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Agora é a hora de ressuscitar as esperanças e sonhos e colocá-los em ação.

Como muitas pessoas, tenho uma pilha de papéis em minha mesa que silenciosamente me incomoda toda vez que olho em sua direção.
Atualmente, consiste papéis do imposto de renda, notificações, notas de agradecimento que precisam ser preenchidas, uma lista de tarefas e todos os tipos de anotações relacionadas ao trabalho.
Eu desenvolvi uma maneira única e eficiente de lidar com a bagunça: primeiro, eu esqueço tudo a respeito até ficar tão desatualizado que não seja mais importante. Em seguida, eu jogo tudo fora, varrendo com um movimento rápido para a lixeira. Um método horrível, eu sei, mas por alguma razão eu sou capaz de fazer as pazes com a pilha de papel e considerá-la uma causa perdida. Melhor nunca do que tarde, ao que parece.
Depois de iniciar um novo ano, alguns de nós pensarão em todos os sonhos, ambições e esperanças que tivemos e ainda não foram cumpridos. Ou talvez alguns de nós estejam tão distraídos e ocupados que o ano novo pode passar despercebido. Vai parecer tarde demais para refletir sobre o passado e tomar uma decisão para o futuro – e talvez seja melhor simplesmente esquecer os sonhos que nunca se materializaram. Mas, mesmo que os compromissos passados ​​ainda não tenham sido cumpridos, não desista e varra seus sonhos para o lixo – o velho ditado é verdadeiro: antes tarde do que nunca.
No ano passado, passei um tempo com uma amiga da faculdade chamada Melinda, que eu vejo uma vez a cada ano, e do nada ela relembrou a época em que nos visitou 10 anos atrás em Cape Cod, quando minha esposa e eu estávamos esperando nosso primeiro filho.
Minha mãe organizou um chá de bebê e Melinda foi uma das convidadas. Aparentemente, ela não trouxe um presente. “Foi o primeiro chá de bebê de que eu participei, mas, ainda assim, eu era adulta e deveria saber!”. Ela disse: “Eu nem sabia o que estava fazendo. Eu não posso acreditar. Então… desculpe?”. Minha esposa, Amber, e eu rimos quando ela contou a história. Não nos lembrávamos de ela não ter trazido presente. Para nós, não foi nenhum problema, e nosso bebê sobreviveu mesmo não recebendo um presente dela. Mas nós rimos juntos desse episódio.
Nunca é tarde demais para corrigir um erro ou abordar algo que aconteceu no passado. No ano de 2000, o Papa São João Paulo II publicamente pediu desculpas pelos pecados dos cristãos passados que agiram em nome da Igreja. O pedido de desculpas foi amplo e muitos dos eventos aconteceram séculos antes. Para ele, era melhor que o pedido de perdão fosse feito antes tarde do que nunca, embora fazê-lo em uma data tão tardia possa ter sido embaraçoso. Ele estava certo – havia uma sensação de cura que vinha com suas palavras.
Outro exemplo de melhor tarde do que nunca é a história de Shirley Shafranek, que se tornou freira em 2011 aos 59 anos de idade. Nessa idade, a maioria de nós pode pensar que o tempo para assumir novos desafios de vida já passou. A irmã Shirley até admite: “O chamado sempre esteve dentro de mim, mas eu escolhi ignorá-lo por muito tempo”. Embora fosse fácil continuar ignorando seu sonho, afirmando que ela era velha demais ou que era tarde demais, em vez disso, ela deu um passo corajoso e encontrou a felicidade.
O que quer que esteja em sua mente enquanto você olha para frente – intenções passadas não cumpridas, sonhos deixados de lado, hesitação diante de um futuro incerto – não deixe que nada o impeça.
Não há nada embaraçoso em aparecer atrasado para a festa e nada na vida é uma causa perdida. Não há momento melhor para você do que agora.

Um homem caminhava de cabeça baixa pela rua movimentada. Ele parecia profundamente preocupado e nem percebia a bonita decoração natalina e o movimento intenso. Por um momento ele parou e tirou do bolso uma carta amassada, voltando a ler as palavras: "Não podemos comemorar o Natal sem que você esteja conosco, pois isso não teria sentido. Nós o amamos. Por favor, volte para casa!" O homem enxugou as lágrimas furtivamente e tomou a decisão: ele iria viajar imediatamente para passar o Natal com os seus, com aqueles que o amavam.
Milhões de pessoas comemoram o Natal. Os pinheirinhos são enfeitados, as casas e ruas ficam cheias de luzes, ceias familiares são realizadas e muitos presentes em lindas embalagens são trocados. Mas, será que pode existir uma comemoração real sem a presença dAquele por causa de quem o Natal é festejado?
Há quase 2000 anos, Jesus Cristo nasceu em Belém. Agora Ele não se encontra mais fisicamente entre nós, pois está assentado à direita de Deus, o Pai. Seus olhos penetram nas festividades natalinas e vêem o coração de cada um de nós. Ele quer passar o Natal com aqueles que O amam! Trata-se dos que confiam inteiramente nEle e conhecem a paz que Ele trouxe: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5.1).
Realmente, sem Ele, o Natal perde o sentido! Sem um relacionamento vivo com o Redentor eterno, com Jesus Cristo, a vida é apenas uma seqüência de preocupações e aflições. Apenas Ele tem o poder de perdoar pecados e dar paz aos corações atormentados. Por isso Ele veio ao mundo, nascendo em Belém: "...e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará seu povo dos pecados deles" (Mateus 1.21). Por isso Ele entregou Sua vida na cruz e ressuscitou da sepultura.
Para todos que aceitam Jesus Cristo pela fé como seu Salvador e Senhor, está preparada uma vida que tem sentido, pois Ele disse: "...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10.10). E em 1 João 5.12 lemos: "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida."
Se você vive sem Ele, não pode ter a única alegria verdadeira e permanente que existe para os homens – e acabará se perdendo eternamente. Aceite a Jesus agora mesmo em sua vida! Então você fará parte dos que O amam, que se alegram com Sua presença e O servem. Aceite hoje de Suas mãos a vida que é eterna e abundante! 

O ano termina, e a esperança de dias melhores se renovam em nós


Queridos irmãos e irmãs, estamos terminando mais um ano. Para uns foi difícil e de lutas, mas a coragem de enfrentar cada situação hostil foi animada na fé em Deus que tudo harmoniza, e para outros, o ano foi de conquistas que se deve louvar a Deus por tudo de bom que aconteceu. Nada acontece por acaso e se houve momentos difíceis e tristes como também de alegrias, devemos agradecer pela nossa passagem na terra rumo a eternidade com Deus. A vida se constrói na intimidade com Deus, isso é ganho. Em todos os momentos da nossa vida, fáceis ou difíceis, encontraremos em Deus a paz verdadeira.

Na vida, nós temos a oportunidade de realizar algo diferente e que pode trazer boas realizações, fazendo esse mundo melhor. Embora, o mundo é marcado por incompreensões, por falta de amor, de dialogo e de violência de toda ordem que escurecem a vocação do mundo, que é de manifestar a gloria de Deus nas boas ações das pessoas.

A humanidade só pode encontrar um caminho de vida se respeitar a individualidade de cada um na liberdade que todos têm. Os feitos da ciência, do progresso, da politica e de tudo que se faz no mundo deve colocar o ser humano em primeiro lugar. Que cada nação respeite uma a outra e que as barreiras sociais, culturais, religiosas e politicas entre elas sejam derrubadas para que haja em toda parte a paz duradoura.

O amor vença o ódio, a partilha seja a força motriz entre as pessoas, os dons de cada um sejam colocados a serviços de todos e que o dialogo seja propagado entre as pessoas, e desse modo vamos ter um ano cheio de boas coisas para comemorarem. Nada ficará de lado se o bem comum seja respeitado por todos, acabando assim com o roubo, a violência, a corrupção entre todos para que haja justiça verdadeira que leva a paz e a concórdia no mundo em que vivemos. Feliz 2014 para todos, principalmente aos que estão presentes nas redes sociais como modestaspropostas.blogspot.com e vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com
 .


Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Fique alegres, Jesus está chegando

Queridos irmãos e irmãs, estamos já próximos do Natal. Isso nos enche de alegria, pois temos a festa da presença do menino Deus em nosso meio, trazendo singeleza aos nossos corações. O mundo de hoje carece de verdadeira alegria que é Cristo em nossa vida. O Papa Francisco nos traz na sua exortação apostólica:
A Alegria do Evangelho. Quem encontra Cristo na sua vida vai experimentar uma alegria enorme da bondade de Deus para conosco. Jesus traz para cada um de nós a libertação do pecado que mata, de tudo que traz tristeza para nossa vida, do vazio existencial que nos aniquila e do isolamento social e comunitário que nos distanciam dos irmãos e irmãs. Como o próprio Papa Francisco nos fala: "a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria". (Papa Francisco)
                A liturgia bíblica desse domingo nos faz um grande convite para a alegria porque Deus está conosco e por causa Dele nós preparamos o Advento do seu Reino que é amor, justiça, partilha e fraternidade entre todos.
O livro do Profeta Isaias traz para nós o hino da alegria. O contexto da época era que o Povo estava sofrendo no exilio na Babilônia. Então, o profeta quer trazer esperança aos exilados, embora o povo viu Jerusalém ser destruída e todos sendo deportados para Babilônia. Mesmo assim, o profeta prevê um futuro messiânico onde vai florir alegria no lugar da tristeza, os cegos vão enxergar, os coxos andarão, os mudos falarão e as doenças serão curadas. Tudo de ruim passará, pois Deus é a razão da alegria de um Povo fiel a Ele. (cf. Is 35,1-6a.10)
Na Carta de Tiago quer nos falar que devemos esperar com paciência em dias melhores, pois Deus não nos deixa em tribulação constante, pois Ele é o libertador de todas as nossas angustias. Ser paciente é crer em Deus em todos os momentos sem desesperar, pois Deus é fiel aos que Nele confiam. (cf. Tg 5,7-10)
O evangelista Mateus nos mostra Jesus e esse se mostra o Messias que o Profeta Isaias tinha anunciado. João Batista se encontrava na prisão por causa de Herodes que tinha um mal comportamento que era reprovado por ele. João tinha ouvido sobre Jesus e seus feitos, então ele manda dois discípulos para saber se Jesus era o Messias esperado. Jesus responde a eles:   "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos... paralíticos... leprosos... surdos... mortos... pobres evangelizados..." E acrescenta:  "Feliz quem não se escandalizar de mim..."
Essas realizações de Jesus mostra o lado misericordioso de um Deus que não quer  castigar, mas salvar o homem da sua escravidão. Jesus dá um bom testemunho de João Batista dizendo que ele é o maior profeta nascido de mulher, mas Ele acrescenta: "No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele". (cf. Mt 11,2-11)
Assim, Jesus é a concretização do antigo testamento onde se mostra a bondade integral de um Deus que nos liberta por inteiro, mas é preciso que cada um de nós arrumem a casa do nosso coração colocando a alegria da salvação que vem com a nossa mudança de conduta do mal para o bem. Que o Natal seja oportunidade de nos arrumar por inteiro e ficar na feliz companhia do menino Deus na convivência harmoniosa e fraterna com todos.

Feliz Natal!!!


Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 12-12-2013


Jesus Cristo ressuscitou! Está vivo!

“Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!” (Lc 24, 5b-6). Três dias após a morte de Jesus, algumas mulheres foram ao seu túmulo, ouviram este anúncio e se tornaram mensageiras dessa boa notícia.

Também hoje a Igreja testemunha e anuncia, como fez através dos séculos: Jesus Cristo, morto na cruz, ressuscitou, está vivo e presente no meio de nós! Por infinita condescendência para conosco, Deus tornou-se próximo de nós e manifestou-nos amor sem medida, iluminou e deu sentido novo à vida através da ressurreição de Jesus.

A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida, empenha-nos decididamente na superação dos sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana. O anúncio pascal traz a certeza de que a injustiça e o egoísmo, a violência e o ódio não terão a última palavra sobre a existência.

A Páscoa faz-nos abraçar a defesa da vida humana, em todas as suas fases, e da natureza, ambiente da vida, dom do Criador. O cuidado da Terra, nossa casa comum, e o zelo pela sua capacidade de acolher e abrigar a vida são cada vez mais urgentes e requerem o esforço solidário de todos; essas atitudes decorrem do respeito a Deus criador e amigo da vida.

Não é belo, não é coerente com nossa fé, não é justo com o próximo promover a violência, a cultura da morte, o desprezo à obra de Deus e à vida de nossos semelhantes. A ressurreição de Jesus Cristo revela que Deus está do lado da vida; por isso, somos convocados a estar desse lado também.

Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ao formular votos de feliz e abençoada Páscoa, convida todos a abraçarem, de maneira decidida, a causa da vida.

Jesus Cristo, que passou da morte para a vida, fortifique nossa esperança. O Deus da vida abençoe a todos.

Mensagem de Páscoa da CNBB


"A vida é simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." ( Kathleen Norris)


As pessoas procuram auto – ajuda, soluções fáceis na vida, caminhos, sem saídas, nos vícios, tudo pensando que vão encontrar a felicidade. Só que a estrada da felicidade está no encontro do seu eu mais intimo, na consciência da sua alma, sem nenhuma mascara ou falsidade. Devemos transcender para Cristo e fazer um encontro pessoal com Ele e assim vamos ao encontro dos nossos irmãos e irmãs de comunidade.
A pessoa humana não está no mundo por acaso, ela tem uma missão impar de progredir, de transformar e de torná-lo habitável numa convivência pacifica e justa que traz paz para todos.
Refletindo a frase "A vida é simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.", podemos tirar uma conclusão dela, dizendo: que a vida é um dom dado por Deus, ela é simples e é muito fácil vivê-la, só que nós a complicamos e queremos muitas coisas que não são necessárias para ter a felicidade. Muitas vezes, ficamos no corre do dia a dia, sem ter tempo para o outro, estamos sempre em busca do dinheiro para comprar coisas desnecessárias que não nos leva a lugar nenhum. Precisamos de alimentos, precisamos de vestimentas e lugar digno para morar (cf. 1Tm 6,8). Jesus nos ensina dizendo-nos: buscai o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais virá por acréscimo (cf. Mt 6,33). Sem Jesus nada podemos fazer, devemos estar ligado ao seu tronco para que os ramos fortaleçam e produzam frutos de justiça, paz, partilha, vida e amor em abundância entre nós ( cf. Jo 15, 4-5).
Precisamos tomar consciência que esta vida deve ser uma eterna busca da verdadeira felicidade. O hoje nos é dado para sermos esperança para todos e que vale a pena viver, mesmo diante dos obstáculos, sofrimentos e decepções desta vida. Temos alguém que sempre caminha conosco Jesus Cristo que diz: “estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” ( Mt 28. 20).

Bacharel em Teologia José Benedito Schumann Cunha



'Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus'

Um dos grandes erros que cometemos, nos dias de hoje, no que diz respeito ao seguimento de Cristo e até mesmo ao exercício de alguma função é o não saber silenciar.

Você já parou para pensar como facilmente perdemos a concentração? Qualquer barulho, por mais simples que seja, nos tira o foco, chama a nossa atenção e nos desvia do objetivo.

Já não bastasse essa tendência natural, o mundo também tem nos estimulado nisso, pois tudo é muito “barulhento”: as músicas, os carros, a rua. Não “escutamos o silêncio”, não ouvimos a voz da natureza, não ouvimos nem mesmo o irmão que está ao nosso lado, que mora conosco, que trabalha no mesmo departamento, e ainda mais: não ouvimos a voz de Deus, que fala no silêncio. Já percebeu que quando chegamos em casa a primeira coisa que fazemos é ligar o televisor ou o aparelho de som?

Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus, não escutaremos o irmão, não escutaremos nem mesmo a nossa consciência, e é nesse ponto que o erro acontece, erro que pode modificar uma vida inteira.

Ah, como seria bom se aprendêssemos a silenciar, como fazem os monges, os eremitas, os santos, os estudiosos, os místicos! Homens e mulheres que se refugiam em locais especiais, que de especial estes têm o silêncio, a natureza, a solidão. E quando não há ninguém por perto encontramos a Deus, encontramos a nós mesmos, encontramos a todos.

O silêncio é a primeira canção que o ministro de música precisa ouvir. Saber conviver com a solidão é sinal de maturidade espiritual.

A princípio não é fácil lidar com o silêncio, temos dificuldades. Mas isso é de se esperar, pois não estávamos acostumados. No entanto, com disciplina e perseverança, tornamos o que não é natural em algo espontâneo.

Silencie! E ouça a mais bela voz de todas. Que voz é essa? Experimente silenciar!


Passagem de ano é a época propícia para avaliação! A descoberta que partilho, é o fato de avaliar os lucros e vitórias de cada situação, com os olhos da fé.

Cada vez mais a mídia, embalada pelo consumismo e materialismo, insiste em nos ensinar a medir o sucesso apenas pelas conquistas materiais, desconsiderando total ou parcialmente, as conquistas interiores, que na verdade, são as mais valiosas e duradouras.

O “ser” tem dado lugar ao “ter” e assim os valores se confundem, nos levando ao egoísmo exagerado do possuir, custe o que custar. Com os olhos da fé podemos contemplar uma outra realidade: Deus, em sua infinita misericórdia, providencia o necessário para cada dia e nos segura com seu amor de Pai.

Quando se fala em avaliação do ano, é indispensável considerarmos “o bem maior” que cada situação nos proporcionou. Portanto, o sucesso do ano, não está na compra de um carro novo, casa ou algo assim, mas na conquista de relacionamentos profundos, nas novas amizades, no crescimento da intimidade com Deus, nas descobertas interiores e tantos outros benefícios, frutos do encontro com Deus e consigo mesmo em meio aos altos e baixos do dia-a-dia.

O saldo positivo do ano vivido, portanto, está nas vitórias interiores e, no amor que semeamos e colhemos de cada coração.

Em clima de avaliação e expectativas na fronteira do novo ano, somos contagiados pelas palavras e testemunho do Santo Padre, o Papa, que nos garante: “(...)a paz continua possível, então a paz é um dever!”

Para termos neste novo ano a Vida Nova que desejamos, precisamos assumir, antes de tudo, nossa identidade de filhos amados de Deus e, portanto, construtores da paz; considerarmos o “ser” muito mais que o “ter” e, acolhermos com amor o “bem maior” que cada situação nos oferece.


Que sejam superadas as injustiças e as incompreensões
Estou enviando a todos vocês, jovens, um pequeno texto da mensagem do Papa para o dia 1 de janeiro 2009, dia mundial da paz. Uno-me a cada um e a cada uma de vocês neste caminho de um ano novo de paz e de justiça.

“A Igreja, que é “sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”, continuará a dar a sua contribuição para que sejam superadas as injustiças e as incompreensões e se chegue a construir um mundo mais pacífico e solidário.


A luta contra a pobreza precisa de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, famílias e comunidades por percursos de autêntico progresso humano, abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram.


“Os pobres pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos”. (João Paulo II). Só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo, porém, ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto, sobretudo, uma urgência: a de ser orientada para um objetivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos.


“Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 13) Fiel a este convite do seu Senhor, a Comunidade Cristã não deixará, pois, de assegurar o seu apoio à família humana inteira nos seus impulsos de solidariedade criativa, mas, sobretudo, a alterar “os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder que hoje regem as sociedades” A cada discípulo de Cristo, bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhes for concretamente possível para ir sem seu socorro.

De fato, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma “combater a pobreza é construir a paz”. FELIZ 2009, combatendo a pobreza e construindo a paz.

“'Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela'. (Efésios 5,21-25)

A família têm duas dimensões, a primeira é o "casal" e a segunda são os "filhos". São Paulo compara o casal, marido e mulher, a Cristo e a Igreja. Na Antiga Aliança, tínhamos o casamento entre Javé e Israel e, quando alguém se casava, era de costume comemorar durante sete dias aquele casamento. Deus ficava irado quando o seu povo [o povo de Israel] adorava outros deuses. O Senhor se sentia como um marido traído. Na Nova Aliança, o casamento é entre Cristo e a Igreja.


Os missionários Renata Coelho e Brais Oss, juntos com a pequena Sophia
Foto: Arquivo CN

Deus quis que, na raíz da família, houvesse uma aliança e, por isso, os casais hoje trazem um anel em suas mãos como símbolo desta união. O Papa João Paulo II pedia: "casais cristãos, sejam para o mundo um sinal do amor de Deus"; de forma que, quando as pessoas virem um casal superando os problemas que existem no mundo, possam ver o amor de Deus.


É dogma de fé que a Igreja é santa; nunca podemos dizer que ela tem pecado, pois os pecados são dos filhos da Igreja, eles são nossos. Por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula. Desta forma São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas, você está disposto a amar a sua esposa ao ponto de se entregar por ela?

A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus quis dar uma ajuda adequada ao homem e por isso deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação de Deus, foi o ápice da criação. Adão ficou feliz por receber a mulher e Deus olhou para os dois e disse aquilo que é a essência do casamento, “por isso o homem deixa seu pai, deixa sua mãe, une-se a sua mulher e sereis uma só carne”.

O que Deus quer? Deus quer que, com o casamento, homem e mulher sejam uma só carne, um só coração, uma só alma, um só espírito, pois há pessoas que estão casados há anos, porém, ainda não parecem estar casados. Pela mentira, o demônio quer destruir os casamentos. Quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o demônio entrar na vida da sua família.


Erika Torres, Lis e Marcos Araujo, sócios da Canção Nova
Foto: Arquivo CN
Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém separa. São Paulo diz que o amor é paciente, bondoso, não busca os próprios interesses, o amor não acaba nunca, só ele faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro. É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isto vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia e na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, porque tem forças para superar todos os problemas.

Pai e mãe, vocês devem conquistar os seus filhos. Um dia, vi uma frase em um carro que dizia: "Conquiste o seu filho antes que o traficante o faça" e pensei: "Tenho cinco filhos e preciso conquistá-los". Você não conquista o seu filho pelo que você dá a ele, mas pelo que você é para ele. Se você é um pai ou uma mãe honrados, conquistará seu filho.

Que Nossa Senhora guarde nossas famílias, nossos filhos, para que possamos conduzi-los a Deus.

Trecho retirado da pregação feita pelo professor Felipe Aquino, durante o Acampamento para as Famílias, de 18 a 20 de julho de 2008.


Um dia me disseram que a gente nunca utiliza toda a energia que possui e é verdade. Quantas vezes eu disse a mim mesmo: cheguei no fim do poço, da linha, do estoque... Entretanto, bastava uma necessidade para experimentar uma força nova para continuar e experimentava ir além, mais do que compreendesse. Eu não estou dizendo que ninguém precisa parar e descansar; estou dizendo que é preciso ter cuidado para não deixar que a mentalidade que o mundo nos impõe faça-nos desistir, cair na mediocridade, quando temos ainda força e vitalidade para viver. Coragem... apenas um passo a mais...!

Agora vamos rezar juntos? Clique no blog.cancaonova.com/ricardosa.

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Com carinho e orações,


Seu irmão,
Ricardo Sá


Não há nada que nos tranquilize mais do que saber que alguém cuida das nossas coisas e cuida bem, melhor que nós, porque vê o que não conseguimos ver e faz o que não conseguimos fazer. Todos nós temos uma pessoa importante ao nosso inteiro dispor, que dia e noite quer cuidar da nossa pessoa, da nossa família, dos nossos interesses e de tudo o que nos envolve; basta que nós demos consentimento e liberdade para que ela aja em nosso favor. Você deve está curioso(a) para saber de quem se trata, não é mesmo? O seu nome é Jesus, o melhor de todos os amigos.

Vejamos o que Ele disse a Santa Margarida Maria Alacoque, a quem Ele mostrou o seu coração:
"Cuida da minha honra e das minhas coisas que o meu coração cuidará de ti e das tuas coisas".

Concretamente, quando aparecer um pobre no nosso caminho, estendamos a mão; alguém que precisar de um favor nosso, sirvamos; sejamos gentis e ainda que não tenhamos feito nada de errado; estas são as coisas de Jesus. Fiquemos atentos às suas manifestações na nossa vida hoje.
Jesus, eu confio em vós!


Luzia Santiago

Evangelizar é "fazer Jesus acontecer" na vida da pessoa, da família ou da comunidade toda. Quando um coração se abre para Jesus e O acolhe como seu Deus e Salvador, Senhor de sua vida, ocorre nele um grande acontecimento. Com certeza, o maior e o mais importante acontecimento de sua vida.

Quando Jesus ressuscitado entra na nossa vida, abrem-se as portas para todos os outros acontecimentos bons, para todas as graças e bênçãos. É isso que a Canção Nova tem feito todos esses anos: comunicar a Boa Nova de Jesus. E, a cada dia, mais e mais pessoas são atingidas e têm seu encontro pessoal com esse verdadeiro amor que cura, salva e liberta.

Nossa grande missão sempre foi e será anunciar Jesus Cristo vivo e vivido.

Jesus, eu confio em vós!


MENSAEM DO DIA

Quem se fixa nos problemas não é mais capaz de enxergar qualquer outra coisa que não sejam eles mesmos e a si mesmo. Quem fixa o olhar nos problemas - que estão sempre aí - uma vez fixado, nada mais é capaz de enxergar, lamenta-se sem descanso e vê, cada vez mais, seus problemas ocupando o panorama inteiro de suas vidas.

Não é que os problemas cresceram! É que você não consegue ver mais nada além deles. É bem capaz que, para libertar-se, precise de oração e direção espiritual. E mais: não demore! Faça algo agora mesmo! Um mal assim sufoca a alma; torna a pessoa intensamente infeliz! Estou rezando com você!

Seus problemas não cresceram; é que você não consegue ver outra coisa...

Agora vamos rezar juntos? Clique no blog.cancaonova.com/ricardosa.

Com carinho e orações!


Seu irmão,
Ricardo Sá


Não somos nós que curamos; é Jesus. Cheio do Espírito Santo, Cristo saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós – que somos membros do Corpo de Cristo, que somos as mãos, os pés do Corpo místico do Senhor – levando cura àqueles que dela precisam.

Geralmente pensamos que a cura é uma coisa extraordinária. Não. Para o povo cristão, a cura que vem por meio de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é que a nossa fé foi esfriando. Se o Senhor não tem realizado curas, milagres, prodígios e sinais no meio do povo, é porque o povo não tem acreditado. De nada adianta o médico dar um bom remédio ao doente, se depois este chega em casa e faz o contrário do que foi indicado: não pode beber, mas bebe; não pode fumar, mas fuma, etc. ... É claro que assim não adianta nada o médico ter dado o medicamento. O mesmo ocorre com o Senhor: Ele está querendo curar Seu povo, mas este, infelizmente, é rebelde; faz tudo contra Suas leis e mandamentos; e assim se perde pelos descaminhos da vida.

A coisa mais importante para sermos curados pelo Senhor e conservados em plenitude de saúde é andar nos caminhos d’Ele. O dom da cura e o dom da fé estão ligados.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib


Vocês são este povo santo, este povo escolhido que Deus chamou das trevas a luz para que publiquem e divulguem as maravilhas d’Ele. Esse é o nosso testemunho neste mundo sem Deus, neste mundo que procura e que busca a luz. Foi para isso que Deus criou neste tempo as Novas Comunidades.

Assim como se pega uma mecha, na qual há barbantes e fios, e se põe dentro do querosene, do álcool, para iluminar, assim somos nós. A mecha não parece ser grande coisa, mas ela é necessária; da mesma forma, Deus vai traçando os “fios” conosco para que formemos essa ”mecha”. Nós somos assim, um fio da mecha, sozinhos nós nos queimaríamos rapidamente, mas, juntos, podemos ser luz para o mundo.

Totalmente “molhados” no azeite do Espírito Santo de Deus”, totalmente “molhados” em Deus, nós vamos iluminando e iluminando, e é claro que quem está clareando é o Espírito Santo, mas nós também somos necessários. Repetindo mais uma vez: Deus quer precisar de nós! É por isso que precisamos ser raçudos, ter têmpera; não podemos ser fracos. A Igreja precisa de cristãos unidos. Se fosse apenas um "fio" num instante se queimaria, mas precisamos de cristãos fortes que, enlaçados uns aos outros, sirvam para iluminar.

Que bom que nossas comunidades entendem o termo “morrer para nós mesmos”, não adianta ficarmos como um fiozinho levantado, logo nos queimaríamos. O Senhor nos colocou neste “puro azeite português”, precisamos estar juntos, entrelaçados uns nos outros. Repito, não somos muita coisa, mas juntos podemos iluminar e dar nossa contribuição para a Igreja de Cristo.


Monsenhor Jonas Abib


Frei Neylor J. Tonin

Prestemos, neste mês de outubro, uma tosca e humilde homenagem a nosso querido e admirável Pai São Francisco, de quem Mussolini disse ser o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Os Fioretti o chamam de santo comparável a Cristo. E Pio XI de um quase Cristo redivivo. O Cardeal Vitry, seu contemporâneo, o classificou como homem simples e iletrado, amado por Deus e pelos homens. Ele mesmo, São Francisco, se achava homem inútil e indigna criatura de Deus, nosso Senhor. A História o alcunhou simplesmente como "il Poverello".

Lembra-te, ó Homem, que, apesar de tuas riquezas, és um mendigo, um pobre mendigo. Podes ter muitos bens, mais do que necessitas, mas falta-te muito, infinitamente mais. Não és dono da água com que te lavas o rosto. Não és dono do ar que respiras. Não és dono do firmamento, que te cobre, sem nada te cobrar, nem dos raios do sol que te beijam e da chuva que te alegra com o espetáculo de sua música. Não és dono do trigo que comes como pão todos os dias. Não és dono da rua em que moras nem das pessoas que convivem contigo. Não és dono da educação e do companheirismo dos que te cumprimentam, quando chegas ao trabalho. E por aí vai.

Podes ter muito dinheiro, fama e poder, podes desfilar todo engravatado e com passo firme de dominador, podes sentar-te na ponta da mesa e participar de decisões que mexerão com a vida dos outros, mas, lembra-te!, não passas de um mendigo. Dependes basicamente dos outros em tudo: para trabalhar, para te vestires, para te sentires seguro, para amar e seres amado. Para te sentires bem, quantas vezes necessitas de um mísero comprimido. Acima de tudo, não sentirias, sem os outros, as pequenas e indispensáveis alegrias de viver.

Nem falemos de coisas espirituais. Tua pobreza, ó Homem, no campo da espiritualidade, é avassaladora. Perdão se te digo que me dás a impressão de ser um pavão de penas multicoloridas, desfilando tua sem-senhoria aos olhos admirados dos invejosos, enquanto te esqueces de olhar para teus pés horrorosos e de barro.

Quando te encontras sozinho, longe dos olhares aparvalhados dos que te invejam, porque não vêem teu interior, sendo, quem sabe?, eles, pobres como tu, sobra-te apenas o espelho para denunciar tuas vaidades. E, aí, onde acaba a encenação, surge tua real pobreza.

Olha para a história e lembra-te de Roma, da Roma imperial dos Césares. Ninguém, possivelmente, em toda a história humana, apresentou maior esplendor e se comportou com maior arrogância. A senha sou cidadão romano era um passaporte cobiçado e garantia de privilégios e de impunidade. Poder, glória e... despudor! E, no entanto, o orgulho romano não resistiu ao tempo: sumiu tristemente e para sempre do mapa da história. Onde estão o pão e o circo patrocinados pelos imperadores e servidos, como calmante aos seus cidadãos? Os grandes, os Césares, os pavões arrogantes de Roma, que criaram o "mare nostrum" e humilharam tantos povos, terminaram como pobres mendigos que a morte reduziu, inapelavelmente, a um punhado desprezível de pó.

Séculos mais tarde, só para continuar este vôo rasante sobre a História, a Idade Média, que conheceu a grandeza singela de São Francisco de Assis e a eloqüência exuberante de Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, foi, ao mesmo tempo, uma idade de esplendor e de profundas misérias. Os papas se autoproclamavam senhores das duas espadas, da divina e da temporal, mandando e desmandando no destino das pessoas e dos povos. Ao lado deles, imperadores de grandes ou insignificantes reinos eram os senhores da guerra, matavam o seu tempo matando e infelicitando seus súditos, na desesperada tentativa de garantir um poder que era desumano e falaz.Nenhum deles, papas ou imperadores, escreveu, com todo o esplendor de suas conquistas, seu nome na admiração da história humana.

Quando no ano 2000, a revista "Times" perguntou ao mundo quem tinha sido o homem do milênio ou a estrela de maior brilho da nossa história, não foi apontado um General conquistador, um cientista, um poeta ou um escritor, um Papa ou um Imperador, mas as pessoas apontaram e elegeram, encantadas, o Poverello, o
pobrezinho, a humilde criatura de Deus, aquele que se intitulava menor e pecador, São Francisco de Assis.

Como vês, não basta, ó Homem, ter poder e exércitos, tronos e castelos, e ostentar uma coroa de ouro. A empregada de tua casa sabe que tudo isto não passa de falsos brilhos perituros de uma situação sem futuro, que não consegue esconder a raiz de nossa pobreza humana. Reis e imperadores, papas e soberanos são, finalmente, tão mendigos como os pobres de nossas ruas e praças.Não desconhecemos que é possível ser arrogante na pobreza das ruas como rico em humanidade dentro de um palácio.

A verdadeira grandeza humana tem como fundamento a consciência de nossa pobreza e floresce em nossas muitas dependências. Somos todos, ricos e pobres, reis e súditos, radicalmente mendigos. Ter consciência desta verdade é o começo da verdadeira sabedoria. Tornamo-nos mestres da arte de viver, quando nos reconhecemos menores e pobres, dependentes e mendigos. Aí, então, a força da
espiritualidade fará de nós a sua casa e nos coroará com uma auréola que é mais brilhante do que o ouro e mais transcendente do que qualquer trono.


Frei Neylor J. Tonin
Irmão menor e pecador

FONTE: SITE DA IMACULADA CONCEIÇÃO. WWW.FRANCISCANOS.ORG.BR


Ainda é a aurora de um novo milénio, e já surgem vozes de guerra que afirmam que o homem é um violento e que só pode ser dominado com uma violência maior; e isto não é uma ideia isolada, de alguns loucos, mas uma convicção bastante generalizada.

A verificação de que a sociedade, ao fim e ao cabo, não é mais que um imenso grupo de lobos violentos que só sobrevivem à custa de uma estrutura mais violenta que os impeça de devorar-se, está bastante generalizada e é a razão de manter esses grandes "aparatos" de segurança - os exércitos - que tornam impossível o desenvolvimento de muitos povos e a progressiva humanização de todos.

Diante deste panorama, que força poderá ter a mensagem de Paz e Bem que Francisco de Assis viveu e anunciou? Não será um simples desejo de um optimista que desconhece a realidade?

Francisco fala-nos a partir da sua experiência. Nascido numa sociedade tão violenta como a nossa pareceu-lhe que a única forma de resolver as diferenças com o povo vizinho era a guerra. Mais ainda, estava plenamente convencido que a sua realização pessoal - pertencer à nobreza - passava por ser militar, por ser cavaleiro; isto é, por fazer a guerra.

Esta certeza de que as relações pessoais só podiam acontecer e resolver-se desde a violência era ponto assente para os seus parentes; daí que Francisco fora admirado por todos como um homem ambicioso que aspirava a ser um valente guerreiro.

Mas o Senhor, mudou-lhe a forma de ver as coisas. As relações entre as pessoas não podem estar baseadas na violência mas sim no serviço. A solução dos conflitos não pode ser a guerra mas sim a paz. E não uma paz qualquer, que brota de um meio violento, mas sim uma paz que brota da liberdade.

A paz que o Senhor lhe oferecia era o mesmo projecto divino de fazer da humanidade uma família de irmãos. Por isso o aceitou como um dom que satisfez as suas aspirações humanas e como uma tarefa que o impulsionava a anunciá-lo aos demais.

Celano diz-nos que “Francisco percorria aldeias e cidades anunciando o Reino de Deus, pregando a paz”. Esta identificação entre a paz e o reino clarifica a que tipo de paz se refere; não se trata de uma paz bélica, mas de uma paz messiânica.

O dom da paz, não é algo que se deva anunciar sem mais; é preciso trabalhá-lo e vivê-lo para que seja credível (TC 58). As acções de Francisco em favor da paz foram muitas, mas basta recordar o testemunho de Tomás de Spalato: “Em 1222, residia eu na casa de Bolonha, era o dia da Assunção da Virgem Maria Mãe de Deus, quando vi S. Francisco que pregava na praça diante do palácio público; estavam ali quase todos os habitantes da cidade... O conteúdo das suas palavras era apenas um pedido para terminar com todas as inimizades entre os cidadãos e para restabelecerem a paz entre si. Desalinhado no vestir e com um rosto pouco atraente, a sua presença pessoal era irrelevante. Mas, com toda a eficácia que Deus colocava nas suas palavras, muitas famílias da nobreza, que desde muito tempo cultivavam entre si um ódio tão feroz, chegando em muitos casos ao derramamento de sangue, fizeram as pazes".

Anunciar a paz não é suficiente, nem tão pouco fazer acções pontuais. A paz franciscana tem um nome e um rosto: a fraternidade.

A Fraternidade franciscana, não é um ninho quente isento de tensões, mas algo que existe graças a uma vontade, incessantemente renovada, de misericórdia e de reconciliação. A fraternidade franciscana tem a sua existência, a sua força e paciência, no olhar misericordioso de Deus sobre o homem; e só se realiza quando cada um dos irmãos, nas suas relações com os outros, se inspira nesse olhar que não julga nem condena; um olhar compassivo, construtivo e salvador.

Uma fraternidade assim, nunca estará plenamente realizada, é uma utopia. Mas mais que uma utopia é uma esperança de que a humanidade possa reconciliar-se. Pois bem; a Fraternidade franciscana não vive para si mesma, mas tem como missão anunciar ao mundo a esperança de uma reconciliação sempre oferecida... sempre possível.

fr. Júlio Mico


Queridos Vocacionados franciscanos!

PAZ E BEM!

como todos nós aspirantes, pré-postulantes, postulantes e noviços como missionarios ousamos viver o evangelho como regra de vida,e como nosso site é voltado especificamene a vocação franciscana, nós que compomos o site vocacionados decidimos criar um artigo dedicado a todos os vocacionados franciscanos.

O mês de setembro é um mês de festa, onde a Igreja celebra a Palavra de Deus. São Jerônimo nos ensina que “conhecer a palavra de Deus é conhecer o próprio Cristo e desconhece-la é ignorá-lo”. A palavra de Deus é viva, forte, tem uma ação eficaz como nos afirma o profeta Isaias: “a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão” (Is 55,11). Na comunidade shalom, somos convidados a uma leitura oracional da Palavra de Deus, a nos aproximarmos das Sagradas Escrituras em espírito de oração e escuta, pois encontramos nela o caminho seguro da Vontade de Deus, do conhecimento de Cristo e da felicidade verdadeira, plena. Utilizamos neste caminho, um método milenar, chamado Lectio Divina, vivido e aprovado por milhares de homens e mulheres que encontraram Deus e a Sua Voz em Sua palavra. Este método se dá em quatro passos. Leitura, Meditação, Oração e Contemplação.

A leitura é o primeiro passo, o mais simples, mas que depende muito de nós. Devemos neste momento ruminar a palavra de Deus, ler aquele trecho em voz alta, por muitas vezes, marcando os detalhes, as informação mínimas, não deixando que nada se perca.

A Meditação é o que Deus me diz. O que Ele diz, orienta a partir daquela palavra. Neste momento esteja atento ao versículo, palavra que mais te chama atenção, que toca o seu coração, anote-o em seu caderno, e entenda as ordens, orientações, os caminhos que Deus aponta a partir desta palavra.

A Oração é o que eu digo a Deus. A partir da Sua voz, da Sua palavra, qual é a minha resposta. O que eu respondo? A que eu me proponho? Como quero corresponder a Deus?

A Contemplação é o movimento que nasce, da voz de Deus e da minha voz, é a parte que depende de Deus, poderíamos dizer que são os frutos da minha oração.

Não esqueça de cuidados básicos, que fazem toda a diferença, como o silêncio, a disciplina (ter um horário certo para o seu estudo bíblico), a postura de oração, e os elementos necessários para este momento como a bíblia, caderno e caneta.

Aproveite este tempo de caminho vocacional e mergulhe na vida de tantos homens e mulheres da Bíblia que tiveram suas vidas transformadas pela Voz e chamamento do Senhor. Encontremos Jeremias, que reconhece que é apenas uma criança, que é muito pequeno para a missão que o Senhor lhe confia e escuta da parte de Deus que antes de ser formado, antes do seu nascimento, o Senhor já O havia consagrado (Jr 1, 4-6), aprendamos com André, que corre ao encontro do Senhor, e escuta o convite para segui-lo (Jo 1, 35-39), sejamos encorajados por Pedro que afirma: “Senhor, para quem iremos? Só tu tens as palavras de vida eterna”. (João 6, 68)

Deus quer nos falar! Convida-nos a uma relação íntima, pessoal, amorosa e concreta Consigo. Aproximemo-nos de Cristo e de Sua Palavra que nos foi dada para ser vivida e com muito zelo encontremos nela a sabedoria e o caminho seguro do seguimento de Jesus.

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Província da Imaculada Conceição do Brasil - OFM/Sudeste
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Província do Santíssimo Nome de Jesus - OFM/GO-TO
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Província Franciscana de São Francisco de Assis – RS
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Santa Clara
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Todas as aparições de Jesus ressuscitado terminam com uma missão apostólica. À Madalena, diz o Senhor: "Não me retenhas... mas vai ter com meus irmãos e dize-lhes que vou para meu Pai e vosso Pai" (Jo 20,17); às outras mulheres: "Ide dizer aos meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão" (Mt 28,10). Os discípulos de Emaús, embora não tenham recebido ordens deste gênero, apenas Jesus desaparece, sentem-se impelidos a retomar o caminho de Jerusalém para referir aos onze "o acontecido" (Lc 24,35). Segundo Marcos, que refere em síntese estas aparições, tais mensagens foram acolhidas com desconfiança: os discípulos "não queriam crer" (16,11.13). Também Lucas, acerca das informações das mulheres, diz que "suas palavras pareceram-lhes desvario e não lhes deram crédito" (ibidem,11).

É justamente a esta resistência em crer que Marcos se refere no seu pequeno relato da aparição de Jesus aos onze: "e repreendeu-os por sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que o viram ressuscitado" (16,14). É a mesma repreensão dirigida aos discípulos de Emaús: "Ó estultos e lentos de coração em crer!" (Lc 24,25). A repreensão do Senhor, justificada pelo fato de que Ele mesmo predissera várias vezes aos seus o que iria acontecer, é ulterior confirmação de que a fé na Ressurreição, professada pelos Apóstolos, não nasceu em momento de exaltação religiosa, mas se baseia em experiências pessoais, porquanto cada um deles pode dizer-se testemunha ocular.

Só depois de ter assegurado a firmeza de sua fé, Jesus dá aos discípulos a grande missão: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15). Agora que receberam do Ressuscitado todas as provas da realidade de sua ressurreição, devem ir anunciar o Evangelho a todos os homens. Com a ressurreição, de fato, "a boa nova" da salvação universal de Deus, por meio de Cristo, está enfim consumada e deve ser divulgada em todo o mundo, para que se torne história de cada homem.

"Ide e pregai". A missão implantada no coração dos Apóstolos pelo Senhor ressuscitado e fecundada pelo poder vivificador do Espírito Santo no dia de Pentecostes tornou-se decisão irrevogável de sacrificar a vida na pregação do Evangelho.

"Vendo a fraqueza de Pedro e de João" ao testemunharem a ressurreição de Jesus e ao atribuírem ao poder do ressuscitado a cura milagrosa do coxo, os chefes do povo e os sumo sacerdotes os proíbem "de falar ou ensinar em nome de Jesus". Mas os dois, com santa audácia, replicam: "não podemos calar o que vimos e ouvimos" (At 4,13-20). Como calar a verdade de que tinham sido testemunhas? Tinham-na ouvido dos lábios de Jesus, Filho de Deus, nos anos de convivência com Ele, viram-na confirmada por numerosos milagres e pela suprema prova: a ressurreição. Impossível negar pelo silêncio o que viram e suas mãos tocaram. Como Pedro e João, assim os outros Apóstolos iniciam a pregação que, em pouco tempo, se expandirá para além da Palestina, alcançando a Ásia Menor, a Grécia, a Itália e conquistando para Cristo homens de todas as culturas, classes, raças.

Do mistério pascal de Jesus nasce a Igreja, e nasce com força apostólica destinada a transformar o mundo. É o fermento de vida nova, vida divina que emana do Senhor ressuscitado e quer penetrar toda a massa da sociedade humana para transformá-la em sociedade cristã, viva da própria vida de Cristo. Cada fiel está empenhado nesta empresa, é dever proveniente do batismo, do dom da fé recebido gratuitamente de Deus e que não pode reduzir-se a privilégio pessoal, mas ser compartilhado com os irmãos. O fiel cristão propagará a fé e pregará o Evangelho na medida em que levar em si, em todos os momentos da vida, os sinais de Cristo ressuscitado! Todos os que o encontram e tratam com ele deveriam poder dizer: "Vi o Senhor!" (Jo 20,18).
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