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1. A Bíblia não manda batizar crianças

Já pedi a todos os protestantes que me questionam a mostrar na Bíblia onde está a proibição de batizar crianças e até hoje ninguém me respondeu.

Não se deixe enganar. A Palavra de Deus é muito clara: Todos eram batizados, independente da idade, como na casa de Cornélio (At 10); como o soldado romano em At 16,33: "Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família." . como Lídia, em At 16,15: "Foi batizada juntamente com a sua família".

Os primeiros cristãos:

Orígenes (185-255) escreve: “A igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos”. (Epist. ad Rom. Livro 5,9).

E S. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças “. (Carta a Fido) .



2. Confesso só com Deus -

Confissão: Nm 5,7; Eclo 4,31; Mt 3,6

- Só Deus pode perdoar pecados (Mc 2,7; Ef 4,32; Hb 4,16)

- Quem detém o poder pode delegá-lo (transferi-lo) a quem quiser.

Claro que só Deus pode perdoar pecados, mas Jesus ao perdoar os pecados do paralítico e enquanto muitos murmuravam (Mc 2,7), Ele curou o paralítico. E este poder de perdoar pecados foi dado aos apóstolos na tarde do dia de sua ressurreição: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”(Jo 20,23). Bem como o poder de fazer milagres fora conferido em várias oportunidades (Mc 6,7; Lc 9,1; Jo 14,12).

Desde o século primeiro a confissão era exigida: "Na assembléia, confessarás tuas faltas e não entrarás em oração de má consciência. - Este é o caminho da vida"(Didaqué. IV,14).

3. Em 394 d.C substitui o Culto pela Missa!!

- Aqui há uma inversão: Foi depois do século XVI, que os protestantes substituíram a Santa Missa (atualização do único sacrifício de Cristo no Calvário), pelo culto, que não vale nada.
- A Igreja celebra o mesmo que Jesus fez na última 5ª feira, véspera de sua paixão, desde o início.
"Isto é o meu Corpo" (Mc 14,22; Lc 22,19; 1Cor 11,24) "isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança"(Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25).

"No primeiro dia da semana, tendo-nos nós reunidos para a fração do pão..." (At 20,7).

"Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro." (Didaqué, XIV,1).



4. Quando Jesus falou do pão do céu, falava simbolicamente, em figuras...

"Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu"(Jo 6,32). Jesus mostra a superioridade da Eucaristia sobre o maná do AT.

Se o maná que era figura da Eucaristia, sustentou o povo 40 anos no deserto. Como a Eucaristia pode ser símbolo? A figura (Maná) então seria maior que o que ela significa – a Eucaristia?.

Se o maná sustentou o povo 40 anos no deserto, a Eucaristia nos sustentará no 'deserto desta terra' até chegarmos ao Céu.

Se você negar a realidade da Eucaristia, pode negar o resto da Escritura. Nada há mais claro que este discurso do Pão da Vida.

Quando Jesus falou de maneira figurada (Eu sou a porta, Eu sou a videira), todos entenderam e ninguém abandonou Jesus. Mas quando ele falou da Eucaristia... eles questionaram até o fim... Como Jesus confirmou: "minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida"(Jo 6,55), então eles foram embora (Jo 6,66). E assim os protestantes também abandonaram Jesus, porque não aceitaram comer sua carne e beber o seu sangue... e se juntaram aos do versículo 6,66... e são seguidores do 666 (Anticristo).

Os primeiros cristãos:

São Justino: “Este alimento se chama ‘Eucaristia’, não sendo dele lícito participar senão ao que crê ser verdadeiro o que foi ensinado por nós e já se tenha lavado no banho da remissão dos pecados... porque não tomamos estas coisas como pão e bebida comuns, mas da mesma forma que Jesus Cristo, nosso Salvador, se fez carne e sangue por nossa salvação, assim também se nos ensinou que por virtude da oração do Verbo, o alimento sobre o qual foi dita a ação de graças (...) é a carne daquele mesmo Jesus encarnado”( Apologia I, 65-67)

São Cirilo de Jerusalém: “Pois, assim como o pão e o vinho da eucaristia, antes da santa epiclese da adorável Trindade, eram simplesmente pão e vinho, mas depois da epiclese o pão se torna corpo de Cristo e o vinho sangue de Cristo”( 1ª CATEQUESE MISTAGÓGICA, 7 )

"Se Ele em pessoa declarou e disse do pão: «Isto é o meu corpo», quem se atreveria a duvidar doravante? E quando ele afirma categoricamente e diz: «Isto é o meu sangue», quem duvidaria dizendo não ser seu sangue? Outrora, em Caná da Galiléia, por própria autoridade, transformou a água em vinho. Não será digno de fé quando transforma o vinho em sangue?” (4ª CATEQUESE MISTAGÓGICA, 2)

“Portanto, com toda certeza recebemo-los como corpo e sangue de Cristo”(4ª CATEQUESE MISTAGÓGICA,3)

Santo Inácio de Antioquia (Séc. II ): "Não me agradam comida passageira, nem prazeres desta vida. Quero pão de Deus que é carne de Jesus Cristo, da descendência de Davi, e como bebida quero o sangue d’Ele, que é Amor incorruptível". (Carta aos Romanos, parágrafo 7, cerca de 80-110 d.C.)

Além disso existem dezenas de milagres eucarísticos que confirmam a Presença Real de Jesus na Eucaristia, como o Milagre de Lanciano. Se você ainda duvida, infelizmente faltam-lhe as duas coisas: Fé para crer e razão para entender!

Assista ao vídeo de 10 minutos sobre a Eucaristia.


Definição: Ato solene com que a Igreja comemora o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade

ÚNICO E MESMO SACRIFÍCIO, NO CALVÁRIO E NO ALTAR

A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do Sacrifício da Cruz. O Santo sacrifício da Missa é oferecido para adorar e glorificar a Deus, para obter o perdão dos pecados, para pedir graças e favores pessoais e também pelas almas do Purgatório. É o Sacrifício da Nova Lei, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual são oferecidos a Deus o Corpo e o Sangue de Jesus, sob as aparências do pão e do vinho.

É uma prolongação perene e incruenta (sem derramamento de sangue) do mesmo Sacrifício do Calvário. Ambos os sacrifícios, o da Cruz no Calvário, e o da Missa em nossos altares, constituem um único e idêntico sacrifício, pois que a Vítima e o Oferente destes sacrifícios é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. O Sacerdote, como "Mediador entre Deus e os Homens" (1 Tim. 2, 5) oferece o Santo Sacrifício da Missa em nome de Jesus Cristo e da sua Igreja, pela salvação do mundo.

A Paixão de Cristo constitui a essência mesma do Santo Sacrifício da Missa. Por isso, afirmou o Apóstolo São Paulo: "Todas as vezes que comerdes deste Pão e beberdes deste Vinho, relembrarei a morte do Senhor, até que Ele venha". (I Cor, 11,26).

A PRIMEIRA SANTA MISSA

As cerimônias, palavras e gestos da Consagração constituem a parte mais importante da Santa Missa. Ora, essas palavras e gestos verificaram-se pela primeira vez, naquela memorável noite da primeira de todas as Quintas-feiras Santas, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, no Cenáculo de Jerusalém, celebrou a Sagrada Ceia Pascal com os Seus discípulos. A Sagrada Ceia foi, pois, a primeira Santa Missa, celebrada por Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.

PERENE LEMBRANÇA

Assim, o Santo Sacrifício da Missa é uma recordação e renovação:

1. dos gestos e das palavras consecratórias de Jesus Cristo, na Santa Ceia da noite memorável da primeira Quinta-feira Santa.

2. da Morte de Jesus, simbolizada, sobre o altar, pela consagração, em separado, do pão e do vinho (significando que o Sangue de Jesus foi derramado e separado do seu Santíssimo Corpo, causando-Lhe assim a morte redentora).

3. daquela primeira Santa Ceia da Nova Lei, daquele banquete eucarístico, ao qual estão convidados todos os batizados.

A LITURGIA DA SANTA MISSA

O Santo Sacrifício da Missa é a perpetuação do Drama divino do Calvário. Jesus Cristo, Deus e Homem, padeceu e morreu por minha causa, pela minha salvação. O drama redentor do Calvário é pois, o meu drama. Neste drama se distinguem seis atos principais, nos quais procurarei tomar parte, associando-me ao Sacerdote celebrante que realiza o Santo Sacrifício em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote:

1.º) Rezar. (Desde o início da Missa até a Epístola). __ É a voz do homem que fala a Deus.

2.º) Escutar. (Desde a Epístola até o fim do Evangelho). __ É a voz de Deus que fala ao homem.

3.º) Oferecer. (No Ofertório, o Sacerdote oferece, a Deus, a Hóstia que vai ser consagrada). __ Oferecer-me-ei também a Deus Pai, em união com Jesus Cristo, a Vítima divina do altar.

4.º) Sacrificar. (O Sacerdote, consagrando o Pão e o Vinho separadamente, significa a efusão do Sangue sofrida por Jesus na sua Paixão e Morte redentora). __ Aceitarei resignadamente os sofrimentos e sacrifícios de cada dia, unindo-o ao sacrifício de Jesus, na Santa Missa.

5.º) Comungar. (A Comunhão é o complemento natural da Consagração, do sacrifício. A Vítima divina da Nova Lei, depois de imolada, deve ser comungada). __ Pela Santa Comunhão, a participação do fiel ao Santo Sacrifício da Missa se realiza plenamente.

6.º) Agradecer. Depois da Comunhão e já ao final do Sacrifício, o Sacerdote reza a oração chamada Pós-comunhão, agradecendo a Deus os benefícios recebidos no Santo Sacrifício da Missa.

Finalidades da Santa Missa:

1) Adorar e cultuar a Deus, nosso Criador e Pai (sacrifício latréutico).

2) Aplacar a sua justiça e obter misericórdia (sacrifício propiciatório).

3) Dar-Lhe graças pelos benefícios recebidos (sacrifício eucarístico).

4) Pedir-lhe favores e graças (sacrifício impetratório).



OBRIGAÇÃO DE PARTICIPAR A SANTA MISSA

Apesar de ser uma realidade tão sublime e tão santa, benéfica e necessária, não poucos católicos parecem desconhecer a divina excelência do Santo Sacrifício da Missa. Muitos se negariam mesmo a assisti-la. Eis porque a Santa Igreja Mãe, solicita das nossas almas, nos impõe a todos a assistência à Santa Missa, aos domingos e dias santos. Eis porque el nos ordena: "Guardar os domibgos e festas"; "ouvir a Missa inteira nos domingos e festas de guarda".

Todos os Santos Padres, que escreveram sobre o Santíssimo Sacramento, vêem nele o sacrifício do Novo Testamento. É fora de dúvida que Cristo, instituindo o Santíssimo Sacramento entre as cerimônias da última ceia, instituiu a santa Missa. Aviva tua fé na santa Missa e assiste ao santo sacrifício com o maior respeito e com muita piedade. O cristão reserva uma hora para a celebração eucarística, como núcleo do Domingo e este valor é fixado no terceiro Mandamento da Lei de Deus. Uma hora por semana não é muito para quem acredita que sua vida e felicidade profluem das mãos do Senhor. O fato de existir uma obrigação dominical não significa, em si, que não se vá à missa com e por amor. O preceito é, muitas vezes, garantia contra o próprio relaxamento e descuido. Muitos santos manifestaram-se sabiamente sobre a Santa Missa, como veremos a seguir:

"Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a bênção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo-a com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo"

Santo Agostinho

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"Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Serás abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças, que te são necessárias"

São Jerônimo

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"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade"

Santa Matildes

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"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa"

São Lourenço

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"O Martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor".

São Tomás de Aquino

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"Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da Divina Misericórdia''

São João Batista Vianney - o Cura D'Ars

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"A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece"

São João Batista Vianney - o Cura D'Ars

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"A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o céu e a terra; vale o próprio Deus"

Ven. Martinho de Cochem

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"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem, podendo a assistir a uma missa, não o faz"

São Francisco de Assis

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Aprenda a diferença entre os católicos e protestantes maneiras de interpretar a Bíblia.
Interpretação da Escritura inspirada sobretudo devem estar atentos ao que Deus deseja a revelar através dos autores sagrados para nossa salvação. O que vem do Espírito não é totalmente "entendida salvo pela ação do Espírito" (cf. Orígenes, Hom. Ex-nos. 4, 5: PG 12, 320). - 137 CCC
"A tarefa de dar uma interpretação autêntica da Palavra de Deus, quer na sua forma escrita, ou sob a forma de tradição, foi confiada ao vivo ensino escritório da Igreja sozinho. Sua autoridade nesta matéria é exercido em nome de Jesus Cristo ". Isto significa que a tarefa de interpretação tem sido confiada à bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o Bispo de Roma. -- 85 CCC
A Igreja permanece fiel à interpretação de "todas as Escrituras" que Jesus deu tanto antes como depois da sua Passagem: "Não é necessário que o Cristo deveria sofrer estas coisas, e entrar em sua glória?" Jesus tomou os seus sofrimentos históricos, de forma concreta a partir do fato de que ele foi "rejeitada pelos anciãos e os principais sacerdotes e os escribas", que entregou "ele aos iletrados a ser ridicularizados e espancado e crucificado". -- 572 CCC



"Cuidai que ninguém vos seduza" (Mt. 24,4)

Um dos fenômenos mais característicos deste fim de século materialista é o pulular de seitas. Ao longo de uma rua qualquer podem ser encontradas igrejas, capelas, templos, centros e terreiros, freqüentados por multidões de cegos sem rumo. Homens que buscam fábulas, porque já não suportam a verdade. Supersticiosos que perderam a fé e que, sôfregos, desejam adorar a própria opinião. Deserdados, doentes ou miseráveis que têm por ídolo o dinheiro, a vida, a saúde. Todos os que pretendem que Deus os sirva.

Que é uma seita? Por que se multiplicam as seitas hoje com a rapidez das células cancerosas? O que atrai as pessoas para elas? São essas algumas das perguntas que um documento elaborado por vários Dicastérios romanos pretende responder (cfr. Osservatore Romano, 29.06.86, pp. 317 a 320).

A palavra seita vem do latim secta e significa cortada, separada. O estudo do Vaticano define seita como um "grupo religioso com uma concepção do mundo peculiar própria derivante, mas não idêntica, dos ensinamentos de uma das principais religiões do mundo". (p. 317).

O termo seita tem uma conotação pejorativa. Jamais os membros de um grupo religioso admitem ser considerados sectários. Comumente eles julgam os verdadeiros e únicos fiéis continuadores de uma religião que reputam verdadeira.

Há seitas de todas as religiões. Não há, porém, propriamente seitas católicas, no sentido em que elas existem nas outras religiões. O shiismo, por exemplo, é uma seita maometana que permanece inserida no Islam. Quando surge uma seita entre os católicos, contudo, ela é logo expelida pela excomunhão. A unidade santa da Igreja Católica é incompatível com a existência de seitas em seu seio.

A tendência para a formação de seitas é diretamente proporcional à falta de coesão doutrinária e à falta de unidade da religião-tronco. O protestantismo é essencialmente sectarizante, pois o princípio do livre-exame da Bíblia gera continuamente novas divisões e impede qualquer unidade. Pelo contrário, a unidade da verdade católica e a unidade de seu governo monárquico obrigam os grupos sectários a saírem e a constituírem religiões autônomas. É o que deve ocorrer em breve com a seita progressista.



CRISE

As seitas se multiplicam nas épocas de crise na Igreja e, principalmente, quando a força unificadora do Papado diminui. Por fraqueza, por covardia, por omissão ou por cumplicidade, um Papa pode contribuir para o crescimento dos erros e difusão das heresias. Assim, no final da Idade Média, com o prestígio do papado abalado pelo cativeiro de Avignon e pelo Grande Cisma do Ocidente, multiplicaram-se os grupos sectários.

Hoje ocorre um fenômeno semelhante. A crise do catolicismo tornou-se aguda a partir do Concílio Vaticano II. A defesa do ecumenismo, da liberdade de religião e de consciência, provocou a atual onda relativista em matéria de Fé e de Moral.

Até mesmo o documento do Vaticano que focalizamos reconhece que as pessoas aderem às seitas porque não encontram mais na Igreja a satisfação de suas necessidades e aspirações, nem diretriz para suas vidas. Mas insiste em recomendar o diálogo ecumênico – o qual tanto tem favorecido o relativismo e o indiferentismo – e uma atitude de abertura e compreensão e não de condenação para com os sectários convictos. Ora, é essa recusa em condenar o erro que torna as autoridades eclesiásticas responsáveis pela decadência do catolicismo e consequentemente pela proliferação das seitas.

O mundo tem tal necessidade de ter um Papa que, quando o sucessor de Pedro se recusa a apascentar o rebanho, as ovelhas logo procuram outro pastor. E o demônio está sempre pronto a suscitar mercenários que pretendem substituir o Sumo Pontífice, arvorando-se em chefes carismáticos da Igreja. Quando o Papa se cala ou pactua com o erro, pululam os messias, os profetas, os gurus e os falsos taumaturgos.

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O LÍDER

"As seitas parecem oferecer direção e orientação através de chefes carismáticos. A pessoa do mestre, do chefe, do líder espiritual, desempenha um papel importante na coesão dos discípulos. Ao mesmo tempo, não existe apenas submissão, mas abandono emocional, e sempre uma devoção quase histérica a um chefe espiritual influente (messias, profeta, guru)". (Osservatore Romano, estudo citado, p. 318).

Por vezes, produz-se uma verdadeira caricatura do Papa. O "Profeta" faz-se carregar numa "Sédia Gestatória", ou abanar por "flabelli", reza o "Angelus" do alto de uma escada previamente adornada com um tapete; afirma-se inerrante; dá a sua benção a todos os seus discípulos "da cidade e do mundo" (urbi et orbi) etc.

É evidente que nesse perfil há muitos traços que indicam desequilíbrio. Não é raro que as seitas se constituam em torno de um homem de tendências paranóicas que se julga incumbido por Deus de salvar a Igreja ou a humanidade. A esse respeito veja-se o que diz o Dizionario di Teologia Morale do Cardeal Francesco Roberti, secretariado por Mons., mais tarde Cardeal, Pietro Palazzini: "... os paranóicos desse tipo, convencidos de estar destinados a cumprir uma missão sobrenatural para salvar a humanidade em perigo, não se limitam só às obras pessoais de ascese religiosa, mas assumem logo atitudes e conduta de reformadores, de apóstolos: são fanaticamente desprezadores da autoridade constituída e assim, em breve, revelam a sua loucura, não obstante o coro entusiasta de um mais ou menos numeroso grupo de seguidores, almas simples não sempre isenta, elas próprias, de notas paranóicas ou histéricas e, portanto, cegamente confiantes na palavra e, algumas vezes, crédulas nos pretensos milagres de tais enfermos" (Dicionário citado, verbete Paranóia: Ed. Studium, Roma).



PROFETA

Norman Cohnn afirma que já na Idade Média "o profeta pertencia a uma categoria social particular que pouco mudou no decurso dos séculos. Um grande número de profetas era membro do baixo clero (...), a seu lado encontravam-se igualmente membros deslocados da pequena nobreza (...) e numerosos leigos obscuros que tinham chegado a adquirir, de um modo ou de outro, a cultura de um clérigo (...). Qualquer que seja sua história individual, eles constituíam coletivamente uma camada social distinta, uma intelligentzia frustrada e de segunda categoria. Foi nesse mundo agitado de intelectuais e de semi-intelectuais desclassificados que a doutrina escatológica foi não só preservada mas produzida e elaborada até servir de ideologia revolucionária. (...) Esses profetas, que dispunham do necessário magnetismo pessoal, não se contentavam de montar uma ideologia revolucionária; eles mesmos se erigiam chefes eleitos por Deus para os Últimos Tempos, arautos da Parusia,. Imperador dos Últimos Dias e até Cristos reencarnados. Não é duvidoso que alguns desses homens fossem megalomaníacos. Outros eram impostores. E numerosos deles as duas coisas ao mesmo tempo. Todos possuíam um ponto comum: cada um se pretendia encarregado da incomparável missão de conduzir a Histórica a seu cumprimento pré-estabelecido. Essas pretensões influenciavam profundamente os grupos que se constituíam a seu redor. Porque os profetas não ofereciam apenas a seus discípulos a ocasião de melhorar a sua sorte e de escapar de angústias prementes, mas também a perspectiva de realizar uma missão capital e prodigiosa fixada por Deus. Eles também foram rapidamente enfeitiçados por esse sonho. Então se constituía um grupo de uma espécie particular, protótipo de um partido totalitário moderno, impiedoso e em constante fermentação, obcecado por quimeras apocalípticas e penetrado por sua própria infalibilidade; este grupo se sentia muito acima do resto da humanidade e repelia toda a pretensão diversa daquela inerente à sua pretensa missão" (NORMAN COHNN, Les fanatiques de l´Apocalypse, Juliard, Paris, 1957, p. 305).



SANTO

"O profeta normalmente se faz venerar como um santo, monarca ou até como Deus. Na Idade Média, os sequazes do heresiarca Tanchelm lhe eram cegamente devotados. Ele se fazia transportar numa espécie de trono, como se fosse um monarca, era precedido por sua própria espada auriflama, tinha escolta e distribuía a água do seu banho: alguns a tomavam à guisa de Eucaristia, enquanto outros conservavam piedosamente essa relíquia" (N. COHNN, op. cit. p. 46).

Os Beguinhos consideravam Frei Pedro João Olivi como "a luz e a tocha enviadas por Deus ao mundo e que andavam em trevas aqueles que não viam essa luz; e que se o Papa condenasse a doutrina e os escritos de Frei Pedro João Olivi, ele seria herético, porque condenaria a vida e a doutrina de Cristo; que os escritos de Frei Pedro João Olivi são mais necessários à Igreja de Deus, nesses tempos do fim do mundo, do que as obras de não importa quais doutores e santos; que se Deus não tivesse previsto as necessidades da Igreja de Deus enviando-lhe o dito Frei Pedro João ou um outro que lhe fosse semelhante, o mundo inteiro seria herege e cego" (BERNARD GUI, Manuel de l’Inquisiteur, p. 141).



DOUTOR

Diziam ainda que Frei Pedro João Olivi era "um tão grande doutor que desde os Apóstolos e os Evangelistas, não houve maior" (Idem, p. 139).

Nicolas de Bâle, um dos líderes do movimento herético dos irmãos do Livre Espírito "se pretendia um novo Cristo. Aos olhos de Martim (de Mayence, julgados em Colônia em 1393) a única via de salvação passava por um ato de submissão absoluta ao seu senhor. Era uma experiência terrível, mas uma vez realizada, ela acarretava imensos privilégios, porque Nicolas era a única verdadeira fonte de saber e de autoridade. (...) Seguindo as ordens de Nicolas, não se podia mais pecar. Se ele ordenasse, podia-se praticar a fornicação ou um assassinato sem escrúpulos. O único pecado consistia em desobedecê-lo ou renegá-lo.

Desde o instante que se tinha feito ato de submissão (a Nicolas) penetrava-se no estado de inocência original (N. COHNN, op. Cit., p. 186).



GRUPO SECTÁRIO

É evidente que essas atitudes arrastam à insubordinação. O "profeta" se afirma chamado por Deus para executar uma missão extraordinária na História, e por isso, considera-se superior às autoridades eclesiásticas estabelecidas e dispensado de obedecê-las. Mas acredita que elas é que lhe devem obediência. Como não o seguem, passa a condená-las como traidoras de sua missão eclesiástica e automaticamente destituídas de suas funções. A Hierarquia da Igreja é então considerada como pura estrutura sem espírito e sem a graça de Deus. Daí - mesmo que não se diga - passa-se a condenar como apóstata a Igreja estruturada. Verdadeira Igreja é a dos eleitos seguidores do "profeta". Nasce a "Igreja espiritual", isto é, a seita que pretende ser a autêntica continuação da Igreja.

Os exemplos históricos comprovantes desse resvalamento para o sectarismo são numerosos. Os beguinos distinguiam duas igrejas: "uma igreja carnal, isto é, a Igreja romana, e da multidão dos reprovados; outra, a igreja espiritual, a dos homens espirituais e evangélicos que vivem da vida de Cristo e dos apóstolos e é a sua própria igreja" (Bernard GUI, op. cit., p. 145).

Fra Dolcino ensinava que "toda autoridade conferida outrora por Nosso Senhor Jesus Cristo à Igreja romana está atualmente totalmente esgotada e cessou de existir por causa da malícia dos prelados. A Igreja romana que é governada pelo Papa, pelos cardeais, pelos prelados, clérigos e religiosos, não é, dizem eles, a Igreja de Deus, mas uma igreja reprovada e sem fruto" (...) "Assim, todo o poder espiritual, que no princípio Cristo entregou à Igreja, foi transferido à seita daqueles que se dizem apóstolos ou da ordem dos Apóstolos; esta seita ou ordem é, segundo eles, a congregação espiritual enviada e reservada por Deus para estes últimos tempos" (...) "Também, segundo eles, somente aqueles que se dizem apóstolos da seita sobredita ou congregação constituem a Igreja de Deus" (Bernard GUI, op. cit., p… 87 e 89).

O caráter separatista do espírito sectário tende a manifestar-se por um comportamento singular. Já Santo Agostinho notara que "em toda religião os homens não podem se agrupar sem se distinguir por um certo número de marcas ou de sinais aparentes" (Migne P. L. XLII, col. 355). Por isso, na Idade Média, o Manual do Inquisidor de Bernard Gui apontava como sinal suspeito de heresia o afastamento do modo comum de vida dos fiéis, sem causa justa. Falando dos Pseudo-apóstolos, seguidores de Gerardo Segarelli e de Fra Dolcino, diz aquele manual: "Apesar disso, eles não são menos suspeitos (afastam-se, com efeito, em suas vidas e costumes, do uso comum dos fiéis), e porque se os vê aderir ostensivamente aos hábitos e às maneiras singulares de sua seita, pelo também porque usam uma roupa especial e distintiva, como se se tratasse do hábito de alguma comunidade religiosa: eles não pertencem, entretanto, absolutamente a nenhuma ordem aprovada pela Igreja. Há mias: essa ordem é reprovada, visto que toda vestimenta análoga à dos religiosos, se não é aprovada, é interdita e seu porte é proibido: de outro modo, qualquer pessoa não religiosa poderia usurpar em aparência essa qualidade" (BERNARD GUI, Manuel de l’Inquisiteur, edité et traduit par G. Mollat, Les Belles Lettres, Paris, 1964, vol. I, p. 105).



O REINO

Para explicar como a Igreja ficou reduzida a um pequeno número de eleitos, os sectários costumam recorrer ao Apocalipse, que fala da grande apostasia e do pequeno número que permanecerá fiel. Eles são o resto, o "residuum" fiel. Era exatamente isso que afirmavam espirituais e fraticelli, no final da Idade Média.

"Os fraticelli viam a si mesmos como o resto salvo reunido na frágil barca da Igreja verdadeira, a Arca de Noé da última idade do mundo". (M. REEVES, The Influence of Prophecy in the Later Middle Age, Oxford, St Clarendon Press, 1969, p. 227).

"Deveis saber que... no princípio da Sexta idade (da Igreja), Cristo deve enviar ao mundo um homem que teria a missão de construir uma outra Arca como a de Noé, na qual se preservará outra vez a semente dos eleitos do dilúvio dos infiéis, os quais devem ainda vir a destruir a Igreja de Cristo, como também o dilúvio dos falsos cristãos e falsos profetas, isto é, dos falsos Papas, Bispos e religiosos ... e este homem foi venerável patriarca Senhor São Francisco" (F. TOCCO, Studii Francescani, vol. III, apud M. REEVES, op. cit., p. 214).

Assim, os fraticelli profetizavam que haveria um grande castigo no qual pereceriam todos os falsos cristãos, e até muitos membros de sua própria Ordem, sendo preservados apenas um muito pequeno número de pessoas – um resíduo – que entraria na era do amor, no Reino do Espírito Santo (Cfr. M REEVES, op. cit. P. 227), no qual a lei seria abolida (Cfr. N. FALBEL, A Luta dos Espirituais Franciscanos ..., p. 123).

"No tempo da perseguição do Anticristo... os cristãos carnais serão mergulhados numa tal aflição que cairão no desespero... apostatarão e morrerão. Mas Deus esconderá os eleitos espirituais... e o Anticristo e os seus ministros não poderão descobri-los. A Igreja então será reduzida ao número de pessoas que ela contava quando da fundação da Igreja primitiva. Com dificuldade, restarão doze. Por meio deles, a Igreja será reconstituída e sobre eles o Espírito Santo espalhará seus dons tanto ou mais do que sobre os Apóstolos da Igreja primitiva ..." , diziam os Beguinos (BERNARD GUI, op. cit., p. 151). Alguns dos Beguinos diziam que até fisicamente se poderia sentir essa efusão do Espírito Santo. Outras seitas afirmam que haverá uma transformação na natureza humana: os maus terão seus corpos animalizados, enquanto os bons (os membros da seita) serão angelizados, alcandorados... A própria natureza material será mudada no Reino que virá: as águas serão mais puras, as frutas mais saborosas, o clima será doce e suave, os homens serão bons, a reprodução humana terá mais elevação perdendo seu caráter sexual e animal e passando a ser "angelical", realizando-se por meio da palavra.

Para muitas seitas, como a dos Fraticelli, dos Dolcinianos, e dos Progressistas, o Reino do Amor será comunista, sendo abolida a propriedade particular. Não mais haverá rico e pobre. Tudo será de todos.

Para os Beguinos, na Era do Amor "todo o mundo seria bom e sem pecado, e todos os bens seriam de uso comum, reinando a caridade entre os homens" (N. Falbel op. cit. P. 251).

Quanto aos Irmãos do Livre Espírito, "desde o Século XIV, alguns deles pelo menos, haviam chegado à conclusão que o estado de inocência não poderia se acomodar com a instituição da propriedade privada. Em 1317 o Bispo de Estrasburgo escrevia: Eles crêem que tudo pertence a todos, de onde eles concluem que o roubo lhes é permitido" (N. COHN – op. cit. P. 86).

Taboritas e Anabatistas seguiram pelo mesmo caminho. Em Münster, Rothman e João de Leyde estabeleceram um Reino de Deus onde vigoravam o comunismo e o amor livre (cfr. J. BOLLE, Les séduction du comunisme pp. 47 a 67)



APOCALIPSE

Sem negar a veracidade das profecias apocalípticas, devemos observar que é próprio dos grupos sectários prever o Apocalipse para depois de amanhã, e isso por duas razões:

a – porque se consideram escolhidos e dirigidos diretamente por Deus para salvar a Igreja, realizando o objetivo final da História;

b - porque não conseguindo e não querendo convencer a massa do povo - pois o "residuum" é por definição composto de poucos elementos – os sectários têm que esperar sua vitória de uma intervenção direta de Deus.

A espera dos acontecimentos apocalípticos é manipulada pelo profeta da seita para manter seus sequazes em perpétua alienação da realidade histórica e em contínua tensão psicológica. A seita vive numa expectativa histérica que a torna ávida de profecias e sinais do céu. Os sectários colecionam revelações e predições. Estão constantemente à cata de manifestações divinas, interpretando nesse sentido os fatos mais corriqueiros. São sôfregos de cataclismas. Uma inundação no Paquistão é, para eles, um novo dilúvio, ou ao menos, sua primeira chuva precursora. Um terremoto na Califórnia é o fim dos tempos que chega.

Alguns, mais modernizados, esperam o dilúvio atômico, e, para evitá-lo, organizam refúgios nas Montanhas Rochosas ou ilhas de Utopia na selva de Mato Grosso. Ao primeiro sinal do céu ou do "profeta" eles partirão para esse local de refúgio. Será um grande êxodo.



ELIAS

Nos ambientes sectários se explora muito o papel misterioso que a Escritura atribui ao profeta Elias. É muito grande o número de seitas que aguardavam o advento do profeta Elias para destruir o Anticristo e instaurar um reino milenarista.

"O que os exegetas jansenistas procuram na Escritura são inicialmente e, sobretudo os sinais do fim dos tempos, o anúncio da vitória final daqueles que eles consideram a verdade. É naturalmente ao Apocalipse que eles pedem a confirmação essencial de seus pontos de vista. Seus comentários do apocalipse são em geral tão ousados sob esse aspecto que os melhores entre eles não puderam ser publicados no século XVIII. (...) Outros esperavam para um futuro bem próximo o retorno do profeta Elias, e vários acreditaram encontrá-lo reencarnado em certos "convulsionários". Entre vários deles reaparece mesmo a velha idéia do milênio, do reino temporal de Cristo na terra durante mil anos" (Louis COGNET Le jansenisme, P.U.F., Que ais – je? Nº 960, Paris, 1961, p. 118).

Os fraticelli sequazes do heresiarca Fra Dolcino acreditavam que o advento do Anticristo era iminente, e que, quando tal se desse "Dolcino e seus seguidores seriam removidos para o Paraíso enquanto Elias e Enoch desceriam para combater" (MAJORIE REEVES, The Influence of Prophecy in the Later Middle Ages, Oxford at Clarendon Press, 1969, p. 246).

Como se sabe, a influência das doutrinas joaquimitas foi muito grande entre os movimentos heréticos no final da Idade Média. Muitos esperavam então o advento do Anticristo e de Elias. Outros pretendiam vir a ser os seguidores de Elias, quando ele chegasse. Citava-se a "profecia" joaquimita do aparecimento de uma nova ordem religiosa "que propagaria e defenderia a fé até os confins do mundo no espírito de Elias" (M. REEVES, op. cit., p. 257).

No século XIX, Pierre-Eugene-Michel Vintras profetizou a chegada do Terceiro Reino, o advento do Paráclito e de Cristo glorioso. Vintras se dizia Elias. Acreditava que ele e seus discípulos tinham a missão de revigorar o cristianismo decadente. Anunciava "a proximidade de espantosas catástrofes pelas quais a terra ia sofrer o rigor de um julgamento precursor do juízo final e a futura conversão que devia fazer pressentir a aparição de Elias, ou de um outro que teria o seu espírito e poder (PIERRE LAMBERT, Heresias Éliaques, in Élie le Prophete au Carmel, dans le judaisme me et l’Islam, Les études carmélitaines, Désclée de Brouwer, Paris, 1956, 2o vol., p. 293-294 - O sublinhado é nosso).

Curioso é que o contínuo adiamento do castigo apocalíptico não é suficiente para abrir os olhos dos sectários para a fraude com que são enganados. Ainda há poucos anos, as Testemunhas de Jeová proclamaram a todos os ventos que o fim do mundo viria em 1975. Não veio. Foi adiada para data próxima, mas ... indefinida...

Os judeus da seita de Sabbatai Tzevi esperavam que ele instaurasse o Reino messiânico em 1648, quando de sua entrevista com o sultão em Constantinopla. Na data marcada Sabbatai renegou o judaísmo e se fez muçulmano. Nem por "tão pouco" a seita se desfez (Cfr. G.G. SCHOLEM, Sabbatai Tzevi, The Mystical Messiah).

O estudo elaborado pelo Vaticano registra o fato de que as seitas "prometem o início de uma nova era, de uma época nova" (Osservatore Romano, estudo cit. 29-VI-86, p. 318). Hoje ainda, em meio à imensa crise em que o mundo se debate, e que caminha evidentemente para um desenlace trágico, as seitas exploram o temor do futuro, prometendo, após uma crise terrível o advento de uma era de felicidade, para a qual – crêem alguns - não faltará a cooperação de seres extraterrenos, vindos com os discos voadores. A imaginação humana é fértil...



O REINO... PROGRESSISTA

Não se pense que esse clima milenarista seja próprio apenas de seitas com tendências místicas. Os progressistas não escapam dos efeitos do clima atual de crise.

Os teólogos da libertação repetem os mesmos erros dos fraticelli quanto à propriedade e o futuro Reino do Amor que, eles também aguardam, será socialista (Clodovis Boff, Da libertação, p. 96), igualitário e sem classes (idem, p. 81-82). Será um reino ecumênico e não católico. É para esse reino que "Marx escreveu uma página do Evangelho" (Frei L. BOFF, "Pelos pobres, contra a pobreza", Conferência em Teófilo Otoni, editada por Dom Quirino SCHMITZ, 1983, p. 43).

"As seitas e movimentos milenaristas apresentam sempre a salvação com as seguintes características":

a. coletiva, na medida em que deverá ser gozada pelos fiéis enquanto coletividade;
b. terrena, na medida em que deverá ser realizada neste mundo e não em algum céu de outro mundo;
c. iminente, na medida em que será súbita e para breve;
d. total, na medida em que deverá transformar completamente a vida na terra, de forma que o novo estado de coisa não será apenas um aperfeiçoamento do que existe mas a própria perfeição;
e. miraculosa, na medida em que deverá ser realizada por, ou com a ajuda de, agentes sobrenaturais."(NORMAN COHN, op. cit., p. 11)



ALICIAMENTO

Quando se analisam as seitas, verifica-se que seus membros apresentam certas coincidências de origem. Norman Cohn, ao estudar as causas da grande expansão das seitas no final da Idade Média, verificou que não era a miséria ou condições econômicas adversas que estavam na raiz do problema. Pelo contrário, ele constatou que as seitas se expandiram em épocas de florescimento econômico.

A invenção de novas técnicas de tecelagem, por exemplo, ao provocar um grande desenvolvimento industrial e o crescimento das cidades, levou ao surgimento de seitas milenaristas. A possibilidade de enriquecimento mais rápido atraía para a cidade um grande número de pessoas do campo. Elas não apenas mudavam de local, mas passavam a ter um modo de vida completamente diverso. Deixavam suas famílias, seus feudos, seu ambiente natural, para irem viver isoladas nas novas cidades que nasciam e cresciam como cogumelos.

No campo, tais pessoas tinham tido uma vida profundamente estável e rotineira. Seu trabalho era sempre o mesmo, fundado no ciclo das estações que determinava a época do plantio e da colheita. A família era de caráter patriarcal, observando sempre os mesmo costumes e dando grande proteção aos seus elementos. O feudo garantia sua defesa. Nele o direito era consuetudinário e quase não variava. Os impostos e obrigações eram fixados pelos costumes e pouco mudavam. Proteção, estabilidade, imutabilidade, rotina, eram as notas características da vida e do trabalho dos servos.

Atraídos pelo surto econômico industrial, muitos camponeses acorriam às novas cidades, onde tinham que enfrentar condições totalmente contrárias às que estavam habituados. Na cidade, as leis eram diferentes e novas. Os impostos podiam variar Os aluguéis sofriam mudanças mais rápidas. O tipo de atividade era mais arriscado, podendo celeremente enriquecer uma família ou lançá-la à miséria, dependendo da situação do mercado. Nem a família patriarcal, nem o feudo existiam lá, dando proteção e segurança a seus membros. As pessoas que mudavam do campo para a cidade deixavam seus antigos grupos sociais e econômicos, passando a viver inicialmente pelo menos, sem estruturas. Tais desestruturados buscavam lançar raízes o quanto antes, agarrando-se fortemente a qualquer grupo social que os acolhesse, dando-lhes aconchego e uma nova estruturam a que se integrassem.

Ora, as seitas ofereciam a esses desestruturados, carentes de relacionamento social, necessitados de apoio e proteção, um ambiente acolhedor, uma solidariedade fraterna, uma possibilidade de integração num todo maior em que o eu de cada indivíduo, enfraquecido pela perda de estruturas antigas, se dissolvia num nós mais poderoso e protetor.. Essa integração do indivíduo desestruturado num grupo maior era mais fácil quando, à perda de estrutura, se acrescera a ruína econômica.

Nessas situações, esses desarraigados ansiavam por sair de suas necessidades e angústias, sonhando com o advento próximo da felicidade. E o sonho era proporcional à decepção em que haviam caído. Eles viam o mundo de modo completamente negativo e sonhavam com uma transformação que o tornaria róseo.

Ora, as seitas vinham satisfazer completamente essas almas, pois pintavam o mundo atual como demoníaco e prometiam para breve, após uma crise apocalíptica, o surgimento do Reino de Deus.

Não é exatamente isso que ocorre hoje com tantos migrantes, deslocados e desestruturados nas grandes metrópoles do Sul, abandonados a um anonimato angustiante? Não é exatamente entre esses deslocados que as seitas pentecostais e milenaristas recrutam com facilidade seus membros?

As seitas procuram arrebanhar novos elementos somente "entre gente poeira, de famílias poeira", porque "as famílias bem estruturadas defendem seus elementos", enquanto dos desestruturados é mais fácil arrebatar um filho, levando-o a abandonar sua casa, a viver nos ambientes sectários, dedicando-se "full time" ao trabalho sectário e esperando sua recompensa no Reino que o "profeta" promete sempre para depois de amanhã.

De fato, muitos jovens sectários são filhos de famílias destruídas pelo desquite, pela desunião, pela desestruturação social e até pela frieza dos relacionamentos familiares.



DO ANONIMATO À ELEIÇÃO

O documento-estudo elaborado pelo Vaticano a respeito das seitas concorda com essa análise. Vejam-se as seguintes passagens, que apresentam os motivos da expansão dos movimentos sectários:

"A estrutura de muitas comunidades foi destruída; os tradicionais modos de vida, desagregados; os lares, desunidos; os homens sentem-se desarraigados e sozinhos. Daí uma necessidade de proteção" (Doc. cit., nº 2.2.1)

"A crise das estruturas sociais tradicionais, dos modelos culturais e dos conjuntos tradicionais de valores – causada pela industrialização, a urbanização, o rápido desenvolvimento dos sistemas de comunicação, os sistemas tecnocráticos completamente racionais, etc. – deixa muitos indivíduos desorientados, desarraigados, inseguros e, portanto, vulneráveis" (Doc. citado, nº 3).

As sociedades modernas nascidas da Revolução Francesa consideram todos os homens iguais. Recusam-se a reconhecer a personalidade e individualidade de cada um e lançam a todos num anonimato de fichário. Cada pessoa é apenas um número. Toda desigualdade é tida como anormalidade. Evidentemente cada pessoa então, ou se sente injustiçada pelo não reconhecimento de suas qualidades, ou se julga anormal por não se encaixar no fichário dos iguais. De qualquer modo, não se enquadra. Isola-se.

No próprio seio da família, cada um vive isolado. Não há mais motivações comuns unindo os seus membros, pois o divórcio, o controle da natalidade levam os cônjuges a buscar apenas vantagens egoístas. O preconceito contra os mais velhos minou a autoridade dos pais e isolou os filhos, que marginalizados e incompreendidos em meio aos aparelhos eletrônicos do lar burguês, ou na miséria dos barracos, buscam agregar-se a uma "gang", a um grupo sectário onde têm apelido característico pessoal, onde têm alguma raiz, onde acham um ambiente que os receba enquanto pessoas.

A agregação torna-se ainda mais fácil pelo fato de que a seita se apresenta como grupo de eleitos por Deus. Do anonimato se é transferido para a eleição. Isto gera em todo elemento uma idéia de sua própria superioridade. Os membros da seita são os eleitos que têm o direito de desprezar, de condenar e que sonham eliminar, às vezes até fisicamente, os precitos que não aderem às suas crenças, ou que lhes fazem oposição. Tal eliminação física das pessoas mundanas se dará na crise apocalíptica que precederá a instauração do Reino e será feita por Deus através de cataclismas, por intervenção dos anjos, mesmo pelos membros da seita que atuarão como instrumento de cólera e da vingança divina. A crise apocalíptica destruirá toda a ordem jurídica e o "profeta" terá então todo o poder e sua vontade será lei.

Ódio e desprezo particulares e mais profundos do que para os mundanos são reservados pelos sectários aos "traidores" da seita, aos "apóstatas" que, tendo um dia compreendido a "missão do grupo" na História, o abandonaram depois e até passaram a combatê-lo. Para eles se reservam maldições e excomunhões muito especiais.

Aos que abandonaram o grupo sectário, mas que por escrúpulos continuam a dar alguma colaboração, por exemplo, financeira, trata-se com cortesia calculada, mas nem por isso são eles perdoados. "O dinheiro deles – argentum eorum – não lhes dará a salvação. Continuam apóstatas e são precitos".

O estudo do Vaticano confirma esta causa do sectarismo ao assinalar que "as pessoas têm necessidade de sair do anonimato, de construir uma identidade, de sentir que são particulares e não apenas um número ou um membro anônimo de uma multidão (...) As seitas parecem oferecer (...) a oportunidade de fazer parte de um grupo seleto" (Doc. citado, nº 21.5). (as pessoas) "sentem-se frustradas, sem base, sem lar, sem proteção, sem recursos e desesperadas, e, por conseguinte, sem motivação, abandonados na família, na escola, no trabalho, na universidade, na cidade; perdidos no anonimato, na solidão, na marginalização, na alienação, elas se dão conta de que não pertencem a nada, sentem-se incompreendidas, traídas, oprimidas, desiludidas, alienadas, sem importância, não escutadas, rejeitadas, não consideradas seriamente" (Doc. Citado nº 3).

Uma conseqüência dessa idéia da seita como Igreja dos Eleitos é a colocação do sectário acima da lei comum, seja essa lei moral ou os padrões comuns de comportamento. Para o sectário, o "bem da causa" permite tudo. O fim justifica os meios. É evidente que essa liberdade moral auto-outorgada é um forte fator de aliciamento para todos os que só encontram entraves e obstáculos na sociedade em que vivem. Já vimos que certos beguinhos julgavam que podiam roubar porque no Reino de Deus não haveria mais propriedade e por antecipação eles já estariam dispensados de respeitar a propriedade alheia.



DONOS DA VERDADE

Entre os católicos, hoje, há uma completa desorientação doutrinária. Minados pelo liberalismo, que não admite a existência de uma verdade objetiva, os católicos foram empurrados aos abismos do subjetivismo.

O próprio documento do Vaticano sobre as seitas reconhece que o rebanho "não tem diretriz", que "falta orientação" e que os católicos "não encontram dentro de Igreja satisfação de suas necessidades e aspirações" (Doc. Cit. nº 1.5).

É a esse povo desorientado que as seitas oferecem respostas simplificadoras e fáceis. A convicção com que postulam suas idéias – mesmo as mais absurdas – aparece aos olhos dos inseguros como um fator de defesa e de segurança doutrinária.

Em terra de subjetivistas, quem aparenta ter uma certeza objetiva, aparece como dono de toda a verdade. Daí o tom de superioridade doutrinária arrogante e insolente que o sectário assume ao falar de temas que ignora quase completamente. Daí se julgar dispensado de estudar. Daí seu preconceito contra todo estudo científico. Ele dispensa a ciência. O céu o ilumina. Deus lhe fala pela boca de seu profeta. Ele ignora e acha dispensável o estudo da História porque crê fazer a História, como instrumento da providência.

Em conseqüência dessas posições, o aliciamento sectário recorre mais ao entusiasmo que à razão. Ele visa a fanatizar e não a convencer.

Cristo disse aos apóstolos: "Ide e ensinai a todos os povos..." A propagação da fé se faz através do ensinamento de verdades reveladas, falando à inteligência, para mover as vontades, os corações. Por isso, desde o princípio, os apóstolos ensinaram com argumentos (Cfr. Atos dos Apóstolos e as Epístolas de São Paulo).

O entusiasmo, quando existe, é sempre fruto de pregação doutrinária. A adesão à fé é um ato fundamentalmente racional.

A propaganda sectária, pelo contrário, explora sempre as paixões – o entusiasmo, o ressentimento, o ódio – para obter daí uma adesão de vontade. Utiliza-se, via de regra, os processos hoje chamados de "lavagem cerebral".

Consequentemente, a adesão do sectário a seu grupo religioso tem sempre um caráter passional e não racional. A defesa que faz de sua crença é sempre apaixonada. Ele procura justificá-la mais com base no que ela combate do que no que ela ensina. Além disso, como a doutrina da seita é sempre contraditória, seus membros são constrangidos a não discutir os pontos de contradição, mas a fazer uma apologética global, defendendo sistema sectário em bloco, evitando teimosamente discutir os pontos e que é refutado ou em que se evidenciam as contradições.

É essa fuga da discussão das posições contraditórias da seita pela apologia global do sistema que caracteriza a técnica escorregadia e teimosa utilizada pelos sectários em suas discussões. Não há meio de convencê-los, porque eles não "ouvem" as objeções que põem em claro suas contradições. Logo, eles a cobrem com a sua "lógica globalizante" e recusam prestar atenção à objeção particular, pois consideram que fazer isso é trair a Deus e a sua causa.



TÉCNICAS

O Documento do Vaticano enumera algumas técnicas de aliciamento sectário que convém citar e comentar:

1. GRADUAÇÃO - Processo gradual de iniciação no pensamento da seita

Muitas vezes, a seita oculta completamente, dos elementos que convoca, o seu pensamento. Chega mesmo a defender o oposto do que pensa, para captar a confiança do aliciado (Cfr. doc. cit. nº 2.2). Não se recua diante da restrição mental e até da mentira para conquistar um novo adepto.

A seita dos assassinos ismaelistas, fanáticos muçulmanos xiitas, tinha como último segredo que nada era verdadeiro, e que tudo era permitido. O ateísmo, o amoralismo se ocultava por trás da fé fanática no Corão e no seu Profeta (Cfr. J. BOLLE, Les séductions du communisme - De la Bible à nos jours). É por isso que normalmente as seitas se tornam esotéricas.

2. ISOLAMENTO - Isolamento e lavagem cerebral

Os sectários procuram separar os seus novos elementos do meio em que vivem. Tiram-nos do seio de suas famílias. Impedem que freqüentem escolas. Levam-nos a trabalhar nos ambientes da seita ou para a seita. Proíbem que estudem, que leiam, que se informem, para que percam qualquer referencial, qualquer ponto de orientação fora da seita. Ao mesmo tempo, bombardeiam os aliciados com uma "doutrinação" maciça. Entre aspas porque se trata menos de uma exposição de princípio que de uma exploração das carências e esperanças do aliciado.

3. CULPA - Criação de complexo de culpa

Procuram-se também explorar complexos de culpa do aliciado insistindo sobre seu "antigo comportamento" desviado, "como o uso da droga, os erros em matéria sexual" (Cfr. doc. cit. nº 2.2), mostrando que só na seita ele conseguirá se manter no bom caminho. Para ele, fora da seita não há salvação. Sair da seita será para ele o pecado supremo.

4. ATIVISMO E MISTICISMO - Ativismo e Misticismo (cfr. 2.2)

Aos aliciados de tendência ativa, a seita procura manter em constante trabalho burocrático, manual ou de "apostolado" de casa em casa, de pessoa em pessoa, ocupando-os continuamente para impedir que pensem. Nunca se os deixa a sós. Mantêm-se esses elementos em exaltação contínua, fazendo-os crer que de sua ação depende a instauração do Reino.

Os aliciados de tendência místicas são mantidos em isolamento, em "oração contínua", sob a orientação de um sectário mais experiente que controla o falso místico, que se dirige rapidamente para a loucura.

5. LAVAGEM CEREBRAL - Lavagem cerebral

Alternância de trabalhos e atividades exaustivas ou de castigos físicos, com longas reuniões e pomposas cerimônias, levam o indivíduo a reagir de acordo com o grupo. Sessões em que se multiplicam os aplausos, as exclamações e slogans, vituperando a tibieza e exaltando a dedicação, vão alterando a consciência do aliciado.

Muitas vezes se fazem exercícios de autocrítica ou paródias de capítulos de culpa, onde todos têm o direito de apontar os defeitos ou culpas do aliciados que recebe então punições. Outras vezes dão-se ordens absolutamente contraditórias, visando a quebrar o processo lógico do aliciado.

6. MODO DE SER - Imposição de um modo de ser

"As seitas impõem com freqüência as suas próprias maneiras de pensar, de sentir e de se comportar, em nítido contraste com o método da Igreja, que requer pleno conhecimento e consenso responsável" (2.2).

De fato, muitas seitas impõem trajes particulares, maneiras de agir exóticas, modos de caminhar, de pentear, de rir, de falar, de rezar, que distinguem seu adepto da maioria dos fiéis, que o separam do povo e fazem dele literalmente um separado, um sectário. Desse modo, o comportamento do sectário tem algo de autômato. Sente-se que ele é teleguiado em suas respostas, em suas atitudes e até em seus movimentos.

7. LÍDER - Importância atribuída ao líder

"Alguns grupos chegam até a diminuir (no caso das seitas "cristãs") o papel do Cristo em proveito da pessoa do fundador" (2.2).

A adesão a um homem substitui a adesão à Igreja. Tal substituição se faz paulatinamente apresentado-se o "profeta" ou líder carismático como protótipo do homem religioso, como a encarnação da Igreja e, finalmente, como superior e preferível a ela.

É por isto que toda seita tem, em sua raiz, uma figura humana, enquanto a verdadeira Fé só pode ter Deus em sua origem primeira.



CONCLUSÃO

Quando se contempla o quadro tão doloroso de decadência da Igreja no século XX, com a perda de tantas almas envolvidas pelas insídias da heresia sob o olhar, mais do que complacente, cúmplice – é o termo adequado – dos pastores que deviam guiá-las, é difícil não pensar na Grande Apostasia predecessora do Anticristo, de que fala o Apocalipse. Não caiamos, porém no erro comum dos sectários de ver o Apocalipse se realizando a cada passo da História. Só Deus é quem sabe quando será a hora da grande tentação. Em todo caso, o século XX registra – segundo muitas autoridades – a pior crise de toda a História da Igreja.

Temos, porém a promessa de Nossa Senhora em Fátima de que, por fim, Ela e a Santa Igreja triunfarão. Mais ainda temos a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo de que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja de Deus.

Como se parecem as heresias! Como são parecidos os hereges!

Lendo a obra "O mundo de ponta-cabeça", na qual o historiador marxista Christopher Hill descreve as seitas protestantes da Inglaterra do século XVII, tem-se a impressão de que ele está falando dos movimentos e seitas progressistas nascidas do Vaticano II ou dos delírios e absurdos defendidos pelo super moderno século XX.

O livre exame da Bíblia, pregado por Lutero contra o Papado, desencadeou uma avalanche de interpretações que fragmentaram o protestantismo em mil grupos diversos, cada um dos quais dizendo-se a igreja dos eleitos.

Diante dessa confusão doutrinária, duas atitudes eram possíveis. Uma postura intransigente de uma seita contra todas as outras, o que contradizia o princípio fundamental da Reforma, ou uma defesa da tolerância completa, que levava a longo termo o ceticismo.

"A tolerância religiosa é o pior de todos os males, pensava Thomas Edwards em 1646. Começará trazendo o ceticismo em matéria doutrinária e a falta de vergonha na conduta da vida, para depois chegar ao ateísmo. Se for adotada a tolerância, nem toda a pregação do mundo, impedirá a propagação das heresias" (Christopher Hill – op. cit., p. 109).

O princípio, ainda que enunciado por um sectário, nem por isso é menos exato. Estamos em posição de compreendê-lo bem, tendo sob os olhos o que vem acontecendo desde que o Concílio Vaticano II pregou a liberdade de consciência e o ecumenismo. Multiplicaram-se as seitas, cresceram às apostasias, os vícios inundaram a Terra. A fé foi substituída pelo sectarismo e, afinal, pelo ceticismo.

Com efeito, o ceticismo é o termo lógico da negação da existência de uma só religião verdadeira.

Essa marcha da fanática adesão a um princípio falso – o livre exame – até o ceticismo, se verificou também com relação à Bíblia.

De fato, a Reforma proclamou a Bíblia como a única fonte de revelação, mas deixou a todo fiel o direito de interpretá-la como quisesse. Como resultado, passou-se rapidamente de uma bibliolatria à negação da Bíblia, chegando-se a chamá-la de livro contraditório, responsável por todos os males religiosos, políticos e sociais do mundo.

"Os protestantes haviam pensado que tudo seria harmônico entre eles. Desde que se afastassem das tradições da Igreja em favor do texto da Bíblia; porém, junto ao clero reformado a Bíblia agrava, em vez de atenuar, os conflitos. ‘Mentes tenebrosas que mergulham nas Escrituras delas extraem mentiras suficientes para incendiar países inteiros’" (p. 259).

"Dizia-se então que, segundo os ranters, a Bíblia ‘foi causa de toda a nossa miséria e de nossas divisões... de todo o sangue que foi derramado no mundo" (...) "’Nunca haverá paz’, entendiam alguns ranters, "enquanto não forem queimadas todas as Bíblias’ (...) ‘A Bíblia era a peste da Inglaterra’" (255).

É claro que a marcha para o ceticismo foi acompanhada pela queda nos piores vícios. Aqueles que se julgavam os eleitos e predestinados ao céu, acreditavam que haviam sido reconduzidos ao estado de inocência de Adão antes da queda. Para eles nada era pecado e nada poderia fazer com que perdessem o céu a que Deus os predestinara.

Os quakers aboliram, a cerimônia sacramental do matrimônio, substituindo-a por uma simples comunicação à congregação (cfr. p. 299). Outros puseram em vigor o casamento temporário (p. 301). "John Robins deu aos seus discípulos permissão para que trocassem de mulheres e maridos – e, ‘para dar um exemplo’, trocou a sua" (idem).

"John Hall defendeu a causa do nudismo feminino, não (como se dizia que entendiam os adamitas) como um símbolo de uma inocência recuperada, porém porque a nudez seria menos provocante do que as roupas que as mulheres trajavam" (p. 301). Ao mesmo tempo, porém, havia quem declarasse que as mulheres não têm alma. Elas seriam como os gansos" (cfr. 301).

Para Abiezer Coppe, "o adultério, a fornicação e a impureza não constituem pecado", e "ter mulheres em comum é coisa legítima". Lawrence Clarkson defendeu a mais completa liberdade sexual. Segundo ele, até o adultério seria puro para os puros (cfr. p. 302). Esse pregador protestante radical chegou aos extremos do antinomismo. O único meio de libertar-se do pecado seria cometê-lo. A consciência é que criaria o pecado. A redenção estaria em sua abolição. Segundo ele, "para o autêntico puro ‘o Demônio é Deus; o inferno, céu; o pecado, santidade; a condenação, salvação: isso, e apenas isso, é a primeira ressurreição" (p. 324).

Se as doutrinas da predestinação aliadas ao livre exame produziram a corrupção dos que se julgavam eleitos, no outro extremo, entre os que eram atormentados pelo temor de estarem predestinados ao inferno, as conseqüências também eram péssimas. Desesperados da Salvação, ou se abandonavam a todos os vícios ou se matavam.

Com razão comenta Hill que "a abolição do purgatório, efetuada pela Reforma protestante, com efeito, deixava uma eternidade de beatitude ou de tormentos como a única alternativa para cada indivíduo" (p. 175). "A predestinação, concedia Helwys, em 1611, faz com que alguns se desesperem, pensando que para eles não há graça e que Deus decretou a sua destruição. E deixa outros completamente despreocupados, sustentando esses que, se Deus decretou que serão salvos, hão de sê-lo, e, se decretou que serão condenados, também o serão" (p. 176).

Do ponto de vista político, a Reforma começou por revoltar-se contra o Papado, atribuindo todo poder aos reis e fomentando, assim, o absolutismo monárquico. Calvino levou o igualitarismo religioso e político mais além. Não aceitava bispos nem reis. Defendia a república. Por sua vez, as seitas puritanas radicais, que não admitiam sequer presbíteros, recusavam-se a aceitar a propriedade particular e preconizavam a adoção do comunismo de bens e de mulheres. Com razão dizia Jaime I que o lema desses sectários era "no Bishops, no King, no Nobility". E poderia acrescentar: "no owners, no property".

O igualitarismo dos sectários radicais exigia que até nas fórmulas de tratamento se combatesse a desigualdade. Todos deviam ser tratados apenas por tu, nunca por Mister. Logo se percebeu que "esses que hoje introduzem o Tu e o Ti acabarão (se puderem) expulsando o Meu e o Teu, dissolvendo em confusão toda a propriedade" (Fuller, Church History, apud Hill, p. 254).

Com efeito, embora os puritanos radicais do século XVII inglês não contassem com as "luzes" de D. Aloísio Lorscheider, nem pudessem ser "conscientizados" pela Teologia da Libertação, eles já diziam que "é do Senhor a terra e tudo o que ela produz. Ele a deu aos filhos dos homens, em geral, e não a uns poucos arrogantes que dela se valem para dominar seus irmãos" (p. 239). Como Boff, um herege puritano, Burrough, denunciava toda "Dominação é tirania e opressão terrenas... mediante as quais algumas criaturas foram exaltadas e elevadas acima das outras, calcando a seus pés e desprezando os pobres" (239-240). E outro agitador puritano afirmava que "os pobres são aqueles em que está a benção, pois são os primeiros a acolher o Evangelho" (p. 54). "Para Winstanley", como hoje para a Teologia da Libertação, "o ‘verbo da justiça’, o ‘Evangelho’ significavam o comunismo e a subversão da ordem social vigente" (p. 54).

"Em 1657, Roger Crab alegou que amar o próximo como a si mesmo era incompatível com a acumulação de propriedades: ‘todas as nossas propriedades não passam de fruto da maldição divina’". (p. 320).

Em muitos outros pontos as seitas protestantes radicais, que chegaram à defesa do comunismo e do antinomismo, se assemelham ao que vemos ocorrer hoje em dia.

Tais semelhanças são frutos da adoção dos princípios igualitários, que conduziriam a Cristandade do feudalismo ao bolchevismo.

Muitos viram, ainda no séc. XVII, aonde chegariam os desvarios sectários. Thomas Case disse, em maio de 1647 na Câmara dos Comuns, que, se fosse dada liberdade aos sectários, "eles em pouco tempo virão também a saber que têm por nascença um direito a se libertarem do poder dos Parlamentares e reis, bem como a tomarem armas contra ambos, quando estes não votarem ou agirem de acordo com os seus humores. Isso que eles chamam, falsamente, de liberdade de consciência pode rápido converter-se em liberdade de terras, em liberdade de casas, em liberdade de esposas" (p. 112).

Falava então Case para a Câmara dos Comuns. Teria que mudar suas palavras se falasse ao Vaticano II ou à CNBB?


As práticas religiosas que caracterizam certas promessas e simpatias adotadas pelos fiéis , como vender santinhos , subir escadarias de joelhos , colocar a imagem do Santo Antônio de cabeça para baixo , não têm nenhum valor teológico.

Apenas as obras penitentes revestidas de indulgência , determinadas pela Igreja , são obras que contam aos olhos de Deus !

Deus sempre leva em consideração a fé íntima das pessoas e não um esforço ou feito espetacular!

Não há comércio com a divindade , Deus distribui livremente suas graças em conformidade com a nossa fé e a nossa vida. Muitos dizem assim : -- Se Deus me atender , eu vou fazer isso , isso e isso!

Não!

O desejo de Deus é que a nossa vida seja caridade e penitência , desde que não ponha em risco a nossa saúde e a nossa integridade moral e espiritual.

Jesus Cristo , na cruz , lavou nossas culpas e aliviou nosso fardo , ninguém precisa fazer uma penitência sem fundamentação doutrinária e recomendação eclesiástica para alcançar uma graça. Você deve ser um cristão exemplar . Orar e fazer as penitências recomendadas , bem como as obras de misericórdia espiritual e corporal e assim alcançar a graça solicitada!

Nada , portanto , de superstição e crendice popular sem qualquer fundamento teológico e propósito espiritual !

O mais importante é a fé viva , intensa , no poder de Deus , na Sua misericórdia e uma vida cristã , paradigmática , exemplar , em conformidade com a Sua Palavra.

Muitas pessoas devido a ignorância espiritual , fazem promessas e sacrifícios como uma forma de salvação.

É comum vermos no cotidiano ou em dias santos , principalmente na semana santa , pessoas se autoflagelarem com objetos cortantes , ou subindo escadarias de joelhos, andando descalço em uma procissão.

Deus é um ser infinitamente justo , sábio e bom . Você acredita que Ele proporia um negócio - uma troca - para fazer-lhe o bem ?

Você , como pai , não faz barganhas com seus filhos , seu amor é livre e incondicional . Se somos pais conscientes das nossas responsabilidades e amamos nossos filhos, fazemos todo o bem possível para eles , sem nada em troca. Nossos filhos não precisam prometer nada para que façamos o bem a eles.

Você ficaria contente sabendo que seu filho está se autoflagelando ?

Deus que é a perfeição e a bondade absoluta, não aceitaria promessas e sacrifícios que implicassem em sofrimento para o homem , Ele fica agradado pela simples fidelidade do homem aos Seus preceitos e leis.

Se os pais humanos não desejam o sofrimento para seus filhos , muito menos Deus gostaria de ver o nosso sofrimento!

Há muitas igrejas que pedem contribuições pecuniárias absurdas e afirmam que Deus retribuirá pelo valor oferecido . Deus quer provas úteis de amor ao próximo , quer que sejamos conscientes das necessidades materiais das outras pessoas ou instituições , para que possam viver com dignidade neste mundo .

Quer , sim , que tenhamos uma vida honrada , uma fé profunda , um sentimento de amor ao próximo insuperável.

Deus sabe o que é melhor para nós ; se precisamos ou não , de tal coisa , não temos que ficar doentes, pobres ou passar por terríveis privações sem necessidade !

O que importa para Deus é que façamos o bem ao nosso próximo ; Ele , definitivamente , não necessita do nosso sofrimento . Diz o Evangelho :

"Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre; com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E ninguém ousava mais interrogá-lo." (Marcos Cap. XII, 32-34)

Autor: Prof Everton Jobim


"O homem é justificado pela fé e não pelas obras da Lei"
(Paulo em Rm 3,28)

"O homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus."

(Paulo em Gl 2,16)

"O homem é justificado pelas obras e não pela fé somente."

(Tiago em Tg 2,24)

À primeira vista a doutrina de São Tiago parece ser justamente o contrário da ensinada por São Paulo.

Não haverá aqui contradição? Não. São Paulo e São Tiago, embora usando as mesmas palavras, falam de coisas diversas.

A FÉ em São Paulo é a fé concreta, a fé que age, a fé que recebe da caridade seu impulso e sua forma. A FÉ em São Tiago é um simples assentimento da consciência, comparável ao assentimento que os demônios prestam às verdades por eles conhecidas (Tg 2,19). É evidente que este ato puramente intelectual não pode influir na justificação do homem.

As OBRAS de que fala São Paulo são as que precedem a fé e a justiça, principalmente, as prescrições da Lei de Moisés, da qual se trata na controvérsia com os judaizantes. As OBRAS de São Tiago são as que seguem a fé e a justiça, pois ele se dirige a cristãos já na posse da vida sobrenatural.

São Paulo fala da justiça primeira, isto é, a passagem do estado de pecado ao estado de santidade, como o objeto mesmo da polêmica e as explicações reiteradas do Apóstolo provam abundantemente. A justiça de São Tiago é a justiça segunda, isto é, o crescimento da justiça, é o desenvolvimento regular da vida cristã. Vide o contexto de onde foram tiradas as passagens citadas.

São Paulo se coloca antes da justificação do homem. São Tiago depois. O primeiro fala da fé viva, o segundo da fé que pode ser morta, que é inativa. Um declara ao fiel que sem fé ele não pode alcançar a justificação, o outro ensina ao cristão que deve colocar sua conduta em acordo com a fé, porque a fé sozinha de nada lhe basta.


Índice Doutrinal da Bíblia Ave-Maria (Verbete: "Fé")
A Barca de Jesus, confirmando o ensino acima, chama a atenção para os seguintes detalhes:

1) Em 1Cor 13,2, Paulo diz: "Mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade não sou nada".

Isto confirma que a "fé que justifica", para São Paulo, é aquela que recebe da caridade seu impulso e sua forma, conforme explicado acima. A fé destituída de caridade, ou seja, semelhante àquela que Tiago se refere em Tg 2,14-17, é uma fé que não justifica, na qual, segundo também São Paulo, "não sou nada".

Eis outras passagens onde Paulo ressalta a importância de uma fé rica em caridade para obtermos a Salvação:

"Estar circuncidado ou incircuncidado de nada vale em Crsto, mas sim, a Fé que opera pela caridade.(Gl 5,6)

"Por teu coração impenitente, acumulas contra ti um tesouro de cólera para o dia da cólera, no qual se revelará o justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: vida eterna para aqueles que, por sua perseverança em praticar o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade. Não são os que escutam a lei que são justos diante de Deus, justificados serão aqueles que praticam a Lei. (Rm 2,9.10.13)

2) Em Tg 2,18, Tiago diz: "Tu tens fé e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras".

Isso confirma que as obras, para Tiago, são aquelas que seguem a fé, conforme explicado acima. Assim como Paulo, Tiago ensina que a justificação vem através da fé que é enriquecida (completada) de boas obras:

"Abraão não foi justificado pelas obras, oferecendo seu filho Isaac sobre o altar? Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas?" (Tg 2,21-22)

Portanto, a Bíblia ensina que somos salvos pela fé e pelas obras. Tanto a Salvação exclusivamente pela fé, quanto a salvação exclusivamente pelas obras são condenadas pela Bíblia. Vejam:

3) A Bíblia condena a Salvação exclusivamente pelas obras:

"Ainda que eu distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria" (1Cor 13,3).

"É gratuitamente que foste salvo mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus." (Ef 2,8). OBS: Entender "fé" no sentido explicado acima, ou seja, uma fé viva e operante que se apressa em realizar a vontade de Deus.

4) A Bíblia condena a Salvação exclusivamente pela fé:

"Mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade não sou nada" (1Cor 13,2).

"Nem todo aquele que me diz: - Senhor, Senhor - entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos Céus" (Mt 7,21).


De fato, Jesus deu autoridade aos ministros de sua Igreja de que, em nome de Deus, perdoassem ou não perdoassem os pecados dos homens quando disse:
"Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos." (Jo 20,23)

E Paulo confirma este ministério que Deus concedeu às autoridades da Igreja:

"Tudo isso vem de Deus, que nos confiou o ministério da Reconciliação. Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo quem exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: Reconciliai-vos com Deus!" (2Cor 5,18.20)

Obviamente, para que o ministro possa discernir entre perdoar ou não perdoar, é necessário que o pecador lhe confesse seus pecados. Se o pecador não lhe confessar, como o ministro de Deus poderá discernir se deve, em nome de Deus, dar o perdão ou retê-lo?

Observe ainda, que o costume de dizer: "Eu me confesso diretamente a Deus", é uma afronta a Jesus que quis dispor de ministros para nos conceder o perdão. Se a confissão interior diretamente a Deus pudesse obter ordinariamente o perdão dos pecados, porquê, então, Jesus teria concedido o ministério da Reconciliação aos ministros da sua Igreja? Assim agindo, Jesus nos garante que o único meio seguro de nos certificarmos de termos obtido o perdão, é através da confissão sacramental ao ministro de Deus.

Portanto, quando Jesus deu aos seus ministros a autoridade de perdoar ou não perdoar os pecados dos homens, fica também determinado que os fiéis lhe confessem os pecados para que o ministro possa discernir a atitude a ser tomada: Perdoar ou não perdoar.


Apesar de muitos cristãos acusarem os católicos de pregarem um Cristo "morto" e crucificado, fazendo referência aos crucifixos, ao sinal da cruz e à própria Missa (que é o sacrifício incruento de Cristo oferecido ao Pai), devemos notar que já os apóstolos exaltavam a Cruz de Nosso Senhor:
"A linguagem da CRUZ é loucura para os que se perdem, mas para nós que fomos salvos É UMA FORÇA DIVINA" (1Cor 1,18)

"Mas nós pregamos CRISTO CRUCIFICADO" (1Cor 1,23)

E é o próprio Jesus quem ordena que tenhamos sempre na lembrança o seu Santo Sacrifício, ao celebrarmos a Santa Missa:

"Isto é o meu Corpo, que é dado por vós. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM." (Lc 22,19)

Paulo reafirma a ordem de Jesus:

"Todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice, LEMBRAIS A MORTE DO SENHOR, até que Ele venha" (1Cor 11,26)

E Pedro nos convida a oferecermos "sacrifícios espirituais", por Jesus, a Deus, na Santa Missa:

"Aproximando-vos Dele, vós mesmos entrais como pedras vivas na construção da casa habitada pelo Espírito, para constituir uma santa comunidade sacerdotal, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." (1Pd 2,4-5)

Na verdade, a Igreja Católica prega um Cristo ressuscitado. Mas sem esquecer que foi pela cruz que Ele alcançou a vitória. A Igreja Católica não se envergonha, nem menospreza a Cruz de Jesus. São muitos os falsos profetas que prometem prosperidades e o fim de todas as cruzes aos fiéis que forem batizados na sua "igreja". Quanto a eles, Paulo nos diz:

"Porque há muitos por aí que se portam como INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e SÓ TEM PRAZER NO QUE É TERRENO." (Fl 3,18-19)

Enquanto os falsos profetas prometem prosperidades, e o fim dos problemas e das cruzes, Jesus nos diz:

"Se alguém quiser vir comigo, TOME A SUA CRUZ e siga-me" (Mt 16,24)

"A porta que leva ao caminho da vida é apertada, mas larga e espaçosa é a que conduz à perdição" (Mt 7,13-14).

Portanto, Igreja sem Cruz não é Igreja de Jesus. Não existe Igreja, nem Salvação, nem Ressurreição sem cruz:

"É necessário que o grão de trigo morra para que possa produzir frutos" (Jo 12,24)

Irmãos, não se deixem enganar quando acusarem o catolicismo de pregar um Cristo morto porque veneramos a Cruz de Cristo. Nem todos compreendem, mas no Catolicismo ela sempre foi venerada, como nos ensina Paulo:

"CRISTO CRUCIFICADO é escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, MAS PARA OS ELEITOS, quer judeus quer gregos, é FORÇA e SABEDORIA de Deus" (1Cor 1,23-24)

"Quanto a mim, não pretendo jamais GLORIAR-ME, a não ser NA CRUZ de Nosso Senhor Jesus Cristo" (Gl 6,14)

Em nossas cruzes do dia-a-dia, oferecemo-las a Deus em comunhão com a paixão redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo para a reparação dos pecados e a Salvação da humanidade. E, assim, participamos do Sacrifício Redentor de Jesus Nosso Senhor, como nos ensina São Paulo:

"Agora, me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja." (Col 1,24)

Eis o que nos ensina Dom Estevão Bettencourt:

"Eis que a Cruz não é mero objeto de contemplação, mas é também algo que cada um é chamado a carregar no seguimento de Cristo. Carregar, porém, não de cabeça baixa, tristemente conformada, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2Cor 9,7). E há motivo para dar com alegria, pois a cruz (doenças, luto, reveses...) é fonte de esperança; somente por ela pode alguém chegar à plenitude da Vida.

Os santos sempre desconfiaram do afluxo de bem-estar material em sua vida, pois estes, atraentes como são, embotam o olhar e esvaziam o anseio de bens melhores ou definitivos. Os desafios da vida é que fazem crescer, pois exigem a mobilização de energias que ficariam adormecidas no âmbito de uma vida muito afogada.

Os santos souberam penetrar o mistério da Cruz e viram nela o testemunho de que Deus chama seus filhos a superar a mediocridade e agigantar-se no caminho da perfeição, configurando-se a Cristo, isto não é masoquismo, mas profunda visão de fé."


“Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.”
1Coríntios 3,11



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O Antigo Testamento tem um versículo que complementa esse:
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem….”
Salmo 127,1

A casa do Senhor é definida em 1Timóteo 3,15:
“Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da Verdade.”
1Timóteo 3,15

Agora o Senhor fala em realmente construir a casa:
“E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.”
Mateus 16,18

Você percebeu a natureza singular desses versículos: a casa, não casas, a igreja, ou Minha Igreja, e não igrejas?



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“Por isso o Senhor DEUS lhes diz: “Eu coloquei em Sião uma pedra, um bloco escolhido, uma pedra angular preciosa, de base: quem confiar nela não tropeçará”.” Isaías 28,16

“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pôe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pôe em prática, é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína..”
Mateus 7,24-27
Note que Jesus disse que o homem prudente construiu sua casa sobre a rocha. Ele não disse suas casas sobre as rochas.

“Ele veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto; portanto é por Ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo Espírito. Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus.”
Efésios 2,17-22

Note!

A fim de que seja “edificada sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas“, você tem que ser capaz de provar que sua seita tem Sucessão Apostólica.

A fim de mostrar que sua seita está “nele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor.”, você novamente precisa provar que sua seita tem Sucessão Apostólica.

“Contudo, o sólido fundamento de Deus se mantém firme, porque vem selado com estas palavras: “O Senhor conhece os que são seus”, e “Renuncie à iniquidade todo aquele que pronuncia o nome do Senhor.” 2Timóteo 2,19



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POR CERCA DO ANO 30 D.C., A fundação da Igreja Católica foi posta por Jesus Cristo.

Leia Mateus 16,18; 18,15-18; 28,20 e Efésios 5,23. “Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.” 1Coríntios 3,11



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Entretanto, quase 1500 anos depois o caos e a confusão entraram em cena. 1Coríntios 3,11 e inúmeros outros versículos foram ignorados por muitos, pois meros homens e mulheres tinham outras idéias. Como pode qualquer versículo da Sagrada Escritura ser ignorado por aqueles que alegam acreditar na Sola Scriptura?

Não DEUS, mas meras criaturas humanas iriam começar a lançar suas próprias fundações. Entretanto, eles não podiam lançá-las na rocha, já que a rocha suporta apenas a única Igreja que Jesus Cristo fundou.

“Porquanto DEUS não é DEUS de confusão, mas de paz…” 1Coríntios 14,33

“Pedro e os Apóstolos replicaram: “Importa obedecer antes a DEUS do que aos homens“. Atos 5,29

NO ANO DE:

1521. O fundamento dos Luteranos e de todo o Protestantismo foi posto por Martinho Lutero.
1522. O fundamento dos Anabatistas foi posto por Conrad Grebel, Menno Simons, Thomas Munzer e outros.
1525. O fundamento dos Menonitas foi posto por Menno Simons numa divisão dos Anabatistas.
1534. O fundamento da Igreja Anglicana da Inglaterra foi posto por Henrique VIII.
1536. O fundamento dos Calvinistas foi posto por João Calvino, quando ele ensinou sobre a predestinação.
1560. O fundamento dos Presbiterianos foi posto por John Knox, que foi aluno de Lutero.
1582. O fundamento dos Congregacionistas foi posto por Robert Brown, um ramo do Puritanismo.
1609. O fundamento dos Batistas na Holanda foi posto por John Smyth.
1639. O fundamento dos Batistas na América foi posto por Roger Williams.
1647. O fundamento dos Quakers foi posto por George Fox na Inglaterra.



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“Sede submissos e obedecei aos que vos guiam, pois ele velam por vossas almas e delas devem dar contas. Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto.” Hebreus 13,17

Quantos dos “fundadores” obedeceram a este claro comando de Hebreus 13,17?
Quantos simplesmente ignoraram ainda mais um versículo Bíblico?



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1693. O fundamento dos Amish foi posto por homens que se separaram dos Menonitas.
1708. O fundamento da Brethren Church foi posto por cinco homens e três mulheres.
1739. O fundamento dos Metodistas foi posto por John e Charles Wesley.
1770. O fundamento dos Universalistas foi posto por John Murray em Nova Jersey.
1774. O fundamento dos Unitarianos foi posto por Theophilus Lindley.
1789. O fundamento dos dos Episcopais foi posto por Samuel Seabury. É o ramo americano dos Anglicanos.
1792. O fundamento da Igreja Reformada na América foi posto por muitos que romperam com a Igreja Reformada Holandesa.
1802. O fundamento da Conferência Batista do Sétimo Dia foi posto por Estephen e Ann Mumford.
1803. O fundamento dos Evangélicos foi posto por Jacob Albright.
1820. O fundamento da Bíblia-Fundamentalista foi posto por John Darby, Cyrus Scofield, e outros.



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“Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de DEUS. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de DEUS?” 1Pedro 4,17



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1827. O fundamento da Igreja Cristã (Stone-Campbell) foi posto por Alexander Campbell.
1827. O fundamento da Batista Primitiva foi posto por homens. É considerada a mais rígida de todas as Igrejas Batistas.
1830. O fundamento dos Mórmons foi posto por Joseph Smith em Palmyra, Nova York.
1832. O fundamento dos Discípulos de Cristo foi posto por um cisma presbiteriano chamado “O Movimento Stone-Campbell”.
1840. O fundamento da Igreja Metodista Primitiva foi posto por by Hugh Borne e William Clowes.
1843. O fundamento da Wesleyan Church foi posto por Orange Scott.
1844. O fundamento dos Christadelphians foi posto por John Thomas do movimento Stone-Campbell.
1845. O fundamento das Igrejas Batistas Americanas foi posto por vários homens.
1845. O fundamento da Sociedade Religiosa de Amigos foi posto por Joseph Gurney e John Wilbur.
1845. O fundamento da Convenção Batista do Sul, a maior denominação não-Católica, foi posto por inúmeros homens.



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“Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta do aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas“. João 10, 1-2



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1847. O fundamento da Igreja Cristã Apostólica da América foi posto por Benedict Weyeneth.
1852. O fundamento da Conferência Geral Batista foi posto por Gustaf Palmquist.
1858. O fundamento da Bible Fellowship Church foi posto por líderes Menonitas.
1860. O fundamento dos Adventistas foi posto por William Miller.
1860. O fundamento da Igreja Cristã do Advento foi posto por George Storrs e Charles Hudsen.
1863. O fundamento dos Adventistas do Sétimo Dia foi posto Ellen Gould White.
1863. O fundamento da Igreja de DEUS (Sétimo Dia) foi posto por Gilbert Cranner.
1865. O fundamento do Exército da Salvação foi posto por William Booth.
1865. O fundamento da Conferência Batista Norte-Americana foi posto por imigrantes alemães.
1867. O fundamento do Templo da Igreja de Cristo foi posto por Granville Hedrick numa divisão do Mormonismo.



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“Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.” 2João 1,9



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1870. O fundamento da Igreja Episcopal Metodista Cristã foi posto por muitos membros.
1873. O fundamento da Igreja Episcopal Reformada foi posto por George Cummins.
1874. O fundamento dos Testemunhas de Jeová foi posto por Charles Taze Russell.
1875. O fundamento do movimento Nova Era foi posto por Helena Blavatsky. (Colossenses 2,
1879. O fundamento dos Cientistas Cristãos foi posto por Mary Baker Eddy.
1882. O fundamento da Brethren Church foi posto por membros expulsos da Church of the Brethren.
1886. O fundamento da Igreja de DEUS foi posto por antigos Metodistas.
1894. O fundamento da Igreja da Santidade de Cristo foi posto por by C.P. Jones.
1895. O fundamento do movimento Modernista foi posto por Alfred Loisy e George Tyrrell.
1895. O fundamento da Convenção Batista Nacional U.S.A foi posto por muitos Batistas negros.



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“Porquanto DEUS não é DEUS de confusão, mas de paz…” 1Coríntios 14,33



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1896. O fundamento da Igreja Católica Cristã foi posto por Alexander Dowie.
1897. O fundamento da Igreja de DEUS em Cristo foi posto por Charles Mason e Charles Jones.
1901. O fundamento do Pentecostalismo foi posto por Charles Fox Parham e William Seymour.
1903. O fundamento da Igreja de DEUS foi posto por AJ Tomlinson.
1903. O fundamento da Casa de DEUS foi posto por Mary Magdalena Tate.
1906. O fundamento da Igreja de Cristo foi posto por homens que saíram do movimento Stone-Campbell de 1832.
1907. O fundamento da Igreja da Fé Apostólica foi posto por Crawford.
1908. O fundamento da Igreja do Nazareno foi posto por Phineas F. Bresee.
1909. O fundamento da Igreja de Cristo em União Cristã foi posto por vários membros da união.
1914. O fundamento da Iglesia ni Cristo foi posto por by Felix Manalo.



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“Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo” 1Coríntios 3:11



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1914. O fundamento do Conselho Geral das Assembléias de DEUS foi posto por antigos pastores.
1917. O fundamento do Evangelho Quadrangular foi posto por Aimee Semple McPherson.
1918. O fundamento do Sínodo Luterano Evangélico foi posto por imigrantes.
1920. O fundamento das Igrejas de Cristo foi posto por uma das inúmeras divisões da Igreja de Cristo.
1923. O fundamento da Igreja de DEUS da Profecia foi posto por by AJ Tomlinson.
1926. O fundamento das Igrejas Protestantes Reformadas foi posto por Herman Hoeksema e outros.
1930. O fundamento dos Branch Davidians foi posto por Victor Houteff em uma divisão dos Adventistas do Sétimo Dia.
1930. O fundamento das Igrejas Independentes da América (IFCA) foi posto por um consórcio de igrejas.
1932. O fundamento da General Association of General Baptists foi posto por Benoni Stinson, quando ele rompeu com a Convenção Batista Americana.



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“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem.” Salmo 127,1



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1934. O fundamento da Evangélica Reformada foi posto por uma união numa Assembléia Geral.
1935. O fundamento National Association of Free Will Baptists foi posto por aqueles unidos de outras divisões.
1935. O fundamento da Open Bible Standard Churches foi posto por Fred Hornshuh e John Richey.
1938. O fundamento da Igreja Presbiteriana Bíblica foi posto por Gresham Machen.
1939. O fundamento da Fellowship of Grace Brethren Churches foi posto por muitas divisões da Brethren Church.
1939. O fundamento da Igreja Metodista do Sul foi posto por aqueles que se separaram da Episcopal Metodista.
1946. O fundamento da Conferência Metodista Evangélica foi posto por W.W. Breckbill.
1947. O fundamento da Berean Fundamental Church foi posto por Dr. Ivan E. Olsen.
1952. O fundamento da Igreja da Cientologia foi posto por L. Ron Hubbard.
1957. O fundamento da Igreja Unida de Cristo foi posto por uma união ecumênica de Congregacionalistas, Evangélicos, Reformados, Calvinistas e Luteranos.



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“Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de DEUS. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de DEUS?” 1Pedro 4,17



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1961. O fundamento da Convenção Batista Nacional Progressiva foi posto por Martin Luther King Jr.
1962. O fundamento da Igreja Episcopal do Sul foi posto por B. H. Webster numa ruptura dos Episcopais.
1964. O fundamento das Igrejas Luteranas da Reforma foi posto por muitos numa ruptura do sínodo Luterano de Missouri.
1965. O fundamento da Calvary Chapel foi posto por Chuck Smith.
1966. O fundamento das Assembléias de Javé foi posto por Jacob Meyer.
1968. O fundamento dos Discípulos de Cristo foi posto por aqueles que se separaram das Igrejas de Cristo.
1968. O fundamento da Igreja Metodista Unida foi posto por uma união de partes de outras seitas.
1970. O fundamento da Igreja de DEUS Internacional foi posto por Garner Armstrond.
1972. O fundamento da Harvest Christian foi posto por Greg Laurie.
1973. O fundamento da Igreja Presbiteriana da América foi posto por uma divisão dos liberais Presbiterianos.



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“Porquanto DEUS não é DEUS de confusão, mas de paz…” 1Coríntios 14,33



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1974. O fundamento da Vineyard Christian Fellowship foi posto por Ken Gullickson.
1977. O fundamento da Católica Anglicana foi posto por muitas pessoas que romperam com os Episcopais.
1978. O fundamento da Association of Vineyard Churches foi posto por John Wimber.
1981. O fundamento da Igreja Presbiteriana Evangélica foi posto por Anciãos Presbiterianos.
1982. O fundamento da Full Gospel Evangelistic Association foi posto por Clarence Robinson.
1982. O fundamento da Igreja Saddleback foi posto por Risk Warren.
1987. O fundamento da Aliança de Igrejas Batistas foi posto por muitos, separados dos Batistas do Sul.
1991. O fundamento da Baptist Fellowship foi posto por um grupo que se separou dos Batistas do Sul.
1992. O fundamento da Igreja Episcopal Carismática foi posto pelo Chicago Hall.
1992. O fundamento da Episcopal Tradicional foi posto por Richard Melli que se separou dos Episcopais.
2000. O fundamento dos Testemunhas do Senhor foi posto por Gordon Ritchie quando se separou dos Testemunhas de Jeová.



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“Aquele que não recolhe comigo, espalha“. Lucas 11,22



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Eu listei apenas umas 100 das 37.000* seitas não-Católicas que existem em 2004. Com a taxa atual de crescimento haverá 63.000* seitas por volta de 2025, um aumento de 26.000 das 37.000 em 2004. Isto leva a 1238 novos fundamentos projetados para serem postos por meros homens e mulheres humanos todo ano, ou um pouco mais de 3 a cada dia.
Isto significa que em 100 anos haverá pelo menos 123.800 seitas adicionais na taxa atual de crescimento. Haverá sem dúvida muito mais do que esta estimativa, já que a taxa de crescimento das seitas tem acelerado anualmente.
*World Christian Database, uma publicação Protestante. Veja a linha número 44.
“Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.”
1Coríntios 3,11
Para uma listagem muito boa das muitas centenas de outras seitas Cristãs existentes que não incluí neste escrito, dê uma olhada aqui:
The Conglomination



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Os mais ou menos 100 fundamentos postos por homens ou mulheres que listei aqui podem ser impressos em apenas 2 páginas. Entretanto, se eu fosse listar todos os 37.000 precisaria um pesado livro de 740 páginas. Cada vez que um novo fundamento é posto por meros homens e mulheres, o Corpo de Cristo é dividido mais uma vez. Aparentemente, nenhum daqueles outros “fundadores” jamais leram o Salmo 127,1 ou 1Coríntios 3,11 ou Pedro 4,17, ou se leram, certamente ignoraram. Ignorar essas passagens não é equivalente a elevar suas opiniões egocêntricas acima da palavra de DEUS?

“Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de DEUS. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de DEUS?” 1Pedro 4,17
“Então estaria Cristo dividido?” 1Coríntios 1,13
“E se uma casa está dividida contra si mesma, tal casa não pode permanecer.” Marcos 3,25

Dividir e conquistar: este é o plano de Satanás.



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O plano de Jesus Cristo é justamente o oposto, pois Ele clamou pela unidade:
“E haverá um só rebanho e um só pastor.”
João 10,16
A Casa de DEUS é mencionada 78 vezes em toda a Sagrada Escritura (RSV).
As casas de DEUS não são mencionadas nem sequer uma vez.
Casa de DEUS é mencionada 5 vezes em toda a Sagrada Escritura. (RSV)
Casas de DEUS não são mencionadas nem mesmo uma vez.
A Casa do Senhor (The House of the Lord) é mencionada 222 vezes em toda a Sagrada Escritura (RSV).
As casas do Senhor (The houses of the Lord) não são mencionadas nem mesmo uma vez.
A Casa do Senhor (The Lord’s House) é mencionada 10 vezes em toda a Sagrada Escritura(RSV).
As casas do Senhor (The Lord’s houses) não são mencionadas sequer uma vez.

(Nota da Tradutora: Os exemplos se referem à Bíblia na Língua Inglesa)

“Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos” Efésios 4,1-6

Quantos ‘um(s)’ você contou nesses poucos versículos?

Explicação:

São Paulo nos disse para ter somente uma fé. Ter somente uma fé significa ter só uma Igreja.

Não é óbvio que tendo uma só fé, todo mundo estaria ensinando e ouvindo a mesma verdade e desta forma não poderia haver nenhuma outra além da única Igreja que Jesus Cristo fundou? Além disso, tendo somente uma Igreja, não seriam obedecidas as instruções de Salmo 127,1, 1Coríntios 3,11, e 1Pedro 4,17?

São Paulo continuou em sua carta aos Efésios:

“A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores.” Efésios 4,11-15



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Mesmo no Antigo Testamento era da vontade de DEUS que nós pudéssemos todos sermos um.

“A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: “filho do homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Judá e os israelitas que estão com ele. Em seguida, tomarás outro no qual escreverás: José, madeira de Efraim, e todos os israelitas que estão com ele. Em seguida, os ajuntarás um ao outro, de modo que só formem um pedaço em tua mão. “Quando teus compatriotas perguntarem o que queres dizer com isso, responderás: eis o que diz o Senhor DEUS: vou tomar o lenho de José que está na mão de Efraim, assim como as tribos de Israel que estão com ele, para juntá-lo ao lenho de Judá, de modo que, unidos na mão, não sejam senão um. Guardarás ostensivamente na mão os pedaços de madeira em que houveres feito essas inscrições, e tu dirás: eis o que diz o Senhor DEUS: vou recolher os israelitas de entre as nações onde se acham dispersos; vou congregá-los de toda a parte e trazê-los para a sua terra. Farei com que, em sua terra, sobre as montanhas de Israel, não formem mais do que uma só nação, que não possuam mais do que um rei.”
Ezequiel 37,15-22

Há um só DEUS, um Pai, um Jesus Cristo, um Salvador, um Pastor, um Senhor, um Sumo Sacerdote, um Espírito Santo para guiar a única Igreja que Jesus Cristo fundou, que é o único Corpo de Cristo. Só há uma pedra angular e uma fundação. Só há uma cabeça visível da Igreja de Cristo na terra, e só há uma autoridade que foi dada a esta única Igreja. Só há uma Palavra, uma verdade, uma Escritura, uma interpretação infalível desta única Escritura, uma esperança, uma fé e um Batismo. Nós devemos ter o mesmo pensamento, ser um em Espírito, e falar com uma boca na unidade. Nós todos devemos dizer as mesmas coisas, ter uma só intenção, não devemos ter divisões entre nós, e temos que proferir um só julgamento.

Quantos “uns, umas” você contou neste parágrafo?

De vez em quando eu me pergunto, qual parte do “um” é esta que tantos simplesmente não compreendem?



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“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” Salmo 127,1

“Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo” 1Coríntios 3,11

“Sede submissos aos seus superiores e obedecei aos que vos guiam, pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta. Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto” Hebreus 13,17

“Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.” João 10,1-2

“Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de DEUS. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de DEUS?” 1Pedro 4,17

“Porquanto DEUS não é DEUS de confusão, mas de paz…” 1Coríntios 14,33

“Quem não recolhe comigo, espalha” Lucas 11,23

“Pedro e os Apóstolos replicaram: “Importa obedecer antes a DEUS do que aos homens” Atos 5,29

“Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho” 2João 1,9

“E como pregarão se não foram enviados“? Romanos 10,15.

Enviados?

Quem enviou todos aqueles listados acima que fundaram uma multidão de comunidades eclesiásticas?

Certamente não foi a única Igreja com autoridade para tal, concedida a ela por Jesus Cristo quando disse a Seus Apóstolos: “Como o Pai me enviou, assim também Eu vos envio a vós.” João 20,21
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