Papa aos universitários: sede construtores de um mundo mais justo e mais humano

A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Foi a exortação de Leão XIV no Encontro com o mundo universitário - na Universidade Católica da África Central -, em Iaundê, esta sexta-feira (17/04), no último compromisso do Santo Padre em seu terceiro dia em terras camaronesas

Leão XIV concluiu esta sexta-feira, 17 de abril, seu terceiro dia em terras camaronesas encontrando em Iaundê o mundo universitário, um dos eventos mais aguardados de sua visita ao país africano.

Após as saudações de boas-vindas do reitor da Universidade Católica da África Central e do testemunho de representantes do mundo docente e discente, o Pontífice proferiu seu discurso definindo, inicialmente, a instituição fundada em 1989 como um centro de excelência para investigação, a transmissão do conhecimento e a formação de tantos jovens. O Santo Padre afirmou que a instituição católica constitui um farol a serviço da Igreja e da África, na busca da verdade e na promoção da justiça e da solidariedade.

https://youtu.be/aeUEQ7RqQnU

O Papa ressaltou que hoje, mais do que nunca, é necessário que as Universidades, e ainda mais aquelas católicas, se tornem verdadeiras comunidades de vida e investigação, que introduzam estudantes e docentes a uma fraternidade no saber. O que o Evangelho e a doutrina da Igreja estão atualmente chamados a promover, é uma autêntica cultura do encontro, antes – bem se poderia dizer – uma cultura do encontro entre todas as culturas autênticas e vitais, graças a um intercâmbio recíproco dos respetivos dons no espaço de luz desvendado pelo amor de Deus para todas as suas criaturas, acrescentou Leão XIV, frisando que a Universidade é, por excelência, um lugar de amizade, cooperação e, ao mesmo tempo, de interioridade e reflexão.

Erosão dos pontos de referência morais

Caríssimos, a África pode contribuir de maneira fundamental para alargar os horizontes demasiado estreitos de uma humanidade que tem dificuldade em ter esperança. No vosso magnífico continente, a investigação é particularmente desafiada a abrir-se a perspetivas interdisciplinares, internacionais e interculturais. Atualmente, temos uma necessidade urgente de pensar a fé dentro dos cenários culturais e dos desafios atuais, de modo a fazer emergir a sua beleza e credibilidade em diferentes contextos, especialmente naqueles mais marcados por injustiças, desigualdades, conflitos, degradação material e espiritual.

Nas sociedades contemporâneas – e, portanto, também em Camarões –, observa-se uma erosão dos pontos de referência morais que outrora orientavam a vida coletiva. Os cristãos, e muito especialmente os jovens católicos africanos, não devem ter medo das “coisas novas”.

A vossa Universidade pode formar pioneiros de um novo humanismo no contexto da revolução digital, da qual o continente africano conhece bem não só os aspetos sedutores, mas também o lado obscuro das devastações ambientais e sociais provocadas pela busca desenfreada de matérias-primas e terras raras. Não desvieis a vossa atenção: é um serviço à verdade e a toda a humanidade. Sem este esforço educativo, a adaptação passiva às lógicas dominantes será confundida com competência, e a perda de liberdade com progresso.

A África precisa ser libertada da chaga da corrupção

Outro tema desenvolvido pelo Santo Padre foi o da questão migratória, tão presente na realidade africana, e não somente. A esse propósito, Leão XIV afirmou que perante a compreensível tendência migratória, que pode levar a acreditar que noutro lugar se pode encontrar facilmente um futuro melhor, “convido-vos, em primeiro lugar – disse -, a responder com um ardente desejo de servir o vosso país e de colocar, em benefício dos vossos concidadãos, os conhecimentos que aqui estais a adquirir. Eis a razão de ser da vossa Universidade, fundada há trinta e cinco anos para formar pastores de almas e leigos empenhados na sociedade: são estes os testemunhos de sabedoria e de equidade que o continente africano precisa”. A esse ponto de seu discurso, dirigindo-se aos estudantes e, em seguida, aos professores, o Pontífice fez uma premente exortação:

“Queridos estudantes, aprendei a tornar-vos construtores do futuro dos vossos respetivos países e de um mundo mais justo e mais humano. Queridos professores, a vossa função é fundamental. Por isso, encorajo-vos a encarnar os valores que desejais transmitir, sobretudo a justiça e a equidade, a integridade, o sentido de serviço e de responsabilidade. A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Para além de guias intelectuais, sede modelos cuja exatidão científica e honestidade pessoal eduquem a consciência dos vossos alunos. Com efeito, a África precisa de ser libertada da chaga da corrupção. E, para um jovem, essa consciência deve consolidar-se desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores. Dia após dia, fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual.”

Ao dardes testemunho da verdade, considerando especialmente as ilusões da ideologia e das modas, disse por fim Leão XIV, criai um ambiente em que a excelência acadêmica se une naturalmente à retidão humana.

 Semana Santa, um tempo propício para assumirmos melhor a nossa fé no Testemunho de vida


Queridos irmãos e irmãs, dia 29 começou a Semana Santa. Foi no Domingo de Ramos e da Paixão de Jesus Cristo. As bênçãos de Ramos foram feitas depois das leituras e em seguida saímos para  rua em procissão festiva gritando hosana ao filho de Davi. Fizemos a memória daquele dia que Jesus entrou em Jerusalém com vivas do Povo, Ele estava montado em burro. Um Rei de fato, mas diferente dos reis daquela  época que montam cavalos enormes revestidos de poder. O poder de Jesus está escrito no Livro do Profeta Isaías, Ele é o Servo Javé.


Depois entramos dentro da igreja e foi narrada a Paixão de Jesus. Foi um momento de compaixão com Jesus. Jesus Deus passou por isso para nossa salvação. Oxalá se os cristãos fossem mais seguidores de Jesus e não dos poderosos deste mundo.

Essa foi uma semana atípica apesar de nossos afazeres do cotidiano. Participar da Semana Santa deve ser vivida com uma experiência de fé e de comprometimento com Cristo neste mundo para que seja melhor de viver na solidariedade e fraternidade com todos. Há muitos vivendo em condições desumanas e muitos sem moradias dignas.

Nesta semana houve a procissão do depósito da imagem de Maria, Mãe das dores e Jesus dos Passos em um dia e no outro a procissão do Encontro da mãe com seu Filho Jesus, homem sofrido, machucado e dilacerado pelos carrascos do poder religioso e político que sempre não fazem a justiça. Jesus foi condenado por ser bom e pois poderia atrapalhar o poder autoritário da época que vivia da ostentação e exploração dos pobres.

Na quinta-feira santa fizemos a memória da última ceia de Jesus e dos Lava-pés com seus apóstolos. Neste dia véspera da paixão e sua morte, Ele instituiu a eucaristia e o sacerdócio para perpetuar esse mistério do seu corpo e sangue em todas nossas missas. Nesta ocasião Jesus lavou os pés dos apóstolos e os enxugou, mostrando humildade e serviço. Oxalá que todos saiam do seu conforto e se coloquem a serviço de todos, principalmente os que estão marginalizados neste mundo. Muitos estão passando fome e sem moradia.

Ontem, Sexta-feira Santa, fizemos a memória da Paixão às 15 horas. Uma solenidade sem missa. Houve a primeira leitura, salmo que nos faz refletir melhor o momento. A adoração do Cristo morto na cruz. Muito bom saber que a árvore da vida se tornou cruz e trono de Jesus. A veneração que fazemos na imagem do crucificado beijando significa que devemos nos comprometer com Ele para que esse mundo seja justo e bom como o próprio Deus fez e achou bom. À noite saíram  com esquife do Cristo morto.

Momento que serve para nós se encontrar com os momentos da morte que muitas vezes vivenciamos e a nossa atitude deve ser de solidariedade e com compaixão com as morte tanto naturais como violentas. Sabemos que a morte não segurou Jesus. O sábado é de silêncio. Jesus foi na mão dos mortos e resgatou a todos, desde de Adão até os últimos dos profetas e homens e mulheres.

O sábado é de espera e assim vivenciamos a Vigília da Páscoa. Vamos percorrer a história da salvação até o grito do aleluia pois Jesus está vivo e ressuscita. É Páscoa e um dia nós teremos a nossa Páscoa se formos fiéis a Deus, vivendo numa Igreja viva e de saída com nosso testemunho de vida cristã no mundo. Amém

Feliz Páscoa a todos. Ontem o blog modestaspropostas.blogspot.com fez mais uma ano de existência e que ele seja sempre um veículo de transformação, formação e informação. Passei meu aniversário ontem vivenciando a sexta feira da Paixão.

Tudo por Jesus, nada sem Maria.! Servus Christi semper!

Jose B. Schumann

Jesus traz a Vida Nova



Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos no último Domingo da Quaresma, a liturgia nos fala da vida e quem traz isso é Jesus. Lázaro morreu, amigo de Jesus. Já fazia três dias que tinha morrido, mas as irmãs de Lázaro creram na ressurreição que Jesus dá a todos que morrem na fé Nele.

Hoje vamos falar do Cristo que traz a ressurreição a Lázaro. Não é uma ressurreição permanente mas é para ante a visão da Ressurreição de Cristo na Páscoa. Jesus diz: eu sou a Ressurreição e a vida que quem crê em mim mesmo morto ressuscitará no último dia.

O cristão é chamado a vida nova pelo Batismo. Isso vem com a graça de Cristo e a força do Espírito Santo em nós também. A trindade mora em todos os batizados. Queremos estar ligados a Jesus para ter a vida verdadeira.

No livro de Ezequiel (Ez 37,12-14) nos fala da vida e assim a esperança renasce nos corações do povo que confia no Senhor. O contexto histórico era que o Povo de Deus estava exilado na Babilônia, passando por sofrimento de estar longe da sua terra. Eles estavam desesperados e sem nenhum futuro. Isso podemos dizer que estavam em situação de morte e sem esperança de um amanhã. Aqui fala na linguagem de pessoas com ossos ressequidos, isto é, mortos no lugar estrangeiro.

Aqui vem a esperança trazida pelo profeta que Deus nunca esquece o seu povo e quer trazer ânimo. O Espírito do Senhor dá a vida a aqueles ossos ressequidos. Essa fala do profeta está no anúncio da  libertação aos que estavam exilados. O exilio nunca dura muito tempo para um povo fiel, mesmo que pior seja a situação. A esperança retorna aos corações do povo.

Quantas vezes achamos isso em nossa vida sentimos exilado e sem força para liberta de toda forma de escravidão. Essa situação é a crise na família, guerra, corrupção, cansaço dos nossos pecados. Tudo parece morte sem fim.

Na carta aos romanos Rm 8,8-11), Paulo nos faz lembrar que é o Espírito de Deus que ressuscitou Jesus Cristo e ainda o introduziu na glória Deus Pai. Agora podemos crer que com a Ressurreição de Cristo é a nossa garantia e promessa da nossa própria ressurreição. O que acontece no nosso Batismo? Nele recebemos o mesmo Espírito Santo que nos dá a vida e essa vida deve estar com a nossa vida até o fim da nossa jornada rumo ao céu.

No evangelho de João (Jo 11,1-45) nos mostra Jesus como Senhor da Vida. Foram falar para Jesus que Lázaro estava muito doente, mas aparentemente Jesus não se preocupa. Os apóstolos ficam admirados com a atitude de Jesus.  Jesus diz a eles que não se preocupem que a doença de Lázaro é para a glória de Deus. Deus age nas nossas doenças, dores e adversidades de nossa vida, ele está dormindo e ainda fica por lá por mais dois dias.

Chegando Jesus comove com a dor de Marta e até chora. Não é um choro de desespero mas de compaixão. Essa atitude de Jesus, o povo comenta entre si, olha como que ele gostava de Lázaro, o amigo. Em bom tom Jesus fala: eu sou a ressurreição e a vida e aquele que estiver morto viverá. Essa verdade devemos crer. Marta diz que crê no Cristo vivo e que no último dia isso acontecerá.

Com a chegada de Jesus na morte de Lázaro nos faz preencher no nosso coração o conforto e esperança.

Chegando ao túmulo pede para tirar a pedra. E assim ora: "Pai, eu te dou graças, porque me ouvistes..." e depois diz: Lázaro, vem para fora... Desatai-o.... e deixai-o andar". Então Lázaro recupera a vida.

A fé na ressurreição. Jesus está vivo e vamos celebrar daqui uns dias esse grande acontecimento da nossa fé que revive nos nossos corações, isto é a Páscoa.

Esse acontecimento em Betânia é prefiguração da Ressurreição de Jesus. Jesus morre na cruz mas no terceiro dia ressuscita, sigamos o exemplo da samaritana, do cego e de Lázaro.

Que esta liturgia nos ajude a termos fé na ressurreição e que o estado de morte que podemos está vivendo, Jesus vem para nos libertar e nos dá esperança. A vida nova acontece quem crê no Cristo e fica ligado a Ele numa vida coerente e deste modo a graça de Cristo nos preenche. Amém.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria Servus Christi semper!

Jose B. Schumann

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