da Virgem, Jesus passou pelo mesmo processo que todos nós passamos. Foi um embrião, depois um feto, um bebê. Quando formado, nasceu. Foi amamentado, recebeu os primeiros alimentos, aprendeu a engatinhar, andar, falar. Recebeu a educação judaica. Observou os bons exemplos de seus pais terrenos. Formou-se marceneiro por influência de São José. Sua mãe foi Sua companhia até a cruz.
Refletir sobre a vida de Jesus desta forma faz com que reflitamos sobre a urgência de resgatar o sentido do Natal. Apesar de apreciarmos a imagem do Papai Noel, desconhecemos que este bom velhinho se origina de um Santo bispo Católico chamado Nicolau, por exemplo. Porém, mais do que esquecermos de São Nicolau, nos esquecemos do aniversariante deste dia: O próprio Cristo Jesus. Ele, que quis vir ao mundo para nos salvar, é rejeitado e ignorado. Continua, assim como em Sua época, a não ter um lar para nascer. Talvez hoje não lhe sobre nem uma manjedoura. Apenas corações empedernidos, esquecidos da riqueza espiritual que esta data nos traz.

São Nicolau
Independente se foi ou não o dia em que Jesus nasceu - e isto realmente não é o mais importante, afinal, Ele NASCEU! Isso é o que realmente importa - deveríamos neste dia 25 lembrarmos que a nossa história mudou no dia que Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu. Sua vinda transformou a nossa vida. Seu nascimento mudou todo o rumo da humanidade. Sua morte erradicou nossa desgraça. Sua ressureição trouxe-nos a esperança perdida com o pecado original.
Se o Natal hoje perdeu o seu sentido, não é apenas porque deixamos elencarem esta data para um grande boom comercial, e sim, porque passamos a vê-lo como uma data "que não se tem o que fazer". E como há! É o dia em que devemos comemorar como se fosse o nosso aniversário. É o dia em que devemos louvar a Deus por Seu amor incondicional que trouxe ao mundo o Verbo Divino. É o dia em que devemos mostrar gratidão suprema ao Único Digno de todo louvor e glória.
Peçamos a Deus que não caiamos no marasmo. Que ano após ano possamos nos alegrar com esta data mais do que em qualquer outra.
São Nicolau, rogai por nós.
Um Santo e feliz Natal a todos



Maria e a incompreensão protestante

Reporter: Frei Erick Ramon 0 Comentarios


Vemos nos dias de hoje, como algumas denominações que se auto intitulam como “evangélicos”, “crentes”, “cristãos” vem atacando com veemência a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica Romana, sempre citando fatos teológicos infundados que ora ofendem a Santa Mãe de Deus, ora ofendem a Tradição Apostólica, e até mesmo a Sagrada Escritura, sua única fonte de FÉ.

Vejamos a real visão que os Reformadores do século XVI tinham, e que se difere totalmente da visão dos dias de hoje.

Os Reformadores conservaram muitos pontos da tradição mariana; pontos que as gerações seguintes foram pondo de lado.

Lutero, por exemplo, não negou a virgindade perpétua de Maria, mas julgava em dizer que a expressão “irmãos de Jesus” deve ser entendida no sentido semita; este atribuía a irmãos o significado de “parente, familiar”; para o confirmar, Lutero apelava para a significação ampla da palavra grega adelphoi na tradução dos LXX.

Lutero também admitia a imaculada conceição de Maria, devida à prévia aplicação dos méritos de Cristo. Quanto à assunção corporal, o reformador não ousava professá-la explicitamente, mas não excluía que o corpo de Maria tenha sido levado pelos anjos dos céus. No calendário luterano ficaram três festas marianas, que tem base no novo testamento e estão ligadas a Cristo: a anunciação ou festa da encarnação, a visitação de Maria a Isabel ou festa da vinda de Cristo, e a purificação de Maria aos quarenta dias após o parto, também tida como festa da apresentação de Jesus no templo.

Calvino, em alguns aspectos, foi mais radical. Suprimiu as festas marianas, aceita o título “Mãe de Deus” definido pelo concílio de Éfeso em 431, mas prefere a expressão “Mãe de Cristo”. Sustenta a perpétua virgindade de Maria, afirmando que “os irmãos de Jesus” citados em (Mateus 13,55) não são filhos de Maria, e sim parentes. Professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, louca sutileza e “abuso da sagrada Escritura”.

Zwínglio, o reformador em Zurich, conservou três festas marianas e a recitação da Ave-Maria durante o culto sagrado.

É interessante notar que Lutero, Calvino e Zwínglio, autores da reforma protestante no século XVI, deixaram belas expressões de estima e louvor a Maria Santíssima.

Martinho Lutero em seu comentário sobre o Magnificat (Lucas 1,46-55) escreve: “Ó bem-aventurada mãe, virgem digníssima, recorda-te de nós que também em nós o senhor faça essas grandes coisas”.

Ao referir-se a (Mateus 1,25) observa: “destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg 323).

Disse ainda: “Os irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor” (Edição Weimar, tomo 46, pg 723, tischreden 5, n° 5839). O reformador prometia cem moedas de ouro a quem lhe provasse que a palavra almah em (Isaías 7,14) não significava virgem (Edição Weimar, tomo 53, pg 640).

No fim de sua vida, aos 17/01/1546, Lutero exclamou num sermão muito agitado: “Não se deve adorar somente a Cristo? Mas não se deve honrar também a santa mãe de Deus? Esta é a mulher que esmagou a cabeça da serpente. Ouve-nos, pois o Filho te honra; Ele nada te nega”. Vê-se que até os últimos dias Lutero guardou devoção a Maria.

No tocante às imagens, Lutero não as proibia; firmava que as proibições feitas no antigo testamento não afetavam os cristãos (Edição Weimar, tomo 7 pg 440-445). Considerava as imagens como a Bíblia dos pobres e iletrados.

Sobre a virgindade de Maria os artigos da “Doutrina Cristã” elaborados por Lutero em 1537 professam:

“O Filho de Deus faz-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem”.

Calvino publicou em 1542 o "Catecismo da Igreja de Genebra”, onde se lê: “o filho de Deus foi formado no seio da virgem Maria… isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão”.

Zwínglio, por sua vez, escreveu: “firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que no parto e após o parto permaneceu para sempre virgem pura e íntegra” (Corpus Reformatorum: Zwingli Opera 1 424)

Declarou ainda: “Estimo grandemente a Mãe de Deus, a Virgem Maria perpetuamente casta e imaculada” (ZO 2,189).

Os “irmãos do Senhor” eram, para Zwínglio, “os amigos do Senhor” (ZO 1,401).

Podemos observar que até mesmo o Corão de Maomé, que reproduz certas proposições do Cristianismo, professa a virgindade de Maria (cf.Sura 19).


Outras palavras dos reformadores:

Amman, discípulo e contemporâneo e Zwínglio, declarou: “Maria foi preservada de toda mancha e culpa do pecado original, do pecado mortal e do pecado atual”.

Heinrich Bullinger, sucessor de Zwínglio, testemunhou: “cremos que o corpo puríssimo da virgem Maria, Mãe de Deus e templo do Espírito Santo…foi levado pelos anjos do céu”.

Lutero escreveu: “não há honra, nem beatitude, que sequer se aproxime por sua elevação da incomparável prerrogativa superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um filho em comum com o Pai Celeste”.

Calvino escreveu: “não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para ser Mãe de Deus”.

Zwínglio: “Quanto mais crescem a honra e o amor de Cristo entre os homens, tanto mais crescem também a estima e a honra de Maria, que gerou para nós um tão grande e propício Senhor e Redentor.

Podemos verificar sem dúvidas que nem os "Pais" do Protestantismo, tinham a distorcida e falsa visão da Fé e da Doutrina da Verdadeira Igreja fundada por Cristo. No Livro do Apocalipse, no Novo Testamento, vimos um dragão que perseguia a Mulher.

Devemos guardar nossa Mãe Maria com amor e respeito, Ela que foi colaboradora de Jesus no Plano da Salvação do homem.

“A Bem-Aventurada Virgem Maria …pelo dom da maternidade divina, que com seu Filho Redentor, e ainda pelas suas graças e funções singulares, encontra-se também intimamente unida à Igreja: a Mãe de Deus é a figura da Igreja…e isso, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo”. “Feliz porque acreditou”…de geração em geração Maria está presente no meio da Igreja que faz sua peregrinação na fé, sendo para ela modelo de esperança que não decepciona.


Ó Virgem Santíssima, rogai por nós pecadores, que recorremos a vós!



Uma Luz brilhou nesta noite santa

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios


É natal do Senhor, é isto que se celebra nesta liturgia de hoje. Deus nos ama muito e sempre vem a nosso encontro. Ele não nos deixa só e nem abandonados em qualquer lugar. Ele não nos deixa sofrendo e nem dominado pela morte. Através de Jesus vamos ter vida plena e liberdade de filhos e filhas de Deus; Somos resgatados por Jesus para sempre. Nesta noite celebramos a luz de todos os povos, quem estavam na escuridão, agora pode celebrar o menino Deus que veio estar conosco.
O profeta Isaias nos mostra que a chegada de "um menino", da descendência de David vai inaugurar um novo tempo de muita alegria, de felicidade e de uma paz permanente. Deus é fiel e não nos deixa na escuridão. (cf. Is 9,1-6) O contexto bíblico da época de Isaias era: a população da Galileia (Zabulom e Naftali) estava em meios às trevas, pois esse povo se encontrava na opressão e de muita violência sob o domínio dos assírios. Há uma promessa que diz: vai haver uma luz, isto é, um menino enviado por Deus a Terra para restaurar de novo o trono do Rei Davi, qual trará a paz, a justiça e o direito para todos.
Essa promessa animou o povo por vários séculos e se concretizou em Jesus. Ele vai dominar as trevas da morte e trazer a vida que nunca acaba. A região da Galileia oprimida representa toda a humanidade. Nela se repousa a esperança de vir um salvador para todos. O natal é celebrar o Reino de Deus no meio de nós. Jesus nos ensina que para chegar ao céu precisamos desapegar de tudo e deixar Deus guiar a nossa vida. Deus vem até nós através do menino pobre na manjedoura e é ali que nos ensina a humildade e desprendimento.
Na carta a Tito, o escritor sagrado nos lembra quais a as razões que nos motivam para viver uma vida consagrada a Deus através dos valores cristãos. Devemos comprometer e ter uma vida coerente a Deus no serviço aos irmãos e irmãs necessitadas de nós. Será que estamos vivendo isso e aberto a graça de Deus? Nós devemos ser luz na Luz de Cristo que vem até nós no natal.(cf. Tt 2,1-14)
Se quisermos que a Luz se manifeste entre nós, isto é, essa vida nova recebida como grande presente deve manifestar-se em nossa vida. Essa luz que recebemos no nosso Batismo.
O Evangelho de Lucas nos mostra a promessa de Deus sendo cumprida. O sinal dessa promessa está no menino Deus que nasce e está na manjedoura. O seu trono é irradiante porque a luz esplandece na gruta d Belém narra a realização da tão esperada promessa: a narrativa bíblica nos ensina nos sinais teológicos. Belém é o lugar que vai nascer o Messias, o descendente de Davi. Jesus é esse descendente. Um Salvador nos foi dado por Deus. Nesse lugar pobre e desprovido de luxo nasce o salvador dos homens (cf.Lc 2,1-14).
Os primeiro que vão ser testemunhas são os pastores, pois eles estão abertos a Deus e não estão apegados a matéria, por isso ouve os anjos e vão até lá, na gruta de Belém, para manifestar adoração e entrega a Deus. Assim , o Salvador, o Cristo e Senhor são denominações que vão definir a missão de Jesus no mundo. Ele não veio para nada, mas para ser o Salvador da humanidade, pois Ele está na intimidade de Deus sempre.
A luz brilhou e nos permitiu ver Jesus. A luz de Cristo não nos ofuscou, nós podemos reconhecer Jesus nas pessoas e principalmente nos doentes, nos pobres, nos desempregados, nos idosos e nas crianças indefesas. A humanidade recebe um presente que nos alegra para sempre. Jesus é o nosso único salvador.
O que podemos dar para Jesus nesse Natal? A resposta é simples, isto é, devemos ser cristãos autênticos e viver em comunidade, na família, na sociedade e em todo lugar, sendo luz na Luz que é Cristo para todos. Amém

Bacharel em Teologia José Benedito Schumann Cunha 23-12-2011



A Bíblia indica que devemos aceitar a Tradição Oral

Reporter: Frei Erick Ramon 0 Comentarios

São Paulo recomenda e ordena a manutenção da Tradição Oral. Em1 Cor 11,2, por exemplo, lemos: “Eu vos felicito por vos lembrardesde mim em toda ocasião e conservardes as tradições tais como euvo-las transmiti” (4). São Paulo está claramente recomendando quemantenham a tradição oral, e deve ser notado em particular que elecongratula os fiéis por fazê-lo (Eu vos felicito...). Também é explícito notexto o fato de que a integridade desta Tradição oral apostólica eraclaramente mantida, da mesma forma como Nosso Senhor haviaprometido, sob o auxílio do Espírito Santo (cf. Jo 16,13).

Talvez o mais claro apoio bíblico para a Tradição oral seja 2 Ts 2,15, onde os cristãos são enfaticamente advertidos: “Assim, pois, irmãos, ficai inabaláveis e guardai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta”. Esta passagem é significante porque: a) mostra uma tradição oral apostólica vivente, b) diz que os cristãos estarão firmemente fundamentados na fé se aderirem a estas tradições e c) claramente afirma que estas tradições eram tanto escritas como orais. A Bíblia distintamente mostra aqui que as tradições orais - autênticas e apostólicas em sua origem - deveriam ser seguidas como componente válido do Depósito da Fé, então por quais razões ou desculpas os protestantes a rejeitam? Com que autoridade podem rejeitar uma exortação clara do apóstolo Paulo?

Além do mais, devemos considerar o texto desta passagem. A palavra grega krateite, traduzida aqui como “guardar”, significa “estar firme”, “forte”, “prevalecer” (5). Esta linguagem é enfática, e demonstra a importância da manutenção destas tradições. Obviamente, devemos diferenciar o que seja Tradição (com T maiúsculo), que é parte da revelação divina, das tradições da Igreja (com t minúsculo) que, mesmo que sejam boas, desenvolveram-se tardiamente e não fazem parte do Depósito da Fé.

Um exemplo de algo que seja parte da Tradição seria o batismo infantil; um exemplo de tradições da Igreja seria o calendário das festas dos santos. Tudo que venha da Sagrada Tradição é de origem divina e são imutáveis, enquanto que as tradições da Igreja são cambiáveis pela Igreja. A Sagrada Tradição serve-nos como regra de fé por mostrar no quê a Igreja tem consistentemente crido através dos séculos e como ela sempre entendeu uma determinada parte Bíblica. Uma das principais formas pelo qual a Sagrada Tradição foi transmitida a nós está nas doutrinas dos textos litúrgicos antigos, o serviço divino da Igreja.

Todos já notaram que os protestantes acusam os católicos de promoverem doutrinas novas e anti-bíblicas baseadas na Tradição, por afirmarem que tal Tradição contém doutrinas que são estranhas à Bíblia. Entretanto, esta acusação é profundamente falsa. A Igreja Católica ensina que a Tradição Oral não contém nada que seja contrário à Tradição Escrita. Alguns pensadores católicos afirmam, inclusive, que não há nada na Tradição Oral que não seja encontrado na Bíblia, mesmo que implicitamente ou em formas seminais. Certamente as duas estão em perfeita harmonia e complementam uma à outra. Para algumas doutrinas, a Igreja faz uso da Tradição mais que pelas Escrituras para seu entendimento, mas mesmo estas doutrinas estão incluídas nas Sagradas Escrituras. Por exemplo, as doutrinas seguintes são preferencialmente baseadas na Sagrada Tradição: batismo infantil, o cânon das Escrituras, o domingo como Dia do Senhor, a virgindade perpétua de Maria e a assunção de Maria.

A Sagrada Tradição complementa nossa compreensão da Bíblia ao mesmo tempo que não constitui uma fonte extra-bíblica de revelação, com doutrinas novas ou estranhas a ela. Muito pelo contrário: a Sagrada Tradição age como a memória viva da Igreja, relembrando-a constantemente o que criam os cristãos antigos, como entendiam e interpretavam as passagens bíblicas (6). De certa forma, é a Sagrada Tradição que diz ao leitor da Bíblia: Você está lendo um livro muito importante, que contém a revelação de Deus aos homens. Agora deixe-me explicá-lo como ela sempre foi entendida e praticada pelos cristãos desde o início dos tempos.

Notas

(4) A palavra traduzida como ordenança é também traduzida como ensinamento ou tradição, por exemplo, a NIV traz ensinamento com uma nota dizendo: "ou tradição".

(5) Vine, op. cit., p. 564.

(6) Um exemplo desta forma interpretativa envolve Ap 12. Os Padres da Igreja entenderam a mulher vestida de sol como referência à Assunção da Virgem Maria. Alguém afirmar que esta doutrina não existia até 1950 (o ano em que o Papa Pio XII definiu-o como dogma de fé) corresponde a uma grande ignorância de história eclesial. Essencialmente, a crença surgiu desde o início, mas não fora formalmente definida até o século 20. Deve-se saber que a Igreja geralmente não costuma definir uma doutrina formalmente a não ser que esta seja questionada por correntes heréticas perigosas. Tais ocasiões requerem uma necessidade oficial de definir parâmetros sobre a doutrina em questão.

Fragmentos da obra "Scripture Alone? 21 Reasons to reject Sola Scriptura" de Joel Peters, traduzido e editado em português pelo Apostolado Veritatis Splendor na forma de ebook com o título "Somente a Escritura?". Tradução de Rondinelly Ribeiro Rosa. Pgs 15-17.



O Purgatório e a Oração pelos Mortos

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Os protestantes dizem que não adianta orar pelos mortos, pois a oração deve ser somente por aqueles que estão em vida. Para entender melhor vamos fazer um resumo do que acontece com os que morrem. Vejamos bem: Os que morrem na graça de Deus se salvam. Vão diretamente ao Céu. Os que rejeitam a Deus como Criador e a Jesus como Salvador durante esta vida e morrem em pecado mortal se condenam. Esta resposta é clara entre Católicos e protestantes.

Mas o que acontece com os que morrem em pecado venial ou que não satisfizeram plenamente por seus pecados? Aí está a diferença entre Católicos e protestantes. Os Católicos acreditam no Purgatório que é um estado por meio do qual, em atenção aos méritos de Cristo, se purificam as almas dos que morreram na graça de Deus, mas que ainda não satisfizeram plenamente por seus pecados.

O Purgatório não é um estado definitivo mas temporário. E ficam neste estado aqueles que ao morrer não estão plenamente purificados das impurezas do pecado, já que no Céu não pode entrar nada que seja impuro (Ap 21, 27). No Purgatório, Deus em sua misericórdia infinita, purificará suas almas. Um exemplo bem claro desta purificação está em(Malaquias 3, 1- 4) onde diz: "Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora". Se isso não é o Purgatório, o que é então?

Um outro texto Bíblico é o de (1 Pedro 3, 19 ? 20) onde diz: "É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água". Eis aí o Purgatório novamente!

Mais outro texto é o de (1 Cor 3, 11 ? 15) onde diz: "Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo". "Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo".

Quanto à duração do Purgatório podemos dizer que depois que Jesus vier pela segunda vez e se puser fim à história da humanidade, o Purgatório deixará de existir e só haverá Céu e Inferno.

Para os Católicos pode-se oferecer orações, sacrifícios e Missas pelos mortos, para que suas almas sejam purificadas de seus pecados e possam entrar quanto antes na glória e gozar da presença Divina. Um outro exemplo que está na Bíblia é o de (2 Macabeus 12, 43-46) onde se diz: "Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas".

Mesmo mostrando dentro da Bíblia que existe o purgatório, os protestantes insistem em que esta palavra é uma invenção da Igreja Católica. Nós argumentamos que tampouco está na Bíblia a palavra "ENCARNAÇÃO" e, no entanto, todos cremos nela. Tampouco está a palavra "TRINDADE" e todos, Católicos e Protestantes, crêem neste Mistério. Portanto a argumentação dos protestantes que não existe a palavra "Purgatório" está equivocada.

Em definitivo, o porque desta diferença é muito simples. Eles só admitem a Bíblia, em compensação para os Católicos, a Bíblia não é a única fonte de revelação. Os Católicos tem a Bíblia e a Tradição, isto é, se uma verdade foi acreditada de modo sustentado e ininterrupto desde Jesus Cristo até nossos dias é que é dogma de fé e porque o povo de Deus em sua totalidade não pode equivocar-se em matéria de fé, porque o Senhor se comprometeu com sua assistência. Uma prova disso, é que, podemos mostrar que a partir dos primeiros Cristãos do Século I em diante, eles já oravam por seus mortos. É só verificar nas catacumbas ou cemitérios dos primeiros Cristãos os escritos esculpidos com muitas orações pelos falecidos.

Caríssimos irmãos! Podemos e devemos fazer orações e sacrifícios pelos mortos. Devemos rezar por todas as almas , porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impretatório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizemos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.



Qual o destino dos suicidas?

Reporter: Frei Erick Ramon 0 Comentarios

O destino após a morte da uma pessoa que comete suicídio pode ser: 1) Purgatório (purificação após a morte) e por fim o Céu; ou 2) Inferno. Não compete a nós julgarmos se um suicida se condenou ou não. Só Deus julga. Só Deus sabe quem morre arrependido unido a Ele ou quem morre separado D'Ele. A todos Deus dá as graças suficientes para a salvação, porque Ele quer a salvação de todos. Deus, porém, respeita a nossa liberdade, isto é, Ele não se impõe, mas com paciência e compreensão a todo o momento nos chama à conversão, ao arrependimento e ao abandono à Sua misericórdia que é infinita.

Leiamos o que nos ensina sobre o suicídio o Catecismo da Igreja Católica - edição típica vaticana, Edições Loyola, São Paulo, 2000, em seus parágrafos 2280 a 2283, transcritos abaixo:

"O SUICÍDIO

2280. Cada qual é responsável perante Deus pela vida que Ele lhe deu, Deus é o senhor soberano da vida; devemos recebê-la com reconhecimento e preservá-la para sua honra e salvação das nossas almas. Nós somos administradores e não proprietários da vida que Deus nos confiou; não podemos dispor dela.

2281. O suicídio contraria a inclinação natural do ser humano para conservar e perpetuar a sua vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo, porque quebra injustamente os laços de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, em relação às quais temos obrigações a cumprir. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo.

2282. Se for cometido com a intenção de servir de exemplo, sobretudo para os jovens, o suicídio assume ainda a gravidade do escândalo. A cooperação voluntária no suicídio é contrária à lei moral.

Perturbações psíquicas graves, a angústia ou o temor grave duma provação, dum sofrimento, da tortura, são circunstâncias que podem diminuir a responsabilidade do suicida.

2283. Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida."


Portanto caro Luiz Henrique, como diz o Catecismo: "Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida."



Papa explica como não se distrair com consumismo no Natal

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios
Esse tempo de preparação para a festa do Natal do Senhor não podemos ficar preso em algo passageiro que pode nos distrair do verdadeiro sentido do natal. O mais importante nesse tempo é estar aberto a Deus e aos irmãos. Não ficar perdendo tempo num consumismo louco e não viver o espírito natalino que é agradecer a Deus pelo maior presente que a humanidade pode receber que é a vinda de Cristo no seio de Maria. Uma criatura que se colocou a disposição de Deus para nascer o verbo divino. Jesus traz a humanidade de Maria e a divindade de Deus numa só pessoa Dele
Papa fez a recitação do Angelus aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, entre eles, crianças com suas imagens do Menino Jesus. Neste tempo de Natal, tudo a nossa volta propõe uma mensagem de natureza comercial, mas o cristão é convidado a viver o Advento sem deixar-se distrair pelas luzes, mas sabendo dar o valor correto às coisas, fixando seu olhar interior sob Cristo. "Se, de fato, perseveramos 'vigilantes na oração e exultantes na glória' os nossos olhos serão capazes de reconhecer Nele a verdadeira luz do mundo, que vem clarear as nossas trevas”, salientou o Papa Bento XVI na recitação do Angelus desse domingo, 11.
Depois de visitar a paróquia Santa Maria das Graças, na zona norte de Roma (Itália), falou aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. “A vigília de coração, que o cristão é chamado a exercitar sempre, na vida de todos os dias, caracteriza de modo particular este tempo no qual nos preparamos com alegria para o mistério do Natal”, explicou o Santo Padre. O Pontífice ressaltou que a verdadeira alegria não é fruto do divertimento que deixa de lado os deveres da vida e as responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo. Claro que em meio ao cotidiano, muitas vezes vivido num ritmo frenético, é importante encontrar espaço para um tempo de descanso, para distração, mas a alegria verdadeira está ligada a um relacionamento com Deus.
“Quem encontrou Cristo na própria vida experimenta no coração uma serenidade e uma alegria que ninguém e nenhuma situação pode tirar”, enfatizou. O Papa lembrou das palavras de Santo Agostinho que expressou isso muito bem essa busca pela verdade, pela paz e pela alegria. Depois de ter buscado em vão em muitas coisas, Santo Agostinho conclui que o coração do homem é inquieto, não encontra serenidade e paz até que repousa em Deus. “A verdadeira alegria não é simplesmente um estado de animo passageiro, nem qualquer coisa que se consegue com os próprios esforços, mas é um dom, nasce do encontro com a pessoa vida de Jesus, ao dar espaço a Ele em nós, ao acolher o Espírito Santo que guia nossa vida”, afirma
A alegria dos filhos de Deus está intimamente ligada a da vinda de Cristo que vamos celebrar no natal. Esta festa nos enche de alegria e paz, pois um menino nos foi dado, onde havia trevas agora há a luz que vem de Cristo. O cristão é chamado de distribuir esta luz a todos, pois que tem Jesus tem tudo. O amor de Deus foi derramado copiosamente para todos e a presença de Maria nos traz a alegria da resposta ao chamado de Deus para evangelizar e anunciar que Jesus é o verdadeiro libertador da humanidade. Sem Jesus não somos nada e com Ele podemos produzir muitos frutos de bondade a todos. Só há partilha, amor sincero, solidariedade e perdão onde Jesus está, isto é, habitando no coração das pessoas, nas casas, na sociedade e nas comunidades. Amém

Bacharel em Teologia José Benedito Schumann Cunha 17-12-2011



A terra e as pessoas preparam uma morada para Deus

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios

A liturgia do advento nos apresentou vários personagens que preparou a cada homem para a vinda de Jesus Cristo, nosso Senhor. Os profetas anunciaram com coragem preparou o Povo de Deus e hoje também nos preparou para acolher com fé Jesus.

Nesse quarto domingo do advento temos Maria, a mulher singular com coragem deu seu sim e vai ser nossa grande companheira nesta jornada rumo ao Natal do Senhor. Ela é exemplo para nós de fé e esperança para todos que anseia e esperam pela salvação que vai ser manifestada a todos que aderem o seu filho Jesus. Jesus vindo ao mundo, fez da terra sua morada e quer ser habitado em cada irmão e irmã. A primeira que acolheu Jesus foi Maria, ela tornou-se o templo vivo de Jesus.

No segundo livro de Samuel no mostra Davi, um rei que prepara uma casa para ser morada de Deus, isto é, pensa em construir o Templo em Jerusalém.(cf. 2Sm 7,1-5.8b-12.14ª.16) Davi já estava mais velho e vivia numa casa luxuosa e confortada, mas a arca da aliança que era sinal da presença de Deus no meio do povo ficava em tenda de lona. Então ele não se conforma com esta situação , então resolve construir o Templo para Deus. Esta intenção é confirmada pelo profeta Natã que diz a ele: “Vai e faz tudo o que tens no coração, porque o Senhor está contigo...” Deus é fiel e promete uma dinastia longa e perpetua. Esta verdade se concretiza plenamente em Jesus que vem ser o cordeiro de Deus e filho de Davi par nós.

Na carta aos romanos temos um Hino de louvor a Deus, pelo plano de salvação por Ele preparado e que se manifestou em Jesus a todos os povos. Esta realidade é bondade de Deus. Apesar de nossas faltas, Deus nos permite a receber o dom da salvação. É preciso que cada um de nós aderirmos perfeitamente ao plano de Deus que se realiza na nossa conversão a Ele fazendo bem, praticando a justiça e a solidariedade para com todos. O reino de Deus está no nosso meio para ser vivido por todos, ninguém fica excluído dele.praco(cf. Rm 16,25-27)

O Evangelista Luca mostra a promessa de Deus realizada através do sim de Maria. A longa espera da vinda do Messias se realiza no sim de Maria. Através desse sim corajoso de Maria, Jesus vem até nós, fazendo morada no ventre de Maria. Esta mulher impar, imaculada desde a concepção permite Jesus vir ao mundo. (cf. Lc 1,26-38) . O povo de Deus esperava ansiosamente pelo Messias prometido pelos profetas, mas achavam que ia vir um rei poderoso, cheio de posse. A cidade de natal de Davi era Belém, mas Deus envia o anjo a Nazaré, cidade pobre, lá o anjo anuncia através de um dialogo com Maria. O anjo saúda Maria com estas palavras: “alegre-te, á bem amada de Deus, o Senhor está contigo”. Esta expressão mostra que Deus esta com ela desde sempre e se concretiza de modo enfático com a encarnação do verbo em seu ventre. Podemos dizer que Deus está conosco? O que fazemos da nossa vida para que Deus esteja conosco sempre.?

O natal que vamos celebrar é a festa da presença de Deus entre nós. Por isso preparamos o nosso coração, a nossa casa e a nossa comunidade para que Jesus esteja de fato no nosso meio através da nossa simplicidade, do nosso amor e da caridade com todos. Deus faz uma proposta a Maria para ser a mãe de Deus. Ela pensa, reflete e responde como que isso iria acontecer. Então o anjo lhe explica que tudo será obra do espírito santo Deus como o próprio anjo falou:"O Espírito Santo descerá sobre ti... e conceberás e darás à luz um Filho..." E ainda dá o sinal a ela que a sua prima vai dar luz a um menino, pois para Deus nada é impossível. Então Maria dá o sim dizendo:

A garantia que Deus age é, quando o Anjo lhe afirma que até sua prima Isabel conceberá um filho na velhice... "Porque nada é impossível para Deus...” “Eis aqui a “Serva” do Senhor, “FAÇA-SE” (Fiat) em mim segundo a tua palavra." Que maravilha. A obra de Deus acontece como foi lá no inicio narrado no gênese: faça-se e tudo foi criado, do nada sai toda a obra da criação. Deus acha bom .

Agora uma criatura afirma : 'FAÇA-SE' (Fiat) em mim segundo a tua palavra, isto é, Deus é que faz, mas com o consentimento dela, Maria, a filha predileta, que deixou Deus habitar na sua vida e por causa disso temos um salvador no meio de nós. Deus quer fazer morada em nós também. Deixa Jesus entrar na sua vida e assim tudo que fizer terá o perfume de Deus nas boas obra que for realizar.

O natal nos ensina que Deus nos ama muito e como Maria nós podemos gerar Jesus para os nossos irmãos e irmãs. Deus que nascer em todos os corações humanos e desse modo o mundo vai ser melhor e a paz reina em todos, principalmente aos pobres e todos que permitem Ele nascer para que a vida vença sempre na paz e no amor de Deus. Amém

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 16-12-2011





NATAL: quando o Altissimo abre mão de sua onipotência

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A humildade é a veste de Deus Isaac, o Sírio (VII século)

O encontro com Deus só se produz na humildade. É preciso que me entendas bem: trata-se da humildade de Deus, antes de tudo, porque como dizia São Francisco de Assis, Deus é humildade e ele sempre se abaixa quando quer falar conosco” (Enzo Bianchi)

1. Natal é festa do coração franciscano. Desde a nossa mais tenra idade estamos acostumados a ouvir falar de Greccio, do presépio, da ternura que Francisco tinha pelo menino das palhas, do carinho que devotava à Paupércula Maria que oferecia o leite generoso de seu peito para alimentar Deus carente e pobre. Francisco “recordava-se em assídua meditação das palavras e com penetrante consideração rememorava as obras do Senhor. Principalmente a humildade da encarnação e a caridade da paixão, de tal modo ocupavam sua memória, que mal queria pensar em outra coisa. Deve-se, por isso, recordar e cultivar em reverente memória o que ele fez no dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, no terceiro ano antes do dia de sua gloriosa morte, na aldeia que se chama Greccio” (1Cel 84). Ele queria ver com os próprios olhos, plasticamente, aquilo que havia se passado na noite do Oriente, na cidade de Belém, quando Deus resolveu ser o Deus-conosco. Quantas e quantas vezes participamos de encenações e celebrações que retomaram as palavras e os gestos de Francisco.

2. Aprendemos a ver o Poverello, perto do “berço” do Menino, tomando dois galhos e inventando um violino. Um dançarino que vive a festa da visita de um Deus que não esmaga, nem tira o fôlego, mas que estende a mão para ser socorrido, que precisa do leite generoso do seio de sua Mãe, que solicita ser cuidado como todas as frágeis crianças que vêm ao mundo. Para nós, não existe Natal sem as cores franciscanas de Greccio.

3. Mais uma vez vivemos essa atmosfera de dezembro. As pessoas correm de um lado para o outro, meio perdidas, meio aturdidas. Pressa, compras, consumo, certa alegria, ornamentações extremamente artísticas nos suntuosos centros comerciais das grandes cidades. Os comerciantes não sabem o que fazer para atrair a clientela e para terem resultados financeiros superiores aos do ano passado. Perfumes, sofisticados celulares, chocolates, roupas, sapatos, bolsas: tudo enfeitado em guirlandas, envolvidos em papeis coloridos, luzes cintilantes. Pelos corredores, música envolvente. Papai Noel sentado num trenó espera crianças que se assentem a seu lado para serem fotografadas. Estas ficam extasiadas esperando a noite dos presentes. O amado ou amante compra para a amada ou amante um colar de diamantes, presente de Natal. Nas casas cintilam as lâmpadas (made in China), na árvore da sala, nas plantas do jardim e nos arcos das varandas. Há luz e alegria. Mas pode ser que nessas catedrais do consumo e mesmo em muitas casas se tenha esquecido da figura central e mais importante: o menino das palhas. Sim, há aqui ou ali um presépio. Mas basta isso? Pode ser que tenhamos tirado de caixas de papelão que estavam no sótão ou no porão as figuras do presépio: os personagens centrais, os pastores, os animais, os anjos, o casario e a fonte que jorra água de verdade. Tudo isso faz parte da decoração exterior, dum certo folclore. Pode mesmo ter acontecido que alguns tenham seguido os textos desses livrinhos de novenas de Natal, livrinhos cheios de palavras piedosas ou libertárias que repetem o que já sabemos. O importante seria se viéssemos a nos reencantar com o fato: Deus se torna fragilidade.

4. A onipotência de Deus se manifesta em sua fragilidade. Lá no final de sua trajetória tudo fica claro: um jovem adulto sem apoios externos, um ser na plenitude de suas forças sendo ridicularizado, despojado de tudo, vilipendiado, amarrado, desrespeitado, insultado, abandonado. Remexendo-se de dor no alto da cruz, torturado pela sede, tentado pelo desânimo, sorvendo gole após gole o cálice da amargura: um ser frágil que ali atinge o ápice da fragilidade. Fragilidade que acompanhou seus dias: sem casa, sem propriedades, sem mesmo pedra para reclinar a cabeça, buscando sempre abrigo no interior do coração de pessoas que iam se fechando a ele, não lhe restando outra coisa senão tomar o bastão e buscar abrigo em outros corações. Tudo havia começado lá naquela noite antiga do Oriente, na singeleza do começo da aventura de Deus na terra dos homens, na noite despojada da gruta de Belém.

Sim, perto de nós e à nossa volta está a fragilidade de Deus.

5. Uma frágil criança, sem vontade própria, que não fala… Assim Deus vem à humanidade. Não como um conquistador ou um dominador, mas através de um presente que nos é feito. A pobreza desse nascimento tem tudo a ver com sua Paixão dolorida. Um Deus que se desapropria. Como que a dizer que o amor que salva é sempre desapropriação. Natal é a revelação de um Deus de humildade, que não vem obrigar o homem reconhecê-lo pelo medo. Quando chega a plenitude dos tempos e chega o momento das revelações, ficamos todos pasmos de ver a fragilidade de Deus. “Deus criança! Talvez estranhássemos menos se Deus tivesse ganhado corpo num adulto com belo porte, um militar graduado ou chefe de Estado. A criança, contrariamente, é a figura da humanidade dependente que precisa ser alimentada, vestida, assistida em todos os momentos. A criança tem os olhos voltados para aqueles que têm a força, o ter e o poder. A criança necessita aprender. Aquele que é o Verbo necessita aprender a falar, esse Verbo que vai de um extremo ao outro da terra. Terá que aprender a andar. Deus perde sua onipotência. Ele se desarma totalmente e se submete à escolha de nossa liberdade. Deixará a todos os homens o poder sobre o mundo. Um Deus que se torna criança.

6. Deus é o criador. Tira do nada as estrelas e o ser humano do pó da terra. Agora, depois do pecado do homem, vai começar um mundo novo em que Deus se torna uma criança despojada, um Deus desapropriado. Começa agora um mundo novo que esse Menino chamará de Reino. Um reino que começa na fragilidade do rosto de uma dependente criança e que será inaugurado com a entrega irrestrita de um condenado à morte sem defesa. Um começo novo, distante do poder. “A liturgia do advento é um caleidoscópio de imagens de nascimento e de novidade: é um jardim que surge no meio do deserto, é a libertação dos que estavam na prisão, é a expectativa realizada. Quem reconhecerá isso nos traços de um recém-nascido? Alguns pastores humildes em sua condição social; magos, humildes buscadores de verdade. Esses nos abrem os caminhos. Ela continua sempre aberta” (Christophe Chaland). Um Deus que abre mão de sua onipotência e é buscado pelos pequenos da face da terra.

7. “Enquanto um profundo silêncio envolvia o universo e a noite ia no meio do seu curso, desceu do céu, ó Deus, de seu trono real, a vossa Palavra onipotente (Antífona de entrada da Missa de 30 de janeiro, inspirada em Sabedoria 18,14-15). No belo tempo do Natal, essas palavras soam forte aos nossos ouvidos. O Deus que se torna frágil aparece no quadro do silêncio e não do espalhafato e das proclamações ruidosas. Trata-se de um nascimento comum. Talvez para deixar de pensar no chocante que é esse nascimento de Deus numa criança fomos aos poucos sobrecarregando o Natal com elementos perfeitamente acessórios: Papai-Noel, os presentes, a ceia. Tudo só tem sentido quando colocado em relação às núpcias de Deus com a humanidade: “Teu autor te desposará!” Com Cristo e no Cristo somos uma só carne”. Não é por isso que, no final do tempo do Natal, costuma-se ler o evangelho das Bodas de Caná? Por ocasião do nascimento de Jesus, os evangelistas não mencionam nenhuma palavra de Maria ou de José. Eva, no Gênesis, é mulher prolixa. Maria, quieta, guarda todas as coisas no fundo do coração. A razão é que esta criança disse tudo, ele é toda Palavra divina e humana (Pensamentos de Marcel Domergue, SJ, in Croire Aujourd’hui, n. 251).

8. Tempos novos, tempos de simplicidade. Tempos de facilitar a encarnação de Deus no humano. Hoje, mais do que nunca, precisamos mostrar um Deus humilde que chega perto de nós. Ele está nos campos de concentração de ontem e de hoje, está nessas chacinas que ceifam a vida de seres queridos. No coração de tudo está não o Deus tonitruante, mas o Deus frágil, tão frágil como o menino das palhas, tão frágil como o torturado do Gólgota. Natal, tempo de serena e profunda alegria. Um menino nasceu para nós. Um Deus que vem bater as batidas de seu coração ao ritmo da batida de nosso peito. Um Deus que abdica de sua onipotência para estar perto da humanidade.

9. Por vezes, temos a impressão que muitos se mostram indiferentes à fé cristã e à Igreja. Há sensível e preocupante diminuição dos fiéis cristãos. Nossas assembleias dominicais contam com poucos participantes e a grande maioria, em muitos lugares, constituída de pessoas idosas. Nem sempre a Igreja consegue ser expressibilidade da força do Evangelho. A festa do Natal, esse momento em que vemos um Deus que abdica do poder e abre mão da onipotência nascendo criança e fragilidade não seria um momento em que nós, discípulos de Cristo e membros da Igreja, venhamos a agir cristã e pastoralmente simplesmente a partir da pobreza do Deus das palhas?

10. Nada de tristeza, nada de espírito sombrio. Na pobreza do Natal, a alegria explode. Para Francisco, não existe sexta-feira nem abstinência quando o Natal cai em sexta-feira: “Beijava em famélica meditação as imagens daqueles membros infantis, e a compaixão pelo Menino, derretida em seu coração, fazia-o mesmo balbuciar palavra de doçura à moda de crianças. E este nome era para ele como o mel e o favo na boca. Uma vez que conversava sobre a questão de não comer carnes, porque era dia de sexta-feira, ele respondeu a Frei Mórico, dizendo: Irmão, pecas ao chamar de sexta-feira o dia em que o Menino nos foi dado. Quero que até as paredes comam neste dia e, se não podem, pelo menos sejam esfregadas com carne por fora”. Que todos saibam que Deus se tornou fragilidade e abdicou de sua onipotência para poder viver perto de nós nossa aventura humana! É festa para sempre na terra dos homens!

POR:Frei Almir Ribeiro Guimarães
FONTE:WWW.FRANCISCANOS.ORG.BR



Essa gente jogada na rua

Reporter: Frei Erick Ramon 0 Comentarios

Há vidas e vidas. Gosto de observar as pessoas no metrô, na fila dos bancos, no hall de uma sala de espetáculos e na rua…

Aquele homem perambulava por ruas sujas e imundas, com paredes rabiscadas e fétido odor… Ele era jovem, bonito, cabelos negros, sujo, descalço, descuidado, com calças dobradas até o meio da canela. Tinha, no entanto, no jeito de caminhar e no brilho de seus olhos lampejos de nobreza. Andava a esmo, carregando uma vasilha de plástico e arrastando um cobertor…

Lavava o rosto numa bica que havia ali, perto do viaduto… e à noite se enrolava naquela coberta que carregava de um lado para o outro e dormia… nem mesmo sei se conseguia dormir… ali mesmo num canto… meio escondido, antes de deitar, urinava… sujo… sem nada, sem ontem, sem antes de ontem e sem amanhã… antes de dormir rezava uma ave-maria e fazia o nome do Pai… Andou se metendo no mundo das drogas, estragou a vida e os seus o deixaram. Ninguém sabe nada a respeito desse homem bonito e transformado num caco humano e num resto de gente.

Alguém, no entanto, tem que saber alguma coisa a respeito desse homem. Um dia um homem e uma mulher se uniram carnalmente e esse homem foi gerado… com casamento… sem casamento… não sei. Não aconteceu assim do nada. Mas teve um pai e uma mãe.

Quem sabe, talvez, ele teve um berço, sapatinhos de lã, chocalho, brinquedos do Papai Noel, tio, avós, primos, padrinho, madrinha, bilu-bilu… Deve ter mamado de peito ou de mamadeira. Deve ter sido beijado e a muitos beijado. Teve um quarto com colchão, travesseiro, edredom, mosqueteiro, livros, terço, escrivaninha para estudar com lâmpada de mesa. Sim, livros, atlas, gramática portuguesa, livros de inglês. Quando voltava à casa depois das aulas tomava uma xícara de chocolate quente nos dias de inverno.

Será que não? Será que o que escrevo é pura fantasia? Será que esse homem nunca usou faca e garfo?

Que será desse resto humano de um pouco mais de 30 anos. Quem se interessará por ele? Será que basta alguém passar e deixar uma sacola com biscoitos, leite e frutas? Será que basta que ele receba roupas que as pessoas não querem mais? Como fazer de sorte que este homem possa dormir numa cama decente, abrir a janela para o dia que chega, tomar banho, pentear o cabelo, encontrar um amor, descobrir que Jesus , belo e magnifico, deu a vida por ele numa tarde de amor?

Que tristes histórias perambulam pelas ruas….

FONTE: WWW.FRANCISCANOS.ORG.BR



"Alegrai-vos" logo o Salvador vai nascer

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios

A celebração do Natal já se aproxima e isto nos causa muita alegria, pois o Senhor já está no nosso meio. Esse é o domingo da Alegria (gaudete). Deus quer estar presente na nossa vida e nos quer unidos como irmãos e irmãs que caminham para o Reino definitivo.

O profeta Isaias nos faz uma declaração de alegria que é uma boa noticia, pois a salvação de nosso Deus já esta se cumprindo. Onde estiver Deus, as coisas se renovam, vem a esperança de dias melhores. O contexto da realidade do povo de Deus que retornava do exílio era : um povo desanimado e sem esperança causada pela frieza e hostilidade dos habitantes de Jerusalém aos que estavam retornando do Exílio. Então, o profeta vem anunciar a esse povo oprimido a noticia da restauração plena, da paz, da justiça e um ano da graça para restaurar a harmonia que vem do ano jubilar.Assim o povo de Deus responde com alegria e uma nova esperança, pois Deus não esquece o seu povo eleito. Deus sempre ama o seu povo e o quer em comunhão com Ele sempre.(cf. Is 61,1-2ª.10-11)

Na primeira carta de São Paulo aos Tessalocenses,, Paulo exorta à ALEGRIA dizendo "Sede sempre alegres". A verdadeira alegria nasce da oração, isto é, "rezai sem cessar, dai graças"; brotado de um coração aberto ao Espírito Santo e de uma vida moral irrepreensível. A nossa alegria não pode ser momentânea dos prazeres terrenos, mas uma alegria permanente que vem do Senhor através do nosso encontro pessoal com Ele. Deus nos ama muito. Se estivermos com Ele, então a nossa alegria é verdadeira.(cf. 1Ts 5,16-24).

No Evangelho de São João nos mostra João Batista que dá o grande motivo da ALEGRIA para todo cristão dizendo: "Já está no meio de vós aquele que ainda não conheceis..." João veio dar testemunho da Luz que ilumina a todos. Para conhecer esta luz é preciso que queiramos descobri-La. Deus está presente em todo lugar e isso nos causa muita alegria. João é precursor, pois Ele não é Deus e nem um dos profetas do antigo testamento, pois a sua vocação é de anunciar o Messias, isto é ser o percussor de Jesus. Ele é a voz que clama para Jesus todas as pessoas que queiram acolher a salvação de nosso Deus (cf. Jo 1,6-8.19-28).
Cabe a nós arrumar a nossa casa interior, isto é, ver o que precisa ser mudado para que possamos ser pessoas novas e renovadas no amor de Deus que nos enche de alegria plena e permanente. Procurar retirar de nossas vidas as trevas que não nos deixam ver a Luz e retirar e afastar os obstáculos que não deixam estar com Jesus e com os irmãos que são: o orgulho, a avareza, a falta de perdão, o pecado, a injustiça etc.

Assim, queridos irmãos e irmãs, podemos nos perguntar: o que devemos fazer em nossa vida para que estejamos com alegria de Deus plena em nós? O que é celebrar o natal do Senhor em nossas famílias e em nossas comunidades?

Que estes dias que faltam para celebrar o natal de Jesus, que é o nosso natal também, possamos arrumar a nossa casa , o nosso coração e a nossa vida para que o natal seja momento de alegria na presença do menino pobre que se abre os abraços para acolher a todos que vierem ao seu encontro com disposição de uma conversão de vida para um Reino de Deus que está sendo construído já na terra onde brota o amor, a esperança e uma alegria que nunca acaba.
Amém!

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 09-12-2011



Maria é inspiração para evangelização, explica Frei Cantalamessa

Reporter: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 0 Comentarios
Somos agraciados por ter a Igreja, a mãe que nos gerou para Deus através do Batismo e assistência materna de Maria que nos acompanha e nos leva a Jesus. Maria a primeira evangelizadora, corajosa que respondeu sim ao pedido de Deus para que pudesse vir ao mundo o Cristo Senhor, o nosso Salvador.. Ela a estrela guia que nos leva a Jesus. Com Maria nós podemos segurar na mão de Jesus, pois ela é a mãe zelosa que nos ajuda sempre. Ser cristão é seguir os passos de Jesus através dessa mãe que soube ouvir e responder os apelos de salvação de um povo decaído pelo pecado. Ela sempre esteve presente na vida do Cristo e da Igreja. Ela é a tenda que hospedou Jesus e nos presenteou com o nascimento Dele. Deus está conosco e no ajuda a entender a nossa humanidade para que ela conheça a verdade que vem do encontro pessoal com Jesus na sua Igreja e na comunidade de irmãos e irmãs na fé em Deus.

O pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, ressalta que Maria é a portadora da Palavra ao mundo inteiro. Em sua segunda pregação no Tempo do Advento, o pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, disse que uma vez, num diálogo ecumênico, um irmão protestante lhe perguntou: “Por que vocês católicos dizem que Maria é a estrela da evangelização? O que fez Maria para justificar esse título?”. O pregador da Casa Pontifícia responde que Maria é a estrela da evangelização porque ela é portadora da Palavra, não para um ou outro povo, mas para o mundo inteiro .( http://www.cancaonova.com/).

“E não só por isso. Ela levava a Palavra em seu ventre, não com a boca. Era plena, também fisicamente, de Cristo, e O irradiava simplesmente com sua presença. Jesus saia de seus olhos, apenas no olhar uma pessoa. Quando alguém se perfuma, não precisa dizer, basta se aproximar para perceber, e Maria, especialmente no período que O carregava em seu ventre, era plena do perfume de Cristo”, salienta Frei Cantalamessa. O primeiro a chama-la assim, de estrela da evangelização, foi o Papa Paulo VI. Ele ressaltou que “na manhã de Pentecostes, Ela presidiu com sua oração o início da evangelização, sob a ação do Espírito Santo, que a Igreja, dócil ao mandamento de seu Senhor, deve promover e cumprir, sobretudo nestes tempos difíceis mas cheios de esperança” ( http://www.cancaonova.com/) .

Ao continuar sua meditação sobre a evangelização ao longo da história da Igreja Católica, Frei Cantalamessa recordou que aconteceu depois da queda do Império Romano com as invasões bárbaras, e salientou que ao fazer estudos históricos, como esse, é importante entender o que isso pode dizer hoje. É interessante ver como a Igreja Católica sempre esteve aberta na acolhida a novos povos. “A diferença é que hoje as pessoas não chegam na Europa pagãos ou hereges, muitas vezes as pessoas têm uma religião bem estabelecida, consciente de si mesmo. O fato é que o diálogo não é, portanto, contrário à evangelização, mas determina o estilo”, esclarece o pregador( http://www.cancaonova.com/) .

A Encíclica de João Paulo II Redemptoris missio diz que “o diálogo inter-religioso faz parte da missão evangelizadora da Igreja. Em vista disso, usa como método e meio um conhecimento e esclarecimento recíproco”. A lição mais importante que fica deste período histórico é que na Igreja não basta que existam apenas aqueles que se dediquem a contemplação, ela precisa também dos missionários. Mas, como ensinou São Francisco de Assis, a oração e a missão são irmãs. “A oração é essencial para a evangelização porque a pregação cristã não é primordialmente um comunicação de doutrina, mas de existência. Evangeliza mais quem prega sem palavras, quem fala sem pregar”, enfatiza Frei Cantalamessa ( http://www.cancaonova.com/) .

Ser cristão é saber agir na oração e na missão para evangelizar todos. Assim, podemos conhecer plenamente Jesus, o único Salvador da humanidade. Não podemos deixar Maria fora do plano de Salvação, ela é a modelo de mãe que cuida e zela para que todos possam ir ao encontro de Jesus. Celebrar o natal de Jesus é reconhecer o papel singular dessa mulher que se pos inteiramente nas mãos de Deus que liberta o seu povo da escravidão do pecado. Natal é momento de graça e bondade de Deus para conosco. Somos assistidos pelo amor de Deus no nosso ser e ele canta de modo infinito no louvor imenso pela presença de Deus conosco. A luz que ilumina a noite de natal resplandece em todos os cantos pois Ele é o príncipe da Paz que harmoniza todo universo renovando com a sua presença salvadora. Amém!

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 09-12-2011



Refletindo um pouco sobre o Evangelho de São Marcos...

Reporter: Marquinhos 0 Comentarios


Durante algum tempo, minhas postagens neste blog  se referirão exclusivamente ao Evangelho de Marcos, por algumas questões:
1. O enfoque das minhas escritas é religioso, bíblico, pastoral, com o interesse de oferecer formação para os cristãos, pois o conteúdo estará sempre em harmonia com o que diz o Magistério Católico e a Tradição. Jamais pregaria algo diferente do que a Igreja prega;
2. Começou o ano litúrgico "B" neste domingo, dia 27 de novembro, no qual se estuda o Evangelho de Marcos;
3. Este, apesar de ser o mais curto, foi o primeiro a ser escrito. Como veremos mais a frente, os outros autores sinóticos pesquisaram nesta fonte;
4. Marcos escreveu o Evangelho com o desejo de responder a pergunta: "Quem é Jesus?" Jamais poderemos amar alguém sem conhecê-lo. Então, vamos mergulhar na vida de Jesus Cristo, o centro e ápice da nossa reflexão;
5. Marcos não escreveu uma teoria sobre Jesus. A pergunta acima será respondida a medida em que o mesmo narra os acontecimentos da vida de Cristo. Ao ler o texto, é preciso estar atento a ação de Jesus;
6. Através de sua ação, Jesus realiza a vontade do Pai, ao mesmo tempo em que entra em conflito com as autoridades religiosas, pois as mesmas esperavam um Messias rei triunfante que levasse o povo de Israel às glórias passadas de Salomão e Davi. A sociedade judaica no tempo de Jesus não aceita a sua prática libertadora;
7. A ação de Jesus é anunciar em ações e palavras que o Reino de Deus já está no meio de nós:  o Reino é, portanto, uma proposta de sociedade completamente diferente daquela em que vivem os judeus. O Reino de Deus trazido por Jesus transforma as relações, substitui o poder pelo serviço (política), o comércio pela partilha (economia), a alienação pela capacidade de ver e julgar, ouvir a realidade (ideologia). O objetivo deste Reino é levar às pessoas a viverem a fraternidade e o amor.
8. Este conflito culminará com a Morte de Jesus pelo sistema que Ele enfrentou. Entretanto, Jesus não continuará morto: sua ressurreição é o sinal da derrocada do sistema que o condenou;
9. O primeiro versículo de Marcos deixa claro que o autor não pretendia escrever uma obra completa, pois o seu livro é apenas o "começo da Boa Nova de Jesus". (1, 1)
10. O convite que o livro nos faz é de seguir Jesus, tornando-se seu discípulo, continuar no tempo presente as ações concretas que Jesus fez, mantendo assim viva a chama da esperança da concretização definitiva do Reino de Deus entre nós.

No próximo post, uma reflexão sobre o capítulo 1. E então, vamos estudar juntos o Evangelho de Marcos?

Com informações da Bíblia Sagrada Edição Pastoral, Editora Paulus, pág. 1280 (Evangelho Segundo São Marcos - Introdução)



Refletindo um pouco sobre o Evangelho de São Marcos...

Reporter: Marquinhos 0 Comentarios
Durante algum tempo, minhas postagens neste blog  se referirão exclusivamente ao Evangelho de Marcos, por algumas questões:
1. Um dos enfoques das minhas escritas é religioso, bíblico, pastoral, com o interesse de oferecer um espaço de formação para cristãos católicos, pois o conteúdo estará sempre em harmonia com o que diz o Magistério Católico e a Tradição. Jamais pregaria algo diferente do que a Igreja prega;
2. Começou o ano litúrgico "B" neste domingo, dia 27 de novembro, no qual se estuda o Evangelho de Marcos;
3. Este, apesar de ser o mais curto, foi o primeiro a ser escrito. Como veremos mais a frente, os outros autores sinóticos pesquisaram nesta fonte;
4. Marcos escreveu o Evangelho com o desejo de responder a pergunta: "Quem é Jesus?" Jamais poderemos amar alguém sem conhecê-lo. Então, vamos mergulhar na vida de Jesus Cristo, o centro e ápice da nossa reflexão;
5. Marcos não escreveu uma teoria sobre Jesus. A pergunta acima será respondida a medida em que o mesmo narra os acontecimentos da vida de Cristo. Ao ler o texto, é preciso estar atento a ação de Jesus;
6. Através de sua ação, Jesus realiza a vontade do Pai, ao mesmo tempo em que entra em conflito com as autoridades religiosas, pois as mesmas esperavam um Messias rei triunfante que levasse o povo de Israel às glórias passadas de Salomão e Davi. A sociedade judaica no tempo de Jesus não aceita a sua prática libertadora;
7. A ação de Jesus é anunciar em ações e palavras que o Reino de Deus já está no meio de nós:  o Reino é, portanto, uma proposta de sociedade completamente diferente daquela em que vivem os judeus. O Reino de Deus trazido por Jesus transforma as relações, substitui o poder pelo serviço (política), o comércio pela partilha (economia), a alienação pela capacidade de ver e julgar, ouvir a realidade (ideologia). O objetivo deste Reino é levar às pessoas a viverem a fraternidade e o amor.
8. Este conflito culminará com a Morte de Jesus pelo sistema que Ele enfrentou. Entretanto, Jesus não continuará morto: sua ressurreição é o sinal da derrocada do sistema que o condenou;
9. O primeiro versículo de Marcos deixa claro que o autor não pretendia escrever uma obra completa, pois o seu livro é apenas o "começo da Boa Nova de Jesus". (1, 1)
10. O convite que o livro nos faz é de seguir Jesus, tornando-se seu discípulo, continuar no tempo presente as ações concretas que Jesus fez, mantendo assim viva a chama da esperança da concretização definitiva do Reino de Deus entre nós.

No próximo post, uma reflexão sobre o capítulo 1. E então, vamos estudar juntos o Evangelho de Marcos?

Com informações da Bíblia Sagrada Edição Pastoral, Editora Paulus, pág. 1280 (Evangelho Segundo São Marcos - Introdução)



Imaculada Conceição de Nossa Senhora /08 de Dezembro

Reporter: Priscila יסילפרה 0 Comentarios

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores a todos nós. Neste dia nós o consideramos na sua conspícua exceção ou melhor no seu singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante de sua concepção, de sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido a futura Mãe de Deus: "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele (...)", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efetuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho (...)".

Antes que Pio IX com a bula Ineffabilis Deus de 1854 definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio santo Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente, na Itália meridional dominada pelos bizantinos.Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e acumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar não só sobre a inefável beleza da alma de Maria, mas também sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.

Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a santa Bernadete Soubirous. Para a menina que, timidamente perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."

Outros Santos do mesmo dia: Santo Romário, Santas Sabina, Elfrida e Edite, Beato José Maria Zabal Blasco, Beato Luís Liguda e companheiros, Beata Narcisa de Jesus Martilo y Moran.

Fonte - Livro: Relação dos Santos e Beatos da Igreja - Prof. Felipe Aquino (este livro contém apenas as relações dos Santos em ordem alfabética e por dia do ano)
Texto: Um Santo para cada dia - Mário Sgarbossa e Luigi Giovannin



Paz e Bem (Louvor as Criaturas)

Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

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