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Janeiro, 2012
Quinta
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A PÁSCOA DO CONCÍLIO

25 - Abril - 2012 Reporter: Erick Sávio Comentario

“Neste ano, a festa da Páscoa traz marcas do Concílio. A páscoa sempre evoca o passado, de maneira a trazer presente o significado dos acontecimentos antigos. Pois bem, desta vez, somos convidados a associar as diversas evocações antigas da Páscoa, com acontecimentos mais recentes na caminhada da Igreja. Entre eles, se destaca, com evidência, o Concílio Ecumênico Vaticano II. … [...]

“Encontrou a força para amar a Igreja até o fim, mesmo no momento da condenação”

Postado por Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

O cristão, pelo Batismo, deve ser firme na fé e coerente nas atitudes no mundo da política, na família, na sociedade e na Igreja. Somos uma Igreja militante que está a caminho da eternidade com Deus e com outros irmãos que já nos precederam no céu como Igreja triunfante. Deus é a razão da vida dos cristãos. Não devemos temer com as atrocidades que existem no nosso mundo. Não podemos perder a fé e nem nos acorvadar diante das perseguições, pois se perseguiram o Mestre quem dirá nós, mas Jesus venceu o mundo e está vivo e vitorioso (cf. Jo 15, 18-27).
A vida heróica e a trágica morte de Santa Joana D'Arc são um exemplo para os cristãos, especialmente para aqueles engajados na política. Isto foi afirmado hoje pelo Papa Bento XVI em sua catequese, dentro do ciclo dedicado às santas mulheres da Idade Média, e que hoje quis dedicar a Joana, "a donzela", a jovem heroína francesa que foi executada na fogueira por seus inimigos políticos. Joana (1412-1431), originária da aldeia de Domrémy, recebeu uma série de revelações divinas sobre a missão que deveria cumprir, libertando seu povo do domínio inglês, no contexto da Guerra dos Cem Anos (www.zenit.org ).
Com apenas 17 anos, ela liderou os exércitos franceses a várias vitórias, principalmente ao levantamento do Cerco de Orléans (1429), que ajudou a restaurar o trono de Charles VII. Capturada pelos ingleses, abandonada por seus aliados e com um tribunal eclesiástico manipulado por interesses políticos, Joana foi acusada de heresia e condenada à fogueira, onde morreu com apenas 19 anos. Reabilitada 25 anos mais tarde pelo Papa espanhol Calisto III, foi canonizada em 1920, por Bento XV. Sua figura teve um grande impacto sobre escritores como Charles Péguy, e uma profunda influência sobre outra grande santa francesa, Teresa de Lisieux (www.zenit.org ) .
O Papa quis destacar dois aspectos da vida da santa francesa, como exemplos para os cristãos de hoje. Por um lado, sua ação política; por outro, seu amor pela Igreja. Ambos, segundo o Pontífice, estão enraizadas no amor profundo de Joana por Jesus Cristo: "o Nome de Jesus, invocado pela nossa santa até os últimos momentos da sua vida terrena, foi como a respiração da sua alma, como o bater do seu coração, o centro de toda a sua vida". Esta santa, explicou o Papa, "compreendeu que o Amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus esteve sempre em primeiro lugar durante toda a sua vida, segundo sua belíssima afirmação: ‘Nosso Senhor é o primeiro a ser servido'" (www.zenit.org ).
Joana concebia Jesus como o "Rei do céu e da terra", e em seu estandarte "pintou a imagem de ‘Nosso Senhor, que sustenta o mundo', um ícone de sua missão política". Portanto, sublinhou o Papa, "a libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana cumpre na caridade, por amor a Jesus". "Sua vida é um belo exemplo de santidade para os leigos que trabalham na política, especialmente nas situações mais difíceis", acrescentou. Por outro lado, Bento XVI quis destacar da santa seu amor pela Igreja, apesar do trágico final devido às intrigas das quais participaram os teólogos e prelados que contribuíram para sua injusta condenação (www.zenit.org ).
Em Jesus, afirma o Papa, "Joana contempla também a realidade da Igreja, a ‘Igreja triunfante' do céu e a ‘Igreja militante' da terra". "Em suas palavras, ‘de Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só'. Esta afirmação, citada no Catecismo da Igreja Católica, tem um caráter verdadeiramente heróico no contexto do Processo de Condenação, na frente de seus juízes, homens da Igreja, que a perseguiram e condenaram." "No amor de Jesus, Joana encontrou a força para amar a Igreja até o fim, mesmo no momento da condenação", sublinhou o Papa. Para o Pontífice, Joana d'Arc é uma das "figuras mais características dessas ‘mulheres fortes' que, no final da Idade Média, carregaram sem medo a grande luz do Evangelho nas complexas vicissitudes da história" . (www.zenit.org )
Estas palavras do nosso Papa Bento XVI nos fazem pensar e tomar posição diante dos desafios desse mundo, pois não podemos acomodar no nosso egoísmo sem preocupar com os nossos irmãos mais sofridos. O cristão leigo animado na fé no Cristo e guiado por bons pastores pode com certeza fazer diferença nesse mundo. Se todos assumirem as responsabilidades de melhorar o mundo, então podemos habitar harmoniosamente com todos. A paz, a solidariedade e a partilha visam o bem comum de todos. Ninguém pode ficar excluído do banquete da vida no Reino de Deus.
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Paz e Bem (Louvor as Criaturas)

Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

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