A presença de Jesus Vivo nos liberta do medo

Queridos irmãos e irmãs, se nós não estivermos com Jesus, corremos o risco de fugir para outro caminho que não leva a vida. O medo da realidade nos torna, muitas vezes, omissos de nossas responsabilidades de construir o reino de Deus já aqui. Pelo Batismo nos inseriu numa comunidade cristã, onde Jesus é o centro dela que leva a verdadeira libertação. A fé nos liberta para verdadeira vida em Cristo. Nesta semana que celebramos a oitava da Pascoa nos permite encontrar Cristo que vem sempre ao nosso encontro nos ensinado a verdade de Deus que Ele trouxe para o mundo.

Nos Atos dos Apóstolos nós encontramos Pedro e João que vão ao templo para a oração da 3 da tarde. Lá um mendigo aleijado pede esmola, em vez de dinheiro, eles dão a graça de curar da enfermidade que impedia de ser livre e autônomo. Esta graça, por intermédio dele, é feita em nome de Jesus vivo e ressuscitado.

Após a cura, o homem entra no templo e louva a Deus pelas maravilhas concedidas a ele. Todos se regozijavam em Deus, pois sabiam que o homem era pedinte na porta do templo. Deus é sempre a favor do oprimido e a sua graça é dom gratuito para aqueles que têm fé em Cristo. (cf. At 3, 1-10.
Assim podemos dizer com o Salmo 105: Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!

http://2.bp.blogspot.com/-CmuAOiVPRYo/TZ_ZfkG2wUI/AAAAAAAACtk/d2qp2iZc_ms/s1600/A+EMA%25C3%2599S.jpgO evangelista Lucas nos fala do episodio dos discípulos a caminho de Emaus. Eles estavam com medo dos judeus, devido aos últimos acontecimentos ocorridos na sexta feira da Paixão. Eles comentavam o ocorrido. Estavam cegos diante da realidade e nem perceberam aproximação de Jesus. Embora interrogado por Ele, mas eles não o reconheceram. Eles espantaram pelo não conhecimento daquele homem diante dos fatos ocorridos em Jerusalém. Eles falaram que reconheciam que Jesus foi um grande profeta que fez maravilhas, mas foi crucificado, embora Jesus dizia que iria ressurgir em três dias novamente. Já tinha passado três dias e ainda falaram a Ele : “É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu"”.

Então, Jesus os repreendeu e os exortou que tudo que tinha acontecido está nas escrituras e Ele tinha falado a eles, nada ocultou para cumprir o que foi escrito Dele. Deu-lhes novamente uma catequese para que ele descobrisse que Jesus está vivo.

Eles reconheceram Jesus no partir do pão e Ele desapareceu. Logo voltaram e forma falar para os discípulos o que tinha ocorrido com eles e deram a noticia que Jesus está vivo. Os apóstolos contaram que isso era verdade, dizendo: E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão! (cf. Lc 24, 13-35).

Segue o Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África), Doutor da Igreja Sermão 235, 1-3; PL 38, 118-119 «Pôs-Se com eles a caminho»:

Depois da ressurreição, o Senhor Jesus encontrou no caminho dois dos Seus discípulos, que conversavam sobre o que tinha acontecido. Ao vê-los tão tristes, perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?». Esta passagem do Evangelho traz-nos uma grande lição, se a soubermos compreender. Jesus aparece, mostra-Se aos discípulos e não é reconhecido. O Mestre põe-Se com eles a caminho, e é Ele próprio o caminho (Jo 14,6). Mas eles não estão ainda no verdadeiro caminho; quando Jesus os encontra, tinham perdido o caminho. Enquanto morava com eles, antes da Paixão, tinha-lhes predito tudo: os sofrimentos por que passaria, a Sua morte, a Sua ressurreição ao terceiro dia. Tudo lhes anunciara; mas a Sua morte fizera-os perder a memória [...].

«Nós esperávamos que fosse Ele O que viria redimir Israel.» Como, discípulos, vós esperáveis e agora já não esperais? Apesar de Cristo estar vivo, tendes em vós morta a esperança? Sim, Cristo está vivo. Mas Cristo vivo encontrou mortos os corações dos discípulos. Surge diante dos seus olhos, e eles não se apercebem; mostra-Se, e continua escondido deles. [...] Caminha com eles e parece segui-los, e é Ele quem os conduz. Eles vêem-No mas não O reconhecem, «porque os seus olhos estavam impedidos de O reconhecer». [...] A ausência do Senhor não é uma ausência. Crê apenas, e Aquele que não vês está contigo.

Assim queridos irmãos e irmãs, devemos não ter medo desta novidade, Jesus está vivo e por isso somos convocados a dar testemunha Dele. Em todos os lugares. Ser pessoa nova deve ser compromisso de todos e que possamos ser porta voz da alegria da vida e defensor dela em todo lugar. Que a vida seja vencida e que a cultura de morte seja banida no nosso meio. Amém

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

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