Queridos irmãos e irmãs, celebrar natal é reconhecer a presença de Deus no nosso mundo. Ele veio pobre, nascido em Belém numa manjedoura, demonstrando um Deus despojado que ama a humanidade e o mundo de modo infinito. Ele veio simples e cheio de paz. Os anjos anunciam o seu nascimento aos pobres pastores que foram até a gruta onde estava Jesus com sua mãe e Jose. O cristianismo é a religião do amor e do perdão, pois segue Jesus. Infelizmente alguns se equivocaram e praticaram violência e injustiça em nome de Deus, mas isso não vem de Cristo, pois Ele ensinou o despojamento, a renuncia e modo de viver simples e pobre. O mundo sem Deus se desumaniza e fica estéril de amor, de partilha, de solidariedade, de compreensão e de perdão. (1)
O papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano, a oitava de seu Pontificado. A rejeição a Deus pelo mundo contemporâneo leva à rejeição do outro, principalmente dos mais vulneráveis, advertiu nesta segunda-feira o Papa Bento XVI, durante a tradicional Missa do Galo, antes de definir qualquer violência em nome de Deus como uma "doença" da religião.(2)
O Papa, que celebrou a missa com o auxílio de cerca de 30 cardeais, rezou pela paz na Palestina, Síria, Líbano e Iraque para que os cristãos possam "conservar sua morada" nestes lugares e para que "cristãos e muçulmanos possam construir juntos seus países na paz de Deus". "Estamos completamente repletos de nós mesmos, de modo que já não há espaço para Deus. Também não resta espaço para os outros, para as crianças, os pobres, os estrangeiros", disse o Papa na missa celebrada na Basílica de São Pedro. "Não é precisamente a Deus que rejeitamos?", questionou Bento XVI.(2)
O papa Bento XVI celebra a tradicional Missa do Galo na basílica de São Pedro do Vaticano, a oitava de seu Pontificado Foto: Vincenzo Pinto / AFPNo início de uma cerimônia de mais de duas horas, acompanhada por coral em latim, música de órgão e som de trombetas, Bento XVI percorreu a imensa Basílica de São Pedro sobre uma plataforma móvel, mostrando cansaço. "Correntes de pensamento muito difundidas afirmam que (...) a religião, em particular o monoteísmo, seria a causa da violência e das guerras no mundo; que seria preciso libertar a humanidade da religião para se estabelecer a paz; que o monoteísmo, a fé em um único Deus, seria prepotência, motivo de intolerância, já que por sua natureza tentaria se impor a todos com a pretensão da única verdade".(2)
"É certo que o monoteísmo serviu durante a história como pretexto para a intolerância e para a violência. É verdade que uma religião pode se desviar e chegar a se opor à natureza mais profunda quando o homem pensa que deve tomar em suas mãos a causa de Deus, fazendo de Deus sua propriedade privada. Devemos estar atentos contra a distorção do sagrado"."Mas mesmo que seja incontestável um certo uso indevido da religião na história, não é verdade que o "não" a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, se extingue também a dignidade divina do homem", concluiu Bento XVI.(2)
As palavras do papa Bento XVI são sempre benvindas e sábias, pois ele nos orienta como um pai a seus filhos que querem que estejamos no caminho certo que nos leva a Deus. Deus não é culpado pelas atrocidades que as pessoas fazem no mundo. Isso é fruto do ódio, do materialismo e do egoísmo que querem negar Deus nas orientações do mundo. O mundo torna-se cruel na medida em que nos esquecemos de Deus e ficamos na nossa autossuficiência. Uma sociedade que pensa só em si e esquece-se dos outros está condenada a perecer. Deus é a luz que ilumina a humanidade para o amor e a paz, sem ela ficaremos na escuridão do egoísmo e do individualismo que cegam a pessoa para o outro. Natal tem significado grande, pois nele encontramos a fragilidade do menino que torna em nosso coração um gigante para a construção do amor e da paz. (1)
(1)    Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha
(2)    www.terra.com.br


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