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Por Pe. Francisco Faus

Fonte: site: http://padrefaus.googlepages.com Uma mudança sorrateira de todos os valores morais. Em> http://www.veritatis.com.br/article/5667.

Nestes últimos tempos, os católicos estamos assistindo com dor a uma progressão geométrica dos ataques, injúrias e calúnias da mídia contra a Igreja Católica e contra o Papa. A seguir, transcrevo parte do texto de uma palestra dada a seminaristas em 2004 (está neste site com o título "Globalização, religiões e Igreja"), que talvez possa esclarecer - pelo menos em parte - o por que dessa companha atual contra o Catolicismo.

Até há uns vinte ou trinta anos, a ONU e os organismos internacionais só se referiam à religião para falar do respeito devido ao princípio de liberdade religiosa, que figura como um dos "direitos fundamentais" na Declaração dos Direitos Humanos de 1948. De uns decênios para cá, este ângulo está mudando substancialmente, e a religião passa a ser vista como uma "preocupação", um "perigo", tanto pela a ONU como pelos organismos a ela ligados e, naturalmente, pela mídia laicista.

É interessante conhecer, neste sentido, a conferência – lúcida e “profética”– pronunciada há quase dez anos pelo Pe. Michel Schooyans, membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e Consultor do Pontifício Conselho para a Família, como parte de um Colóquio sobre a Globalização, promovido no Vaticano pelo Pontifício Conselho para a Família, de 27 a 29 de novembro de 2000. Um resumo da conferência foi publicado no n. 469 (Junho 2001), págs. 277 a 286, da revista Pergunte e Responderemos (www.osb.org.br).

O autor denuncia a ONU pelo seu projeto de globalização, que pretende chegar a instaurar, num futuro próximo, um Super-Estado com seu governo mundial e suas leis. Estas leis, ao invés de seguirem os princípios da lei natural (com os quais se identifica a Declaração dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 1948), se baseariam exclusivamente na vontade dos legisladores, no simples e mero consenso, sem nenhum princípio moral básico inviolável, que possa servir de fundamento, orientação ou limite.

Além do mais, esse Super-Estado teria direito de ingerência em cada nação do mundo, fazendo de tudo para impor as suas novas "normas éticas", pelo sistema de forçar os Estados – alegando exigências e praxe do direito internacional: mediante sanções, ou exercendo coação com ameaças comerciais, etc.– a assinar acordos, a subscrever declarações de princípios, a aceitar "Cartas de princípios" diversas, que sacramentem esses novos "valores", totalmente independentes da moral.

"A globalização – diz o Pe. Schooyans, expondo essa nova posição da ONU – deve ser reinterpretada à luz de uma nova visão do mundo e do lugar do homem no mundo". Essa nova visão apresenta uma perspectiva totalmente materialista do ser humano, que seria apenas "um avatar da evolução da matéria" [o que significa que fica eliminada a aceitação de um Deus Criador, que tenha querido e criado o homem, que lhe tenha dado um sentido e uma finalidade, uma missão na terra, e uma Lei pela qual se guiar para um destino eterno]; a vida humana não passaria de uma conjunção cega de acasos da matéria, que veio a se tornar consciente de si mesma e da sua caducidade, pois seria apenas destinada a "desaparecer na Mãe-Terra, de onde nasceu". [prestem atenção: "Terra"="Gaia": uma palavra-chave da nova visão do “pseudodeus-energia” da New Age]

Expressão deste pensamento dos que manipulam os cordéis da ONU e de seus organismos é a Carta da Terra, que a ONU vem preparando há tempo (pode ser achada na Internet, digitando apenas o nome), com o intuito de que suplante a antiga Declaração dos Direitos do Homem e jogue no cesto do lixo, como obsoleto, o próprio Decálogo, os Dez Mandamentos: "Formaremos – afirmam – uma sociedade global para cuidarmos da Terra e cuidarmos uns dos outros... Precisamos com urgência de uma visão compartilhada a respeito dos valores de base".

Gravem bem que hoje essas pessoas estão mudando radicalmente o sentido das palavras "valor moral" : nenhum "valor" é considerado permanente. "Valor" só significaria aquilo que "a maioria valoriza" (vejam a passagem de algo objetivo – um valor ou princípio permanentemente válido – para o puro subjetivismo do que "agora" a maioria deseja, e por isso lhe dá "valor"). Se o novo valor for a maconha, será a maconha; se for o aborto, o aborto; se for o casamento homossexual, o casamento homossexual, etc; e, então, será um "contra-valor" condenável tudo o que se oponha à mentalidade dominante em certo momento histórico. Por exemplo, será um crime "moral" intolerável valorizar a família, se os novos "valores" a desprezam e a substituem pelas uniões mais bizarras. Querem criar, pois, chegando a um acordo de interesses, novos "valores de base, que – como dizem – ofereçam um fundamento ético (!) à comunidade mundial emergente...".

O “obstáculo” principal é a Igreja Católica

Comenta ainda Schooyans que, para alcançar essa visão holística [totalitária] do globalismo, alguns "obstáculos" devem ser aplainados. "As religiões em geral, em primeiro lugar a religião católica, figuram entre os obstáculos que se devem neutralizar".

Com esse objetivo, em setembro de 2000 foi organizada a Cúpula de líderes espirituais e religiosos, a fim de lançar a "Iniciativa Unida das Religiões", fortemente influenciada pela New Age, e que visa, em último termo, a criação de uma nova religião mundial única, o que implicaria imediatamente na proibição de que qualquer outra religião fosse missionária, fizesse proselitismo. Poucos sabem que foi por ocasião dessa reunião que a Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Instrução Dominus Iesus, em defesa da fé em Jesus Cristo e na Igreja. E é significativo que os mesmos "teólogos" que aderiram há anos de corpo e alma ao marxismo, quando o comunismo estava na crista da onda, agora estejam aderindo à New Age e a toda essa mentalidade de pseudo-ecumenismo nebuloso e sem verdades permanentes, criticando asperamente o Papa por ter publicado esse documento “católico”.

Ainda em 2000, Khofi Annan, então Secretário Geral da ONU, propugnava um Pacto Mundial ("Global Compact"), que angariaria o apoio moral e financeiro de entidades privadas (já o recebeu da Shell, CNN, Bill Gates, etc.). Tudo isso se encaminha a desativar e substituir a Declaração dos Direitos Humanos de 1948. Em 1948 desejava-se que a ordem mundial se fundasse sobre verdades, sobre princípios indiscutíveis, reconhecidos por todos e promovidos pelas legislações dos Estados (na realidade, eram os princípios básicos imutáveis da lei natural); agora – como já víamos – só se fala em valores absolutamente relativos e dominados pelo egoísmo de um mundo agnóstico e relativista, cujo único “deus” é o interesse e o prazer.

Segundo essa nova visão da ONU, "o homem – comenta Schooyans – , por ser pura matéria, é definitivamente incapaz de dizer seja lá o que for de verdadeiro sobre ele mesmo ou sobre o sentido da vida. Fica, assim, reduzido ao agnosticismo de princípios, ao ceticismo e ao relativismo moral. Os porquês não tem sentido; só importam os como".

O que "se pode fazer" em matéria ética ("posso", "não posso"), sempre significou o que era lícito ou ilícito, correto ou errado, perante a lei de Deus, perante os princípios morais intocáveis; agora, pelo contrário, quer dizer "o que se pode fazer tecnicamente" (p.e., clonar, manipular embriões humanos para obter soluções para terceiros, abortar filhos que exigiriam sacrifício dos pais, etc.), ou seja, que “se podem fazer" as maiores aberrações, porque "já há técnica" para tanto, bastando para canonizar essas aberrações que se consiga o consenso dos que manipulam, como proprietários – pelo poder da mídia predominantemente laicista e anticatólica, da política e, sobretudo, do dinheiro –, os organismos internacionais e a opinião pública.

Uma falsa Moral criada por interesses e votações

Dentro dessa visão hedonista e materialista, é natural que se propugne que, de agora em diante, os direitos do homem sejam apenas o resultado de procedimentos consensuais [votação]. Não sendo capazes de verdade alguma, pois a “verdade” não existiria, devemos apenas entrar em acordos de interesses e decidir. Será justo, portanto, o que for aprovado por maioria. Esses procedimentos consensuais serão, naturalmente, mutáveis, poderão ser trocados e redefinidos ilimitadamente. Os defensores dessa posição, como é lógico, preferem ignorar que o ditador Hitler assumiu o poder e nele foi mantido em virtude desse tipo de votação da maioria.

Com tais “valores dançantes e evaporáveis”, daqui em diante qualquer coisa poderá ser apresentada [e imposta, até mesmo coercitivamente, como exigência do direito internacional] como "novo direito" do homem: direito a uniões sexuais as mais diversas, ao repúdio, aos lares monoparentais, à eutanásia, ao infanticídio, à eliminação dos deficientes físicos, às manipulações genéticas com fetos ou inválidos, etc. Estamos presenciando a tentativa de fazer triunfar a "vontade de poder" de Nietzsche; e parece que ninguém repara que essa multidão "neo-liberal" e "iluminista" tem um claro "precursor", eu diria, melhor, um "padroeiro": o citado Adolf Hitler.

Nas assembléias internacionais (por exemplo, sobre a família: Cairo, Pequim), os funcionários da ONU tudo fazem para chegar a um "consenso manipulado”, porque já foi definido previamente por eles nos documentos preparatórios. Uma vez conseguido esse consenso (mesmo que a votação seja, como já aconteceu mais de uma vez, “modificada”, ou seja, falsificada nos gabinetes desses organismos e ONGs), ele é invocado para fazer com que se adotem convenções internacionais, a que os Estados deverão aderir, ratificando-as, sob pena de serem mal vistos na comunidade internacional, além de sofrer as sanções de que acima falávamos. Todos, indivíduos ou Estados, deverão, pois, obedecer à norma fundamental surgida da vontade daqueles que definem e manipulam ao seu arbítrio o novo direito internacional.

Esse direito internacional meramente positivo, livre de qualquer referência à Declaração dos Direitos Humanos de 1948, será (já está sendo) o instrumento utilizado pela ONU para impor ao mundo a visão da globalização que lhe permita colocar-se como Super-Estado. É patente que, por esse caminho, já está andando, por seu lado, a União Européia. Assim, a própria ONU, como a União Européia, "entronizaria o pensamento único, holístico". Uma autêntica ditadura ideológica, que eliminaria o pluralismo e a tão badalada tolerância dos neo-liberais, e baniria da vida pública como "intolerantes" os que tivessem ou pretendessem expressar convicções diferentes dos "pseudo-valores" que eles impõem como a “verdade”. Este é o resumo, glosado, do artigo de Schooyans.

Depois disso, é mais do que recomendável que os católicos sinceros não assistam passivamente à tv, nem leiam superficialmente as notícias, artigos, editoriais e ensaios de jornais e revistas, e as opiniões de filósofos, sociólogos ou teólogos “progressistas” sobre problemas éticos de candente atualidade, ou sobre pronunciamentos do Papa a respeito dessas questões. É uma séria responsabilidade prestar mais atenção ao noticiário internacional, às referências a congressos vinculados à ONU, a algumas declarações ou documentos muito badalados de organismos internacionais, etc. Se fizermos assim, começaremos a "ver", surpreendidos, muitas coisas que antes não percebíamos, e vamos poder calibrar a carga destrutiva da fé e da moral cristã que muitas idéias ou programas aparentemente inocentes e até poéticos (p.e., sobre temas ecológicos) carregam no seu seio.

A coragem e a fidelidade do Magistério autêntico da Igreja

À vista dessa realidade, ganha especial relevo o esforço, lúcido e corajoso, de João Paulo II e Bento XVI por defender, aprofundar e expor com a máxima clareza as verdades da fé e da moral cristã – bem como os princípios da lei natural, válidos para todas as religiões e todos os povos –, ainda que com isso suscitem uma onda de críticas, mal-entendidos, ódios e hostilidades nos ambientes laicistas e, às vezes, infelizmente, também em certos ambientes eclesiásticos.

Mas o Papa, o Sucessor de Pedro, não pode fechar os olhos para uma propaganda destruidora da dignidade do ser humano. Os males do relativismo e do subjetivismo, a serviço do hedonismo, já passaram a dominar amplos setores da opinião pública e até mesmo amplos setores da opinião de grupos ou ambientes católicos, causando assim grave desorientação e dano moral e espiritual muito sério em numerosos fiéis sem formação alguma, ou, pelo menos, sem formação sólida.

Por isso, é um dever grave dos católicos conscientes e responsáveis procurar – para viver e difundir – os fundamentos e as respostas às questões morais contemporâneas nas fontes da Verdade, e concretamente:

a) Na Sagrada Escritura, especialmente no Novo Testamento, tendo presentes as palavras claríssimas de Cristo: "Não penseis que vim revogar a lei e os profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento" (Mt 5, 17).

Não é por acaso que, tanto o Catecismo da Igreja Católica, como a Encíclica Veritatis Splendor sobre os fundamentos da moral cristã, tomem como ponto de partida o diálogo de Cristo com o jovem rico: – "Que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?". E a resposta de Cristo: "...Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos". – "Quais?" . A resposta imediata de Jesus é uma remissão aos Dez Mandamentos, válidos em toda a época e em todo o lugar – "Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe; e ainda, amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Mt 19, 16 ss).

Os Dez Mandamentos da lei de Deus são princípios morais eternos, permanentes e imutáveis, como Deus que os deu, como guia, ao homem.

Esse ensinamento, taxativo e básico – tomemos consciência de que é a primeira exigência moral intocável que Cristo indica (pois o cume da moral é a caridade) – , prova que as outras palavras de Cristo e dos Apóstolos sobre pecados diretamente relacionados com os Dez Mandamentos não são circunstanciais, nem relativas apenas a uma determinada cultura, ou a um ambiente histórico ultrapassado, mas verdades permanentes, que exprimem a Vontade de Deus, que é o bem e a salvação do homem.

b) Outra fonte fundamental da Verdade é o Magistério autêntico da Igreja (Quem a vós ouve, a mim ouve, disse Jesus): desde a Constituição Gaudium et spes do Concílio Vaticano II até a Encíclica de João Paulo II Veritatis Splendor, além dos textos básicos e completos que todo católico culto deveria possuir, estudar e consultar constantemente: o Catecismo da Igreja Católica e o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. E ainda, para aprofundar nos principais temas morais atualmente em debate (aborto, eutanásia, fecundação in vitro, células-tronco, homossexualismo, etc.), há uma obra fundamental, extraordinária, de grande categoria, o volume Lexicon, do Pontifício Conselho para a Família (2002), lançado no Brasil pela CNBB por meio da Editora Salesiana.
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OBS: Como se vê, um sacerdote lúcido falando exatamente sobre as mesmas coisas a respeito das quais temos alertado nos últimos anos. Num espírito maligno de arrogência extrema, os homens de satanás trabalham para emplacar aqui na terra o reinado de Lúcifer, que se fará pela tirania comunista, extrema e furiosa. A ONU está por trás de tudo, e podem ter certeza de que conseguirão.

Aguardem para o Brasil algum plebiscito no sentido de emplacar aqui uma ditadura nos moldes de Chaves na Venezuela, e tenham certeza de que a massa ignara irá aprovar. Na verdade tudo é feito em ritmo de mentiras superpostas, de tal forma que quando os homens engolem a primeira, automaticamente engolirão todas as outras, que passam a ser verdades. Usam para isso estatíticas falsas, dados furados, que manipulam as seu favor.

Se conseguem mentir dizendo que a matéria surgiu do acaso, que a vida é fruto de um conjunto infinito de mutações acidentais, conseguem dizer que o homem pode também fazer estas coisas, e já não precisa de Deus Criador. Então usam o "minhocão de Genebra" para dizer que já podem criar matéria do nada - como se usam os atomos já existentes, e montam as máquinas com os materiais que todos conhecem? - e se clonam a vida humana, podem então dizer que Deus não existe, que é invenção humana.

Aliás, nos ônibus de Londres e Madrid já se presenta a faixa "provavelmente Deus não existe", justamente o passo anterior da mentira, para depois afirmar, de fato Ele não existe. E não havendo um Deus, rasgam-se então os mandamentos Dele e eliminam-se até mesmo os princípios pétreos da lei natural - não matar, não roubar, não mentir - que são intríscecos da natureza inteligente. Faz então o homem a sua própria léi, sob as decisões da maioria - sempre a maioria do diabo - e surge a ditadura do anticristo para impor sua lei mutante, sempre demoníaca.

Na outra ponta agem também, malignamente, preterindo a vida humana em favor das outras criaturas, que passam a receber as atenções, os mimos, as verbas e todos os afetos do coração dos enganados. As espécies em extinção passam assim a merecer a vida, enquanto ao homem cabe a morte, como fosse uma criatura repulsiva e abominável que precesia ser eliminada da face da terra, porque existem demais, e porque ocupam os espaços da felicidade das feras.

Enganados pelo demômio, milhões de pobres criaturas seguem no balanço de uma massa putrefata, como se todos estivessem numa fossa imunda, e já sobre o nível do esgoto, e já chega ao pescoço dos povos. Mas como satã, com a mentira em série lhes conseguiu vedar olhos, ouvidos - e narizes - já não mais conseguem perceber que estão próximos da ruína total.

O último vômito da serpente que narcotizará os povos será sem dúvida alguma a eliminação da Igreja de Cristo. Satã sabe que enquanto na terra alguém pronunciar este nome - JESUS - nunca ele poderá reinar sobre os homens, na sua totalidade. Virá então a imposição do Catecismo Negro, aliás já impresso na ONU e pronto a ser lançado em todo mundo. E quem não obedecer as novas leis e a nova religião mundial, deverá ser morto, este o destino de milhares. A perseguição contra Sua Santidade o Papa Bento XVI, é apenas o prelúdio, a brisa precursora da grande e última tempestade.

Mas sigamos sem medo, pois se os sequazes da Besta gritam "quem como a Fera?" nós temos Miguel que grita "Quem como Deus?". Quem estiver com Deus vencerá no final. Como diz a Escritura, porém, "o Senhor ri deles" e num dado momento, e sem o esforço de mão humana, tudo isso que eles pretendem se irá esfacelar como um castelo de cartas. Nenhuma mentira resitirá ao sopro do Espírito Santo. O Grande aviso será sem dúvida o momento reversor desta tendência mortal de hoje. O inferno treme de medo dele, o AVISO, verá no meio do grande caos. E virá para todos, bons e maus!

Sim, se você, católico, guarda em seu coração, por mínima que seja, algum tipo de prevenção contra nosso Papa Bento XVI, trate de eliminar isso o quanto antes. Vencerá quem estiver com ele até o fim! A Igreja vencerá! Aliás, quando tudo isso acabar, ela será a única instituição do planeta ainda de pé! O resto pertence a Babilônia, e dela nem vestígios sobrarão! Ela que ousou desafiar a Deus, busquem-na no fundo dos oceanos, nas cinzas do fogo da Justiça.

Sem dúvida venceremos no final. Quem? Os pequenos, os humildes, os santos. Os que hoje são tidos como loucos aos olhos do mundo, mas joias raras nas mãos do grande Pai. Como eles o mundo será transformado. Com poucos homens, Deus vencerá o inferno que comanda tudo isso. O reino da mentira nunca chegará a ser de todo implantado na terra. Terá um curto reinado, mas se destuirá.


Plinio Corrêa de Oliveira

Há erros funestíssimos entre os católicos brasileiros, e que com extraordinária oportunidade devem ser desmascarados na Semana Santa. Pouco nos importa que outros não cumpram o seu dever. Cumpramos o nosso. E depois de termos feito todo o possível, resignemo-nos diante da avalanche que vem. Porque, ainda que pereçam o Brasil e o mundo inteiro, ainda que a própria Igreja seja devastada pelos lobos da heresia, ela é imortal. Singrará as águas revoltas do dilúvio. É de dentro de seu seio sagrado que sairão depois da tempestade, como Noé da arca, os homens que hão de fundar a civilização de amanhã.

Mas é aí que não querem chegar certos católicos. Eles só compreendem Cristo sobre um trono de glória, só Lhe são fiéis nos dias parecidos com o Domingo de Ramos, quando a multidão O aclama. Para eles, Cristo deve ser um rei terreno, deve dominar o mundo constantemente. E se a impiedade dos homens O reduz de rei a crucificado, de soberano a vítima, não mais se importam com Ele.

Jesus del Gran Poder

Cristo quis passar por todos os opróbrios, todos os vexames, todas as humilhações, mostrando que a História da Igreja também teria seus calvários, suas humilhações, suas derrotas, e que muito mais meritória era e é a fidelidade no Gólgota do que no Tabor.

Foi para ensinar homens assim, que Nosso Senhor se submeteu a todas as humilhações no Calvário. Há pessoas de uma mentalidade detestável, que julgam absolutamente natural o Redentor sofrer, a Igreja ser vexada, humilhada, perseguida. “É a Paixão de Cristo que se repete”, dizem eles. E enquanto essa Paixão se repete, levam sua vida farta e cômoda nas orgias, nas imundícies, na exacerbação de todos os sentidos e na prática de todos os pecados. Para tais indivíduos é que foi feito o látego com que foram expulsos os vendilhões do Templo.

Não é verdade que devamos cruzar os braços ante as investidas dos inimigos da Igreja. Não é verdade que devamos dormir enquanto se renova a Paixão. O próprio Cristo recomendou que seus Apóstolos orassem e vigiassem. E se devemos aceitar os sofrimentos da Igreja com a resignação com que Nossa Senhora aceitou os padecimentos de seu Filho, não é menos exato que será um motivo de eterna condenação para nós, se nos portarmos ante as dores do Salvador com a sonolência, a indiferença e a covardia de discípulos infiéis.

A verdade é esta: devemos estar sempre com a Igreja, “porque só ela tem palavras de vida eterna”. Se ela é atacada, lutemos por ela. Mas lutemos como mártires, até a efusão de nosso sangue, até o nosso último recurso de energia e de inteligência. Se, apesar disso tudo, ela continuar a ser oprimida, soframos com ela, como São João Evangelista ao pé da Cruz. E estejamos certos de que, neste mundo ou no outro, Jesus misericordioso não nos privará do esplêndido prêmio de assistirmos à sua glória divina e suprema.


Caríssimos amigos,saudamos a todos leitores de Paz e Bem


Desde 4 de Abril deste ano, estávamos, um grupo de leigos, trabalhando na reformulação do blog “Vocacionados Menores”, criado pelo então Erick Sávio, administrado pelos dispostos irmãos e amigos do Vocacionados de Deus e Maria.

Hoje, mais um dia dado a nós por Nosso Senhor Jesus Cristo, estamos colocando novamente o blog no ar. Ainda há bastante a ser trabalhado, mas achamos que já dá para começar…

Peço a ajuda de vocês na divulgação (dirijo-me especialmente aos que trabalham com algum site ou blog), sugestão e oração por este blog e para todos os irmãos que de livre e Espontânea vontade habilitam-se a nos ajudar por Cristo e pela santa mãe Igreja, para que a evangelização virtual seja de alguma forma marcante e implante o mesmo efeito que a evangelização de porta a porta. Infelizmente nem todos tem possibilidade de acessar este blog , pois infelizmente ainda existe muita gente no mundo que passa fome e alguns fome de conhecimento, e são obrigados a permanecer com esta fome por não ter alternativas viaveis.

para que nosso blog seja um canal de doutrina segura para aqueles que têm a ineludível missão de formar os filhos da Igreja devemos divulga-lo e ajuda-lo enviando sugestões e comentarios para que nosso blog passe a ser um blog completo e perfeito como nossos leitores desejam.


Que a santissima trindade possa continuar nos ajudando.


Mendigo não tem nome, não tem carteira de identidade nem parentes, é enterrado quando morre como indigente o que significa “sem ninguém que chore a sua morte”, sem ninguém que reclame o seu cadáver, sem alguém que tenha coragem de dizer: “ Este é o meu irmão, parente, amigo”.Mendigo vive sozinho e anda pelas ruas, olhado como um leproso, de quem todos fogem por medo de contágio. É visto como ladrão disfarçado, vagabundo que gosta de não trabalhar e se aproveita de bondade de alguns ingênuos.

Na verdade se contam por aí histórias de gente graúda que, disfarçada de mendigo, só faz dinheiro e tem apartamento na praia bem à beira mar, nem precisa pegar ônibus para ir até a praia, e não só, tem apartamento no centro da cidade e vive de renda, tem filhos estudados, mulheres que andam com jóias e carrão. Há mendigo, dizem os estendidos em mendicância, que até vai de férias ao exterior, e quando colocar de novo nas esquinas com a mão estendida mendigando um pedaço de pão. Mendigo é malandro e pronto. É uma raça que não presta e que seria melhor acabar. Há mendigos que são vaidosos, ricos, usam perfumes caríssimos. De vez em quando jornais e revistas se divertem cinicamente às custas dos mendigos: “Mendigo por um dia”. No fim do dia contam os trocados recebidos e fazem logo as contas: mendigo ganha no fim do mês até mais de R$ 2 mil, sentenciam.

Se fosse tudo isto verdade, que há entre os mendigos ricos com fazenda e apartamento q eu ganham dinheiro, por que então tantos pobres? E por que os ricos também não vão mendigar para se tornarem ainda mais ricos? A Bíblia está cheia de mendigos, e todos são conscientes da própria miséria, da própria incapacidade e sofrimentos terríveis. Como não lembrar a parábola que Jesus um dia contou do rico que o povo apelidou de “Epulão” porque podia permitir-se o luxo de esbanjar tudo, vestia vestes finíssimas de púrpura e dava banquete todos os dias. E havia o pobre Lázaro a quem ninguém olhava, que se via obrigado a sentar na porta do palácio esperando migalhas, enquanto os cachorros lhes lambiam as feridas...

Mas a sorte foi diferente na outra vida: o rico vai para o inferno e o pobre é recebido no seio de Abraão. Entre o rico no inferno e Abraão trava-se um diálogo emocionante, cheio de súplica, por quem está no inferno e na justiça de Abraão. Há entre os bons e ruins um abismo que não poderá ser superado. O que mais compromete na via são as palavras que Abraão diz: “Não adianta enviar os mortos para avisar os que vivem, porque não vão acreditar. Eles, os vivos, têm a lei, e os profetas observem isto e se salvarão”.

A vida de todos nós é uma história dramática que deve ser vivida na dimensão do amor e da misericórdia. Aqui e agora quem têm importância são os ricos e poderosos, que podem permitir-se de oprimir e de massacrar os pobres; eles têm nome e endereço. Os pobres para os ricos não têm nome. São indigentes abandonados, excluídos do mínimo convívio e do mínimo respeito, mesmo depois de mortos. Mas diante de Deus as coisas mudam numa forma totalmente surpreendente. O pobre tem nome, se chama Lázaro, é recebido com festa no céu e acolhido no seio de Abraão, que é o paraíso. Nem sempre é fácil compreender esta lógica de Deus, mas é esta.

Todos nós ficamos chocados por um dia diante de tamanha brutalidade e depois tudo volta ao normal, a vida continua e as coisas não mudam. Precisamos constantemente de terapia de choque para compreender que o ser humano sem amor vira animal devorador e destruidor dos próprios semelhantes.

Quem deve resolver estes problemas dos mendigos, dos irmãos sem nome, sem terra, sem referenciais? Todos nós, eu e você. Necessitamos permitir que Deus entre nos nossos corações e grite forte, sempre mais forte, para que o grito do silêncio dos mortos e da brutalidade nos acorde do nosso sono. Não tem sentido fazer demonstrações e pedir perdão para os mortos. É preciso que, os que detêm o poder da ordem, sejam capazes de devolver à sociedade a tranqüilidade. E ainda a revolta è maior quando os jornais, os meios de comunicação, insinuam que os atores destas atrocidades são policiais. Mendigo morre e nem se chora.



Mendigo, tu não tens nome

Nem uma cruz no teu túmulo,

Nem uma flor será plantada,

Nem o teu nome será inscrito...

Tu és Zé ninguém.

Para Deus tu és importante;

Chama-te Lázaro

E serás glorioso no dia

Da ressurreição.



Frei Patrício Sciadini, ocd.

(Extraído do informativo O Testemunho de Fé)


O Professor Felipe Aquino afirma que tem recebido carta de muitos cristãos, que em sua juventude, tem lutado contra a tendência homosexual e buscam apoio na Igreja para superar esta dificuldade. Você também poderá deixar seu comentário.

Tenho recebido muitas correspondências de jovens cristãos que lutam bravamente contra a tendência homossexual e querem viver vida de castidade segundo a vontade de Deus. Eles me pedem ajuda e conforto. Por isso, escrevo essas palavras, com muito amor, a todos aqueles que travam essa luta difícil contra o homossexualismo, cujas causas são complexas.

Comecemos dizendo que a posição da Igreja (que é a da Bíblia e da sagrada Tradição); assistida e guiada pelo Espírito Santo, como Jesus prometeu (cf. Jo 14, 15.25; 16,12-13; Mt 28,20), é que a “tendência homossexual não é pecado” e tem suas causas desconhecidas, mas diz que a PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS é uma “depravação” (cf. Catecismo §2357ss ); é pecado grave.

O que diz o Catecismo da Igreja

§2357 – “A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante , por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-29; Rm 1,24-27; 1Cor 6,9-10; 1Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados” (CDF, decl. Persona humana, 8). São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”.

Homossexuais – não discriminá-los

§2358 – “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem sua condição homossexual; para a maioria, pois a maioria, pois, esta constitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa da sua condição”.

Homossexuais – viver a castidade

§2359 – “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadores da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.”

Há quem defenda que o homossexualismo é um “terceiro sexo”; e, portanto, algo natural e legítimo. Mas isso entra em conflito com a lei natural; um homem com um homem não podem gerar um filho… Existem dois sexos diferentes para se completarem mutuamente. Cada um dos dois tem predicados que o outro não tem. A tendência homossexual tanto pode ser congênita como pode ser adquirida; todavia ela nunca é normal, porque não é natural. Não é porque alguém tenha a tendência homossexual que é certo dizer que isso é “normal e correto”, e que ele pode viver a homossexualidade, discordando até de Deus e das suas Escrituras. Se for assim, o alcoólatra também poderá dizer: “eu tenho naturalmente a tendência a beber, então, é correto e natural eu beber”; o drogado poderia dizer o mesmo; e assim, outros casos. Então, não poderíamos combater nenhum vício.

A cruz da tendência homossexual é pesada, mas o cristão sabe que é da cruz que nasce a ressurreição.

Se você souber conviver com a tendência homossexual, mas sem viver os atos homossexuais, você estará como que “subindo a escada da santidade”. Para isso é preciso a graça de Deus, a Confissão quando cair, a Eucaristia freqüente, a leitura e meditação da Palavra de Deus. Não é o que todos nós precisamos fazer?

Cristo carregou na Sua Cruz esta sua tendência homossexual; e nas santas chagas do Senhor você pode buscar o remédio para elas. São Pedro diz que “Ele carregou as nossas enfermidades”; então, você pode procurar na oração a cura desse mal. Peça a pessoas de oração, e bem maduras, que orem por você, e busque também um bom tratamento psicológico com um profissional cristão. Sugiro também que você leia o livro “A BATALHA PELA NORMALIDADE SEXUAL” escrito pelo Dr. Gerard van den Aardweg (Editora Santuário Aparecida), Ph.D. em Psicologia pela Universidade de Amsterdam (Holanda). Ele escreve tendo como base mais de trinta anos de terapia com homossexuais.

É preciso também tomar consciência de que você não é o único a carregar um problema difícil. Todo ser humano tem o seu; pode ser até o extremo oposto ao seu, ou seja, uma excessiva atração pelo outro sexo. Isso nos proporciona a ocasião de lutar contra tendências desregradas; é precisamente na luta que alguém se faz grande. Não fora a luta, ficaríamos sempre com nossa pequena estatura espiritual. Por conseguinte, assuma corajosamente sua tarefa de não ceder aos desvios sexuais.

Convido-o, como amigo e irmão em Cristo, para viver a Lei Divina, e você será feliz, mesmo que isso custe muito; quanto mais for difícil, mais mérito você terá diante de Deus. Você, tal como é, é chamado por Deus à santidade. Ele tem as graças necessárias para levar você à perfeição cristã. Os Santos não foram de linhagem diferente da nossa, tiveram seus momentos difíceis, mas conseguiram vencer com o auxílio de Deus.

Pode ser que você não deixe de ter a tendência homossexual, como o alcoólatra não deixa de ter a tendência ao alcoolismo, mas você pode, com o auxílio da Graça de Deus, vencer-se a si mesmo sempre. E receberá de Deus a recompensa, pois você vai agradar muito ao Senhor. E assim você será feliz, mesmo já aqui neste mundo, porque a Palavra de Deus não falha. Não há outro caminho verdadeiro de felicidade para você, esteja certo disso. Mesmo que você caia, não pode desanimar nem se desesperar. Você deve também buscar a Confissão com um padre amigo e que o ajude; e vá em frente. Mais importante do que vencer para Deus, é lutar sempre sem nunca desanimar.

Busque ajuda num amigo em quem você confia e também procure ajuda nos seus pais e na sua família; abra-se com eles se eles podem entendê-lo e ajudá-lo.

Procure sublimar seus impulsos naturais dedicando-se ao esporte e à arte (poesia, música, pintura…) ou a uma tarefa que lhe interesse ou mesmo ao trabalho profissional. Lembre-se de que sentir tendências homossexuais não é pecaminoso, desde que não se lhes dê consentimento. O mal consiste em consentir nessa prática.

Não se feche em si mesmo ou no isolamento. A solidão, no caso, é prejudicial. Se você leva uma vida digna, tenha a cabeça erguida e aborde a sociedade com normalidade. E jamais abandone a sua prática religiosa. Sem Deus todo fardo se torna mais pesado. Não há por que abandonar a prática religiosa se o homossexual se afasta das ocasiões de pecar. A Igreja recomenda aos seus pastores especial atenção aos homossexuais. Eles precisam de sua ajuda.


Prof. Felipe Aquino

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Em nosso país o nível de exclusão está se tornando cada vez mais crônico; e quanto mais você está ao lado dos pobres, mais você sente isso. Quando Jesus diz: "Eu estou com os pobres, o que vocês fizerem a eles é a Mim que estão fazendo", isso significa que o Senhor era pobre. Jesus não veio ao mundo para ser modelo, Ele é o Verbo de Deus, e Deus é pobre em Nosso Senhor Jesus Cristo; não há outro caminho. Claro que isso pode incomodar aos burgueses que têm essa teoria "pentecostalista" que coloca tudo na prosperidade, que afirma que todos têm direito de ter muita coisa porque são filhos do Dono do mundo. Mas Deus não é Dono do mundo, o príncipe deste mundo é satanás.

É um escândalo o quanto se gasta com cachorros, você tem misericórdia de um cachorro e não tem de uma criança que come pão com barro. Por isso tanta hipocrisia toma conta do coração daqueles que dizem crer em Jesus.

Nós católicos temos o vício de doar restos para os pobres - comidas vencidas, roupas velhas - como se o pobre fosse lata de lixo. Nós católicos somos viciados em doar os restos para os pobres e gastar dinheiro com coisas banais. Jesus não é modelo de pobreza, Ele é pobre por excelência.

Católico não é para fazer filantropia, e sim, caridade. Muitos vivem de filantropia para assegurar a vida de mordomia. Digo a vocês católicos: "Saiam dessa inércia com os mais pobres!". Como é triste um pai de família chegar em casa e a mulher não ter nada para cozinhar para os filhos! Não ter arroz com feijão para comer é duro.

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou” (São João 13,1). Jesus amou até o extremo. Jesus não fez filantropia, Ele fez caridade. Caridade é mística e filantropia é moral. O Evangelho de Jesus é a caridade perfeita. Jesus não só viveu a pobreza, Ele é pobre na sua essência, no seu despojamento; por isso Ele se identifica com os pequenos e não compactua com os poderosos.

Vocês se recordam do pobre Lázaro do Evangelho, vocês sabem que ele é o Senhor, o rico da parábola não tem identidade, o pobre é Lázaro. O rico todos os dias gastava seus bens...

O Ministério da Saúde aprovou para pessoas que desejam mudar de sexo fazerem isso sem pagar nada, mas um pobre fazer uma tomografia não tem chance. Para fazer exames não tem como, mas aborto querem aprovar, e ainda esses hipócritas têm coragem de ir à Missa. Se você é a favor do aborto você não pode ter o Corpo de Cristo em sua boca! Não é a diplomacia que vai salvá-lo, mas o Evangelho.

Jovem, se sua vocação é o estudo, e você tem a chance de se aprofundar, vá como profeta. Hoje a juventude é levada a ser marionete, isso não é do Evangelho.
O Papa Paulo VI disse no Evangelii Nuntiandi: "O que estão fazendo com o Evangelho de Jesus que não causa mais temor nas pessoas"? O Evangelho de Jesus tem que ser vida, tem que ser sinal de contradição; Ele é a pedra angular que os pedreiros rejeitaram.

O pobre não precisa só do seu sustento material, somos realizadores da esperança dos pobres, eles não têm ninguém, eles precisam do Senhor.

Outro vício que nós temos é fazer campanha com o que é dos outros. "Eu ajudo tal família"; mas só usa o que é dos outros, não dá daquilo que é seu.

Quanto mais você é pobre, mais você é livre das ilusões, do modernismo... É o que é diante de Deus. A sua liberdade é a sua beleza.

A pobreza é um mistério porque Jesus, o Filho de Deus, é pobre. Se você quer seguir ao Senhor aprenda a ter a compaixão de Jesus com aquele que sofre, aprenda a ter a misericórdia silenciosa. O Espírito Santo é chamado de Pai dos Pobres no "Veni Creator". Ele vai aonde está os pequenos, humildes, sofridos...

Nunca faça do pobre um objeto, ele precisa do que é pessoal, da caridade que não passa e enche a alma de alegria, ela vai aonde não tem amor. Jesus também precisa da nossa misericórdia, principalmente nos que são mais pobres e sofridos.

“Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito” (Zacarias 12,10).

Compaixão é trazer a dor do outro para dentro de você. Traga a dor do outro para dentro de você e faça-o feliz.

Em suas cartas Madre Teresa de Calcutá, ao falar dos anos de aridez que ela viveu, diz: "Eu não sinto nada. Mas continuo sorrindo ao Senhor Jesus mesmo não sentindo nada. Eu continuo amando os pobres, mesmo não sentindo nada".


Por João Batista Passos

“Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo.” CIC 1033

O Inferno existe e existe pela irrevogável liberdade dada ao homem pelo Criador. Quem não crê na existência do inferno está negando pontos fundamentais de sua própria existência e condição humana, entre elas está negando o dom da Liberdade e do amor a Deus e a própria inteligência.

Pensar na existência do inferno não é pensar em um Deus ameaçador que chantageia aqueles que n’Ele não crêem ou que não O seguem com um lugar tenebroso, ao qual chamamos de inferno, mas aponta para a condição que nos é própria, ou seja, somos livres por optar que caminhos seguir e temos a inteligência de reconhecê-los como algo bom ou mal.

Temos a capacidade de amar a Deus, de forma livre e consciente, temos inclusive o incansável desejo de que isto se dê de fato em nossas vidas, levando-nos a uma busca persistente em meio a nossa liberdade e capacidade de pensar e escolher. O inferno está presente em nossas ações: às vezes acertamos nas nossas decisões e escolhas; às vezes erramos conscientemente, levando-nos a tristes sentimentos e perspectivas sombrias.

Isso nos ensina que a nossa escolha não se refere apenas ao ato de crer e não crer, mas que nos envia ao mais intenso diálogo com a nossa realidade, com a própria existência, tomando a cada dia, a cada hora, decisões que nos levam a amar a Deus e decisões que nos tornam pessoas melhores. Portanto, o inferno é uma pena escolhida por aqueles que vivem sem buscar os sentimentos que Deus tem para conosco.

Deus nos quer, nos ama e vem nos resgatar. Concede-nos a graça da Fé que nos favorece em nossas escolhas. Quem crê em Deus e busca com Ele todas as coisas, vive em uma nova perspectiva, percebe-se o agir de Deus mais facilmente e por Ele logo se apaixona.

É temível aos olhos daqueles que amam a Deus e desejam estar em sua presença, perdê-lO de vista. As pessoas que vivem nesta realidade plena se mantêm na liberdade de crer e de amar, de buscar ou de abandonar. É duro possuir esta liberdade para aqueles que amam ao Senhor, pois tal liberdade nos autoriza a continuar amando-O ou negá-lO.

Da mesma forma aos que não crêem, estes possuem talvez o estranho medo de querer amar ao Senhor, de pensar na hipótese de que Deus possa nos salvar. Porém Deus os respeita, respeita a liberdade daqueles que crêem e daqueles que não crêem ainda em seu soberano poder e amor.

"Enquanto não se tiver fixado definitivamente em seu bem último, que é Deus, a liberdade comporta a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, portanto, de crescer em perfeição ou de definhar e pecar. Ela caracteriza os atos propriamente humanos. Torna-se fonte de louvor ou repreensão, de mérito ou demérito. " CIC 1732

A liberdade que o Senhor concede a nós, criaturas tuas, é muito mais do que nos implica em crer ou não crer, mas mostra que tal liberdade é a maior grandeza de toda a criação, e envolto desta grandeza, a qual chamamos liberdade, estamos nós, homens, mulheres e crianças, queridos e amados por Deus. A liberdade é a grandeza da qual o homem se dispõe em amar a Deus, amar a si mesmo e ao próximo de forma integral e livre.

Sem a liberdade, aí sim, o homem estaria fadado a ser uma mera criatura, sem gostos e sem pensamentos próprios, sua inteligência se reduziria ao mero instinto de sobrevivência, poderíamos até ser salvos nestas circunstâncias, porém, jamais saberíamos o que é verdadeiramente o Amor.

Então, não podemos reclamar que a existência dos abismos do inferno como se fosse uma infeliz ação do Criador. Quem pensa assim teme a sua própria condição humana, teme ser livre e teme a própria inteligência. Quem pensa que o mundo é oco e que as nossas escolhas e decisões não interferem pelos caminhos e destinos nossos, não reconhece em si a dignidade de ser "imagem e semelhança de Deus".

“Deus não predestina ninguém ao Inferno.” (CIC 1037)

Não somos predestinados a condenação, antes somos chamados a todo custo para a salvação eterna em Jesus Cristo. Se n’Ele crermos e perseverarmos aumentaremos ainda mais a nossa capacidade de escolher e de agir, seremos ainda mais livres (ou realmente livres), teremos mais capacidade de dizer o nosso responsável “sim” ou “não” e com alegria, reconheceremos que a nossa condição humana, possui a liberdade de voltar-se ao seu Criador e n’Ele repousar.

Por esta grandeza irrevogável e irretocável conferida ao ser humano, a sua capacidade de raciocinio, compreensão e de escolha, características conferidas a nós, estamos livres para escolher entre estar com o Senhor e Salvador que nos ama livremente e nos concede a mesma maneira de amar ou que nos arrisquemos por conta própria lançar-se ao nada que nada pode fazer pela nossa vida.


O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS

A virgem Santíssima e o dom das línguas

Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.

a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia de Pentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes de Pentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Maria entendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351)


Padres da Igreja e o dom das línguas

No séculos II, Santo Irineu (c.115-200) se refere a uma fala extática não-idiomática, do tipo que os pentecostais praticam hoje. Descreve e condena as ações de um certo Marcos que “profetizava”, sob influência “demoníaca”. Marcos compartilhava o seu “dom” e outros também “profetizavam”. Seduzia mulheres e lhes prometia o carisma. Quando a recebiam, falavam algo sem sentido:

“Então ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas palavras e grandemente excitada... seu coração começa a bater violentamente, alcança o requisito, cai em audácia e futilidade, tanto quanto pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre”. (Contra Heresias I, XIII, 3)

Irineu também se refere ao dom de línguas dos apóstolos e da época em que vivia. Cita II Cor. 2:6, explicando que “os perfeitos” falam em “todos os tipos” as línguas:

“... nós também ouvimos muitos irmãos na Igreja,... e que através do Espírito, falam todos os tipos de línguas, e trazem à luz para o benefício geral as coisas escondidas dos homens, e declaram os mistérios de Deus...”. (Contra Heresias V,VI,1)

Ao informar que falam todos os tipos de língua, Irineu parece se referir a línguas que admitem classificação.

O curioso é que o movimento de herético de Montano (c.150-200) envolveu um êxtase religioso, com elocuções não-idiomáticas, semelhantes à pseudo-glossolalia pentecostal.

De acordo com descrições registradas por Eusébio (c.265-?), Montano entrou em uma espécie de delírio e balbuciava “coisas estranhas”. Ele “encheu” duas mulheres com o “falso espírito”, e elas falaram “extensa, irracional e estranhamente”:

“ficou fora de si e [começou] a estar repentinamente em uma sorte de frenesi e êxtase, ele delirava e começava a balbuciar e pronunciar coisas estranhas, profetizando de um modo contrário ao costume constante da igreja (...) E ele, excitado ao lado de duas mulheres, encheu-as com o falso espírito, tanto que elas falaram extensa, irracional e estranhamente, como a pessoa já mencionada.” (História da Igreja V,XVI:8,9 )

Depreende-se deste texto que o fenômeno lingüístico montanista envolvia:

(a) uma forte expressão emocional, deduzida das menções de “êxtase”, “frenesi” e delírio;

(b) o texto indica uma linguagem não-idiomática, de “balbucios”, e um falar “estranho”, “irracional”. Tomadas em conjunto, estas características assemelham-se à glossolalia pentecostal. A comparação torna-se tão evidente, ao ponto de o montanismo ser apelidado de “protótipo dos pentecostais”.

Sabe-se que a “glossolalia” montanista se tratava de uma reminiscência dos excessos frígios. Sob esta ótica, a glossolalia pentecostal perdeu o apoio da igreja do segundo século e se alinhou com uma religião não-cristã da mesma época.

Orígenes (c.195-254) em sua época, se opôs a um certo Celso, que clamava ser divino, e falava línguas incompreensíveis:

“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo.” (Contra Celso, VII:9)

Uma linguagem ininteligível soa “estranha”, “obscura” e “fanática” para Orígenes. Assim como para Irineu e mais tarde foi para Eusébio. Para Orígenes, as palavras “completamente ininteligíveis”, eram mais o subproduto de uma distorção religiosa.

Arquelau, bispo de Carcar no fim do segundo século comenta sobre o dom de línguas no Pentecostes. O contexto indica uma identificação como idiomas naturais. Para Arquelau, Mane era incapaz de conhecer a língua dos gregos porque não possuía o dom de línguas do Espírito, que o capacitaria a entendê-las:

“Ó seu bárbaro persa, você nunca foi capaz de conhecer a língua dos gregos, dos egípcios, ou dos romanos, ou de qualquer nação, (...). Pelo que diz a Escritura? Que cada homem ouvia os apóstolos falarem em sua própria língua através do Espírito, o Parácleto”. (Disputa com Mane, XXXVI)

Na Didaquê Siríaca comenta-se o evento do Pentecostes. Os discípulos estavam preocupados sobre como iriam pregar ao mundo, se eles não conheciam os idiomas. Então, receberam o dom de falar idiomas estrangeiros e foram para os países onde esses idiomas eram falados:
“de acordo com a língua que cada um deles tinha diferentemente recebido, para que a pessoa se preparasse para ir ao país no qual a língua era falada e ouvida”. (Didaquê Síriaca, seção introdutória).

No século IV, Cirilo de Alexandria (c.315-387), Doutor da Igreja em seus Sermões Catequéticos (sermão XVII: 16), interpreta o dom de línguas do Pentecostes como idiomas estrangeiros. Isto indica que, pelo começo do quarto século, a glossolalia apostólica também era tida como um idioma comum. Cita por nome alguns idiomas falados pelos apóstolos:

“O galileu Pedro ou André falavam persa ou medo. João e o resto dos apóstolos falavam todas as línguas para aquela porção de gentios (...) Mas o Santo Espírito os ensinou muitas línguas naquela ocasião, línguas que em toda a vida deles nunca conheceram” (Sermões Catequéticos (sermão XVII: 16)

Para Gregório Nazianzeno (c.330-390), Doutor da Igreja, o dom de línguas em Atos também se referia a idiomas estrangeiros:

“Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não as aprenderam”. Gregório ainda argumenta que o dom foi de falarem línguas estrangeiras e não dos ouvintes as entenderem. Segundo ele, se fosse assim, o milagre não seria dos que “falam” em línguas, mas “dos que ouvem”. (Do Pentecostes, oração XLI:16)

Ambrósio (330-397), também Doutor da Igreja, embora não discuta a natureza do dom de línguas, ressalta que cada pessoa recebe dons espirituais diferentes. Para ele,

“todos os dons divinos não podem existir em todos os homens, cada um recebe de acordo com a sua capacidade ao deseja ou merece” (Do Espírito Santo II, XVIII, 149)

Se Ambrósio também quer dizer com isto que o falar em línguas não se manifesta em todos os cristãos, a citação pode se confrontar e divergir completamente com a posição pentecostal de que todos devem ter “o” dom de línguas.

São João Crisóstomo (Doutor da Igreja) (347-406), é o primeiro a interpretar detidamente a glossolalia em I Coríntios. Em sua conhecida retórica de orador, questiona a ausência do dom de línguas: “Por que então eles aconteceram, e agora não mais?”
São João Crisóstomo detalha sua explicação. Ele vê o dom de línguas do N.T. como um fenômeno reverso ao da Torre de Babel. Os discípulos receberam o dom porque deveriam

“ir afora para todos os lugares (...) e o dom era chamado de dom de línguas porque ele poderia falar de uma vez diversas línguas”.

Comentando I Co. 14:10, aplica a passagem à diversidade de idiomas:

“i.e., muitas línguas, muitas vozes de citianos, tracianos, romanos, persas (...) inumeráveis outras nações.”

E sobre I Co. 14:14, São João Crisóstomo sublinha que aquele que fala em línguas não as entende, porque não conhece o idioma em que fala:

“Pois se um homem fala somente em persa ou outra língua estrangeira, e não entende o que ele diz, então é claro que ele será para si, dali em diante, um bárbaro (...) Pois existiam (...) muitos que tinham também o dom da oração, junto com a língua; e eles oravam e a língua falava, orando tanto em persa ou linguagem latina, mas o entendimento deles não sabia o que era falado”.98 (Homilias na Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo XXXV).

Para Agostinho (Doutor da Igreja) (354-430), o dom de línguas concedido aos apóstolos no Pentecostes se tratava da capacidade sobrenatural de falar línguas estrangeiras. Demonstra que, no período apostólico, o Espírito operava...

“sensíveis milagres... para serem credenciais da fé rudimentar” (Contra os Donatistas: Sobre o Batismo, III:16).

Agostinho reforça o dom de línguas como idiomas naturais. Eram línguas que os discípulos“ não tinham aprendido”. E, na pregação posterior,

o... “evangelho corria através de todas as línguas”.100 (Epístola de São João, Homilia VI:10)

"Nos primeiros tempos, o Espírito Santo descia sobre os fiéis e estes falavam em línguas, sem as ter aprendido conforme o Espírito lhes dava a falar. Foram sinais oportuno para esse tempo... o sinal dado passou depois" (Comentário da Primeira Carta de São João, Tratado IV, 10).

Algo a se notar nos Padres da Igreja é a completa ausência do dom de línguas do tipo pentecostal. Percebe-se que na Igreja do tempo dos Padres, o dom de línguas não esboçava qualquer centralidade, ou mesmo relevância como possui hoje em dia para a heresia pentecostal. Caso o dom de línguas como se difunde hoje, fosse fundamental na doutrina apostólica como evidência do batismo do Espírito Santo, teria certamente teria feito parte dos credos e da tradição dos Padres da Igreja.

Logo, num prisma negativo, pseudo-glossolalia pentecostal considerados neste artigo não encontram suporte nos Pais da Igreja:

(1) A glossolalia não-idiomática :

(a) não foi considerada como dom do Espírito;

(b) foi rejeitada pela igreja da época;

(c) revelou origens e feições não-cristãs. Tida como principal manifestação lingüística do pentecostalismo, a glossolalia não-idiomática encontra reprovação no conjunto dos Pais da Igreja.
Nos Pais da Igreja a glossolalia:

(a) não é indicadora da plenitude do Espírito Santo;

(b) não é indicadora indireta da própria salvação do crente; ou

(c) não é um elemento distintivo dos verdadeiros crentes.

Em relação à glossolalia como o dom, os Pais da Igreja têm o falar em línguas como:

(a) não-obrigatório para o cristão;

(b) o dom de línguas na patrística é apenas “um” entre outros.


A doutrina do dom das línguas em Santo Tomás de Aquino

Santo Tomás de Aquino, ao comentar o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, escreveu:

“Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (S. Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pag 178.)

Vê-se, portanto, que o dom de línguas foi dado aos primeiros cristãos para que anunciassem a religião verdadeira com mais facilidade. Os Coríntios, por sua vez, desvirtuaram o verdadeiro sentido do dom de línguas:

“Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom de profecia. E aqui, por ‘falar em línguas’ o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendia, não explicada, qualquer quer seja, é propriamente falar em língua” (S. Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178-179.).

Temos aqui uma consideração importante. Para São Tomás, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas:

a) falar em uma língua desconhecida, mas existente, como no caso de Pentecostes, no qual pessoas de várias línguas compreendiam o que os apóstolos pregavam.

b) a pregação ou oração sobre visões ou símbolos.

E o doutor angélico confirma isso mais adiante:

“ suponhamos que eu vá até vós falando em línguas’ (I Co 14, 6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 183.)

Haja vista que a primeira forma de falar em línguas é suficientemente clara – ou seja, que é um milagre pelo qual uma pessoa, que tem por ofício pregar às almas, fala numa língua existente sem nunca a ter estudado – consideremos a segunda forma de manifestação desse dom, segundo São Tomás. Neste caso, falar em línguas é uma simples predicação numa linguagem pouco clara, como, por exemplo, falar sobre símbolos, visões, em parábolas, etc:

“(...) se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos (...)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.).

E ainda:

[lhes falarei] “ ‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200).

“(...) em línguas, isto é, por figuras e com lábios (...)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.)

Para São Tomás, quem assim procede, isto é, usa de símbolos nas práticas espirituais, tem o mérito próprio da prática de um ato de piedade. Caso o indivíduo compreenda racionalmente o que diz, lucra, além do mérito, o fruto intelectual da ação.

Quem reza o Pai-Nosso, por exemplo, mesmo sem compreender perfeitamente o valor de suas petições, tem o mérito próprio da boa ação de rezar. Por outro lado, quem reza o Pai-Nosso com o conhecimento de seu significado mais profundo, lucra, além do mérito, a consolação intelectual da compreensão de uma verdade espiritual. Por esse motivo, São Paulo exorta aos que “falam em línguas” – ou seja, que usam símbolos nos atos de piedade – para que peçam também o dom de “interpretar as línguas”, quer dizer, de compreender o que diz por meio simbólico, afim de que possa ganhar, além do mérito, a compreensão racional do ato.

No que se refere ao uso público do dom de línguas, o Apóstolo determina que ele nunca deve ser usado sem que haja intérprete, ou seja, sem que haja quem explique os símbolos para os que não os compreendem.

Comentado o versículo 27, no qual São Paulo exorta que não falem em línguas mais que dois ou três durante o culto público, diz São Tomas:

“É de notar-se que este costume até agora (...) se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístolas e evangelhos temos em lugar das línguas, e por isso na Missa falam dois (...) as coisas que pertencem ao dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.)


Para São Tomás, a leitura da Epístola e do santo Evangelho, na Missa, são a forma de “falar em línguas” que a Igreja conservou dos tempos apostólicos! Nada mais contrário ao delírio pentecostal carismático!

Ora, no que diz respeito a “interpretação das línguas”, na Missa, depois da Epístola e do Evangelho, o padre faz o sermão, pelo qual explica os símbolos dos textos sagrados que foram lidos. O sermão é, pois, a ‘interpretação das línguas’ (Epístola e Evangelho) que foram faladas na Missa.Fica, portanto, bastante claro o verdadeiro significado do dom de línguas, que nada mais é do que:

1 - o milagre de pregar o Evangelho numa língua sem a ter estudado ou

2 - o simples fato de usar uma linguagem simbólica na vida espiritual, seja na oração particular, seja na oração pública, sendo que nesta última é necessário alguém que “interprete as línguas”, ou seja, que explique o significado dos símbolos ao povo, função dos ministros da Igreja.


Cf. AQUINO, TOMÁS de. COMENTARIO A LA PRIMERA EPÍSTOLA DE SAN PABLO A LOS CORINTIOS. Disponível em: http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/es/index3.htm


Santo Antônio e o dom das línguas

“ E todos estiveram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em diversas línguas, segundo o Espírito Santo lhe dava a falar”. Falavam todas as línguas; ou também falavam sua língua hebréia, e todos os entendiam, como se falassem na língua de cada um dos ouvintes”
(PÁDUA, Santo Antônio de. Sermones, Tomo I. Domingo de Pentecostes (I). Buenos Aires:El mensajero de san Antonio, 1995, p. 333.)

“Sobre todas memorável ficou a pregação, que o santo franciscano fez no dia da Ressurreição. Tinham afluído, como vimos, a Roma gentes das diversas regiões e nacionalidades da terra, como latinos, gregos, alemães, franceses, ingleses e de outras línguas. Pregou também Santo Antônio, segundo a vontade do sumo Pontífice, naquela grande solenidade; e este seu sermão foi um digno remate e coroa aos seus triunfos oratórios. Inflamado pelo Espírito Santo, anunciou a palavra de Deus de um modo tão eficaz, devoto e penetrante, e com tal suavidade, clareza e inteligência, que todos os presentes, apesar da diversidade das línguas, lhe entenderam as palavras, tão clara e distintamente, como se houvesse pregado na língua de cada um” (MARTINS (S.J), Manuel Narciso. Vida de Santo Antônio. Bahia: Duas Américas, 1932, p. 74


São Francisco Xavier e o dom das línguas

O livro Milagros y prodígios de San Francisco Javier, que foi escrito pela historiadora de arte Maria Gabriela Torres Olleta, constitui o sexto e, de momento, último volume da colecção “Biblioteca Javeriana” publicada desde 2004 pela Cátedra San Francisco Javier, Universidade de Navarra, como preparação para o ano jubilar de 2006. O livro conta que quando São Francisco Xavier falava em sua língua própria, no Oriente, cada um que o ouvia o entendia em sua língua materna. O dom das línguas (pp. 45-47), cuja enorme importância se justifica pela atividade missionária de Xavier entre muitos povos e muitas nações diferentes, foi um outro aspecto muito fomentado pela hagiografia de S. Francisco Xavier, tendo sido, por isso, igualmente incluído na bula de canonização. (OLLETA, Maria Gabriela Torres. Milagros y prodígios de San Francisco Javier. Biblioteca Javeriana, 2006, p. 45-47)


São Francisco Solano e o dom das línguas

“São Francisco Solano, cuja festa comemoramos no dia 14, santo genuinamente franciscano, aprendeu milagrosamente em 15 dias o dialeto de uma tribo indígena. Adquiriu também o dom das línguas, falando em castelhano a índios de tribos diferentes, sendo entendido como se estivesse expressando-se no dialeto de cada um. Uma vez, por exemplo, estando em San Miguel del Estero durante as cerimônias da Quinta-Feira Santa, veio uma terrível notícia: milhares de índios de diversas tribos, armados para a guerra, avançavam para atacar a cidade. A balbúrdia foi geral. Só Frei Francisco, calmo, saiu ao encontro dos selvagens. Estes, que o respeitavam, pararam para o ouvir. E cada um o entendeu em sua própria língua. Ficaram tão emocionados, que um número enorme deles pediu o batismo. No dia seguinte, viu-se essa coisa portentosa: ao lado dos espanhóis, esses índios convertidos participavam da procissão da Sexta-feira Santa, flagelando-se por causa de seus pecados.” (Cf. Fr. Justo Pérez de Urbel, O.S.B., Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo III, p. 184; Les Petits Bollandistes, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo IX, pp. 8 e ss; Enriqueta Vila, Santos de America, coleção Panoramas de la Historia Universal, Ediciones Moreton, S.A., Bilbao, 1968, pp. 93 e ss. )


O dom das línguas e o Papa Bento XVI


“Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu." Disponível em:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2006/documents/hf_ben-xvi_hom_20060604_pentecoste_po.html


O dom das línguas e a teologia

F. Prat em "La Théologie de Saint Paul" (Beauchêsne éditeur, Paris 1913) diz:

"Trata-se de falar à multidão, Pedro fala em nome de todos e, não podendo falar senão uma língua por vez, é natural que ele falasse na sua língua própria. Se houve milagre, foi nos ouvintes que ele se realizou e não em Pedro. [Pois cada um entendeu o que Pedro dizia na sua própria língua] (F. Prat, La Theologie de Saint Paul, p. 175).


O PECADO ORIGINAL, UMA DAS CAUSAS FUNDAMENTAIS
DA DESORDEM SOCIAL


“A doutrina cristã ensina que como conseqüência do pecado original, profunda desordem feriu a natureza humana, cujas seqüelas, ainda que atenuadas, persistem mesmo após a regeneração operada pelo batismo. Tais seqüelas são a ignorância, o desregramento das paixões, a malícia. Devido a elas, nenhum homem realiza à perfeição as exigências de sua natureza e aqueles que se aproximam deste ideal permanecem sempre exceções. O pecado original feriu a natureza humana; ora, esta natureza é essencialmente social; irá, pois, manifestar suas deficiências e sua desordem profunda também nas relações sociais, na incompreensão das exigências da vida social, no egoísmo, na luta brutal por interesses privados, na insubordinação, etc. É nesta degradação do homem que se encontra a raiz primeira de toda desordem social. É pela reforma e regeneração interior do homem que deverá começar toda obra de reconstrução social. É aqui que cabe a Igreja um papel insubstituível, porque só ela dispõe dos meios sobrenaturais para regenerar as almas. Esta consideração da queda original do homem deve preservar-nos do utopismo social; deve ensinar-nos o realismo, que vê com lucidez as fraquezas do homem e procura nas forças morais o primeiro remédio aos abusos sociais.” (C. Van Gestel. O.P. A Igreja e a questão social. Rio de Janeiro: Agir, 1956, p.22-23)


Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus." (CIC 414).

Não podemos atribuir todas as ações maléficas do homem ao demônio, pois Deus nos criou livres para seguirmos ou não a sua vontade. O demônio tem apenas o poder de nos influenciar, mas se, com o auxílio da graça de Deus, resistimos à sua vontade estaremos isentos de pecado. São Paulo assim nos ensina a respeito:

“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.” (I cor 10, 13).


Dessa forma o homem que cede à tentação, também tem uma significativa parcela de culpa. Até mesmo Jesus foi tentado, mas com Jejum e oração venceu (Mt 4). Assim também nós, unidos a Cristo podemos vencer.

Ademais a construção de um mundo melhor depende da cooperação de todos e a começar por cada um, sob a graça de Deus. Nesse sentido só há uma forma de termos uma sociedade mais justa: seguindo os princípios evangélicos, que estão enraizados no coração de cada pessoa humana.


Segundo São Luís Maria Grignion de Monfort, são sete os falsos devotos de Maria:

* os devotos críticos;
* os devotos escrupulosos;
* os devotos exteriores;
* os devotos presunçosos;
* os devotos inconstantes;
* os devotos hipócritas;
* os devotos interesseiros.

1. OS DEVOTOS CRÍTICOS

Os devotos críticos são, em geral, sábios orgulhosos, espíritos fortes e presumidos, que têm no fundo uma certa devoção à Santíssima Virgem, mas que vivem criticando as práticas de devoção que a gente simples de boa - fé e santamente a esta boa Mãe, pelo fato de estas devoções não agradarem à sua culta fantasia. Põem em dúvida todos milagres e histórias narrados por autores dignos de fé, ou inseridos em crônicas de ordem religiosas, atestando as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem. Repugna-lhes ver pessoas simples e humildes ajoelhadas diante de um altar ou de uma imagem da Virgem, às vezes no recanto de uma rua, rezando a Deus; chegam a acusá-las de idolatria, como se estivessem adorando a pedra ou a madeira. Dizem que, de sua parte, não apreciam essas devoções exteriores e que seu espírito não é tão fraco que vá dar fé a tantos contos e historietas que se atribuem à Santíssima Virgem. Quando alguém lhes repete os louvores admiráveis que os Santos Padres dão à Santíssima Virgem, respondem que são flores de retórica, ou exagero, que aqueles escritores eram oradores; ou dão, então, uma explicação má daquelas palavras. Esta espécie de falsos devotos e orgulhosos e mundanos é muito para temer, e eles causam um mal infinito à devoção à Santíssima Virgem, dela afastando eficazmente o povo, sob pretexto de destruir-lhe os abusos.

2. OS DEVOTOS ESCRUPULOSOS

Os Devotos escrupulosos são aqueles que receiam desonrar o Filho, honrando a Mãe, e rebaixá-lo se a exaltarem demais. Não podem suportar que se repitam à Santíssima Virgem aqueles louvores justíssimos que lhe teceram os Santos Padres; não suportam sem desgosto que a multidão ajoelhada aos pés de Maria seja maior que ante o altar do Santíssimo Sacramento, como se fossem antagônicos, e como se os que rezam à Santíssima Virgem não rezassem a Jesus por meio dela. Não querem que se fale tão freqüentemente da Santíssima Virgem, nem que se recorra tantas vezes a ela.

Algumas frases eles as repetem a cada momento: Para que tantos terços, tantas confrarias e devoções exteriores à Santíssima Virgem? Vai nisso muito de ignorância! É fazer da religião uma palhaçada. Falai-me, sim, dos que são devotos de Jesus Cristo (e eles o nomeiam, muitas vezes sem se descobrir, digo-o entre parêntesis): cumpre recorrer a Jesus Cristo, pois é ele o nosso único medianeiro; é preciso pregar Jesus Cristo, isto sim que é sólido!

Em certo sentido é verdade o que eles dizem. Mas, pela aplicação que lhe dão, é bem perigoso e constitui uma cilada sutil do maligno, sob o pretexto de um bem muito maior, pois nunca se há de honrar mais a Jesus Cristo, do que honrando a Santíssima Virgem, desde que a honra que se presta a Maria não tem outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo, e que só se vai a ela como ao caminho para atingir o termo que Jesus Cristo.

A Santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Iesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra seus falsos e escrupulosos devotos: Ó Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!

3. OS DEVOTOS EXTERIORES

Devotos exteriores são as pessoas que fazem consistir toda a devoção à Santíssima Virgem em práticas exteriores; que só tomam interesse pela exterioridade da devoção à Santíssima Virgem, por não terem espírito interior; recitarão às pressas uma enfiada de terços, ouvirão, sem atenção, uma infinidade de missas, acompanharão as procissões sem devoção, farão parte de todas as confrarias sem emendar de vida, sem violentar suas paixões, sem imitar as virtudes desta Virgem Santíssima. Amam apenas o que há de sensível na devoção, sem interesse pela parte sólida. Se suas práticas não lhes afetam a sensibilidade, acham que não há nada mais a fazer, ficam desorientados, ou fazem tudo desordenadamente. O mundo está cheio dessa espécie de devotos exteriores e não há gente que mais critique as pessoas de oração que se dedicam à devoção interior sem desprezar o exterior de modéstia, que acompanha sempre a verdadeira devoção.

4. OS DEVOTOS PRESUNÇOSOS

Os devotos presunçosos são pecadores abandonados a suas paixões, ou amantes do mundo, que sob, o belo nome de cristãos e devotos da Santíssima Virgem, escondem ou o orgulho, ou a avareza, ou a impureza, ou a blasfêmia, ou a maledicência, ou a injustiça, etc.; que dormem placidamente em seus maus hábitos, sem violentar-se muito para se corrigir, alegando que são devotos da Virgem; que prometem a si mesmos que Deus lhes perdoará, que não serão condenados porque recitam seu terço, jejuam aos sábados, pertencem à confraria do santo Rosário ou do Escapulário, ou a alguma congregação; porque trazem consigo o pequeno hábito ou a cadeiazinha da Santíssima Virgem, etc.

Quando alguém lhes diz que sua devoção não é mais que ilusão e uma presunção perniciosa capaz de perdê-los, recusam-se a crer; dizem que Deus é bom e misericordioso e que não nos criou para nos condenar; que não há homem que não peque; que eles não hão de morrer sem confissão; que um bom peccavi à hora da morte basta; de mais a mais que eles são devotos da santíssima Virgem, cujo escapulário usam; e em cuja honra dizem, todos os dias, irrepreensivelmente e sem vaidade (isto é, com fidelidade e humildade) sete Pai-Nosso e sete Ave-Maria; que recitam mesmo, uma vez ou outra, o terço e o ofício da santíssima Virgem; que jejuam, etc. Para confirmar o que dizem e mais aumentar a própria cegueira, relembram umas histórias que leram ou ouviram, verdadeiras ou falsas não importa, em que se afirma que pessoas mortas em pecado mortal, sem confissão, só pelo fato de que em vida tinham feito algumas orações ou práticas de devoção à Santíssima Virgem, ressuscitaram para se confessar, ou sua alma permaneceu milagrosamente no corpo até se confessarem, ou ainda, que pela misericórdia da Santíssima Virgem, obtiveram de Deus, na hora da morte, a contrição e perdão de seus pecados, e se salvaram. Eles esperam, portanto, a mesma coisa.

Não há, no cristianismo, coisa tão condenável como essa presunção diabólica; pois será possível dizer de verdade que se ama e honra a Santíssima Virgem, quando, pelos pecados, se fere, se traspassa, se crucifica e ultraja impiedosamente a Jesus Cristo, seu Filho? Se Maria considerasse uma lei salvar essa espécie de gente, ela autorizaria um crime, ajudaria a crucificar e injuriar seu próprio Filho. Quem o ousaria pensar?

Digo que abusar assim da devoção a Santíssima Virgem, a mais santa e a mais sólida depois da devoção a Nosso Senhor e ao Santíssimo Sacramento, é cometer um horrível sacrilégio, o maior e o menos perdoável, depois do sacrilégio duma comunhão indigna.

Confesso que, para ser alguém verdadeiramente devoto da Santíssima Virgem, não é absolutamente necessário ser santo ao ponto de evitar todo pecado, conquanto seja este o ideal; mas é preciso ao menos ( note-se bem o que vou dizer):

* Em primeiro lugar, estar com a resolução sincera de evitar ao menos todo pecado mortal, que ofende tanto a Mãe como o Filho.

* Segundo, fazer violência a si mesmo para evitar o pecado.

* Terceiro, filiar-se a confrarias, rezar o terço, o santo rosário ou outras orações, jejuar, etc.

Isto é maravilhosamente útil à conversão de um pecador, mesmo empedernido; e se meu leitor estiver nestas condições, como que tenha já um pé no abismo, eu lho aconselho, contanto, porém, que só pratique estas boas obras na intenção de, pela intercessão da Santíssima Virgem, obter de Deus a graça da contrição e do perdão dos pecados, e de vencer seus maus hábitos, e não para continuar calmamente no estado de pecado, a despeito dos remorsos de consciência, do exemplo de Jesus Cristo e dos santos, e das máximas do Santo Evangelho.

5. OS DEVOTOS INCONSTANTES

Devotos inconstantes são aqueles que são devotos da Santíssima Virgem periodicamente, por intervalos e por capricho: hoje são fervorosos, amanhã, tíbios; agora mostram-se prontos a tudo empreender em serviço de Maria e logo após já não parecem os mesmos. Abraçam logo todas as devoções à Santíssima Virgem, ingressam em todas as suas confrarias, e em pouco tempo já nem observam as regras com fidelidade; mudam como a lua, e Maria os esmaga sob seus pés como faz ao crescente, pois eles são volúveis e indignos de ser contados entre os servidores desta Virgem fiel, que têm a fidelidade e a constância por herança. Vale mais não sobrecarregar de tantas orações e práticas de devoção, e fazer poucas com amor e fidelidade, a despeito do mundo, do demônio e da carne.

6. OS DEVOTOS HIPÓCRITAS

Há também falsos devotos da Santíssima Virgem, os devotos hipócritas, que cobrem seus pecados e maus hábitos com o manto desta Virgem fiel, a fim de passarem aos olhos do mundo por aquilo que não são.
7. OS DEVOTOS INTERESSEIROS

Há ainda os devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para ganhar algum processo, para evitar algum perigo, para se curar de alguma doença, ou em qualquer necessidade desse gênero, sem o que a esqueceriam; uns e outros são falsos devotos que não têm aceitação diante de Deus e de sua Mãe Santíssima.

Cuidemos, portanto, de não pertencer ao número dos devotos críticos que em coisa alguma crêem e de tudo criticam; dos devotos escrupulosos que receiam ser demasiadamente devotos a Jesus Cristo; dos devotos exteriores que fazem consistir toda a sua devoção em práticas exteriores; dos devotos presunçosos, que, sob o pretexto de sua falsa devoção continuam marasmados em seus pecados; dos devotos inconstantes que, por leviandade, variam suas práticas de devoção, ou as abandonam completamente à menor tentação; dos devotos hipócritas que se metem em confrarias e ostentam as insígnias da Santíssima Virgem a fim de passar por bons; e enfim, dos devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para se livrarem dos males do corpo ou obter bens temporais.

São Luís Maria Grignion de Monfort
“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”


Sete de fevereiro de 2009. Há cem anos nascia em Fortaleza, no Ceará, Dom Hélder Câmara, o religioso que defendeu os pobres, a justiça social, a paz entre os povos. Hoje Olinda acordou com o repicar dos sinos... no Alto da Sé, a sinfonia era pra lembrar o centenário de nascimento do Dom da Paz, uma das mais importantes personalidades brasileiras do Século 20. Ele morreu há dez anos, mas as obras sociais que criou continuam transformando vidas.

Confira aqui o site criado para homenagear a obra do religioso.

As homenagens continuam às 15h, com o lançamento do selo e do carimbo dos Correios em homenagem a Dom Hélder, desenhado por Silvania Branco. Às 16h30, vai ser celebrada uma missa campal nos jardins da Igreja das Fronteiras para festejar o centenário do religioso. O presidente nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio, vai coordenar a concelebração eucarística.

Depois, uma escultura do arcebispo doada pela Prefeitura do Recife será inaugurada. A estátua, localizada ao lado da Igreja das Fronteiras, vai compor o circuito dos poetas da cidade. Músicas feitas em homenagem a Dom Hélder serão reunidas em CD, sob a coordenação do padre Rubens Almeida.

Para encerrar a festa, o Bloco da Saudade presta homenagem carnavalesca ao Dom, com apresentação especial. “Dom Hélder nasceu no dia de carnaval e sempre teve um temperamento alegre, otimista, cheio de esperança“, afirma a diretora do Centro de Documentação, Lúcia Moreira. “Todos os anos ele é homenageado pelo Bloco da Saudade”.

A Câmara de Vereadores do Recife e a Assembléia Legislativa de Pernambuco também têm eventos em homenagem a Dom Hélder em suas agendas de fevereiro.

Em Brasília, uma sessão solene na Câmara dos Deputados vai reverenciar o Dom da Paz. Em Fortaleza, terra natal do religioso, o Seminário de Prainha, onde ele estudou e foi ordenado, também dá início às celebrações.

O arcebispo emérito de Olinda e Recife foi um homem de muitas ações e lutas. Chegou a ser reconhecido internacionalmente como um dos principais defensores dos Direitos Humanos no Brasil durante o regime militar.

Dom Hélder foi indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Recebeu 33 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades ao redor do mundo. Não quis morar no Palácio dos Manguinhos, a sede a Arquidiocese de Olinda e Recife. Preferiu a simplicidade de uma pequena e centenária igreja.

O homem que dedicou a vida à luta pelos Direitos Humanos e aos pobres, recebeu o carinho e reconhecimento do papa João Paulo II, que em discurso, resumiu: “Meu irmão, irmão dos pobres”.




“O Bispo dos pobres”





Dom Hélder Câmara nasceu em 7 de fevereiro de 1909 e morreu, aos 90 anos, em 28 de agosto de 1999.

Foi um dos maiores líderes da Igreja Católica brasileira, considerado o pioneiro no movimento renovador conhecido por “ opção pelos pobres ”. Nomeado arcebispo de Olinda e Recife em 1964, foi acusado de comunista por suas denúncias de violação de direitos humanos no regime militar e por seus trabalhos com movimentos populares – criou as Comunidades Eclesiais de Base.

Respeitado internacionalmente, só não recebeu o Prêmio Nobel da Paz porque no início dos anos 70, período da ditadura, o governo (1969-74), secretamente, moveu uma campanha contra a sua candidatura; no entanto, o povo o elegeu cardeal, sem nunca ter sido e um verdadeiro representante da paz.



FRASES
“Quando sonhamos sozinhos é só um sonho; mas quando sonhamos juntos é o início de uma nova realidade”.
Mensagem de Natal em 1992


“Pobreza é suportável, mas miséria é uma acinte à natureza humana”.
Em 17,nov.90

“Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo...”

“Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio...”

“Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante ...Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo...”

Fonte: Folha de S.Paulo- 28/08/1999
Câmara, D.Hélder , Mil razões para viver, Civilização Brasileira1987


Apesar de sua baixa representação nas eleições de 31 de janeiro passado

BAGDÁ.- Ainda que os cristãos tenham obtido apenas três lugares devido à atual lei eleitoral, o arcebispo de Kirkuk, Dom Luis Sako, considera que as eleições provinciais de 31 de janeiro passado no Iraque foram «um passo adiante» para os cristãos.

Este encontro eleitoral – o mais importante para o Estado após a queda do regime de Sadam Hussein – foi um marco no processo de construção de um verdadeiro sistema democrático, afirma.

Em uma entrevista concedida à organização eclesial Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o prelado afirma que a prioridade dos novos governos provinciais deverá ser não só a segurança, mas também a coesão social e o desenvolvimento do sistema de saúde e da educação.

Ao contrário das eleições provinciais de 2005, desta vez os sunitas também puderam votar. Este aspecto, segundo Dom Sako, levará os cidadãos iraquianos «a assumirem plena responsabilidade» no desenvolvimento do país.

Neste contexto, o arcebispo sublinha, não obstante, que quando os resultados forem divulgados publicamente – provavelmente no final de fevereiro – será difícil para os cristãos fazer ouvir sua voz no governo e diante da opinião pública. Sua posição, explica, enfraqueceu-se também pela divisão entre os próprios políticos cristãos.

Tendo à sua disposição apenas três lugares, também correm o risco de ser praticamente ignorados. Em novembro, o parlamento iraquiano aprovou o artigo 50 da lei eleitoral provincial, que concedeu apenas 6 lugares às minorias nos conselhos provinciais, dos quais três foram para os cristãos de Bagdá, Basra e Mosul.

Apesar de tudo, o prelado crê que estas eleições «são positivas, são um claro passo adiante. É uma experiência totalmente nova para nós», afirmou.

Falando à Rádio Vaticano, acrescentou que «é importante o fato de que os iraquianos possam agora eleger livremente. Antes, as eleições estavam totalmente condicionadas, agora não mais».

Os três lugares para os cristãos, confessa, «são melhor do que nada. Depois poderemos pedir mais», apesar de que reconhece que «não se respeitaram todos os direitos das minorias».

«Explicaram-nos que se tivéssemos tido, por exemplo, dez lugares, poderíamos ter condicionado os equilíbrios políticos entre os diversos grupos e isso preocupava. Disseram-nos que agora nos dariam um e que depois poderíamos pedir mais. Fizeram-nos promessas, mas sem segurança alguma.»

Segundo o prelado, «é necessário ajudar todos a diferenciar religião e política. Até agora, achavam que ser cristão significa ser adversário. Mas ao contrário, aqui não há regimes cristãos. A política é uma coisa e a religião é outra. Se chegarem a entender que a religião não é um assunto político, então não haverá promessas».

«É necessário muito tempo para mudar a mentalidade e o jogo político – reconheceu. A maioria quer ter tudo, sem pensar nos outros.»

Dado que muitos cristãos estão voltando dos países aos quais haviam migrado, para o arcebispo talvez seja possível «pedir ao novo governo um ministro para proteger e defender as minorias religiosas e étnicas».

Segundo fontes das Nações Unidas, nas eleições de 31 de janeiro participaram mais de 7 dos 15 milhões de eleitores iraquianos, que elegeram, dentre 14.400 candidatos, 440 lugares dos conselhos provinciais em 14 das 18 províncias do país.

As quatro províncias nas quais não se votou são as três autônomas e a província de Kirkuk, a de Dom Sako, onde o voto é altamente controvertido pelo conflito árabe-curdo e pelo controle dos recursos petrolíferos da região.


Abriu-se o período de consulta para uma eventual reforma de leis nesta matéria

PARIS- Por ocasião da abertura na França, em 4 de fevereiro passado, dos «estados gerais» (período de consulta geral que se realiza antes de estudar uma reforma legal), a Igreja Católica quis fazer parte do debate.

Por esta razão, o grupo de trabalho sobre bioética, criado pela Conferência Episcopal Francesa, pôs em andamento um blog (http://www.bioethique.catholique.fr) e procedeu à publicação de um livro titulado: «Bioética, proposta para um diálogo».

Os «estados gerais» de bioética concluirão em junho de 2010, e neles se pretende alimentar o debate público antes da revisão da lei bioética de 6 de agosto de 2004.

O próprio Papa Bento XVI, em seu discurso ao novo embaixador da França na Santa Sé, em 26 de janeiro passado, destacou a «grande contribuição» que a Igreja pode oferecer ao futuro debate sobre a reforma das leis sobre bioética.

«Os pastores da Igreja da França trabalharam muito e estão dispostos a oferecer sua contribuição de qualidade ao debate público que vai começar», afirmava o Papa naquela ocasião, desejando que neste debate se reconheça «o caráter intangível de toda vida humana».

Os bispos franceses criaram um grupo de trabalho sobre bioética em novembro de 2007, composto por seis bispos e presidido por Dom Pierre d'Ornellas, arcebispo de Rennes.

«Dado que a bioética constitui um desafio complexo e apaixonante para a fé, esta proposta na rede permitirá a um maior número de pessoas informar-se, formar-se e dialogar», afirma a apresentação do blog.

Segundo a Conferência dos Bispos da França, o blog proporá cada semana um breve texto de um especialista em um dos sete temas que se tratam na revisão das leis sobre a bioética ou uma declaração sobre alguma questão atual, assim como uma seleção de links para os sites mais importantes sobre bioética.

Por último, uma agenda recolherá os diversos atos (conferências, colóquios, sessões...) programados pelas diferentes dioceses francesas, e se incluirá também um anexo de recursos multimídia.

Um livro

Por outro lado, no blog se incluirão também resumos do livro «Bioética, propostas para um diálogo», publicado pela Conferência Episcopal Francesa.

Na introdução ao livro, os bispos do grupo de trabalho sobre bioética insistem especialmente nas «condições para um verdadeiro debate». Recordando que a bioética é um novo problema social – que afeta todo o mundo e que compromete o futuro da sociedade – sublinham que os «estados gerais» constituem «uma oportunidade, um verdadeiro diálogo».

O livro está organizado levando em conta os últimos avanços científicos, assim como os informes remetidos aos parlamentares e ao governo, em sete capítulos, um para cada uma das questões que estão sendo debatidas.

Os sete temas são: a pesquisa sobre o embrião; a extração e transplante de órgãos, tecidos e células; os tipos de expressão do próprio consentimento nos protocolos de pesquisa; o princípio de disponibilidade do próprio corpo; a assistência médica à procriação, assim como o anonimato do doador e a gestação em barrigas de aluguel; o desenvolvimento da medicina preventiva; e por último, o recurso ao diagnóstico pré-natal e pré-implantatório.


O artigo foi enviado por um leitor de nosso blog.

A cada artigo religioso que recebo, firma-se em mim a admiração pela vossa obra, pela fidelidade aos ideais da vossa comunidade virtual, essa comunidade combatente pela causa da Igreja, comunidade de visão clara, apaixonada pela Santíssima Virgem e pela instauração do Seu Reino.

Continuem fiéis a este ideal. Estar na frente de batalha não é nada fácil — sabemo-lo todos. Com o passar do tempo é fácil ceder à tentação do relaxamento, de certos "diálogos" com o inimigo, e então, às vezes um exército forte pode transformar-se numa bandinha sorridente e ávida de aplausos, mesmo que à custa da fidelidade ao ideal outrora abraçado!

Coragem! "Os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós" (Rm, 8, 18). Que Maria Santíssima, Mãe do Amor formoso, Rainha dos Anjos, Senhora do mundo, vos cubra com seu manto maternal. Daqui rezo por todos vós e pela vossa obra! (I.E.P.C. _ SP)

Maus representantes

Espero que a Igreja Católica puna rigorosamente os sacerdotes que apóiam a violação ao direito à propriedade, que não deve ser violado. Muito me entristece saber que há representantes da nossa santa e amada Igreja que apóiam o MST na violação deste direito, apoiando a desordem. Obrigado pela atenção. (M.A.S.B. _ SP)

Raridade

O comentário que deixo é de que a revista vem nos trazer sempre mais do que podíamos esperar, e acho isso bom. O fato de você abrir uma revista e se interessar por ela, em todo seu conteúdo, hoje em dia é muito raro. (E.B.S. SP)

Importante, rica e clara

Fico muito grata pelas revistas, elas contém muitos relatos importantes e é rica em matérias que são bem claras e ajudam muito na reflexão. Irei divulgá-la a todos que for possível. (M.F.W.V. _ PR)

Mais firme na fé

Para mim a coisa mais importante na minha vida foi dar um pouquinho do que eu tenho para a Campanha. Eu sou legionária há 18 anos, e antes eu era uma pessoa que não sabia quase falar nada, eu tinha uma timidez que não me soltava. E depois que eu passei a receber a correspondência desta maravilhosa campanha, as revistas Catolicismo, eu fui me enchendo de mais fé, me aprofundando com as leituras. Eu me sinto hoje mais firme na fé. (M.J.V.N. _ MG)

Prontamente atendidas

Foi para mim uma grande alegria a visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima a minha casa. Estavam presentes muitas pessoas. M.P., no mês de junho, foi acometida de aneurisma cerebral, ficando na CTI por, 5 dias. Recorremos a Nossa Senhora com muitas orações e fomos prontamente atendidas; ela já esta completamente restabelecida, depois de uma melindrosa cirurgia. (Q.S.C. _ PB)

Mais perto de Deus

Quero agradecer-lhes pelos formulários que recebo diariamente e também pelos livretos e estampas de Nossa Senhora. Já recebi a revista Catolicismo e a imagem de Nossa Senhora. Eu não sei como
agradecer-lhes, pois não mereço tanta coisa bonita. Quem merece elogios são os senhores da Campanha, pois estão fazendo que o povo chegue mais perto de Deus. Reze muito por mim, houve um desentendimento aqui em casa, mas tudo se resolveu, graças a Nossa Senhora. Peço a Deus também por vocês que estão fazendo um serviço maravilhoso. (M.N.E.V. _ BA)

Não ligo mais a TV

Eu sou contra todas essas imoralidades na TV. Eu vi uma vez para testar, mas não ligo a minha TV mais. Essa tal "Big Brother" e " Quinto dos Infernos" acabou de vez com a televisão. Os meus filhos não deixam os meus netos assistir essa programação horrível, estão proibidos de ligar a televisão. Eu rezo o Rosário todos os dias nas intenções dos meus filhos e netos. Falo para eles que nós estamos no fim do mundo. Mostro todas as revistas Catolicismo que vêm com a mensagem de Fátima. Mas essa TV está demais fora da conta. É um absurdo o que se passa neste mundo. Todas as coisas que estão acontecendo, seqüestros, assassinatos, roubos, as crianças aprendem com a televisão. (N.P.S. _ SP)

PNDH

Como católico praticante, pequeno empresário e defensor ferrenho da família, dos bons costumes e da propriedade, quero parabenizar a TFP pela iniciativa contra o "Plano Nacional de Direitos Humanos". (R.J.T. _ via e-mail)

PNDH - II

A propósito do PNDH: por que o Sr. F.H.Cardoso foi visitar o papa, se ele é favorável e promotor de todas essas idéias maquiavélicas? O que ele foi fazer lá? É uma pergunta absolutamente necessária para quem não professa a fé Católica-Apostólica; consta que o mesmo recebeu a Santa Comunhão no Vaticano. Meu Deus!!! (P.M. _ SP)

Tábua de salvação

Infelizmente, dadas as preferências marxistas-gramscianas do nosso atual presidente, acho impossível que qualquer manifestação de desagrado ao PNDH seja considerada e acatada. Nosso futuro é sinistro, estamos desprotegidos, a hegemonia esquerdista triunfou, conseqüente a todos os setores incautos da sociedade que se acomodaram ao longo desses 20 anos, desacreditando no perigo comunista. O resultado está aí!

A esperança e a confiança em Deus são nossa tábua de salvação, espero que nesse mar agitado cheguemos a "Miami" antes que tubarões nos devorem. (C.S.V. _ SP)

Obra de Evangelização

Em minha opinião, é muito interessante, na TFP, os protestos contra coisas erradas, como por exemplo a peça de teatro blasfema e contra o homossexualismo. A vossa organização, portanto, merece apoio. Que Deus vos ajude na obra da Evangelização. (J.R.A.L.F. _ SP)

A Santidade da Igreja

A Igreja é santa por ter sido criada por Jesus Cristo, filho de Deus. Nos dois mil anos de existência, engrandecida pelos seus ensinamentos e pelas grandiosas obras e milagres dos Apóstolos e de todos os santos e santas, fez a civilização evoluir moral, cultural e espiritualmente. Os erros do passado de seus dirigentes e ministros, como agora
de pequena margem de sacerdotes, realçados pela mídia, merecem o devido arrependimento e rigorosa correção, mas não podem, de maneira alguma, ofuscar o esplendor de sua luz excelsa, difundida através dos séculos na cultura, na sabedoria e na evolução da humanidade. (H.C. _ RS)

Nota da redação:

O prezado missivista, cuja carta reproduzimos acima, procura realçar um dogma de fé, contido no próprio Símbolo dos Apóstolos: a santidade da Igreja Católica.

"A santidade entitativa é própria à Igreja sob vários prismas: enquanto a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, é a Esposa de Cristo, é santa em razão de seu Autor, em razão do Espírito Santo, que é sua quase-alma, em razão de sua doutrina e suas leis, em razão do ministério sagrado, dos sacramentos, máxime da Eucaristia, em razão do caráter sacramental de seus membros. Esta santidade é a propriedade essencial da Igreja" 1.

Pio XII resume a santidade da Igreja de modo admirável: "Sem mancha alguma, brilha a Santa Madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que dá, nos dons e graças celestes pelos quais, com inexaurível fecundidade, produz legiões de mártires, virgens e confessores" (Encíclica Mystici Corporis Christi, de 29-6-1943 nº 68).

A carta do missivista refere-se ainda a pecados e erros cometidos por "dirigentes e ministros", bem como a sacerdotes que recentemente têm sido acusados de abusos sexuais, ressaltados e ex
plorados de modo sensacionalista pela mídia.

A esse propósito, é necessário esclarecer que pecados e erros praticados por católicos, inclusive eclesiásticos e pastores, tanto no passado quanto no presente, não devem ser atribuídos, segundo a Encíclica supra-citada, "à constituição jurídica da Igreja, mas àquela lamentável inclinação do homem para o mal, que seu divino fundador às vezes permite até nos membros mais altos do seu Corpo Místico, para provar a virtude das ovelhas e dos Pastores" (nº 67).

O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo predisse que existiriam na Igreja pecadores até a consumação dos séculos (cfr. Parábolas da cizânia, da rede de pesca, das virgens: Mt 13, 24 e ss; 25, 1 e ss.). Mas em todos os tempos haverá santidade exímia em muitos fiéis, e heróica pelo menos em alguns2. E a santidade da Igreja permanece, mesmo em seus membros pecadores, pelo que, apesar de tudo, neles sobrevive de virtudes e valores católicos. Mas, na medida em que não reste mais nada disso, o membro separa-se do Corpo Místico e coloca-se inteiramente fora d'Ele3.
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