Foi divulgado o vídeo oficial da Campanha da Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A produção apresenta experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Quaresma de 2020.
Segundo a editora Edições CNBB, que prepara os materiais da Campanha da Fraternidade, o vídeo oferece um panorama completo, com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos desta edição da CF”. E, neste ano, não será colocado um DVD à venda, mas oferecido diretamente às comunidades.
“Além de uma abordagem fundamentada para cada um dos pilares: ‘Viu, Sentiu e Cuidou’, o vídeo auxiliará nossas comunidades na divulgação e aprofundamento do tema e do lema da Campanha, bem como na assimilação da relevância do assunto para a nossa sociedade”, lê-se na descrição do vídeo no Youtube. Os pilares citados nesta explicação referem-se à parábola do Bom Samaritano, que inspira e ensina o compromisso de cuidar do dom da vida.
O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”.
O vídeo intercala experiências de cuidado com a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é vida santificada”.
“Conheça o vídeo, divulgue na sua paróquia, nas suas comunidades a fim de estabelecermos uma grande corrente do bem, que Deus abençoe e vos faça muito felizes!”, desejou padre Patrky.


No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré. Foi até uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!”. Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer.
O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?”
O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus, nada é impossível”.
Maria disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E o anjo a deixou.
Leitura do Evangelho de Lucas 1,26-38(Correspondente a Festa da Imaculada Conceição, ciclo A, do Ano Litúrgico).
O comentário é de Ana Maria Casarotti, Missionária de Cristo Ressuscitado.

Alegra-te, Maria

Continua-se com o Tempo de Advento, tempo de preparação para o Nascimento do Salvador. Mas as leituras deste segundo domingo de advento, que deveriam ser sobre a presença de João Batista e seu apelo à conversão, cedem o passo à Solenidade da Festa da Imaculada. Estamos num tempo de conversão e não há melhor exemplo que a presença de Maria, a Mãe de Jesus, para ensinar e mostrar-nos o caminho de conversão e preparação para receber o Messias, o Salvador. Somos convidados/as a avaliar nossa resposta aos desafios e às propostas de Deus. Abandonando o orgulho e a autossuficiência, Maria acolhe a proposta de Deus, confiando plenamente nas palavras do anjo. Desta forma ela converte-se no exemplo de resposta radical ao projeto de Deus e seu “sim” ecoa, desde esse momento, como resposta às comunidades cristãs ao longo do mundo inteiro.
No texto do evangelho de Lucas que se lê hoje, Maria apresenta-se na sua simplicidade e docilidade ao Espírito Santo. No seu exemplo, a liturgia convida-nos a acolher com um coração disponível e agradecido as propostas de Deus para nós e para o mundo. O evangelho situa-nos na Galileia onde foi enviado o anjo Gabriel a uma cidade chamada Nazaré. Galileia, localizada na região norte da Palestina, era considerada pelos mestres judeus, escribas e fariseus uma terra de “onde não podia vir nada de bom”, porque era uma região que se considerava influenciada continuamente por costumes e tradições pagãs. Como consequência, a pequena aldeia de Nazaré era totalmente desconhecida, pobre e ignorada pelos judeus e por isso ficava à margem dos caminhos de Deus.
O texto diz que o anjo se dirige a uma virgem que estava “prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi”Maria e José já haviam celebrado os “esponsais”, estavam numa situação de prometidos, ainda não tinham celebrado o matrimônio.
O anjo entrou onde ela estava, e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!”. O diálogo com Maria começa com uma saudação do anjo: “alegre-se, cheia de graça”. A alegria é na Palavra de Deus um aspecto caraterístico do cumprimento das promessas de Deus. Em Maria estas promessas chegam a sua realização plena. Como disse o papa Francisco, “A alegria cristã é o respiro do cristão. Um cristão que não é feliz no coração não é um bom cristão. É o respiro, o modo de se expressar do cristão, a alegria. Não é uma coisa que se compra ou o que faço com o meu esforço. Não. É um fruto do Espírito Santo. Quem faz a alegria no coração é o Espírito Santo”. Texto completo: O Papa: a alegria cristã é a paz, não “momentos de doce vida”.
A expressão cheia de graça significa que Maria é objeto do amor e predileção de Deus. A fé inicia este diálogo que é a visita amorosa de Deus à virgem Maria. Diante desta saudação o relato nos diz: “Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer”.
Três verbos apresentam a primeira reação de Maria. Ela ouve as palavras e fica preocupada porque se pergunta sobre o significado dessa saudação. No primeiro momento ela escuta suas palavras e as deixa entrar no seu interior. Não rejeita aquilo que ela desconhece, pelo contrário, procura entender seu significado. No seu exemplo Maria ensina-nos que a primeira atitude é ouvir e deixar ressoar aquelas palavras, situações, acontecimentos desconhecidos e que possivelmente perturbam uma estabilidade aparente.
Mas o anjo disse-lhe: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus”. Desde um primeiro momento o anjo convida Maria a confiar plenamente em Deus. Ela foi escolhida por Deus para uma missão que lhe será revelada!
A primeira resposta de Maria à proposta do anjo é uma objeção, como acontece em várias situações no Antigo Testamento. É uma resposta natural diante de uma proposta que ultrapassa os limites da compreensão humana. Apresenta-se assim a grandeza de Deus, numa resposta que mostra, por um lado, a fragilidade humana diante do agir de Deus. Neste momento Maria não pode entender como será possível isso que lhe foi anunciado. Diante da sua pergunta, o anjo promete que o “Espírito Santo virá sobre ela e a cobrirá com sua sombra”.
A presença do Espírito Santo cobre Maria com sua sombra, mas não é uma sombra que gera obscuridade, senão pelo contrário, é uma nuvem que favorece a claridade, a luminosidade. Uma nuvem que protege, que cobre a virgem Maria, gerando uma Vida nova nela.
Podemos perguntar-nos: que tipo de nuvem cobre nossa vida? É uma sombra que protege ou é uma sombra que obscurece nosso caminhar e nosso olhar ao nosso redor? É uma nuvem que comunica Vida ou gera penumbra e trevas que impedem um caminhar confiante?
resposta de Maria ao projeto de Deus convida-nos a caminhar com uma atitude humilde, como comunidades eleitas por Deus, e aceitar assim seu chamado para levar adiante a missão que ele nos confia.
Peçamos a Maria que nos ensine a reconhecer a presença de Deus que nos escolheu e aceitar como ela, com disponibilidade, seu chamado para cumprir com fidelidade o projeto de Deus.

Oração

Lógica de Deus

Onde acaba a cidade
e começa o medo,
onde terminam os caminhos
e começam as perguntas,
perto dos pastores
e longe dos senhores,
no calor de Maria
e no frio do inverno,
vindo da eternidade
e gestando-se no tempo,
salvação poderosa para todos
atado a um edito do império,
rebaixado em um presépio de animais
aquele que a todos nos eleva até os céus,
nasceu o Filho do Pai,
Jesus, o filho de Maria.
Só abaixo está o senhor do mundo
que nós sonhamos no alto.
Aqui se vê a grandeza de Deus
contemplando a humildade deste pequenino
Aqui está a lógica de Deus,
rompendo o discurso dos sábios.
Aqui já está toda a salvação de Deus
que plenificará todos os povos e os séculos.
Benjamin González Buelta
Salmos para sentir e saborear as coisas internamente

Julgar os outros cabe somente a Deus, a nós cabe ajudar, ter misericórdia, paciência e, sobretudo, não rotular as pessoas. Quantas vezes, nós olhamos os problemas dos outros, falamos dos outros e não olhamos o que nós mesmos somos! 
“Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?” (Mateus 7, 3).
Hoje nós somos chamados por Deus a rever a forma como olhamos uns para os outros; na verdade, essa palavra se chama “julgamento”. Quem de nós não julga o outro e a forma do outro proceder, agir, falar e se comportar? Isso está no nosso consciente e no nosso inconsciente; Nós somos e nos comportamos, muitas vezes, como juízes dos nossos irmãos. Você pode dizer: “Não, eu estou só vendo. É o que todo o mundo está vendo”.
Aquele que julga demais torna-se cego para si mesmo, aquele que vê demais a vida dos outros não enxerga a própria vida. É aquela história do vizinho que vê a telha da casa do seu vizinho caindo e não percebe que seu telhado já está todo no chão.
Quantas vezes, nós olhamos para os problemas dos outros, falamos dos outros e não enxergamos o que nós mesmos somos. O problema do julgamento é que ele nos faz pessoas cegas. Sim, cegas para nos mesmos, pois não somos capazes de nos enxergar.
Quando nós temos a humildade de nos conhecer, de nos voltarmos para dentro de nós mesmos e de analisarmos com mais seriedade, profundidade e serenidade os nossos próprios atos, nós somos mais misericordiosos ao julgar os outros. Na verdade, nós aprenderemos que julgar os outros cabe somente a Deus, a nós cabe ajudar, ter misericórdia, paciência e, sobretudo, não rotular as pessoas.
Há algo muito sério quando nós julgamos, analisamos e falamos da vida de todos e não olhamos para a nossa própria vida. É um sério risco que nós corremos em tudo aquilo que nós fazemos, pois a nossa vida se torna um enrosco só e nos enchemos de problemas e dificuldades, porque nós passamos muito tempo tomando conta da vida dos outros e não sabemos cuidar da nossa própria vida.
Deus é nosso amigo, Ele está conosco, quer nos ajudar, Ele só quer nos pedir uma coisa: Deixemos de julgar os outros e permitamos que o justo Juiz nos ajude a ver com clareza aquilo que somos verdadeiramente.

Coroa do Advento é uma tradição que remonta do Século XIX, nos servindo de lembrança para a importância desse período tão importante para nós católicos, “O Advento”.
A Coroa do Advento é um símbolo cristão que pode ser colocada na casa de qualquer católico, muito importante pois além da lembrança do período do advento nos traz mensagens importantes dentro dos símbolos das quais esta guirlanda contém.
Para entendermos mais à fundo os significados desse ícone listamos abaixo os significados de cada elemento nela presente:

A guirlanda da Coroa do Advento

As velas são colocadas em uma guirlanda redonda, pois representa o amor de Deus que é infinito, assim como em um círculo você não encontra seu início e seu fim. Além do mais como no círculo não existem lados diferentes representa que o amor de Deus é igual para todos nós.

O verde dos ramos da Coroa do Advento

O verde dos ramos encontrados na coroa do advento é a representação da esperança que é renovada com a vinda do Príncipe da Paz, e o Senhor da Esperança que está para chegar.

A fita vermelha da Coroa do Advento

Fita vermelha que representa o testemunho e o amor de Deus que nos envolve por completo, um amor forte e infinito.

As velas da Coroa do Advento

Na Coroa do Advento também encontramos as velas, e assim como os outros símbolos dentro desse ícone, sendo elas normalmente colocadas nas seguintes cores: Verde, Vermelha, Roxa e Branca. Abaixo conheceremos os significados das cores das Velas do Advento e quando acender-las.
As Velas da Coroa do Advento possuem uma ordem que devem ser acesas, começando pelo primeiro Domingo do Advento (primeiro domingo de dezembro):

1° Verde

Deve ser acendida no primeiro domingo de dezembro representada pelo verde que é a esperança que é trazida pelos profetas que anunciam a vinda do Messias.

2° Vermelha

A segunda vela a se acender, a cor vermelha que representa o amor de Deus, também representa a anunciação feita por João Batista

3° Roxa

O roxo durante o advento representa a alegria da chegada do Senhor que se aproxima cada vez mais.  
4° Branca
A vela que representa a pureza do Branco, além da luz que vem da Virgem Maria, na chegada de seu filho O Messias.

O Catecismo da Igreja Católica assinala que o purgatório é uma "purificação final" que devem fazer para chegar ao céu todos os que “morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna”. Entretanto, essa realidade é pouco conhecida ou não é bem compreendida. Por esta razão e para estar bem formados sobre o purgatório, apresentamos sete fatos que todo católico deve conhecer sobre a sua existência e a forma de ajudar concretamente as almas que estão no purgatório.

  1. Sua existência é mencionada na Bíblia Em diversas passagens da Bíblia se encontram referências ao purgatório. Podemos encontrar concretamente nos Evangelhos de Mateus (12, 32); Lucas (12, 59) e na Primeira Carta aos Coríntios (3, 15).

  2.- Uma indulgência pode ser oferecida por uma alma no purgatório A Indulgentiarum Doctrina assinala em sua norma número 15 que um católico pode receber uma indulgência plenária por um defunto "em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, para os que legitimamente usam desses últimos”, seguindo as condições habituais de confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa. No dia 02 de novembro se comemora a Festa de Todos os fiéis defuntos e nesse dia pode-se obter uma indulgência plenária para a alma de um ente querido, família ou amigo.

  3.- As almas do purgatório podem ser intercessoras Santa Catarina de Siena disse que as almas do purgatório, que foram libertadas das suas tristezas nunca se esquecerão dos seus benfeitores na terra e intercederão por eles diante de Deus. Além disso, quando essa pessoa chegar ao céu, elas a receberão. Suas orações protegem seus amigos dos perigos e os ajudam a superar dificuldades. Santa Catarina de Bolonha, disse em uma ocasião: "Recebi muitos e grandes favores dos Santos, mas muito maiores das Almas Santas (do purgatório)". São João Macias era outro santo que tinha muita devoção pelas almas ou almas do purgatório e com as suas orações, especialmente o Rosário, conseguiu libertar 1,4 milhões, segundo ele mesmo afirmava depois de uma revelação divina. Como retribuição, conseguiu graças extraordinárias e abundantes destas pessoas que chegaram ao Céu graças às suas orações e no momento da morte deste santo peruano, conta-se que foi consolado pelas mesmas almas que ele ajudou a livrar do purgatório.

  4.- Os santos escrevem preces pelas almas do purgatório São Nicolau de Tolentino é conhecido como o patrono das almas do purgatório porque durante sua vida recomendava a oração pelos falecidos no purgatório, obtendo muitas conversões. Vários outros santos escreveram orações pelas almas do purgatório conhecendo o bem que faziam tanto as almas destinatárias das orações como àqueles que recitavam estas orações.

  5.- Alguns santos visitaram o purgatório Santa Faustina Kowalska, a mensageira da Divina Misericórdia, é um exemplo deste grupo de pessoas que estiveram no purgatório ainda em vida e lá comprovaram o que se sabe sobre ele. Ela recebeu a graça de ver o purgatório, o céu e o inferno. Em seus escritos, a santa polonesa conta que uma noite seu anjo da guarda pediu-lhe para segui-lo e ela encontrou-se em um lugar cheio de fogo e almas que sofriam, entretanto, aquele não era o inferno. Ela perguntou às almas o que as fazia sofrer mais, e elas responderam que era sentir-se distantes e abandonadas por Deus. Quando ela saiu, ouviu a voz do Senhor que lhe disse: "Minha Misericórdia não quer isso, mas minha Justiça pede por isso".

  6.- A Virgem Maria consola as almas que estão lá Em sua visão do purgatório Santa Faustina Kowalska também observou que a Virgem Maria visitava as almas que estavam lá e ouviu que estas a chamaram de "Estrela do Mar". Por outro lado, a Mãe de Deus teria revelado a Santa Brígida que "qualquer pena, mesmo que seja no Purgatório, se tornaria mais suave e mais fácil de suportar com sua intercessão".

  7.- Existe um museu que recolhe 15 provas sobre a existência do purgatório Em Roma (Itália), perto do Vaticano, está o Museu das Almas do Purgatório que fica dentro da Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio. Foi criado em 1897 pelo Padre Victor Jouet, um padre francês missionário do Sagrado Coração. Lá 15 testemunhos e objetos, como livros e roupas, comprovam as "visitas" de almas do purgatório a entes queridos, pedindo-lhes orações para que prontamente pudessem sair de lá.

O papa Francisco teme que a situação atual na América Latina se assemelhe à difícil década de 1970, quando a região viveu sob ditaduras militares, e por conta dessa ameaça, pediu paz nesta terça-feira (26), em sua viagem de volta do Japão a Roma. Ao ser perguntado sobre a situação de vários países, como Chile, Colômbia, Bolívia e Nicarágua, com tumultos, violência nas ruas, mortos e feridos, o papa reconheceu que não tinha como fazer uma análise. “A situação atual na América Latina se assemelha à de 1974-1980, no Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai com (Alfredo) Stroesner, e também creio que a Bolívia (…). Uma situação pegando fogo, mas não sei se é um problema fácil de detectar”, admitiu. “Realmente não posso fazer uma análise sobre isso neste momento”, afirmou. O primeiro papa latino-americano da história, que viveu na carne os horrores da ditadura militar na Argentina, considera que “algumas declarações não são precisamente de paz”. “O que está acontecendo no Chile me assusta, porque o Chile está emergindo de um problema de abusos (sexuais de menores) que causou tanto sofrimento e agora esse problema, que não entendemos bem …”, admitiu. “Mas está pegando fogo e precisamos buscar diálogo e também a análise”, acrescentou. Francisco criticou os governos da região, os quais classificou como “fracos” sem especificá-los . “Também existem governos fracos, muito fracos, que falharam em trazer ordem e paz, e é por isso que chegamos a essa situação”, afirmou. O papa argentino evitou falar sobre a Colômbia, país que visitou em 2017 e registrou manifestações históricas contra o governo de Iván Duque. Em uma eventual mediação da Santa Sé nesses conflitos, o pontífice afirmou: “Estamos dispostos a ajudar quando for necessário”. Em sua conversa com cerca de 70 jornalistas de todo o mundo que o acompanharam na visita à Tailândia e ao Japão, o papa comparou os protestos em Hong Kong com os registrados no resto do mundo. “Não se trata apenas de Hong Kong. Pense no Chile, pense na França, a democrática França: um ano de coletes amarelos. Pense na Nicarágua, pense em outros países latino-americanos que têm esses problemas e também em alguns países europeus. É algo geral. O que a Santa Sé faz com isso? Apela ao diálogo, à paz “, concluiu.

“Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” é o tema para 2020. A Campanha da Fraternidade é o modo com o qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não se separar conversão e serviço à sociedade e ao planeta. 

A cada ano, um tema é destacado, assim, a Campanha da Fraternidade já refletiu sobre realidades muito próximas dos brasileiros: família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outros enfoques. Em 2020, a CF convida, por meio de seu texto-base, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34), busca conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, casa comum. Lançado pela editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Edições CNBB, o texto-base convida a um olhar que se eleva para Deus, no mais profundo espírito quaresmal, e volta-se também para os irmãos e irmãs, identificando a criação como presente amoroso do Pai. No texto, a presidência da CNBB afirma que a Campanha será uma motivação para olhar transversalmente as diversas realidades, interpelando a todos ao respeito do sentido que, na prática, se atribui à vida, nas suas diversas dimensões: pessoal, comunitária, social e ecológica. “Não se pode viver a vida passando ao largo das dores dos irmãos e irmãs”, diz um trecho do texto base. Ver, sentir, compaixão e cuidar são os verbos de ação que irão conduzir este tempo quaresmal. Para isso, o texto-base que é dividido em três partes, convida que cada pessoa, cada grupo pastoral, movimento, associação, Igreja Particular e o Brasil inteiro, motivados pela Campanha da Fraternidade, possam ver fortalecida a revolução do cuidado, do zelo, da preocupação mútua e, portanto, da fraternidade. O subsídio, disponível para compra no site da editora, além de oferecer um panorama completo, com todo o referencial para que se possa viver, difundir e praticar os preceitos dessa edição da CF, traz a letra do hino oficial, a oração e o conceito da arte do cartaz. Também apresenta dados e orientações sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade.

Muitos fiéis têm uma compreensão intuitiva e baseada na experiência do Advento, mas o que dizem os documentos da Igreja sobre este tempo de preparação para o Natal? Estas são algumas das perguntas e respostas mais comuns acerca do Advento, que neste ano começa no dia 2 de dezembro.

1. Qual é o propósito do Advento? O Advento é um tempo no calendário litúrgico da Igreja, especificamente, do calendário da Igreja Latina, que é a maior em comunhão com o Papa. Outras igrejas católicas – assim como muitas não católicas – têm a sua própria celebração do Advento. Segundo as Normas Gerais para o Ano Litúrgico e o calendário, esta festa tem um duplo significado: em primeiro lugar é uma temporada para nos prepararmos para o Natal, quando recordamos a primeira vinda de Cristo; e em segundo lugar, um período que apela diretamente à mente e ao coração para esperar a segunda vinda de Cristo no final dos tempos. O Advento é, então, um período de espera devota e alegre (Norma 39) que nos recordas as duas vindas de Cristo. 

  2. Quando começa e termina o Advento? O primeiro domingo de Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico, que neste ano será em 3 de dezembro. Os três domingos de Advento restantes serão os dias 9, 16 e 23 de dezembro. A duração deste tempo de preparação pode variar entre 21 e 28 dias, pois se celebram nos quatro domingos mais próximos à festa do Natal. 

  3. Por que não se canta nem recita o glória? Durante o Advento, não se recita o glória porque é uma das maneiras de expressar concretamente que, enquanto dura o nosso peregrinar, falta algo para que a alegria seja completa. Quando o Senhor estiver presente no meio do seu povo, a Igreja terá chegado à sua festa completa, com a Solenidade do Natal do Senhor, quando é cantado novamente o glória. O Missal Romano assinala que o glória é recitado ou cantado aos domingos, exceto nos tempos litúrgicos do Advento e da Quaresma. As exceções desta regra durante o Advento são a Solenidade da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, e a festa da Virgem de Guadalupe, em 12 de dezembro. 

  4. Qual é a cor litúrgica deste tempo? A cor normal do Advento é o roxo. Segundo o numeral 346 da Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), “usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos”. Em muitos lugares, há uma notável exceção para o terceiro domingo do Advento, conhecido como o domingo do Gaudete: “A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma)” (IGMR, 346).

  5. O Advento é um tempo penitencial? Frequentemente, pensamos no Advento como um tempo penitencial, porque a cor litúrgica é o roxo, como na Quaresma. Entretanto, segundo o cânon 1250 do Código de Direito Canônico: “Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. Embora as autoridades locais possam estabelecer dias penitenciais adicionais, esta é uma lista completa dos dias e tempos penitenciais da Igreja Latina em seu conjunto e o Advento não é um deles. 

  6. Como as igrejas são decoradas? O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala: “No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor”. “A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e, em vez de as pôr sobre a mesa do altar, disponham-se junto dele”. 

  7. Quais expressões de piedade popular podemos usar neste tempo? Existem várias expressões de piedade popular que a Igreja reconheceu para serem usadas durante o Advento. Entre elas estão: a Coroa de Advento, procissões, solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro, novena de Natal, Presépio etc. 

  Bônus: Como deve ser a música? O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala que no “Advento o uso do órgão e de outros instrumentos musicais deve ser marcado por uma moderação adequada de acordo com este tempo litúrgico do ano, sem expressar com antecipação a alegria plena do Natal do Senhor”.

O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal e começa quatro domingos antes desta festa. Além disso, marca o início do novo Ano Litúrgico católico e em 2019 começará no domingo, 1º de dezembro. Advento vem do latim “ad-venio”, que quer dizer “vir, chegar”. Começa com o domingo mais próximo da festa de Santo André (30 de novembro) e dura quatro semanas. O Advento está dividido em duas partes: as primeiras duas semanas servem para meditar sobre a vinda do Senhor quando ocorrer o fim do mundo; enquanto as duas seguintes servem para refletir concretamente sobre o nascimento de Jesus e sua irrupção na história do homem no Natal. Nos templos e casas são colocadas as coras do Advento e se acende uma vela a cada domingo. Do mesmo modo, os paramentos do sacerdote e as toalhas do altar são roxos, como símbolo de preparação e penitência. A exceção é o terceiro domingo, o Domingo Gaudete (da alegria), no qual pode se usar a cor rósea. A fim de fazer sensível esta dupla preparação de espera, durante o Advento, a Liturgia suprime alguns elementos festivos. Na Missa, não é proclamado o hino do Glória. O objetivo desses simbolismos é expressar de maneira tangível que, enquanto dura a peregrinação do homem, falta-lhe algo para seu gozo completo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, a Igreja terá chegado à sua festa completa, representada pela Solenidade do Natal. Muitos católicos sabem do Advento, mas talvez as preocupações no trabalho, as provas na escola, os ensaios com o coral ou teatro de Natal, a arrumação do presépio e a compra dos presentes fazem com que se esqueçam do verdadeiro sentido deste tempo. Por isso, é preciso recordar que a principal preparação neste período deve ser interior, na espera da vinda de Jesus. No tempo do Advento, faz-se um apelo aos cristãos, a fim de que vivam de maneira mais profunda algumas práticas específicas, como: a vigilância na fé, na oração, na busca de reconhecer o Cristo que vem nos acontecimentos e nos irmãos; a conversão, procurando consertar os próprios caminhos e andar nos caminhos do Senhor, para seguir Jesus em direção Reino do Pai; o testemunho da alegria que Jesus traz, através de uma caridade paciente e carinhosa para com os outros; a pobreza interior, de um coração disponível para Deus, como Maria, José, João Batista, Zacarias, Isabel; a alegria, na feliz expectativa do Cristo que vem e na invencível certeza de que Ele não falhará.

Trata-se da 32ª Reunião do organismo querido pelo Papa Francisco como instrumento de auxílio no governo universal da Igreja. Os trabalhos prosseguirão até esta quarta-feira, 4 de dezembro, tendo ao centro a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana Teve início na manhã desta segunda-feira (02/12) no Vaticano, na presença do Papa, a 32ª Reunião do Conselho dos Cardeais, instituído por Francisco com o Quirógrafo de 28 de setembro de 2013, como instrumento de conselho no governo universal da Igreja e com a tarefa de estudar um projeto de nova Constituição apostólica sobre a Cúria. Trabalho sobre a nova Constituição No centro da última reunião, realizada entre os dias 17 e 19 de setembro passado, esteve propriamente a primeira “releitura” e a “modificação” do esboço da nova Constituição, cujo título provisório é “Praedicate evangelium”, baseado “nas muitas contribuições provenientes das Conferências episcopais, das observações dos dicastérios da Cúria romana e das sugestões dadas pelas entidades em questão”. Segundo referiu a Sala de Imprensa da Santa Sé, a primeira releitura foi uma “passagem de escuta e de reflexão” em resposta às indicações do Pontífice “no sentido da comunhão e da sinodalidade”. O novo texto A nova Constituição Apostólica é chamada a substituir a “Pastor Bonus” de São João Paulo II, em vigor desde 28 de junho de 1988, composta por 193 Artigos, 2 Adnexum e sucessivas modificações de Bento XVI e Francisco. Segundo as previsões feitas em junho passado pelo secretário do Conselho, dom Marcello Semeraro, o texto, após uma intensa atividade de consulta e escuta, em sua redação final poderá chegar às mãos do Papa para a aprovação definitiva “no máximo no final deste ano”. A missionariedade O ímpeto missionário, fortemente querido pelo Papa Francisco e já descrito na Evangelii Gaudium – sempre nas palavras do secretário – é evidente no esboço do texto em que ressoa aquele “ide e pregai no mundo inteiro”, presente no Evangelho segundo São Marcos, que hoje mais do que nunca deve ser lido no contexto em contínua transformação em que o anúncio da Boa Nova deve saber colocar-se. Os trabalhos da 32ª Reunião do Conselho dos Cardeais prosseguirão até esta quarta-feira, 4 de dezembro.

“A nossa fé diz que o Verbo de Deus se encarnou, se fez homem e habitou entre nós. Deus entrou na história humana e está comprometido com ela. Podemos dizer que Deus ao se submeter às leis da natureza em Jesus sofre junto com a humanidade a destruição do meio ambiente que afeta todas as criaturas.” “É impossível para a Igreja ficar calada diante das injustiças e da opressão a que foram submetidos os povos originários da Amazônia.” “Uma Igreja de sacristia é sinônimo de uma Igreja voltada sobre si mesma, doente e necessitada de conversão.”

Confira: Sair da Sacristia Por Dom Sérgio Castriani

 A preparação do Sínodo da Amazônia tem dado muito o que falar. O fato da Igreja estar tocando em assuntos que aparentemente não são de sua alçada, tem levado empresários, generais e políticos a se posicionarem contra o fato das Conferências Episcopais estarem falando de mudanças climáticas, desmatamento, poluição das águas e do ar.

Um general chegou a sugerir que se os bispos quiserem os dados sob o meio ambiente deveriam procurar o governo, que tem instituições competentes para monitorar e implementar medidas eficazes na proteção de nossa biodiversidade e potencial hídrico. Ora, o Papa fez mais que isto ao escrever a Laudato Si, chamando os mais renomados cientistas para colaborar, no documento que é o carro chefe deste pontificado e o verdadeiro pai do Sínodo da Amazônia.

Sentindo-se incomodados pela fala dos que foram constituídos protagonistas do processo sinodal, os povos originários, que denunciaram a onda de destruição e morte que os atuais governantes estão impondo à região, apelaram para o velho chavão de que Igreja boa é aquela que fica na sacristia falando de temas espirituais, como se fé e vida não se tocassem. Religião trata de temas espirituais e morais individuais, mas quando o assunto é sério, sobretudo quando entra a razão do mercado, a religião não tem mais nada a dizer?

O cristianismo não é assim. A nossa fé diz que o Verbo de Deus se encarnou, se fez homem e habitou entre nós. Deus entrou na história humana e está comprometido com ela. Podemos dizer que Deus ao se submeter às leis da natureza em Jesus sofre junto com a humanidade a destruição do meio ambiente que afeta todas as criaturas. E, como Paulo, sabemos que os sofrimentos da humanidade completam os sofrimentos de Jesus. Esta é a razão profunda pela qual a Igreja se coloca como voz dos que não tem voz. Não é só a razão de mercado que tem razão. E a razão é que Deus amou tanto o Mundo que enviou seu Filho para salvá-lo. A encarnação tem a finalidade de recriar o mundo.
É impossível para a Igreja ficar calada diante das injustiças e da opressão a que foram submetidos os povos originários da Amazônia. Enquanto não houver um diálogo sincero e vital com estes povos a nossa história estará incompleta, porque ainda não estaremos vivendo a encarnação. A invasão do Continente Americano, a espoliação das suas riquezas, os massacres e os genocídios foram e são até hoje um grande mal-entendido.

Portanto, quando a Igreja se interessa pelas coisas do mundo e pelos apelos humanos que a realidade impõe como sofrimento e dor, sobretudo a dor dos inocentes, o faz por amor ao mundo que Deus criou e redimiu.

A sacristia é um lugar de passagem para a Liturgia. Uma Igreja de sacristia é sinônimo de uma Igreja voltada sobre si mesma, doente e necessitada de conversão. A Liturgia, em função da qual está a sacristia, como celebração do Mistério Pascal, coloca o povo de Deus no centro da história que foi o derramamento do sangue da Nova Aliança. E a memória deste sangue derramado não permite a indiferença e a omissão.
Dom Sergio Eduardo Castriani – Arcebispo de Manaus
Publicado no Jornal: Amazonas em Tempo, 15.9.2019.
(Os grifos são nossos)


 Devemos vigiar sempre

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Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando nesse Domingo, a abertura do Advento e o início do novo ano da Igreja, o ano litúrgico A. Vamos caminhar com esperança na História da nossa Salvação e viver os mistérios de Deus na comunidade e na vida do Povo de Deus.

Temos na Igreja duas comemorações importantes e celebrações centrais da nossa Fé: O Natal e a Pascoa do Senhor.

Esse ano vamos trilhar nas passagens do Evangelista São Mateus. Celebrar o Advento é celebrar a espera da vinda do Senhor que vem um dia restaurar tudo e colocar no seu governo que é de justiça, amor e paz. Mas também celebramos o maior acontecimento da humanidade a vinda de Jesus pela primeira vez no Natal e por causa disso preparamos a nossa casa com enfeites e ainda o nosso coração para que ele ressurja em nossa vida, transformado em um coração solidário, misericordioso cheio d perdão e de amor.

O primeiro domingo e o segundo domingo do Advento, nós ficamos na atitude de prontidão da nova vinda de Jesus Glorioso para instalar definitivamente entre nós o seu Reino que vai trazer a verdadeira justiça e paz aos povos.

Os outros dois domingos vamos tomar mais consciência da noite de Belém, a onde o Deus menino se faz pobre para nos ensinar o despojamento e abertura de coração aos mais necessitados do nosso mundo presente.

A liturgia desse domingo nos exorta para a vigilância para entender os sinais e acolher Deus que é fiel ao seu Povo.

No Livre do Profeta Isaias nos fala da vinda no tempo propicio o descendente do Rei Davi que trará definitivamente a justiça e a paz tão desejada pelo seu Povo.

Como Hoje, o povo do tempo antigo sofria guerras, injustiças, pobreza e miséria, mas no contexto de tantas coisas ruins, o Profeta faz essa promessa extraordinária: vai vir um novo Rei que dará a paz e ajustiça duradora a todos.

Deus deve ser adorado na sua grandeza e a mor a humanidade, pois Ele é fiel e vem socorrer o seu Povo. (cf. Is 2,1-5) A pergunta se faz: O que podemos fazer para a realidade em que vivemos possa ser transformado em algo bom para todos?

Na carta aos Romanos, Paulo nos convida a ter olhos abertos para perceber os sinais novos de um dia maravilhoso da salvação. Mass é preciso caminhar, vivendo os valores evangélicos que são: partilha, perdão, bondade, misericórdia, justiça e amor nesse tempo presente em que vivemos. Usar as roupas da luz e não as das trevas. (cf. Rm 13,11-14)

O evangelista São Mateus nos exorta para ficarmos atentos e permanentes na vigilância para a vinda do Senhor. É a promessa do Profeta Isaias que vai se concretizar no tempo certo.

Jesus nos fala em três episódios: primeiro é o evento de Noé, muitos não ouviram apelo dele que ia acontecer o diluvio, prefiram ficar numa vida sem compromisso e desfrutando apenas das coisas mudanas e terrenas. SO pouco se salvara. O segundo é as preocupações do cotidiano que não nos permite a fazer a reflexão dos sinais do tempo e nem estar com Senhor. Isso prejudica a vinda do Senhor, E por fim o terceiro episódio é não estar preparado e nem vigilante, deixando o ladrão robe a sua casa.

Queridos irmãos e irmãs, é preciso estar atentos, pois Jesus virá de novo e nós devemos sempre estar com o coração novo e transformado por Cristo para acolher a salvação definitiva. Ainda precisamos viver em comunidade, sendo agente de transformação da realidade de morte para a vida. Devemos praticar o bem, ser de atitude de pobre e promotor da paz e da verdadeira justiça.  (cf. Mt 24,37-44)

Que esta liturgia de hoje nos desperte para a vida em Deus e estar vigilantes, diante de todos os acontecimentos de nossa vida, mesmo nas festividades e no momento de nossa dor e das dos outros.

Tudo por Jesus nada sem Maria

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha


Nosso Cristo Rei  é um Deus Servidor


 

 Queridos irmãos e irmãs, estamos nesse Domingo, celebrando a Solenidade de |Cristo Rei. E desse modo encerramos esse ano Litúrgico. Sabemos que Jesus é Rei justo, bom e misericordioso.

Hoje o mundo é marcado por reinos e governos injustos.na história e no nosso tempo, Israel teve vários reis, mas apenas Rei Davi foi um bom rei e justo.

O povo de Deus esperava um Rei justo de novo que viesse tirar toda forma de opressão e injustiça no mundo em que viviam. Assim Jesus Cristo veio ao mundo e Ele é o Rei perfeito tão esperado pelo Povo de Deus. Hoje, nós temos a alegria de ter essa confirmação em Cristo, pois Ele é Senhor do Universo. A sua realeza é selada na cruz, a forma mais perfeita de doação para salvar a humanidade toda.

No segundo livro de Samuel temos a figura de Davi e ele foi ungido e consagrado Rei de todo povo de Israel. O seu reinado foi um tempo de paz e de justiça. Essa realidade foi sempre desejada pelo povo durante outras épocas através de promessas dos profetas que vieram depois do Rei Davi. Então o povo esperava um descendente de Davi ;. Esse sonho era acalentado por séculos até a concretização definitiva em Cristo. (cf. 2Sm 5,1-3)

O que nos dá alegria é saber que o trono de Cristo é a sua cruz, a sua coroa é a de espinho no lugar de ser de ouro. A sua realeza é traduzida de doação e serviço, Jesus nos ensina que o seu reino é de amor, de justiça e de misericórdia.

Na carta de Paulo aos Colossenses nos mostra um hino criptológico. Jesus está na criação e na nossa redenção de tida humanidade. O seu amor se dá de forma total e nos ensina a trilhar esse caminho de amor e doação a todos, principalmente os que mais precisam de nossa ajuda. O homem tem a sua dignidade e deve ser valorizada e respeitada sempre. Assim Jesus é o centro da nossa história que nos eleva na condição de ser filhos de Deus.  (cf. Cl 1,12-20)

A nossa alegria é ir a Jerusalém, como diz o salmo 122 e lá encontra com o Senhor. Hoje encontramos Jesus na nossa disposição de servi-Lo na pessoa do pobre e do necessitado de nossa ajuda e socorro.

O evangelista Lucas nos mostra a verdadeira realeza de Cristo. Embora na cena cruz, os grandes e os soldados zombavam, pois não reconheceram em Cristo o Rei verdadeiro que veio para dar uma nova matiz no novo Reino a ser instaurado definitivamente no mundo. Assim, o Rei verdadeiro que veio ao mundo para dar dignidade ao ser humano. A forma que Jesus se mostra ao mundo é na cruz em uma morte cruel e injusta. A realeza de Cristo se faz na doação total e de modo único, pois só um amor infinito a humanidade que se traduz na plena cena da cruz, Jesus obediente até a morte de cruz. O seu primeiro súdito foi Dimas que reconheceu em Cristo a realeza que se traduziu em plenitude na cruz e ela se tornou bendita. ( cf. Lc 23, 35-43)

Nós somos marcado com a cruz de Cristo no nosso batismo e assim configuramos com Ele. E por causa disso nós somos aderido a Cristo plenamente e devido a isso somos convocados a sermos discípulos e missionários Dele no mundo. Todos são chamados a vivenciar isso na vida, na família, na sociedade e na Igreja. O mundo carece de servidores que ajudem o mundo ser melhor, mais justo e sem desigualdades.

Que esta liturgia nos ajude a entender e viver os valores do Reino nesse mundo para que a nossa vida seja mais humana e solidaria com todos. Amém

Tudo por Jesus nada sem Maria!!!

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha


Temos um Deus vivo que faz a justiça


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Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o 32º Domingo do Tempo Comum. Mais um ano litúrgico chega ao fim e está por duas semanas ser finalizado com a festa do Cristo Rei. Fizemos uma caminhada e podemos dizer que cremos no Deus vivo. A caminhada que fazemos rumo ao céu é a certeza que vamos ressuscitar dos mortos. Isso que nos faz caminhar nessa jornada na terra.

Se olharmos a Bíblia, percebemos por longo caminho dela não se fala em Ressurreição dos mortos, mas Israel começou afalar do despertar dos mortos daqueles que estão dormindo no pó da terra.


No Livro 2 Macabeus já se encontra a narrativa da Ressurreição. O contexto da família de Macabeus diante da perseguição do rei Antioco. Aqui vemos a beleza da fé e do testemunho da família Macabeus no Deus vivo e eles não sucumbiram  diante da maldade do rei, mas ficaram firmes na fé dos seus antepassados. O que os faziam forte? Era a fé na ressurreição dos mortos, podem matar o corpo, pois é Deus que dá a ressurreição. Nada os fazem desanimar e nem desistir da fé em Deus, mesmo as perseguições do rei.

A beleza das respostas de cada Macabeus que nos fazem tomar partido de Deus e não de ideologias do poder de qualquer matizes. São os seguintes dizeres: - "Estamos prontos a morrer, antes de violar as leis de nossos pais", "Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis", "Do céu recebi estes membros... no céu espero recebê-los de novo..." e por último "Prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará. Para ti, porém, ó Rei, não haverá ressurreição para a vida". Essas declarações nos enche de esperança da ressurreição e a própria certeza da nova vida dos justos. (2Mac 7,1-2.9-14)

Agora tudo isso nos dá a certeza da ressurreição que claramente está realizada em Cristo vivo e ressuscitado.

2 Tessalonicenses 2, 16 – 3, 5: Irmãos: Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, eterna consolação e feliz esperança, confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras. Entretanto, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e seja glorificada, como acontece no meio de vós. Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé. Mas o Senhor é fiel: Ele vos dará firmeza e vos guardará do Maligno. Quanto a vós, confiamos inteiramente no Senhor que cumpris e cumprireis o que vos mandamos. O Senhor dirija os vossos corações, para que amem a Deus e aguardem a Cristo com perseverança.



No Evangelho, de Lucas nos mostra Jesus que fala claramente da Ressurreição, afirmando que "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos". (Lc 20,27-38) Isso é para clarear o sentido real da ressurreição. Jesus mostra que na ressurreição não vai prevalecer os desejos da carne mas vai ser plena a vida e dá um sentido novo, pois a vida com Deus é plena e não se necessita da perpetuação da carne e sim do Espirito com um corpo glorioso. 

A ressurreição é a razão da nossa fé, não somos meros corpos mortais, mas a fé plena no Cristo ressuscita que nos ressuscita dos mortos. É a vida nova sem a condição do pecado que degenera o ser humano. Caminhamos já com a plena certeza que se renova a cada dia de nossa vida em Cristo na comunidade de fé dos irmãos. Um dia vamos todos nos encontrar na comunidade dos ressuscitados no céu em Deus para sempre.

A liturgia de hoje nos enche de esperança no Deus da vida que quer que todos se salvem, sem privilégios para ninguém. E que esta certeza nos fortaleça sempre como está escrito em Jo, 11,25 "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá".

Tudo por Jesus nada sem Maria!!!

Bacharel em Teologia Jose B. Schumann Cunha


Deus se manifesta admiravelmente nos santos e nas santas

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Hoje celebramos o 31º domingo do tempo Comum, e é um dia muito especial, pois celebramos a festa da vida. Os santos e santas são as luzes refletidas da bondade de Deus por nós.

Esta liturgia é ante sala da  gloria de Deus que todos vão desfrutar um dia no céu. Os que passam pela tribulação são marcados com o selo da vida para sempre. Os que passaram pela estrada da vida em comunhão com Deus e estão agora no céu diante de Deus para sempre. A nossa fé é na vida. Como que podemos atestar isso. Simples é a resposta: nossa fé é em cristo ressuscitado. Sabemos que Deus é dos vivo e não dos mortos. Hoje nos enche de alegria e esperança que um dia vamos estar na gloria com todos que convivemos e estamos a  caminho no amor e na misericórdia de Deus.

Como ser santo hoje: seremos santos na fonte que é em Deus. Ela inicia, cresce e se consome na vida de cada um. Na LG 14, 2 nos afirma que temos um Pai e nós o chamamos de Aba, pois somos filhos e filhas de Deus. O mundo está marcado na graça e ela derrama em todos os lugares, um perfume que nos contagia de muita esperança, de fé no amor de Deus que nos ama sempre.

Assim podemos afirmar que o céu é o lugar onde Deus está em todos, são Paulo nos fala" Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem pode imaginar  o que Deus preparou para aqueles que o ama" (1 Cor2,9). Essa verdade deve estar impregnado no nosso coração como uma certeza. Vamos ver Deus , não em espelho mas uma real presença.

Perguntamos Quem é o Santos de Hoje? Somos chamados a ser santos, mas ainda somos fracos, imperfeitos e precário, porem quem nos aperfeiçoa é Deus Pai. A graça de Deus que nos arruma e nos torna melhores, mas não para ser mais que os outros e sim ser testemunhas de Cristo como algo de grande valor e precioso. Jesus é a nossa esperança de suportar as cruzes e continuarmos firmes em Deus, mesmo se tivermos que passar por sofrimentos e tribulações. Nesse mundo. A nossa alegria que temos a comunhão com santos que nos dão a mão para trilhar no caminho do Senhor.

A Igreja é communio sanctorum: comunhão dos santos, isto é, comunidade de todos os que receberam a graça regeneradora do Espírito, pela qual são filhos de Deus, unidos a Cristo e chamados santos. Alguns ainda caminham nesta terra, outros morreram e estão se purificando, inclusive com a ajuda das nossas orações. Outros, enfim, gozam já da visão de Deus e intercedem por nós. A comunhão dos santos também quer dizer que todos nós, cristãos, temos em comum os dons santos, em cujo centro está a Eucaristia; também todos os outros sacramentos que a ela se ordenam e todos os outros dons e carismas (cf. Catecismo, 950).
Somos uma só família: uma já esta no céu, outra no purgatório e a outra ainda a caminho, mas um dia vamos está juntos sempre. Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja,
  para a glória da Trindade." (CCIC 195)

No livro do apocalipse fala de 144.000 eleitos. O que significa isso? É simbólico e tem o significado de totalidade do mundo: (12x12x mil:12 tribos do AT + 12 apóstolos do NT + mil). Assim são muitos e incontáveis. (cf. Ap 7,2-4.9-14)

Na primeira carta de João nos fala ada vida eterna que se manifesta no final da vida. É o encontro do fim com o princípio da vida que é Deus. (cf. 1Jo 3,1-3)

O evangelista nos fala o roteiro que o cristão deve percorrer que são as Bem-aventuranças.. É uma regra de ouro que todos deve colocar no coração e pôr em prática nas atitudes do dia a dia. Hoje é a conclusão vitoriosa das boas obras que fazemos, da justiça que praticamos, da bondade e da pureza do coração, do despojamento e da partilha que demos fazer no mundo. Ser uma família de irmãos e irmãs que vivem em comunidade na partilha na solidariedade no banquete da vida.
Então o melhor caminho para ser santos é viver a bem aventurança que Jesus nos propôs no sermão da montanha.
(cf. Mt 5,1-12)

O melhor CAMINHO para a Santidade é a vivência das Bem aventuranças. Essa é a forma segura de estamos em caminho seguro para ficarmos em comunhão com todos os santos no céu e aqui na terra, caminhando no amor, na esperança e fé numa comunidade do povo de Deus.
Tudo por Jesus nada sem Maria!!!

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Papa: ouvir o grito dos pobres, grito de esperança da Igreja

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"A «religião do eu» continua, hipócrita com os seus ritos e as suas «orações», porém, muitos são católicos, se confessam católicos, mas se esqueceram de ser cristãos e humanos", disse Francisco em sua homilia, na missa de encerramento do Sínodo para a Região Pan-amazônica.
Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu a missa de encerramento da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica, neste domingo (27/10), na Basílica de São Pedro.

O Pontífice iniciou sua homilia, dizendo que neste domingo, “a Palavra de Deus nos ajuda a rezar por meio de três personagens: na parábola de Jesus, rezam o fariseu e o publicano; na primeira Leitura, fala-se da oração do pobre”.

A religião do eu é hipócrita

Em sua oração, “o fariseu vangloria-se porque cumpre do melhor modo possível preceitos particulares, mas esquece o maior: amar a Deus e ao próximo. Transbordando de confiança própria, da sua capacidade de observar os mandamentos, dos seus méritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. O drama desse homem é que vive sem amor. Mas, sem amor, até as melhores coisas de nada seriam, como diz São Paulo. E sem amor, qual é o resultado? No fim das contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De fato, não pede nada ao Senhor, porque não se sente necessitado nem em dívida, mas com crédito. Está no templo de Deus, mas pratica outra religião, a religião do eu”. Muitos grupos ilustres, cristãos católicos, vão por esta estrada".

E além de Deus, o fariseu esquece o próximo, o despreza, ou seja, não lhe dá valor. Considera-se melhor que os outros designados por ele como «o resto, os restantes». “Em outras palavras, são «restos», descartados dos quais manter-se à distância. Quantas vezes vemos acontecer esta dinâmica na vida e na história! Quantas vezes quem está à frente, como o fariseu relativamente ao publicano, levanta muros para aumentar as distâncias, tornando os outros ainda mais descartados. Ou então, considerando-os atrasados e de pouco valor, despreza as suas tradições, cancela suas histórias, ocupa os seus territórios e usurpa os seus bens. Quanta superioridade presumida, que se transforma em opressão e exploração, ainda hoje! Vimos isso no Sínodo quando falamos sobre a exploração da Criação, das pessoas, dos habitantes da Amazônia, do tráfico de pessoas e do comércio de pessoas!”

Ouça a reportagem
Segundo o Papa, “os erros do passado não foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irmãos e à nossa irmã terra: vimos isso no rosto desfigurado da Amazônia”.

“A «religião do eu» continua, hipócrita com os seus ritos e as suas «orações», porém, muitos são católicos, se confessam católicos, mas se esqueceram de ser cristãos e humanos, esquecida do verdadeiro culto a Deus, que passa sempre pelo amor ao próximo. Até mesmo os cristãos que rezam e vão à missa aos domingos são seguidores dessa «religião do eu». Podemos olhar para dentro de nós e ver se alguém, para nós, é inferior, descartável… mesmo só em palavras. Rezemos pedindo a graça de não nos considerarmos superiores, não nos julgarmos íntegros, nem nos tornarmos cínicos e escarnecedores. Peçamos a Jesus que nos cure de criticar e queixar dos outros, de desprezar seja quem for: são coisas que desagradam a Deus. Provavelmente, hoje nos acompanham nesta missa não apenas os indígenas da Amazônia: mas também os pobres das sociedades desenvolvidas, os irmãos e irmãs doentes da Comunità dell’Arche. Estão conosco.”

A oração transparente nasce do coração

A oração do publicano nos ajuda a compreender o que é agradável a Deus. Ele não começa pelas suas virtudes, “mas pelas suas faltas; não pela riqueza, mas pela sua pobreza: não uma pobreza econômica, os publicanos eram ricos e cobravam também injustamente às custas de seus compatriotas, mas uma pobreza de vida, porque no pecado nunca se vive bem”.

Segundo Francisco, “aquele homem reconhece-se pobre diante de Deus, e o Senhor ouve a sua oração, feita apenas de sete palavras, mas de atitudes verdadeiras. De fato, enquanto o fariseu estava à frente, de pé, o publicano mantém-se à distância e «nem sequer ousava levantar os olhos ao céu», porque crê que o Céu está ali e é grande, enquanto ele se sente pequeno. E «batia no peito», porque no peito está o coração”.

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“A sua oração nasce do coração, é transparente: coloca diante de Deus o coração, não as aparências. Rezar é deixar-se olhar dentro por Deus sem simulações, sem desculpas, nem justificações. Muitas vezes nos fazem rir, os arrependimentos cheios de justificativas. Mais do que arrependimento, parece uma causa própria de canonização. Porque, do diabo, vêm escuridão e falsidade; de Deus, luz e verdade. Foi bom, e lhes agradeço, queridos padres e irmãos sinodais, termos dialogado, nestas semanas, com o coração, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperanças diante de Deus e dos irmãos.”

A religião de Deus é misericórdia

O Papa sublinhou que através do publicano, “descobrimos o ponto de onde recomeçar: do fato de nos considerarmos, todos, necessitados de salvação. É o primeiro passo da religião de Deus, que é misericórdia com quem se reconhece miserável. Considerar-se justo é deixar Deus, o único justo, fora de casa”.

Jesus faz um confronto entre as atitudes da pessoa mais piedosa e devota de então, o fariseu, e o pecador público por excelência, o publicano. “E a sentença final inverte as coisas: quem é bom, mas presunçoso, falha; quem é deplorável, mas humilde, acaba exaltado por Deus. Se olharmos para dentro de nós com sinceridade, vemos os dois em nós: o publicano e o fariseu. Somos um pouco publicanos, porque pecadores, e um pouco fariseus, porque presunçosos, capazes de nos sentirmos justos, campeões na arte de nos justificarmos! Isto, com os outros, muitas vezes dá certo; mas, com Deus, não”.

Peçamos a Deus “a graça de nos sentirmos necessitados de misericórdia, pobres intimamente. Por isso, faz-nos bem frequentar os pobres, para nos lembrarmos de que somos pobres, para nos recordarmos de que a salvação de Deus só age num clima de pobreza interior”.

Os pobres são «os porteiros do Céu»

O Livro do Eclesiástico fala que a oração do pobre «chegará até as nuvens». “Enquanto a oração de quem se considera justo fica por terra, esmagada pela força de gravidade do egoísmo, a do pobre sobe, direta, até Deus. O sentido da fé do Povo de Deus viu nos pobres «os porteiros do Céu»: aquele sensus fidei que faltava no Documento final. São eles que nos abrirão, ou não, as portas da vida eterna; eles que não se consideraram senhores nesta vida, que não se antepuseram aos outros, que tiveram só em Deus a sua própria riqueza. São ícones vivos da profecia cristã”.

“Neste Sínodo, tivemos a graça de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade de suas vidas, ameaçadas por modelos de progressos predatórios. No entanto, precisamente nesta situação, muitos nos testemunharam que é possível olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de mãos abertas como uma dádiva, habitando na criação, não como meio a ser explorado, mas como casa a ser protegida, confiando em Deus. Ele é Pai e «ouvirá a oração do oprimido». Quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres não são ouvidas, acabando talvez desprezadas ou silenciadas porque incômodas.”

Francisco concluiu, dizendo que devemos rezar “pedindo a graça de saber ouvir o grito dos pobres: é o grito de esperança da Igreja. Assumindo nós o seu grito, temos a certeza de que a nossa oração atravessará as nuvens”.

https://youtu.be/ZZhE-Q-NImY

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