O Pão Partilhado na mesa nos fala de amor



 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando neste Domingo o 18° Domingo do Tempo Comum. Ao redor da mesa é o lugar de encontro de irmãos e fraternidade entre si. Lugar de encontro e amizade sincera. Assim acontece nas festas de família, do Batismo, do casamento etc. são ritos sociais de boa convivência.


A liturgia deste domingo nos convida a sentar à mesa e que prepara a mesa é o próprio Deus. E ele oferece gratuitamente a todos. Deste modo sacia a nossa fome que é de vida.de felicidade plena e eternidade feliz.

No livro do Profeta Isaías (Is 55,1-3) nos fala que é o próprio Deus que prepara a mesa e ela é farta e gratuita. Isso é para um contexto de um povo que está passando fome e sofredor no exílio.

Assim o profeta diz: "Venham matar a sede e comprar sem ter dinheiro para comer sem pagar, beber vinho e leite à vontade". Tudo isso na voz do profeta para que o povo animasse para a volta à terra que Deus tinha preparado.

É um novo começo. Aqui vai ter o banquete da vida, terra repartida, moradia digna e garantida, saúde, paz e bem estar. Deus sempre caminha com o seu povo e a sua promessa de bem é maior.

Em Romanos (Rm 8,35.37-39) nos mostra um hino ao amor de Deus para conosco, por isso Ele enviou o seu Filho único para nos entregar um convite especial que é o Banquete da vida eterna, pois a eucaristia nos permite a ter vida plena.

No Evangelho de Mateus (Mt 14,13-21) nos mostra que a profecia de Isaías está acontecendo que há multiplicação dos pães para alimentar um povo faminto que busca Jesus para as promessas de vida de Deus para todos. Jesus é um novo Moisés. Aqui Jesus estava no deserto e o povo vai até Ele. É um novo êxodo e assim devemos também fazer para ir ao encontro de Deus. Deus manda maná para alimentar o povo e agora Jesus consegue que os pães e os peixes se multipliquem e matem a fome de um povo que estava a tempo de ouvir Jesus.

Era tarde e as pessoas estavam com fome. Os discípulos pediram para que Ele os despedisse, mas Jesus os surpreende e diz dê vocês mesmo. Uma criança tinha dois peixes e cinco pães e os deu a Jesus e esse gesto foi suficiente para que se multiplicasse e o milagre acontecesse. Quando há partilha ninguém passa fome. Pôs as mãos que dá e tudo se transforma.

O deserto é o lugar do encontro com Deus e lá as coisas se realizam no amor a Deus. A partilha se realiza e ninguém fica com fome.

Hoje na comunidade que vive a autenticidade do amor entre todos há partilha e ninguém fica fora do banquete da vida.

A solução não pode ser pelo caminho fácil diante de um problema, não despedindo que se resolve. Mas Jesus nos indica que cada um precisa fazer a sua parte quando o próprio Jesus nos fala: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Isso é dar esperança a quem mais precisa. A resposta da ajuda é a partilha.

A eucaristia acontece na mesa do pão partilhado Jesus se multiplica e nos alimente a nossa esperança e fome de vida eterna.

Que esta liturgia dominical nos ajude a ter consciência de ser a mão que Deus quer de nós para resolver muita coisa do mundo. A fraternidade e a partilha da esperança e vida nova para todos. O banquete da vida é preparado por Ele mesmo e nós somos saciados com seu amor.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper! Jose B. Schumann
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