Cristo e a Igreja, duas situações intrínsecas



Queridos irmãos e irmãs em Cristo no Batismo; estamos celebrando neste domingo o 21º Domingo do Tempo Comum. Estão faltando apenas 13 domingos para terminar este ano litúrgico.

O tema da liturgia vai focar na Igreja e Cristo. Estes são dois temas fundamentais da fé Cristã.

No livro de Isaías (Is 22,19-23) temos em destaque uma pessoa que se torna ministro da casa real com o recebimento da chave do Palácio Real. Aqui aparece a figura de Eleaquim que será a de Pedro a que o próprio Jesus confiará a Chave da Igreja, poder supremo do Povo de Deus. A Igreja é o povo de Deus agora. O evangelho de hoje vai nos falar disso.

Na carta aos Romanos (Rm 11,33-36) nos mostra como Deus faz a sua obra no projeto de salvação. Vemos que é maravilhoso contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus que acompanha a história da humanidade.

No evangelho de Mateus (Mt 16,13-20) nos mostra Pedro recebendo a chave da Igreja, sinal da presença de Cristo em nós. Ele recebe isso de Cristo após uma profissão de fé em Cristo. É uma adesão completa em Cristo. A Igreja é uma organização dirigida por Pedro na nova comunidade dos discípulos de Cristo.

Temos que entender que Cristo é o centro da Igreja. E é só nele que há a certeza de que estamos no caminho certo nesta jornada rumo ao céu. A igreja é o sinal da presença do Cristo salvador onde vamos conhecendo e vivendo em comunidade de irmão na fé em Cristo salvador.

O interessante saber que depois de um questionamento feito por Cristo aos discípulos depois de um certo caminho com Ele na pergunta quem é Ele e eles deram muitas respostas, mas a verdadeira resposta de fé foi a De Pedro reconhecendo que Cristo é o Filho de Deus e único que dá salvação e vida eterna.

Esta confissão de fé nos ajuda a também dar com firmeza a resposta a Cristo como salvador e reconhecer que só Ele nos dá a salvação

Que esta Liturgia nos ajude a sempre está em Cristo na sua Igreja e viver com autenticidade na fé e na vivência nos valores cristãos.

Servus Christi Semper!  Tudo por Jesus, nada sem Maria!!!

 O Pão Partilhado na mesa nos fala de amor



 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando neste Domingo o 18° Domingo do Tempo Comum. Ao redor da mesa é o lugar de encontro de irmãos e fraternidade entre si. Lugar de encontro e amizade sincera. Assim acontece nas festas de família, do Batismo, do casamento etc. são ritos sociais de boa convivência.


A liturgia deste domingo nos convida a sentar à mesa e que prepara a mesa é o próprio Deus. E ele oferece gratuitamente a todos. Deste modo sacia a nossa fome que é de vida.de felicidade plena e eternidade feliz.

No livro do Profeta Isaías (Is 55,1-3) nos fala que é o próprio Deus que prepara a mesa e ela é farta e gratuita. Isso é para um contexto de um povo que está passando fome e sofredor no exílio.

Assim o profeta diz: "Venham matar a sede e comprar sem ter dinheiro para comer sem pagar, beber vinho e leite à vontade". Tudo isso na voz do profeta para que o povo animasse para a volta à terra que Deus tinha preparado.

É um novo começo. Aqui vai ter o banquete da vida, terra repartida, moradia digna e garantida, saúde, paz e bem estar. Deus sempre caminha com o seu povo e a sua promessa de bem é maior.

Em Romanos (Rm 8,35.37-39) nos mostra um hino ao amor de Deus para conosco, por isso Ele enviou o seu Filho único para nos entregar um convite especial que é o Banquete da vida eterna, pois a eucaristia nos permite a ter vida plena.

No Evangelho de Mateus (Mt 14,13-21) nos mostra que a profecia de Isaías está acontecendo que há multiplicação dos pães para alimentar um povo faminto que busca Jesus para as promessas de vida de Deus para todos. Jesus é um novo Moisés. Aqui Jesus estava no deserto e o povo vai até Ele. É um novo êxodo e assim devemos também fazer para ir ao encontro de Deus. Deus manda maná para alimentar o povo e agora Jesus consegue que os pães e os peixes se multipliquem e matem a fome de um povo que estava a tempo de ouvir Jesus.

Era tarde e as pessoas estavam com fome. Os discípulos pediram para que Ele os despedisse, mas Jesus os surpreende e diz dê vocês mesmo. Uma criança tinha dois peixes e cinco pães e os deu a Jesus e esse gesto foi suficiente para que se multiplicasse e o milagre acontecesse. Quando há partilha ninguém passa fome. Pôs as mãos que dá e tudo se transforma.

O deserto é o lugar do encontro com Deus e lá as coisas se realizam no amor a Deus. A partilha se realiza e ninguém fica com fome.

Hoje na comunidade que vive a autenticidade do amor entre todos há partilha e ninguém fica fora do banquete da vida.

A solução não pode ser pelo caminho fácil diante de um problema, não despedindo que se resolve. Mas Jesus nos indica que cada um precisa fazer a sua parte quando o próprio Jesus nos fala: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Isso é dar esperança a quem mais precisa. A resposta da ajuda é a partilha.

A eucaristia acontece na mesa do pão partilhado Jesus se multiplica e nos alimente a nossa esperança e fome de vida eterna.

Que esta liturgia dominical nos ajude a ter consciência de ser a mão que Deus quer de nós para resolver muita coisa do mundo. A fraternidade e a partilha da esperança e vida nova para todos. O banquete da vida é preparado por Ele mesmo e nós somos saciados com seu amor.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper! Jose B. Schumann

  Quero Misericórdia e não aparência de ser bom




Queridos irmãos e irmãs no Batismo do Senhor. Este domingo nós vamos pensar muito sobre a nossa religiosidade e religião. A religião deve ser inspirada no amor a Deus e aos irmãos com preferência aos mais necessitados.

A prática da nossa religiosidade não pode ficar no ritualismo e no mero cumprimento dos mandamentos, mas ir mais além. Deus nos ama e tem misericórdia de nós e assim devemos proceder com todos, independentemente da religião, costume e prática social, econômica e política das pessoas. Amor e misericórdia ultrapassam todas as barreiras, pois todos são irmãos..

A liturgia bíblica nos ajuda a entender como deve ser a verdadeira prática da religião.

No livro do profeta Oséias (Os 6,3-6) nós podemos ver a exortação do profeta no contexto de uma invasão síria que estava por vir. O povo achava e com ofertas e sacrifícios fara Deus intervir na sua proteção, mas não é isso que Deus quer e sim conversão com mudança de vida.

Assim o profeta diz: Que farei de ti, Judá? O vosso amor é como o orvalho da manhã, que se desfaz aos primeiros raios do sol..." isso que ele falou é um alerta. Pois o que Deus quer de nós é "Eu desejo amor, bondade e MISERICÓRDIA, bem mais que sacrifícios e holocaustos”.

Oxalá, se nós entendêssemos isso hoje, o mundo se transformaria numa comunidade de paz entre todos. Uns ajudando outros. A religião deve existir com cultos mas que se brotam em um coração agradecido a Deus e generoso com todos,

Na carta de Paulo aos romanos Rm 4,18-25) nos fala que Abraão tornou-se para todos nós um exemplo de fé e de adesão a Deus sem dar condições a Ele. Abraão foi obediente e seguiu um projeto de Deus na vida dele e assim tornou-se o pai de um povo grande que perdura até hoje.

No evangelho de Mateus (Mt 9,9-13) nos fala do convite de Jesus a Mateus, embora ele era um cobrador injusto e devido a isso era discriminado pelo povo tanto no social como religioso.

Ele aceitou e por isso convidou para um jantar na casa dele. Ao sentar a mesa, isso quer dizer intimidade e confiança. Os fariseus criticaram aos discípulos de Jesus por isso dizendo: "Por que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?" mas o próprio Jesus que sabe tudo responde:

São as pessoas doentes que precisam de médico…" e ainda acrescenta uma exortação que já foi dito pelo profeta Oséias que é: "Eu quero misericórdia... e não sacrifícios.  E ainda afirma que são os doentes que precisam de médicos e não os sãos.

Jesus é o médico dos médicos. Jesus acredita no verdadeiro arrependimento dos pecadores que vão até Ele não a hipocrisia daqueles que não pratica a verdadeira religião que Deus quer de todos.

 Que esta liturgia nos ajude a refletir a nossa atitude perante os outros e vivendo o amor, a generosidade e misericórdia para com todos.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria!  Servus Christi semper!

Jose B. Schumann
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