JESUS é a Porta das ovelhas



Queridos irmãos e irmãs estamos celebrando o 4° Domingo da Páscoa, este é o Domingo do Bom Pastor. O pastor é aquele que está a disposição da condução das ovelhas para o redil com alimento e água fresca. Infelizmente vemos muitos padres, bispos, pastores e coordenadores de pastoral e de comunidades que aproveitam do cargo para si próprio e esquecem das ovelhas pobres, doentes e que passam necessidade.

Se quisermos saber como deve ser o bom pastor leias as escrituras deste domingo e ainda espelha no Cristo que é o Bom Pastor por excelência. Jesus é o Pastor Verdadeiro. Oxalá se todos seguissem o exemplo de Cristo que não pertencia nenhuma agremiação religiosa e política.

 No livro dos Atos dos Apóstolos (at 2,1,14ª.36-41) e da Primeira Carta de Pedro (1Pd 2,20-25) nos dá uma ideia bem clara como devemos entrar pela Porta o ficar atento com a voz do verdadeiro Pastor. O Batismo nos faz ser discípulo de Cristo e isso vem da nossa conversão ao Cristo que nos salvou com seu precioso sangue. Devemos seguir os passos dele sem medo e se for possível morrer, testemunhando Jesus que sofreu, padeceu, morreu de modo horrível e se está vivo ressuscitado

O Salmo 22 nos mostra o Pastor que cuida, zela e protege e quem está na sua proteção nada teme, mas deve aderir a Ele sem fingimento e nem se aproveitar da situação desta proteção. Devemos querer e desejar habitar sempre com Ele. Pois Deus é fiel. Como diz o salmo: “O senhor é meu Pastor, nada me faltará”.

No Evangelho de São João (Jo 10,1-10) nos apresenta Jesus como o Bom Pastor. Isso é uma grande catequese e ensinamento sobre a Missão de Jesus no mundo onde Ele mesmo conduz os homens a lugares bons e verdejantes com águas cristalinas para nunca faltar alimentos, sede  e repouso. Jesus nos traz a vida em plenitude. Como é bom saber que Jesus nos cuida com zelo de pastor que não descuida das suas ovelhas. Ele nos conhece e nos chama pelo nome, nós não somos números no reino dele.

Cada um é valorizado por ser único que adere a ele pelo Batismo. Temos a graça de sermos de Jesus através do Batismo. Não há erro no caminho e a segurança vem dele para conosco. Quem vai conosco é Jesus e nos cuida de todos os perigos. Por que seguir outros que não nos levam a lugar nenhum?

Só Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Devemos ficar atentos, há muitos pastores que não se assemelham a Jesus, pois são aproveitadores e se ostentam na riqueza sem pensar nos outros que mais precisam. Deixam a desejar, pois são gananciosos e egoístas. Servem o dinheiro e as coisas materiais, e há muitas pessoas que precisam de ajuda e cuidados. Esses são os queridos de Deus.

Nós somos as ovelhas que devem ouvir a voz do verdadeiro Pastor que é Jesus. Hoje os pastores verdadeiros devem ser a voz de Cristo e nesta porta que devemos entrar. Por que os falsos pastores não cuidam do rebanho a eles confiados. Fogem e não dão a vida por elas, deixam órfãos e sem rumo.

Que esta liturgia nos ajude a vivenciar o verdadeiro pastor que se assemelha a Jesus e seguir os ensinamentos que Jesus quer trazer para nós na sua voz. Deus abençoe e que venha muitos bons pastores de acordo com o coração de Deus. Paz e bem.

 Servus Christi semper! Missionarius Christi.

 Jose B. Schumann

 

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Papa aos universitários: sede construtores de um mundo mais justo e mais humano

A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Foi a exortação de Leão XIV no Encontro com o mundo universitário - na Universidade Católica da África Central -, em Iaundê, esta sexta-feira (17/04), no último compromisso do Santo Padre em seu terceiro dia em terras camaronesas

Leão XIV concluiu esta sexta-feira, 17 de abril, seu terceiro dia em terras camaronesas encontrando em Iaundê o mundo universitário, um dos eventos mais aguardados de sua visita ao país africano.

Após as saudações de boas-vindas do reitor da Universidade Católica da África Central e do testemunho de representantes do mundo docente e discente, o Pontífice proferiu seu discurso definindo, inicialmente, a instituição fundada em 1989 como um centro de excelência para investigação, a transmissão do conhecimento e a formação de tantos jovens. O Santo Padre afirmou que a instituição católica constitui um farol a serviço da Igreja e da África, na busca da verdade e na promoção da justiça e da solidariedade.

https://youtu.be/aeUEQ7RqQnU

O Papa ressaltou que hoje, mais do que nunca, é necessário que as Universidades, e ainda mais aquelas católicas, se tornem verdadeiras comunidades de vida e investigação, que introduzam estudantes e docentes a uma fraternidade no saber. O que o Evangelho e a doutrina da Igreja estão atualmente chamados a promover, é uma autêntica cultura do encontro, antes – bem se poderia dizer – uma cultura do encontro entre todas as culturas autênticas e vitais, graças a um intercâmbio recíproco dos respetivos dons no espaço de luz desvendado pelo amor de Deus para todas as suas criaturas, acrescentou Leão XIV, frisando que a Universidade é, por excelência, um lugar de amizade, cooperação e, ao mesmo tempo, de interioridade e reflexão.

Erosão dos pontos de referência morais

Caríssimos, a África pode contribuir de maneira fundamental para alargar os horizontes demasiado estreitos de uma humanidade que tem dificuldade em ter esperança. No vosso magnífico continente, a investigação é particularmente desafiada a abrir-se a perspetivas interdisciplinares, internacionais e interculturais. Atualmente, temos uma necessidade urgente de pensar a fé dentro dos cenários culturais e dos desafios atuais, de modo a fazer emergir a sua beleza e credibilidade em diferentes contextos, especialmente naqueles mais marcados por injustiças, desigualdades, conflitos, degradação material e espiritual.

Nas sociedades contemporâneas – e, portanto, também em Camarões –, observa-se uma erosão dos pontos de referência morais que outrora orientavam a vida coletiva. Os cristãos, e muito especialmente os jovens católicos africanos, não devem ter medo das “coisas novas”.

A vossa Universidade pode formar pioneiros de um novo humanismo no contexto da revolução digital, da qual o continente africano conhece bem não só os aspetos sedutores, mas também o lado obscuro das devastações ambientais e sociais provocadas pela busca desenfreada de matérias-primas e terras raras. Não desvieis a vossa atenção: é um serviço à verdade e a toda a humanidade. Sem este esforço educativo, a adaptação passiva às lógicas dominantes será confundida com competência, e a perda de liberdade com progresso.

A África precisa ser libertada da chaga da corrupção

Outro tema desenvolvido pelo Santo Padre foi o da questão migratória, tão presente na realidade africana, e não somente. A esse propósito, Leão XIV afirmou que perante a compreensível tendência migratória, que pode levar a acreditar que noutro lugar se pode encontrar facilmente um futuro melhor, “convido-vos, em primeiro lugar – disse -, a responder com um ardente desejo de servir o vosso país e de colocar, em benefício dos vossos concidadãos, os conhecimentos que aqui estais a adquirir. Eis a razão de ser da vossa Universidade, fundada há trinta e cinco anos para formar pastores de almas e leigos empenhados na sociedade: são estes os testemunhos de sabedoria e de equidade que o continente africano precisa”. A esse ponto de seu discurso, dirigindo-se aos estudantes e, em seguida, aos professores, o Pontífice fez uma premente exortação:

“Queridos estudantes, aprendei a tornar-vos construtores do futuro dos vossos respetivos países e de um mundo mais justo e mais humano. Queridos professores, a vossa função é fundamental. Por isso, encorajo-vos a encarnar os valores que desejais transmitir, sobretudo a justiça e a equidade, a integridade, o sentido de serviço e de responsabilidade. A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Para além de guias intelectuais, sede modelos cuja exatidão científica e honestidade pessoal eduquem a consciência dos vossos alunos. Com efeito, a África precisa de ser libertada da chaga da corrupção. E, para um jovem, essa consciência deve consolidar-se desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores. Dia após dia, fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual.”

Ao dardes testemunho da verdade, considerando especialmente as ilusões da ideologia e das modas, disse por fim Leão XIV, criai um ambiente em que a excelência acadêmica se une naturalmente à retidão humana.

 Semana Santa, um tempo propício para assumirmos melhor a nossa fé no Testemunho de vida


Queridos irmãos e irmãs, dia 29 começou a Semana Santa. Foi no Domingo de Ramos e da Paixão de Jesus Cristo. As bênçãos de Ramos foram feitas depois das leituras e em seguida saímos para  rua em procissão festiva gritando hosana ao filho de Davi. Fizemos a memória daquele dia que Jesus entrou em Jerusalém com vivas do Povo, Ele estava montado em burro. Um Rei de fato, mas diferente dos reis daquela  época que montam cavalos enormes revestidos de poder. O poder de Jesus está escrito no Livro do Profeta Isaías, Ele é o Servo Javé.


Depois entramos dentro da igreja e foi narrada a Paixão de Jesus. Foi um momento de compaixão com Jesus. Jesus Deus passou por isso para nossa salvação. Oxalá se os cristãos fossem mais seguidores de Jesus e não dos poderosos deste mundo.

Essa foi uma semana atípica apesar de nossos afazeres do cotidiano. Participar da Semana Santa deve ser vivida com uma experiência de fé e de comprometimento com Cristo neste mundo para que seja melhor de viver na solidariedade e fraternidade com todos. Há muitos vivendo em condições desumanas e muitos sem moradias dignas.

Nesta semana houve a procissão do depósito da imagem de Maria, Mãe das dores e Jesus dos Passos em um dia e no outro a procissão do Encontro da mãe com seu Filho Jesus, homem sofrido, machucado e dilacerado pelos carrascos do poder religioso e político que sempre não fazem a justiça. Jesus foi condenado por ser bom e pois poderia atrapalhar o poder autoritário da época que vivia da ostentação e exploração dos pobres.

Na quinta-feira santa fizemos a memória da última ceia de Jesus e dos Lava-pés com seus apóstolos. Neste dia véspera da paixão e sua morte, Ele instituiu a eucaristia e o sacerdócio para perpetuar esse mistério do seu corpo e sangue em todas nossas missas. Nesta ocasião Jesus lavou os pés dos apóstolos e os enxugou, mostrando humildade e serviço. Oxalá que todos saiam do seu conforto e se coloquem a serviço de todos, principalmente os que estão marginalizados neste mundo. Muitos estão passando fome e sem moradia.

Ontem, Sexta-feira Santa, fizemos a memória da Paixão às 15 horas. Uma solenidade sem missa. Houve a primeira leitura, salmo que nos faz refletir melhor o momento. A adoração do Cristo morto na cruz. Muito bom saber que a árvore da vida se tornou cruz e trono de Jesus. A veneração que fazemos na imagem do crucificado beijando significa que devemos nos comprometer com Ele para que esse mundo seja justo e bom como o próprio Deus fez e achou bom. À noite saíram  com esquife do Cristo morto.

Momento que serve para nós se encontrar com os momentos da morte que muitas vezes vivenciamos e a nossa atitude deve ser de solidariedade e com compaixão com as morte tanto naturais como violentas. Sabemos que a morte não segurou Jesus. O sábado é de silêncio. Jesus foi na mão dos mortos e resgatou a todos, desde de Adão até os últimos dos profetas e homens e mulheres.

O sábado é de espera e assim vivenciamos a Vigília da Páscoa. Vamos percorrer a história da salvação até o grito do aleluia pois Jesus está vivo e ressuscita. É Páscoa e um dia nós teremos a nossa Páscoa se formos fiéis a Deus, vivendo numa Igreja viva e de saída com nosso testemunho de vida cristã no mundo. Amém

Feliz Páscoa a todos. Ontem o blog modestaspropostas.blogspot.com fez mais uma ano de existência e que ele seja sempre um veículo de transformação, formação e informação. Passei meu aniversário ontem vivenciando a sexta feira da Paixão.

Tudo por Jesus, nada sem Maria.! Servus Christi semper!

Jose B. Schumann
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